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Sabat de Beltane

30.10.2009

Sabat de Beltane

No próximo dia 31 de outubro comemoramos o Sabat de Beltane que ocorre no meio da Primavera.
Este é o momento do ano em que a Terra se aquece no gentil abraço de calor do Sol com o retorno da vitalidade, da paixão e da consumação das esperanças.
A Mãe Terra, representada pela Deusa, despertou e se encontra fértil e o Jovem Deus alcançou o auge de sua vitalidade e vigor. 
O calor do Sol e a exuberância da Natureza festejam sua paixão, culminando no Casamento Sagrado. 
É a união entre os princípios masculino e feminino da criação, a união de todos os poderes que trazem vida a todas as coisas.
O Deus e a Deusa estão férteis e apaixonados e de seu amor, tudo, absolutamente tudo, nascerá.
Beltane era celebrado com flores e uma grande festa pública.
Comemorava-se a fertilidade, o amor que dá forças a tudo, e o retorno do Sol, com toda a sua intensidade.
Os principais símbolos desse Sabat são as fogueiras e o Mastro de Beltane.
As Fogueiras de Beltane possuem o significado mágico de trazer a luz do Sol até a Terra.
Essas fogueiras eram chamadas de "fogueiras da necessidade", eram construídas de uma forma sagrada e davam-lhe oferendas como, por exemplo, ervas mágicas, artefatos animais ou totens para imbuir o fogo de poderes que seriam então passados para o gado que se alimentaria da ração com as cinzas dessa fogueira.
O Deus Bel é invocado e então todos pulam a fogueira para se livrar de má sorte, doenças, negatividade, para absorverem as energias poderosas do fogo mágico e para atrair a fertilidade para sua vida.
O Fogo simboliza o Deus em seu total aspecto da Amante da Deusa.
O Mastro de Beltane representa a união do Deus (o Mastro) e da Deusa (coroa de flores no topo).
Tradicionalmente é enfeitado com uma guirlanda no seu topo e com fitas multicoloridas.
Através de uma dança onde as fitas são entrelaçadas ao mastro, celebramos o Casamento Sagrado, a União da Deusa (Terra) e do Deus (Sol) que sustentará a vida, essa união libera bênçãos de prosperidade, saúde, amor e realizações felizes, propiciando uma colheita farta e abundante para todos nos meses vindouros.
Cada participante escolhe uma fita de sua cor preferida ou ligada a um desejo, e todo o grupo começa então a entrelaçar uma fita na outra até que todo o Mastro esteja revestido por elas.
Durante o entrelaçar das fitas os participantes tecem a teia da vida, mentalizando os desejos, como se estivessem tecendo seu próprio destino, colocando-se sob a proteção dos Deuses, fazendo os pedidos e projetando o futuro que almejam.
Beltane é o dia da alegria, da felicidade e do riso, pois celebra a vida em todas as suas manifestações.

Estes festejos eram usados também para celebrar o Amor.
Amor espiritual, Amor entre um casal e que nesse dia tinha seus votos renovados (ou não) por mais um ano.
Beltane é também re-encontrar o mais importante tipo de Amor: o amor-próprio. 
Pois só um coração preenchido por esse sentimento pode amar livre e incondicionalmente.
Ao participar dessa cerimônia, devemos perceber a presença eterna do Amor espiritual que está dentro de cada um e que ao mesmo tempo rodeia a todos.

