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A Primavera Chegou!!


21.09.2009

A primavera chegou!


Ostara é celebrado no hemisfério Norte por volta de 21 de março e no hemisfério Sul por volta de 22 de setembro. 
É o momento do ano em que o Sol está diretamente acima do Equador, fazendo com que noite e dia tenham igual duração.
Nesse dia, escuridão e luz são precisamente iguais; então, esse Sabbat traz os sentimentos de equilíbrio e interação, sendo o momento ideal para fortalecer a energia de complementaridade entre homem e mulher. 



É o tempo da igualdade, o começo e da abundância de possibilidades.
Ostara é o primeiro dia da Primavera, também conhecido como Sabbat do Equinócio Vernal, Festival das Árvores, Alban Eilir, Ostara e Rito de Eostre.
É a celebração da Primavera e o re-despertar de fertilidade que celebra o nascimento da vida na Terra.
Desse dia em diante o dia dominará a noite, ou seja, os dias serão maiores que as noites e a Terra explodirá com vida: os animais acasalando, a doce música dos ronronados, grunhidos, mugidos, trinados de pássaros. Folhas verdes surgem das árvores.
Na roda mágica do ano, em Ostara o Deus (Sol) cresceu, tornando-se um jovem adulto.
Ele está passando pela puberdade e suas forças são refletidas na vitalidade e no crescimento das plantas.
Com a vitalidade crescente dele vem o calor da Primavera e o futuro plantio das futuras colheitas.
A Deusa é uma bonita Virgem da Primavera.
Nessa época, o jovem Deus se encontra pela primeira vez com a Deusa, na condição de Virgem.
Esse é um período de sedução, em que a Grande Deusa e o Grande Deus começam a despertar toda a energia de atração e felicidade e esse potencial pode ser visualizado em toda a natureza que se encontra viva e feliz.
No mundo mágico, fadas boas abandonam seus refúgios invernais e se tornam mais ativas.
Elas se despojam de suas peles de inverno e adotam uma indumentária mais leve e mais de acordo com a proximidade do verão.
Durante este equinócio, muitos duendes de banhavam nos rios e arroios.
É prudente que os homens se mantivessem afastados desses lugares, pois caso contrário, corriam o risco desses espíritos se apoderarem deles e os afogarem nas águas.
É o momento propício para honrarmos a Mãe Natureza e todas suas criaturas mágicas.
É o período de celebrar as mudanças de nosso corpo, pois nessa estação do ano ficamos mais ativos, dormimos menos, comemos menos e gastamos mais tempo ao ar livre.
Época do amor, de promessas e de decisões, pois a Terra e a Natureza despertam para uma nova vida.
Assim, esse é o momento de plantar e cultivarmos nossas "sementes" (metas e objetivos).
Dica: Neste dia, prepare um banho em água perfumada com flores para atrair o amor, a sorte e a saúde.
Como a maioria dos antigos festivais pagãos, Ostara - Equinócio da Primavera (no Hemisfério Norte ocorre na data de 21 de março, próximo á Páscoa) foi cristianizado pela Igreja na Páscoa, que nesta ocasião celebra a ressurreição de Jesus Cristo.
Em inglês "Easter" é um nome derivado da deusa Eostre (Deusa da Aurora), deusa anglo-saxã da Primavera, da ressurreição e do renascimento.
Depois, Easter passou de "sol que se eleva" para "filho que se eleva", quando foi adotado pelos costumes cristãos.
Até hoje, o domingo de Páscoa é determinado pelo antigo sistema do calendário lunar, que estabelece o dia santo no primeiro domingo após a primeira lua cheia, no ou após o Equinócio da Primavera!!!
Os ovos, como mencionado, eram símbolos antigos de fertilidade oferecidos à Deusa.
A lebre era um símbolo de renascimento e ressurreição, sendo animal sagrado para várias deusas lunares, tanto na cultura oriental como na ocidental, incluindo a deusa Ostara, cujo animal era o coelho. (O coelho é um dos maiores símbolos de fertilidade da Deusa, pois eles levam um período de 28 dias para gestarem e darem à luz os filhotes, e 28 dias é o ciclo da Lua).
Atividades sugeridas para incorporar a magia de Ostara em sua vida:
Caminhar pelo campo para colher flores:
Os antigos europeus iam até o campo para colher flores e as levavam para casa, pois acreditavam que as flores colhidas no Equinócio da Primavera eram mágicas e, através delas, seriam capazes de conectarem a energia de toda a Natureza assegurando assim a sorte, saúde e felicidade. Enfeitar toda a casa com elas.
Celebrar a Natureza fazendo uma oferenda aos elementais, agradecendo pela beleza proporcionada pela Primavera.
Plantar uma árvore ou flores. Fazer um jardim.
Colorir ovos e enfeitá-los com símbolos: o Sol, a Lua, as Estrelas, as Runas, entre outros símbolos.
Se desejar, você poderá pintar símbolos que representem os seus desejos como, por exemplo, um carro, uma casa etc.
Ao decorá-los, estamos carregando-os com objetivos mágicos, de acordo com as cores que utilizamos.
Presenteie amigos e familiares. Este presente estará impregnado com as suas boas intenções de Fartura, Renovação, Amor e Felicidade!!!