Magicamente falando, Beltane é o tempo de fertilizar, nutrir e impulsionar os projetos e desejos que plantamos no Sabat de Ostara.
Atividades:
• Pular fogueira (ou caldeirão que é o ponto central mais comum da cerimônia. 
Representa, obviamente, a Deusa - a essência da feminilidade, o objetivo de todo desejo);
• Guardar as cinzas da fogueira para utilizar em encantamentos de fertilidade, para abençoar objetos e pessoas;
• Fazer Mastro de Beltane;
• Dançar em volta do Mastro de Beltane;
Colocar uma fita colorida em uma árvore fazendo um pedido as Fadas;
• Fazer uma oferenda ao povo das Fadas;
• Confeccionar guirlandas com flores multicoloridas para as mulheres e folhas verdes para os homens;
• Fazer bolos redondos de aveia e cevada (Bolos de Beltane).
Hoje, acenda a fogueira sagrada (pode ser o caldeirão ou 2 velas, espaçadas para que possa passar entre elas) reverenciando a força do Amor que purifica e abençoa, trazendo luz e harmonia para sua vida.
Um pequeno Mastro simbólico pode ser feito com gravetos e pequenas fitas de cetim e queimado no interior de um caldeirão ao final da cerimônia.
Os celtas acreditavam que este festival era regido pelo Povo das Fadas, ajudantes da Mãe Terra em sua tarefa de florescer e frutificar.
Trata-se de uma época muito mágica, pois conta-se que entre os dois mundos (humanos e das fadas) há, neste dia, somente uma linha muito tênue que os separa...
Deixam-se oferendas de frutas, leite, mel, cristais e contas coloridas, para o Povo das Fadas, pedindo-lhes a abertura da visão sutil e o conhecimento do uso mágico das ervas e pedras.
Colocar uma fita em uma árvore fazendo um pedido ao Povo das Fadas.
Usar fitas de acordo com os seus desejos...
O Simbolismo das cores: laranja para prosperidade, rosa para amor, verde para abundância, amarela para cura, azul para proteção, vermelha para paixão, preta para afastar o mal.
Os alimentos tradicionais de Beltane são frutas vermelhas (como cerejas e morangos), saladas de ervas, ponche de vinho rosado ou tinto e bolos redondos de aveia ou cevada, conhecidos como bolos de Beltane.
Oração de Beltane
Ó Deusa Mãe, rainha da noite e da Terra;
Ó Deus Pai, Rei do dia e das florestas,
Eu celebro sua união enquanto a natureza se alegra num ruidoso banho de cor e vida.
De sua união surgirá a vida renovada; Uma profusão de criaturas vivas cobrirá a terra,
E os ventos soprarão puros e doces.
Ó antigos, eu celebro com vocês!!
Dessa forma querendo festejar esta noite encantada de Beltane, acenda uma vela simbolizando o Sol, colha flores para simbolizar a fertilidade, e recite poemas em homenagem ao Deus e a Deusa.
Se for possível, passe a noite em claro e veja o amanhecer...
Sinta a grandeza e exuberância da Natureza, e de como a Vida é fértil e perfeita.
Feliz Beltane a todos!!!

Agradecimento - A terapeuta holística Mirhyam Conde Canto escreve periodicamente no site da Ana Maria Braga. E você também pode entrar em contato com ela, por meio dos blogs www.mirhyamcanto.blogspot.comwww.espacodluzepaz.blogspot.com, e-mail: mirhyamcanto@uol.com.br ou telefones (11) 2296-9255 ou (11) 98489-3858.
Texto publicado em http://anamariabraga.globo.com/canais/Zen/sabat-de-beltane.html

Sabbat de Beltane: Rituais de celebração da vida!

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30.10.2009

Sabat de Beltane

No próximo dia 31 de outubro comemoramos o Sabat de Beltane que ocorre no meio da Primavera.
Este é o momento do ano em que a Terra se aquece no gentil abraço de calor do Sol com o retorno da vitalidade, da paixão e da consumação das esperanças.
A Mãe Terra, representada pela Deusa, despertou e se encontra fértil e o Jovem Deus alcançou o auge de sua vitalidade e vigor. O calor do Sol e a exuberância da Natureza festejam sua paixão, culminando no Casamento Sagrado. É a união entre os princípios masculino e feminino da criação, a união de todos os poderes que trazem vida a todas as coisas.
O Deus e a Deusa estão férteis e apaixonados e de seu amor, tudo, absolutamente tudo, nascerá.
Beltane era celebrado com flores e uma grande festa pública.
Comemorava-se a fertilidade, o amor que dá forças a tudo, e o retorno do Sol, com toda a sua intensidade.
Os principais símbolos desse Sabat são as fogueiras e o Mastro de Beltane.
As Fogueiras de Beltane possuem o significado mágico de trazer a luz do Sol até a Terra.
Essas fogueiras eram chamadas de "fogueiras da necessidade", eram construídas de uma forma sagrada e davam-lhe oferendas como, por exemplo, ervas mágicas, artefatos animais ou totens para imbuir o fogo de poderes que seriam então passados para o gado que se alimentaria da ração com as cinzas dessa fogueira.
O Deus Bel é invocado e então todos pulam a fogueira para se livrar de má sorte, doenças, negatividade, para absorverem as energias poderosas do fogo mágico e para atrair a fertilidade para sua vida.
O Fogo simboliza o Deus em seu total aspecto da Amante da Deusa.
O Mastro de Beltane representa a união do Deus (o Mastro) e da Deusa (coroa de flores no topo).
Tradicionalmente é enfeitado com uma guirlanda no seu topo e com fitas multicoloridas.
Através de uma dança onde as fitas são entrelaçadas ao mastro, celebramos o Casamento Sagrado, a União da Deusa (Terra) e do Deus (Sol) que sustentará a vida, essa união libera bênçãos de prosperidade, saúde, amor e realizações felizes, propiciando uma colheita farta e abundante para todos nos meses vindouros.
Cada participante escolhe uma fita de sua cor preferida ou ligada a um desejo, e todo o grupo começa então a entrelaçar uma fita na outra até que todo o Mastro esteja revestido por elas.
Durante o entrelaçar das fitas os participantes tecem a teia da vida, mentalizando os desejos, como se estivessem tecendo seu próprio destino, colocando-se sob a proteção dos Deuses, fazendo os pedidos e projetando o futuro que almejam.
Beltane é o dia da alegria, da felicidade e do riso, pois celebra a vida em todas as suas manifestações.

Estes festejos eram usados também para celebrar o Amor.
Amor espiritual, Amor entre um casal e que nesse dia tinha seus votos renovados (ou não) por mais um ano.
Beltane é também re-encontrar o mais importante tipo de Amor: o amor-próprio. Pois só um coração preenchido por esse sentimento pode amar livre e incondicionalmente.
Ao participar dessa cerimônia, devemos perceber a presença eterna do Amor espiritual que está dentro de cada um e que ao mesmo tempo rodeia a todos.

Magicamente falando, Beltane é o tempo de fertilizar, nutrir e impulsionar os projetos e desejos que plantamos no Sabat de Ostara.
Atividades:
• Pular fogueira (ou caldeirão que é o ponto central mais comum da cerimônia. Representa, obviamente, a Deusa - a essência da feminilidade, o objetivo de todo desejo);
• Guardar as cinzas da fogueira para utilizar em encantamentos de fertilidade, para abençoar objetos e pessoas;
• Fazer Mastro de Beltane;
• Dançar em volta do Mastro de Beltane;
Colocar uma fita colorida em uma árvore fazendo um pedido as Fadas;
• Fazer uma oferenda ao povo das Fadas;
• Confeccionar guirlandas com flores multicoloridas para as mulheres e folhas verdes para os homens;
• Fazer bolos redondos de aveia e cevada (Bolos de Beltane).
Hoje, acenda a fogueira sagrada (pode ser o caldeirão ou 2 velas, espaçadas para que possa passar entre elas) reverenciando a força do Amor que purifica e abençoa, trazendo luz e harmonia para sua vida.
Um pequeno Mastro simbólico pode ser feito com gravetos e pequenas fitas de cetim e queimado no interior de um caldeirão ao final da cerimônia.
Os celtas acreditavam que este festival era regido pelo Povo das Fadas, ajudantes da Mãe Terra em sua tarefa de florescer e frutificar.
Trata-se de uma época muito mágica, pois conta-se que entre os dois mundos (humanos e das fadas) há, neste dia, somente uma linha muito tênue que os separa...
Deixam-se oferendas de frutas, leite, mel, cristais e contas coloridas, para o Povo das Fadas, pedindo-lhes a abertura da visão sutil e o conhecimento do uso mágico das ervas e pedras.
Colocar uma fita em uma árvore fazendo um pedido ao Povo das Fadas.
Usar fitas de acordo com os seus desejos...
O Simbolismo das cores: laranja para prosperidade, rosa para amor, verde para abundância, amarela para cura, azul para proteção, vermelha para paixão, preta para afastar o mal.
Os alimentos tradicionais de Beltane são frutas vermelhas (como cerejas e morangos), saladas de ervas, ponche de vinho rosado ou tinto e bolos redondos de aveia ou cevada, conhecidos como bolos de Beltane.
Oração de Beltane
Ó Deusa Mãe, rainha da noite e da Terra;
Ó Deus Pai, Rei do dia e das florestas,
Eu celebro sua união enquanto a natureza se alegra num ruidoso banho de cor e vida.
De sua união surgirá a vida renovada; Uma profusão de criaturas vivas cobrirá a terra,
E os ventos soprarão puros e doces.
Ó antigos, eu celebro com vocês!!
Dessa forma querendo festejar esta noite encantada de Beltane, acenda uma vela simbolizando o Sol, colha flores para simbolizar a fertilidade, e recite poemas em homenagem ao Deus e a Deusa.
Se for possível, passe a noite em claro e veja o amanhecer...
Sinta a grandeza e exuberância da Natureza, e de como a Vida é fértil e perfeita.
Feliz Beltane a todos!!!