Magia de Ostara para Alegria e Prosperidade:
Pegue uma pequena caixa de papelão e coloque dentro dela algumas lasquinhas de suas unhas, fio de cabelo, botão de roupa e outros elementos que sejam pessoais.
Embrulhe a caixa com um papel cor-de-rosa. Guarde-a numa caixa maior cheia de manjericão.
Em Ostara, agradeça mentalmente a grande Deusa tudo aquilo que quer como se já tivesse conquistado.
Termine dizendo:
Que assim seja e que o bem se faça.
Mantenha as caixas durante 1 ano e 1 dia.
Ao se desfazer, agradeça a todos os amigos (visíveis e invisíveis) as dádivas e bênçãos alcançadas.
Feliz Ostara a todos.
Agradecimento - A terapeuta holística Mirhyam Conde Canto escreve periodicamente no site da Ana Maria Braga. E você também pode entrar em contato com ela, por meio dos blogs www.mirhyamcanto.blogspot.comwww.espacodluzepaz.blogspot.com, e-mail: mirhyamcanto@uol.com.br ou telefones (11) 2296-9255 ou (11) 98489-3858.
Texto publicado em http://anamariabraga.globo.com/canais/Zen/a-primavera-chegou.html

Sabbats

Encante-se com as celebrações da natureza em todas as épocas do ano


Os povos primitivos baseavam sua cultura na própria Natureza e as mudanças eram percebidas e celebradas. 
Os rituais eram formas de conexão com a espiritualidade, e por danças, cantos e reflexões, o homem se ligava às divindades, agradecendo pela colheita, fazendo pedidos e vivenciando simbolicamente os ciclos naturais. 
Isto indica a grande dependência que os homens têm em relação à Terra, ao Sol e à Lua, e os efeitos das estações em nossa vida.
Num eterno ciclo de nascimento, morte e renascimento, representado pelo também eterno romance entre a Natureza (Deusa) e o Sol (Deus). 
Através dessa simbologia tão singela, as estações do ano e as mudanças climáticas eram reconhecidas e respeitadas.
Para os povos que dependiam das colheitas para seu sustento, o ponto principal deste ciclo místico é a produção de alimentos por meio da união entre o Deus e a Deusa. 

Denominada como a Roda do Ano, a celebração de cada Sabbat (ou Festival) é uma experiência espiritual intensa e sublime que permite-nos permanecer em equilíbrio harmonioso com as forças da Mãe Natureza.

A Roda do ciclo anual possui oito datas de celebrações especiais que são denominadas sabbat (ou Festivais) que tem por objetivo sincronizar a nossa energia com as Estações do Ano, ou seja, com os ciclos do Planeta terra e do Universo. 
Ela descreve o caminho do Sol durante o ano, representando as várias fases do Deus: seu nascimento, crescimento, união com a Deusa, e, finalmente, seu declínio e morte. 

Da mesma forma que o Sol nasce e se põe todos os dias, e da mesma forma que a Primavera faz a Terra renascer após o Inverno, o Deus nos ensina que a Morte é apenas um ponto no ciclo infinito de nossa evolução para podermos renascer do Útero da Mãe.

Nesses festivais, celebramos a Natureza, dançando, cantando, consumindo alimentos da época, agradecendo, relembrando e honrando deidades da Antiguidade. 

Os Sabbats, também conhecidos como a "Grande Roda Solar do Ano", têm sido celebrados sob formas diferentes por quase todas as culturas no mundo. São conhecidos sob vários nomes e aparecem com freqüência na mitologia.
Tudo o que é dito no mito da Roda do Ano é um reflexo do que acontece na Natureza, tanto em humanos quanto em animais ou plantas. 
É a famosa frase: Tanto em cima quanto embaixo. 
Ou seja: o que acontece na Natureza acontece conosco...
A partir da época em que estamos, seguem as próximas celebrações:


Yule ou Solstício de Inverno (21 de junho): onde na noite mais longa do ano, percebemos o quão conectados estamos com a Deusa e o seu filho que nasce (o retorno do Sol). 
Na Natureza, a terra está em período de repouso.
Os animais hibernam, é tempo de quietude... 
Em nós, é tempo de reflexão, introspecção, acalentar novas esperanças, idealizar projetos. 
A escuridão nos remete ao renascimento de todas as coisas, inclusive de nossas próprias atitudes e sentimentos.







Imbolc ou Candlemas (1° de agosto): a Deusa após o período de resguardo do parto aparece como a Mãe nutridora O Deus (Sol) está lentamente aumentando sua força a cada dia... Na Natureza, os dias vão ficando mais longos e o frio vai diminuindo, dando lugar a um Sol meio tímido . A terra sob nossos pés acolhe a semente. Vamos "acordando" do sono do Inverno, querendo sair mais, estar em contato com os outros, respirando o ar menos gelado.











Ostara (21 de setembro): o Deus (Sol) cresceu, tornando-se um jovem adulto. Ele está passando pela puberdade e suas forças são refletidas na vitalidade e no crescimento das plantas. Ele está crescendo novamente. A Deusa é agora uma bonita Virgem da Primavera, jovem, donzela dos novos ventos e esperanças que cobre a terra com seu manto de fertilidade; despertada de Seu repouso, enquanto o Deus se desenvolve e amadurece. Ele caminha pelos campos a verdejar, e delicia-se com a abundância da natureza. Na Natureza acontece uma explosão de cores, de flores, de energia e vitalidade. Em nós, este é um período de iniciar, de agir, de plantar para ganhos futuros, e de cuidar dos jardins.

Beltane (31 de outubro): marca a chegada da virilidade dos jovens Deuses. Agitados pelas energias em ação na natureza, os dois jovens (o Deus e a Deusa) se apaixonam: O calor (Deus-Sol) fertiliza a terra (a Deusa), fazendo com que as sementes germinem e brotem. Deus e Deusa deitam-se entre a relva e os botões de flores, e se unem. A Deusa fica grávida do Deus. A Natureza transborda vida. Em nossos corações é tempo de retorno da vitalidade, da paixão e da consumação das esperanças; momento de nos mostrarmos e anunciarmos a que viemos.









Litha ou Solstício de Verão (21 de dezembro): momento em que o poder do Sol chega ao seu ápice, onde o poder da luz se encontra acima da escuridão, garantindo poder e proteção. Ele é um adulto e tornou-se Pai (dos grãos), devido a sua união com a Deusa em Beltane. Nesse instante o Sol transforma as forças da destruição com a luz do amor e da verdade. As flores, as folhagens e os gramados encontram-se em abundância na Natureza. É o dia mais longo do ano. Em toda a plenitude e poder, o Sol traz o calor do Verão e a promessa total de fertilização do solo, dos grãos, para que haja uma colheita farta e abundante. Nesse período celebramos a abundância, a luz, a alegria, o calor e o brilho da vida. Animais crescem livres e sabem que os raios protetores do Sol irão prover suas necessidades.







Lammas ou Lughnasadh, o meio do verão (2 de fevereiro): Marca o início da decadência do Deus. Ele inicia sua despedida. É a época da primeira colheita, quando as plantas da primavera murcham e derrubam seus frutos ou sementes para garantir nosso consumo e para assegurar futuras safras. O verão está mais ameno; podemos sentir isso no alaranjado do céu, na sensação de "fim de férias" e a volta aos afazeres tradicionais. Nós vamos percebendo a mudança de atitudes, a fase das férias acabou e a tranqüilidade e rotina voltam a nossas vidas. Não só o Sol começa a enfraquecer, mas todos nós vamos ficando mais introspectivos à medida que o outono vai se aproximando.








Mabon ou Equinócio de Outono (21 de março): o Deus se prepara para abandonar Seu corpo físico e iniciar a grande aventura rumo ao desconhecido, em direção à renovação e ao renascimento em Yule pela Deusa. Na Natureza acontece o término da colheita iniciada em Lammas. Mais uma vez o dia e a noite tem a mesma duração, equilibrados. Nós também ajustamos o nosso movimento interno, equilibrando atitudes.













Samhain (1 de maio): A Deusa chora diante da morte do Deus, mesmo sentindo o fogo que queima dentro de Seu útero. Ela sabe que é um adeus temporário. Ele não está envolto em trevas eternas, mas prepara-se para renascer novamente através dela em Yule e re-iniciar o ciclo... A natureza retrocede, recolhe sua fartura, preparando-se para o inverno e seu período de repouso. Nós ficamos mais friorentos, pensativos, reflexivos... É tempo de aquietar a mente e o coração...







Até que Yule retorne...
Dessa forma alegórica e muito singela, comemoramos cada mudança de estação, percebendo a Natureza e percebendo a nós mesmos, conhecendo um pouco mais sobre esse grande mistério que é a vida. 

E quanta "magia" ela contém...


Agradecimento - A terapeuta holística Mirhyam Conde Canto escreve periodicamente no site da Ana Maria Braga. E você também pode entrar em contato com ela, por meio do blogwww.mirhyamcanto.blogspot.com, e-mail mirhyamcanto@uol.com.br ou telefones (11) 2296-9255 ou (11) 98489-3858.
texto publicado no site de Ana Maria Braga em 19-06-2009



Lammas - Sabat em homenagem ao Deus-Sol.

Em 2 de fevereiro (no hemisfério sul, e em 1º de agosto no hemisfério norte) acontece o Lughnassadh, Lammas ou Lunasa: Sabat em homenagem ao Deus-Sol.    O nome Lughnasadh vem em honra ao deus céltico Lugh (Deus-Sol), o maior guerreiro dentre os celtas, pois derrotou os gigantes que exigiam sacrifícios humanos.

Já o nome Lammas é a contração de loaf=naco/pedaço e mass=massa/pão, que significa pedaço de pão.
Olha que interessante: hoje em dia, temos o pão-de-ló (será que veio do pão de loaf?), geralmente feito para comemorar os aniversários de pessoas queridas.

Este Sabat era conhecido também como o Festival da Colheita.
É o tempo de dar graças pelo que você começou a receber e partilhar o que puder para receber mais.
Agradecer pelo que foi bom e também ao que parece ruim, pois tudo o que acontece na vida faz parte do caminho evolutivo de cada um.
Agradecer pela frutificação e colheita das sementes que foram semeadas.
É o momento de agradecermos pelos alimentos que estão diariamente na nossa mesa.

Como atividade simbólica, compartilhamos a nossa fartura e dessa forma louvamos a fertilidade da mãe-terra e honramos a união sagrada da deusa (terra) e do deus (sol).

Pão encantado de Lammas

Símbolo do alimento, o pão encantado é feito com grãos, representando a 1ª colheita, e repartido (como alimento sagrado) entre os membros da família ou mesmo entre amigos.

Preparando o pão

Acenda uma vela branca e ofereça à Deusa-Terra e ao Deus-Sol.
Enquanto prepara a massa de um pão bem gostoso, agradeça por todas as bênçãos concedidas durante o ano.

5 elementos

O pão é composto pelos 5 elementos: combina as dádivas do elemento Terra (farinha, aveia), com a Água (substância que deu origem a todas as coisas), o Ar (o fermento).
Se no momento em que sovamos a massa, fizermos nossos agradecimentos pela prosperidade, fartura e saúde, querendo que cada um que partilhe desse alimento prospere e seja feliz, estaremos encantando esse pão com o nosso amor, a nossa intenção (o 5º elemento).
Por fim, o elemento Fogo (quando o pão vai ao forno, transformando os outros elementos em alimento).

Para servi-lo, enfeite a mesa com flores e frutas da estação, de forma bem bonita, convide familiares e amigos para partilhar com você das bênçãos da vida, saboreando esse delicioso e simbólico pão encantado.


 Faça o seu pão, convide os amigos e atraia boas energias!!!