Agradecimento - A terapeuta holística Mirhyam Conde Canto escreve periodicamente no site da Ana Maria Braga. E você também pode entrar em contato com ela, por meio dos blogs www.mirhyamcanto.blogspot.comwww.espacodluzepaz.blogspot.com, e-mail mirhyamcanto@uol.com.br ou telefones (11) 2296-9255 ou (11) 98489-3858.

Sabbats

Encante-se com as celebrações da natureza em todas as épocas do ano


Os povos primitivos baseavam sua cultura na própria Natureza e as mudanças eram percebidas e celebradas. 
Os rituais eram formas de conexão com a espiritualidade, e por danças, cantos e reflexões, o homem se ligava às divindades, agradecendo pela colheita, fazendo pedidos e vivenciando simbolicamente os ciclos naturais. 
Isto indica a grande dependência que os homens têm em relação à Terra, ao Sol e à Lua, e os efeitos das estações em nossa vida.
Num eterno ciclo de nascimento, morte e renascimento, representado pelo também eterno romance entre a Natureza (Deusa) e o Sol (Deus). 
Através dessa simbologia tão singela, as estações do ano e as mudanças climáticas eram reconhecidas e respeitadas.
Para os povos que dependiam das colheitas para seu sustento, o ponto principal deste ciclo místico é a produção de alimentos por meio da união entre o Deus e a Deusa. 

Denominada como a Roda do Ano, a celebração de cada Sabbat (ou Festival) é uma experiência espiritual intensa e sublime que permite-nos permanecer em equilíbrio harmonioso com as forças da Mãe Natureza.

A Roda do ciclo anual possui oito datas de celebrações especiais que são denominadas sabbat (ou Festivais) que tem por objetivo sincronizar a nossa energia com as Estações do Ano, ou seja, com os ciclos do Planeta terra e do Universo. 
Ela descreve o caminho do Sol durante o ano, representando as várias fases do Deus: seu nascimento, crescimento, união com a Deusa, e, finalmente, seu declínio e morte. 

Da mesma forma que o Sol nasce e se põe todos os dias, e da mesma forma que a Primavera faz a Terra renascer após o Inverno, o Deus nos ensina que a Morte é apenas um ponto no ciclo infinito de nossa evolução para podermos renascer do Útero da Mãe.

Nesses festivais, celebramos a Natureza, dançando, cantando, consumindo alimentos da época, agradecendo, relembrando e honrando deidades da Antiguidade. 

Os Sabbats, também conhecidos como a "Grande Roda Solar do Ano", têm sido celebrados sob formas diferentes por quase todas as culturas no mundo. São conhecidos sob vários nomes e aparecem com freqüência na mitologia.
Tudo o que é dito no mito da Roda do Ano é um reflexo do que acontece na Natureza, tanto em humanos quanto em animais ou plantas. 
É a famosa frase: Tanto em cima quanto embaixo. 
Ou seja: o que acontece na Natureza acontece conosco...
A partir da época em que estamos, seguem as próximas celebrações:


Yule ou Solstício de Inverno (21 de junho): onde na noite mais longa do ano, percebemos o quão conectados estamos com a Deusa e o seu filho que nasce (o retorno do Sol). 
Na Natureza, a terra está em período de repouso.
Os animais hibernam, é tempo de quietude... 
Em nós, é tempo de reflexão, introspecção, acalentar novas esperanças, idealizar projetos. 
A escuridão nos remete ao renascimento de todas as coisas, inclusive de nossas próprias atitudes e sentimentos.