21 de dezembro - Solstício de Verão - Bem Vindo Deus


Sou o brilhante Deus,
Senhor do Sol,
Mestre de tudo aquilo que é Selvagem e livre,
Pai das mulheres e homens,
Amante da Deusa Lua.
Sou o som que você desconhece, mas que te chama.
Sou quem, no sono profundo, reacende os mistérios noturnos.
Resido dentro de você.
Venha, adentre em meu mundo e conhecerá a ti mesmo.


Sou o radiante Rei dos Céus, inundando a Terra com calor encorajando a semente oculta da criação a germinar-se em manifestação.
Ergo minha brilhante lança para iluminar as vidas de todos os seres e diariamente despejar meu ouro sobre a Terra, expulsando as forças das trevas.
Sou o mestre dos animais selvagens e livres.
Corro junto ao ágil gamo e pairo como um falcão sagrado no céu cintilante.
Os antigos bosques e locais silvestres emanam meus poderes, e 
as aves voadoras cantam minha santidade.
Sou ainda a última colheita, oferecendo grãos e frutos entre a foice do tempo, para que todos sejam alimentados, 
pois sem a plantação não pode haver colheita;
Sem inverno, não haverá primavera.
Cultue-me como o Sol da criação de mil nomes, 
o espirito do gamo cornudo nos bosques, 
a infindável colheita. 

Observe no ciclo anual dos festivais o meu nascimento, minha morte e meu renascimento - 

e saiba que este é o destino de toda a criação.
Sou a centelha de vida, o radiante Sol, 
o que dá paz e descanso, 
e envio meus raios de bênçãos para aquecer os corações 
e fortalecer as mentes de todos.
 




texto retirado dos Livros:
Mistérios Wiccanos de Raven Grimassi e 
Wicca, A Religião da Deusa de Claudieney Prieto.

Que assim seja e assim é!!!
Feliz Litha para todos

Receita de Lammas

Lammas ou Lughnasadh é o Festival dos primeiros frutos da colheita.

No tempo antigo, uma parte dos primeiros grãos, frutas e legumes maduros eram oferecidos para o Deus e Deusa em agradecimento.

Ao mesmo tempo, as primeiras frutas silvestres das colinas eram um presente da Mãe Terra para nós.

Aldeias inteiras subiam na madrugada de Lughnasadh para colher as bagas.

Enquanto colhiam, também participavam de grandes piqueniques com jogos e onde eram contadas as histórias ancestrais.

Assim, as frutas silvestres (framboesas, morangos, cerejas) fazem parte das festividades Lughnasadh desde tempos muito antigos!

Trifle de Morango

Trifle é uma sobremesa, antiga e tradicional da Inglaterra.
É geralmente servido em uma travessa de vidro de modo que as adoráveis camadas de cores possam ser admiradas.

O Trifle de Morango e Framboesa é uma deliciosa sobremesa feita com camadas de morangos, framboesa, pão de ló, chantilly e sorvete de creme.

O sabor levemente azedo do morango e da framboesa contrasta com o suave doce do chantilly.

O sorvete de creme dá o toque final.

Para decorar, uma pequena folha de hortelã.

INGREDIENTES:

1 bolo (pão de ló)
1 porção de morangos e 1 porção de framboesas
suspiros
Sorvete de creme
Chantilly adoçado

PREPARAÇÃO:

Divida o bolo ao meio longitudinalmente, coloque uma fatia como base (no fundo da travessa) e alterne camadas de sorvete de creme, os morangos e framboesas, suspiros.

Repita as camadas e termine cobrindo com chantilly.Faça 2 ou mais camadas.
Regue a calda reservada sobre a coisa toda e cubra com chantilly.


Outra receita:
Bolo de maçã com calda de vinho para Lammas

180 g de manteiga
¼ de xícara de leite
1 xícara de açúcar
3 ovos
2 xícaras de farinha de trigo
½ xícara de maizena
6 colheres de sopa de sementes de papoula
1 xícara de suco de maçã
1 colher de sopa de fermento em pó
1 xícara de maçãs picada em cubinhos regadas com suco de limão.

Misture as sementes de papoula com o leite e deixe descançar 20 minutos. 
Bata a manteiga com o açúcar até obter uma mistura fofa. 
Adicione os ovos um a um até obter um creme homogêneo. 
Junte a farinha, a maisena, o suco de maçã e a mistura de leite com papoula. 
Acrescente por último o fermento. 
Unte uma forma com manteiga e farinha. 
Asse o bolo em forno médio alto preaquecido por aproximadamente 35 minutos. Desenforme e banhe com a calda de maçã e vinho.

Para a calda

2 maçãs raladas no ralo grosso
½ xícara de vinho tinto seco
3 colheres de sopa de água
½ xícara de açúcar cristal

Misture o vinho e a água
Coloque na panela as maçãs raladas com ½ xícara do açúcar cristal. 
Deixe cozinhar até começar a dourar, cuidado para não queimar o açúcar. 
Acrescente o vinho com água e deixe reduzir até a calda engrossar um pouquinho. Despeje em cima do bolo quente.


Feliz Lammas a todos!!!





Meditação de Lammas

Nas searas da vida, saboreamos aquilo que amadureceu.

Observamos o que colhemos, repensamos o que semeamos, medimo-nos entre o que somos e o que queremos ser.

Somos nós a semente de nós próprios.

É um tempo de reflexão e libertação, em que se fecham ciclos e se dissolvem padrões de existência.

É tempo de abrir novos caminhos, numa festa de alegria e de despedida.

Curiosamente, Lammas (ouLughnasadh) tem também um nome mais antigo - Brón Trogain - que se refere ao doloroso trabalho de parto.

Pois nesta época do ano, a Terra dá à luz os seus primeiros frutos, para que os seus filhos possam viver.

Esta é assim uma festa de dor e de luz.

E é verdade que a segunda não chega, sem se ter atravessado a primeira.

Feliz Lughnasadh!