Imbolc ou Candlemas (1° de agosto): a Deusa após o período de resguardo do parto aparece como a Mãe nutridora O Deus (Sol) está lentamente aumentando sua força a cada dia... Na Natureza, os dias vão ficando mais longos e o frio vai diminuindo, dando lugar a um Sol meio tímido . A terra sob nossos pés acolhe a semente. Vamos "acordando" do sono do Inverno, querendo sair mais, estar em contato com os outros, respirando o ar menos gelado.











Ostara (21 de setembro): o Deus (Sol) cresceu, tornando-se um jovem adulto. Ele está passando pela puberdade e suas forças são refletidas na vitalidade e no crescimento das plantas. Ele está crescendo novamente. A Deusa é agora uma bonita Virgem da Primavera, jovem, donzela dos novos ventos e esperanças que cobre a terra com seu manto de fertilidade; despertada de Seu repouso, enquanto o Deus se desenvolve e amadurece. Ele caminha pelos campos a verdejar, e delicia-se com a abundância da natureza. Na Natureza acontece uma explosão de cores, de flores, de energia e vitalidade. Em nós, este é um período de iniciar, de agir, de plantar para ganhos futuros, e de cuidar dos jardins.

Beltane (31 de outubro): marca a chegada da virilidade dos jovens Deuses. Agitados pelas energias em ação na natureza, os dois jovens (o Deus e a Deusa) se apaixonam: O calor (Deus-Sol) fertiliza a terra (a Deusa), fazendo com que as sementes germinem e brotem. Deus e Deusa deitam-se entre a relva e os botões de flores, e se unem. A Deusa fica grávida do Deus. A Natureza transborda vida. Em nossos corações é tempo de retorno da vitalidade, da paixão e da consumação das esperanças; momento de nos mostrarmos e anunciarmos a que viemos.









Litha ou Solstício de Verão (21 de dezembro): momento em que o poder do Sol chega ao seu ápice, onde o poder da luz se encontra acima da escuridão, garantindo poder e proteção. Ele é um adulto e tornou-se Pai (dos grãos), devido a sua união com a Deusa em Beltane. Nesse instante o Sol transforma as forças da destruição com a luz do amor e da verdade. As flores, as folhagens e os gramados encontram-se em abundância na Natureza. É o dia mais longo do ano. Em toda a plenitude e poder, o Sol traz o calor do Verão e a promessa total de fertilização do solo, dos grãos, para que haja uma colheita farta e abundante. Nesse período celebramos a abundância, a luz, a alegria, o calor e o brilho da vida. Animais crescem livres e sabem que os raios protetores do Sol irão prover suas necessidades.







Lammas ou Lughnasadh, o meio do verão (2 de fevereiro): Marca o início da decadência do Deus. Ele inicia sua despedida. É a época da primeira colheita, quando as plantas da primavera murcham e derrubam seus frutos ou sementes para garantir nosso consumo e para assegurar futuras safras. O verão está mais ameno; podemos sentir isso no alaranjado do céu, na sensação de "fim de férias" e a volta aos afazeres tradicionais. Nós vamos percebendo a mudança de atitudes, a fase das férias acabou e a tranqüilidade e rotina voltam a nossas vidas. Não só o Sol começa a enfraquecer, mas todos nós vamos ficando mais introspectivos à medida que o outono vai se aproximando.








Mabon ou Equinócio de Outono (21 de março): o Deus se prepara para abandonar Seu corpo físico e iniciar a grande aventura rumo ao desconhecido, em direção à renovação e ao renascimento em Yule pela Deusa. Na Natureza acontece o término da colheita iniciada em Lammas. Mais uma vez o dia e a noite tem a mesma duração, equilibrados. Nós também ajustamos o nosso movimento interno, equilibrando atitudes.













Samhain (1 de maio): A Deusa chora diante da morte do Deus, mesmo sentindo o fogo que queima dentro de Seu útero. Ela sabe que é um adeus temporário. Ele não está envolto em trevas eternas, mas prepara-se para renascer novamente através dela em Yule e re-iniciar o ciclo... A natureza retrocede, recolhe sua fartura, preparando-se para o inverno e seu período de repouso. Nós ficamos mais friorentos, pensativos, reflexivos... É tempo de aquietar a mente e o coração...