Copiado de oventonaspapoilas.blogspot.com

Sabat de Lammas - 02 de Fevereiro

Em 2 de fevereiro (no hemisfério sul, e em 1º de agosto no hemisfério norte) acontece o Lughnassadh, Lammas ou Lunasa: Sabat em homenagem ao Deus-Sol.

O nome Lughnasadh vem em honra ao deus céltico Lugh (Deus-Sol), o maior guerreiro dentre os celtas, pois derrotou os gigantes que exigiam sacrifícios humanos.

Já o nome Lammas é a contração de loaf=naco/pedaço e mass=massa/pão, que significa pedaço de pão. Olha que interessante: hoje em dia, temos o pão-de-ló (será que veio do pão de loaf?), geralmente feito para comemorar os aniversários de pessoas queridas.

Este Sabat era conhecido também como o Festival da Colheita.

É o tempo de dar graças pelo que você começou a receber e partilhar o que puder para receber mais. Agradecer pelo que foi bom e também ao que parece ruim, pois tudo o que acontece na vida faz parte do caminho evolutivo de cada um.

Agradecer pela frutificação e colheita das sementes que foram semeadas.

É o momento de agradecermos pelos alimentos que estão diariamente na nossa mesa.

Como atividade simbólica, compartilhamos a nossa fartura e dessa forma louvamos a fertilidade da mãe-terra e honramos a união sagrada da deusa (terra) e do deus (sol).

Pão encantado de Lammas

Símbolo do alimento, o pão encantado é feito com grãos, representando a 1ª colheita, e repartido (como alimento sagrado) entre os membros da família ou mesmo entre amigos.

Preparando o pão

Acenda uma vela branca e ofereça à Deusa-Terra e ao Deus-Sol. Enquanto prepara a massa de um pão bem gostoso, agradeça por todas as bênçãos concedidas durante o ano.

5 elementos

O pão é composto pelos 5 elementos: combina as dádivas do elemento Terra (farinha, aveia), com a Água (substância que deu origem a todas as coisas), o Ar (o fermento). Se no momento em que sovamos a massa, fizermos nossos agradecimentos pela prosperidade, fartura e saúde, querendo que cada um que partilhe desse alimento prospere e seja feliz, estaremos encantando esse pão com o nosso amor, a nossa intenção (o 5º elemento).
Por fim, o elemento Fogo (quando o pão vai ao forno, transformando os outros elementos em alimento).

Para servi-lo, enfeite a mesa com flores e frutas da estação, de forma bem bonita, convide familiares e amigos para partilhar com você das bênçãos da vida, saboreando esse delicioso e simbólico pão encantado.

Faça o seu pão, convide os amigos e atraia boas energias!!!

22 de Setembro - Feliz Sabbat de Ostara – Quando a Terra Desperta

É o Equinócio de Primavera, momento do ano em que o Sol está diretamente acima do Equador, fazendo com que noite e dia tenham igual duração.
Ostara é celebrado no hemisfério Norte por volta de 21 de março e no hemisfério Sul por volta de 22 de setembro.
Em 2009, no Hemisfério Sul, ocorre no dia 22/Set às 18h18min (Horário de Brasília).
Ostara é o primeiro dia da Primavera, também conhecido como Sabbat do Equinócio Vernal, Festival das árvores, Alban Eilir (ou a Luz da Regeneração), Ostara ou Rito de Eostre.
Desse dia em diante o dia dominará a noite, ou seja, os dias serão maiores que as noites e, a Terra explodirá com vida.
É a celebração (sabbat) da Primavera e o re-despertar de fertilidade que celebra o nascimento da vida na Terra.
É, essencialmente, um festival solar, se associa ao elemento Fogo.

Na Natureza: As folhas, caídas no inverno começam a brotar, o solo novamente se torna fértil e a vida renasce novamente com mais força.
É a estação das flores, dos animais acasalando, a doce música dos ronronados, grunhidos, mugidos, trinados de pássaros, a delícia da continuação da vida.
As aves trabalham na construção de seus ninhos e os animais jovens aparecem.
Folhas verdes surgem das árvores.
Na agricultura, assinala o tempo de plantar as sementes para que comecem os seus processos de crescimento.

O Deus: O Deus (Sol) cresce forte e voluntarioso, como um formoso animal, até transformar-se no Senhor dos Bosques (em Beltane) onde vivencia sua maturidade.
Suas forças são refletidas na vitalidade e no calor da Primavera, no crescimento das plantas e no plantio das futuras colheitas. O Deus é reverenciado no seu aspecto de Deus da Fertilidade.

A Deusa: É a época em que a Deusa desperta de seu descanso. A Deusa é uma bonita Virgem da Primavera que fertiliza a Terra com sua energia virginal.
Deusa é reverenciada no seu aspecto de Donzela.

O Deus e a Deusa: Ostara é o momento de união e amor entre a Deusa (Lua) e o Deus (Sol), pois é um período de igualdade e equilíbrio entre as forças da Natureza, e isso indica também que é o momento ideal para fortalecer a energia de complementaridade entre homem e mulher.
É quando o jovem Deus se encontra pela primeira vez com a Deusa, na condição de Virgem.
Esse é um período de sedução, em que a Grande Deusa e o Grande Deus começam a despertar toda a energia de atração e felicidade e esse potencial pode ser visualizado em toda a natureza pois assim, unidos , incitarão as criaturas selvagens para que se reproduzam.
Nessa data, a semente da vida está pronta para ser semeada no ventre da Deusa, a Donzela está revigorada e cheia de alegria.

Deusa Eostre: É a Deusa da Primavera, que segura um ovo em sua mão e observa um coelho, símbolo da fertilidade, pulando alegremente em redor de seus pés nus.
A deusa e o ovo que carrega são símbolos da chegada de uma nova vida.
Ostara associada à fertilidade e aos grãos equivale, na mitologia grega, a Perséfone.
Na mitologia romana, é Ceres. Surge o delicado amarelo do Sol e o encantador verde das matas.
A lenda do coelho da Páscoa tem uma estreita relação com Eostre, pois um gentil coelhinho pedia favores a Deusa e em troca botava ovos, decorava-os e presenteava a Deusa com eles.
Segundo a lenda, Eostre ficou maravilhada com a beleza dos ovos e ficou tão contente que desejou que toda a humanidade pudesse partilhar de tamanha beleza e alegria.
Assim, o coelho começou a viajar por todo o mundo na época do Equinócio da Primavera, presenteando a todos com seus ovos decorados.
Por isso, os símbolos desse Sabbat são as flores e os ovos coloridos.
Esses ovos enfeitam o Altar e depois são colocados aos pés das árvores ou em vasos com plantas.

Explicando a Páscoa: Como a maioria dos antigos festivais pagãos, Ostara - Equinócio da Primavera (no Hemisfério Norte ocorre na data de 21 de março, próximo á Páscoa) foi cristianizado pela Igreja na Páscoa, que nesta ocasião celebra a ressurreição de Jesus Cristo.
Em inglês "Easter" é um nome derivado da deusa Eostre, (Deusa da Aurora), seusa anglo-saxã da Primavera, da ressurreição e do renascimento.
Todos os nomes estão relacionados etimologicamente com antigas palavras que significavam "amanhecer" e "sol que se eleva".
Depois, Easter passou de "sol que se eleva" para "filho que se eleva", quando foi adotado pelos costumes cristãos.
Até hoje, o Domingo de Páscoa é determinado pelo antigo sistema do calendário lunar, que estabelece o dia santo no primeiro domingo após a primeira lua cheia, no ou após o Equinócio da Primavera!!!
(Formalmente isso marca a fase da "gravidez" da Deusa Tríplice, atravessando a estação fértil.) A Páscoa, como quase todas as festividades religiosas cristãs, é enriquecida com inúmeras características, costumes e tradições pagãos, como os ovos de Páscoa e o coelho.
Os ovos, como mencionado, eram símbolos antigos de fertilidade oferecidos à Deusa. A lebre era um símbolo de renascimento e ressurreição, sendo animal sagrado para várias deusas lunares, tanto na cultura oriental como na ocidental, incluindo a deusa Ostara, cujo animal era o coelho.
(O coelho é um dos maiores símbolos de fertilidade da Deusa, pois eles levam um período de 28 dias para gestarem e darem à luz os filhotes, e 28 dias é o ciclo da Lua!! )

No mundo Mágico: Quando o tempo começa a melhorar, algumas fadas boas abandonam seus refúgios invernais e se tornam mais ativas.
Elas se despojam de suas peles de inverno e adotam uma indumentária mais leve e mais de acordo com a proximidade do verão.
É época de veneração dos elfos, fadas e duendes.
Muitos duendes estão associados com a vegetação e possuem o poder da favorecê-la ou esgotá-la. Portanto, é nessa época que devemos lhes oferecer oferendas de leite, mel, nata ou manteiga. Durante este equinócio, muitos duendes de banhavam nos rios e arroios.
É prudente que os homens se mantivessem afastados desses lugares, pois caso contrário, corriam o risco desses espíritos se apoderarem deles e os afogarem nas águas.
Em Ostara é o momento propício para honrarmos a Mãe Natureza e todas suas criaturas mágicas.

Nossa magia Interior: Esse Sabbat que comemora o equilíbrio entre o dia e a noite traz os sentimentos de equilíbrio e interação, sendo o momento ideal para fortalecer a energia de complementaridade entre homem e mulher.
É propício para rituais de fertilidade pois é o momento em que a vida se renova.
É o momento de começos, de ação e de renascimento interior… sem amedrontar-se, sem ceder, assistidos pela herança de nossos ancestrais.
Época do amor, de promessas e de decisões, pois a Terra e a Natureza despertam para uma nova vida.
É o tempo da igualdade, o começo e da abundância de possibilidades.
Fase ideal para nos harmonizarmos, seja no amor, na profissão ou em todas as áreas da nossa vida.
Assim como a Natureza esse também é o momento de plantar e cultivarmos nossas “sementes” (metas e objetivos).
É o período de celebrar as mudanças de nosso corpo, pois nessa estação do ano ficamos mais ativos, dormimos menos, comemos menos e gastamos mais tempo ao ar livre.
Época de transição e de transformações.
Devemos viver esta fase da maneira mais produtiva possível, fazendo com que nossos projetos e desejos sejam renovados com fervor para que possam em outro momento dar frutos suculentos. Dica: Prepare um banho em água perfumada com flores para atrair o amor, a sorte e a saúde.

Celebrações: Nas ilhas Britânicas, essa festa é da Deusa celta do mar Morgana (transformada em Morgana Le Fay no ciclo arturiano).
Em algumas tradições wiccanas, as deidades da fertilidade adoradas nesse dia são a Deusa das Plantas e o Senhor das Matas.
Esta festividade está consagrada também à Dama de Avalon e as fadas.
Nesse dia, os antigos Pagãos de Europa acendiam Fogueiras nos cumes de montanhas, pois acreditavam que o brilho do fogo seria capaz de tornar a terra frutífera e manter suas casas em segurança.
O fogo aceso também tinha a intenção (simbólica) de iluminar os caminhos para que o Sol pudesse retornar à Terra.
Os aspectos da Deusa invocados nesse Sabbat são Eostre (a deusa saxônica da fertilidade) e Ostara (a deusa alemã da fertilidade).