Até que Yule retorne...
Dessa forma alegórica e muito singela, comemoramos cada mudança de estação, percebendo a Natureza e percebendo a nós mesmos, conhecendo um pouco mais sobre esse grande mistério que é a vida. 

E quanta "magia" ela contém...


Agradecimento - A terapeuta holística Mirhyam Conde Canto escreve periodicamente no site da Ana Maria Braga. E você também pode entrar em contato com ela, por meio do blogwww.mirhyamcanto.blogspot.com, e-mail mirhyamcanto@uol.com.br ou telefones (11) 2296-9255 ou (11) 98489-3858.
texto publicado no site de Ana Maria Braga em 19-06-2009



Lammas - Sabat em homenagem ao Deus-Sol.

Em 2 de fevereiro (no hemisfério sul, e em 1º de agosto no hemisfério norte) acontece o Lughnassadh, Lammas ou Lunasa: Sabat em homenagem ao Deus-Sol.    O nome Lughnasadh vem em honra ao deus céltico Lugh (Deus-Sol), o maior guerreiro dentre os celtas, pois derrotou os gigantes que exigiam sacrifícios humanos.

Já o nome Lammas é a contração de loaf=naco/pedaço e mass=massa/pão, que significa pedaço de pão.
Olha que interessante: hoje em dia, temos o pão-de-ló (será que veio do pão de loaf?), geralmente feito para comemorar os aniversários de pessoas queridas.

Este Sabat era conhecido também como o Festival da Colheita.
É o tempo de dar graças pelo que você começou a receber e partilhar o que puder para receber mais.
Agradecer pelo que foi bom e também ao que parece ruim, pois tudo o que acontece na vida faz parte do caminho evolutivo de cada um.
Agradecer pela frutificação e colheita das sementes que foram semeadas.
É o momento de agradecermos pelos alimentos que estão diariamente na nossa mesa.

Como atividade simbólica, compartilhamos a nossa fartura e dessa forma louvamos a fertilidade da mãe-terra e honramos a união sagrada da deusa (terra) e do deus (sol).

Pão encantado de Lammas

Símbolo do alimento, o pão encantado é feito com grãos, representando a 1ª colheita, e repartido (como alimento sagrado) entre os membros da família ou mesmo entre amigos.

Preparando o pão

Acenda uma vela branca e ofereça à Deusa-Terra e ao Deus-Sol.
Enquanto prepara a massa de um pão bem gostoso, agradeça por todas as bênçãos concedidas durante o ano.

5 elementos

O pão é composto pelos 5 elementos: combina as dádivas do elemento Terra (farinha, aveia), com a Água (substância que deu origem a todas as coisas), o Ar (o fermento).
Se no momento em que sovamos a massa, fizermos nossos agradecimentos pela prosperidade, fartura e saúde, querendo que cada um que partilhe desse alimento prospere e seja feliz, estaremos encantando esse pão com o nosso amor, a nossa intenção (o 5º elemento).
Por fim, o elemento Fogo (quando o pão vai ao forno, transformando os outros elementos em alimento).

Para servi-lo, enfeite a mesa com flores e frutas da estação, de forma bem bonita, convide familiares e amigos para partilhar com você das bênçãos da vida, saboreando esse delicioso e simbólico pão encantado.


 Faça o seu pão, convide os amigos e atraia boas energias!!!

21 de dezembro - Solstício de Verão - Bem Vindo Deus


Sou o brilhante Deus,
Senhor do Sol,
Mestre de tudo aquilo que é Selvagem e livre,
Pai das mulheres e homens,
Amante da Deusa Lua.
Sou o som que você desconhece, mas que te chama.
Sou quem, no sono profundo, reacende os mistérios noturnos.
Resido dentro de você.
Venha, adentre em meu mundo e conhecerá a ti mesmo.