Correspondências de Ostara:
Cores: verde, amarelo, branco.
Nomes Alternativos: Equinócio da Primavera, Easter, Dia da Senhora.
Deuses: Deuses jovens e da fertilidade e a Deusa, no seu aspecto de Virgem Primavera.
Ervas: tanchagem, lavanda, manjerona, alecrim, lilás, violetas, limão, bálsamo, madressilva, musgo de carvalho, rosas, sabugueiro, salgueiro, açafrão, narciso, junquilho, tulipa, cravos, verbena, bolota, quelidônia, cinco-folhas, crocus, narciso, corniso, lírio-da-páscoa, madressilva, íris, jasmim, rosa, morango.
Pedras: quartzo branco, quartzo rosa, ágata, lápis-lazúli, amazonita, ametista, água-marinha, hematita, jaspe vermelho, citrino.
Incensos: violeta africana, jasmim, rosa sálvia e morango.
Cores das velas: dourada, verde, amarela.
Símbolos: buquês de flores amarrados com fitas coloridas, colar de flores silvestres, sementes e pacotes de sementes amarrados com fitas, ovos pintados
Comidas e Bebidas: Os alimentos tradicionais são os ovos cozidos, os bolos de mel, cremes, leite e iogurte, pães, saladas, as primeiras frutas da estação em ponche de leite.
Na Suécia, os "waffles" eram o prato tradicional da época.

Atividades:
· Caminhar pelo campo para colher flores. Enfeitar toda a casa com elas.
· Celebrar a Natureza fazendo uma oferenda aos elementais, agradecendo pela beleza proporcionada pela Primavera.
· Plantar uma árvore ou flores.
· Fazer um jardim.
· Colorir ovos e enfeitá-los com símbolos de fertilidade.
· Levar um buquê de flores a uma nascente em homenagem ao Espírito da Primavera.

COLHENDO FLORES...
Nesse dia, os antigos europeus iam até o campo para colher flores e as levavam para casa, pois acreditavam que as flores colhidas no Equinócio da Primavera eram mágicas e, através delas, seriam capazes de conectarem a energia de toda a Natureza.
Essas flores eram secas e com elas eram feitos ornamentos para enfeitar as casas, até o festival de Ostara do ano seguinte, onde eram trocadas por novas flores, assegurando assim a continuidade de sorte, saúde e felicidade.
Ostara é o tempo da renovação, o momento ideal de passear por jardins, parques, bosques, florestas e outros lugares verdes, fazendo do passeio um verdadeiro ritual, uma celebração da Natureza e da vida.

Plantar uma árvore ou flores:
O primeiro passo é plantar uma semente que simbolize seu desejo (pesquise as correspondências).
Abençoe as sementes durante todo o ritual de Ostara e depois plante e observe atentamente seu crescimento.
A planta que cresce da semente simboliza aquilo em que você está trabalhando.
Da mesma forma que a planta dá frutos na colheita, assim seu desejo deve se manifestar na prática.

Fazendo Ovos de Ostara
A primeira e mais preservada Tradição Pagã de Ostara é a pintura e decoração dos ovos.
Os persas acreditavam que o mundo teria surgido a partir de um grande Ovo Cósmico botado pela Deusa Pássaro e fertilizado pelo Deus Sol.
O ovo simboliza a fertilidade da Deusa e do Deus, o símbolo de toda a criação.
Por essa razão os ovos são o símbolo máximo da criação e da fertilização.
Assim, os ovos coloridos são os maiores símbolos desse Sabbat e eram oferecidos à Deusa.
Ao decorá-los, estamos carregando-os com objetivos mágicos, de acordo com as cores que utilizamos.
É uma tradição também esconder os ovos; achá-los simboliza que a pessoa alcançará suas metas. Faça também o seu Ovo de Ostara, decorando-o com vários símbolos mágicos de fertilidade, proteção e boa sorte.


Simbolismo nos Ovos:
autor original desconhecido

Há muitos livros que descrevem bem o simbolismo do "pysanky" ucraniano, para não mencionar o rico simbolismo dentro da Wicca e outras tradições pagãs.
Abaixo estão alguns símbolos tradicionais usados nos ovos ucranianos, e você pode perceber que muitos desses símbolos têm significados universais.

- Circulos: Proteção, a vida eterna, continuidade e completude. O Sol, e os ciclos de vida.
- Triângulos: Os elementos do ar, fogo e água. Ou apenas fogo. A Trindade. Sol, Lua e das estrelas.
- Sol: Doador da vida, especialmente quando o Sol é visto como o Deus.
Fogo e calor, encantamento, prosperidade, boa sorte.
É o símbolo mais antigo e significativo.
- Tripés: homem, mulher e criança. Nascimento, vida e morte.
- Estrelas e Rosas: símbolos populares de pureza, vida, dá a luz, o olho de Deus, o amor de Deus pela humanidade. Também sucesso, conhecimento, beleza, elegância e perfeição.
- Nós: Normalmente representa estrelas ou as lágrimas de Maria.
- Curvas: Proteção.
- Espirais: mistério da vida e da morte, a divindade e a imortalidade.
- Cruzes: Representa as quatro direções, as quatro idades do homem, os quatro elementos, e do renascimento e vida eterna.
- Frutas : Popular no pysanky tradicionais, estes elementos eram importantes para uma sociedade que dependia dos campos.
- Peneiras: Separando o bem do mal.
- Redes e cestas: Contendo o conhecimento, a maternidade, dando vida e presentes.
- Escadas: Busca, elevando-se acima dos mesquinhos, subindo ao céu.
- Pentes: Colocando as coisas em ordem.
- Plantas: Renascimento da natureza.
- Árvores: Força, renovação, criação, unidade orgânica, o crescimento ea vida eterna.
- Folhas: Imortalidade, amor eterno ou puro, força e persistência.
- Flores: beleza, crianças, os princípios feminino da sabedoria e elegância.
- Girassol: Maternidade, a vida, o amor do Divino.
- Trigo: safra Abundância.
- Ondas: riqueza, chuva.
- Cavalos: riqueza, prosperidade, resistência, velocidade e movimento do sol.
- Carneiros: Liderança, força, dignidade e perseverança.
- Chifres: simbolizam uma forte liderança, dignidade, perseverança, mobilidade, sabedoria, maturidade, triunfo sobre os problemas.
- Patas de urso: um espírito guardião, bravura, sabedoria, força e resistência, a chegada da primavera.
- Aves: todas as espécies, são mensageiros do Sol e céu, afastando o mal, trazendo a fertilidade, a satisfação dos desejos.
- Galo: Boa sorte, masculinidade, vinda do amanhecer.
- Galinhas: Fertilidade. Pés de galinha oferecem proteção para os jovens, e orientação.
- Pés de pato: Símbolos da alma ou espírito.
- Borboletas: Subida da alma, o prazer e a frivolidade da infância.
- Aranhas: Paciência, arte, indústria, cura e boa sorte.
- Peixes: Abundância, sacrifício e regeneração.