Sou o radiante Rei dos Céus, inundando a Terra com calor encorajando a semente oculta da criação a germinar-se em manifestação.
Ergo minha brilhante lança para iluminar as vidas de todos os seres e diariamente despejar meu ouro sobre a Terra, expulsando as forças das trevas.
Sou o mestre dos animais selvagens e livres.
Corro junto ao ágil gamo e pairo como um falcão sagrado no céu cintilante.
Os antigos bosques e locais silvestres emanam meus poderes, e 
as aves voadoras cantam minha santidade.
Sou ainda a última colheita, oferecendo grãos e frutos entre a foice do tempo, para que todos sejam alimentados, 
pois sem a plantação não pode haver colheita;
Sem inverno, não haverá primavera.
Cultue-me como o Sol da criação de mil nomes, 
o espirito do gamo cornudo nos bosques, 
a infindável colheita. 

Observe no ciclo anual dos festivais o meu nascimento, minha morte e meu renascimento - 

e saiba que este é o destino de toda a criação.
Sou a centelha de vida, o radiante Sol, 
o que dá paz e descanso, 
e envio meus raios de bênçãos para aquecer os corações 
e fortalecer as mentes de todos.
 




texto retirado dos Livros:
Mistérios Wiccanos de Raven Grimassi e 
Wicca, A Religião da Deusa de Claudieney Prieto.

Que assim seja e assim é!!!
Feliz Litha para todos

Receita de Lammas

Lammas ou Lughnasadh é o Festival dos primeiros frutos da colheita.

No tempo antigo, uma parte dos primeiros grãos, frutas e legumes maduros eram oferecidos para o Deus e Deusa em agradecimento.

Ao mesmo tempo, as primeiras frutas silvestres das colinas eram um presente da Mãe Terra para nós.

Aldeias inteiras subiam na madrugada de Lughnasadh para colher as bagas.

Enquanto colhiam, também participavam de grandes piqueniques com jogos e onde eram contadas as histórias ancestrais.

Assim, as frutas silvestres (framboesas, morangos, cerejas) fazem parte das festividades Lughnasadh desde tempos muito antigos!

Trifle de Morango

Trifle é uma sobremesa, antiga e tradicional da Inglaterra.
É geralmente servido em uma travessa de vidro de modo que as adoráveis camadas de cores possam ser admiradas.

O Trifle de Morango e Framboesa é uma deliciosa sobremesa feita com camadas de morangos, framboesa, pão de ló, chantilly e sorvete de creme.

O sabor levemente azedo do morango e da framboesa contrasta com o suave doce do chantilly.

O sorvete de creme dá o toque final.

Para decorar, uma pequena folha de hortelã.

INGREDIENTES:

1 bolo (pão de ló)
1 porção de morangos e 1 porção de framboesas
suspiros
Sorvete de creme
Chantilly adoçado

PREPARAÇÃO:

Divida o bolo ao meio longitudinalmente, coloque uma fatia como base (no fundo da travessa) e alterne camadas de sorvete de creme, os morangos e framboesas, suspiros.

Repita as camadas e termine cobrindo com chantilly.Faça 2 ou mais camadas.
Regue a calda reservada sobre a coisa toda e cubra com chantilly.


Outra receita:
Bolo de maçã com calda de vinho para Lammas

180 g de manteiga
¼ de xícara de leite
1 xícara de açúcar
3 ovos
2 xícaras de farinha de trigo
½ xícara de maizena
6 colheres de sopa de sementes de papoula
1 xícara de suco de maçã
1 colher de sopa de fermento em pó
1 xícara de maçãs picada em cubinhos regadas com suco de limão.

Misture as sementes de papoula com o leite e deixe descançar 20 minutos. 
Bata a manteiga com o açúcar até obter uma mistura fofa. 
Adicione os ovos um a um até obter um creme homogêneo. 
Junte a farinha, a maisena, o suco de maçã e a mistura de leite com papoula. 
Acrescente por último o fermento. 
Unte uma forma com manteiga e farinha. 
Asse o bolo em forno médio alto preaquecido por aproximadamente 35 minutos. Desenforme e banhe com a calda de maçã e vinho.

Para a calda

2 maçãs raladas no ralo grosso
½ xícara de vinho tinto seco
3 colheres de sopa de água
½ xícara de açúcar cristal

Misture o vinho e a água
Coloque na panela as maçãs raladas com ½ xícara do açúcar cristal. 
Deixe cozinhar até começar a dourar, cuidado para não queimar o açúcar. 
Acrescente o vinho com água e deixe reduzir até a calda engrossar um pouquinho. Despeje em cima do bolo quente.


Feliz Lammas a todos!!!