Simbolismo das cores nos Ovos:

- Branco: Pureza, o nascimento, a virgindade, e da ignorância.
- Amarelo: Juventude, a luz, pureza, felicidade e sabedoria.
- Vermelho: A cor mais usada para paixão, amor, entusiasmo.
- Laranja: resistência, força,.
- Verde: renovação, frescor, esperança, vitória da vida sobre a morte.
- Marrom: Terra, materialidade, firmeza
- Azul: Céu, boa saúde derivados do ar.
- Roxo: Paciência, confiança.
- Preto: Memória, a eternidade, constância e morte.
A combinação preto e branco indica proteção contra o mal e o respeito pelos mortos.

Simbolismo na tradição Mágica:

- Naipe de Paus = elemento Terra, a humanidade.
- Caldeirões = renascimento e da sabedoria.
- Naipe de Copas = Taças para representar a água: a emoção, cura e adaptabilidade.
- Naipe de Espadas= elemento Ar: o pensamento claro, inteligência e aprendizagem.

As possibilidades são infinitas.
Projete nele todos os sonhos e desejos que quer ver realizados.
Coloque os ovos pintados no altar, simbolizando a fecundidade e a renovação.
Depois do ritual, presenteie os amigos, parentes e pessoas queridas com um ovo, orientando-os a colocá-los nos pés de uma planta ou árvore enquanto mentalizamos nossos pedidos e desejos.

Para fazer os Ovos de Ostara você vai precisar de:
· Ovos cozidos ;
· Tintas de várias cores, dando destaque às cores amarela,verde e branca (cores sagradas de Ostara);
· Pincéis de várias espessuras;
· Uma cesta de vime.

Pinte os ovos usando toda a sua criatividade.
Coloque neles símbolos como o Sol, a Lua, as Estrelas, as Runas, entre outros símbolos.
Se desejar, você poderá pintar símbolos que representem os seus desejos como, por exemplo, um carro, uma casa, etc.
Coloque-os na cesta de vime e então consagre os Ovos, traçando um Pentagrama sobre eles, dizendo:

Em nome da Deusa da Primavera e do Deus Sol,
Pelos poderes dos quatro elementos,
Terra, Ar, Fogo e Água,
Eu consagro estes Ovos de Ostara.

Colque-os sobre o seu Altar e deixe-os lá durante todo o seu ritual.


RECEITAS DE OSTARA:

Compota de Frutas
- Ingredientes:
- 2 xícaras (chá) de damascos;
- 1 xícara (chá) de uvas-passas;
- 1 xícara (chá) de ameixas-pretas;
- 1 laranja;
- 1 limão;
- 1 maçã-verde;
- 1 pêra;
- 3 canelas em pau;
- 4 cravos-da-índia;
- 2 xícaras (chá) de açúcar;
- água.
Lave muito bem sob água corrente a laranja, o limão, a maçã-verde e a pêra.
Sobre uma tábua, corte a laranja e o limão em rodelas finas.
Retire os caroços. Reserve.
Com uma faquinha afiada, descasque a pêra e a maçã e corte-as em cruz (quatro fatias cada). Retire os miolinhos onde ficam os caroços.
Numa panela média, coloque a maçã, a pêra, o limão, a laranja, as uvas-passas, as ameixas, os damascos, o cravo, a canela e o açúcar.
Adicione água o suficiente para cobrir as frutas (não exagere: não deve haver nem um pouquinho de água acima das frutas).
Misture tudo com uma colher de pau.
Leve a panela ao fogo médio e deixe cozinhar por aproximadamente 25 minutos ou até que as frutas amoleçam e a calda fique um pouco espessa.
Tome cuidado: as frutas não devem se desmanchar.
Desligue o fogo.
Deixe a compota esfriar e sirva em tigelinhas.

SORVETE DA DEUSA OSTARA
Ingredientes:
- 1 lata de leite condensado
- a mesma medida de leite comum
- 4 gemas

Para o outro creme:
- 1 lata de creme de leite sem soro
- 6 colheres de açúcar
- 4 claras

Ingredientes para a calda:
- 6 colheres de chocolate em pó
- 6 colheres de água e passas e ameixas picadinhas

Modo de preparar:
Faça o primeiro creme levando ao fogo, mexendo bem, mas sem ferver; tire do fogo e faça o segundo creme e misture os dois, batendo bem na batedeira.
Depois, misture a calda que é feita sem ir ao fogo; e por último, acrescente as frutas.
Antes de misturar os dois cremes, deve-se bater bem as claras em neve com o açúcar, para que não fique cheiro do ovo.
Sirva bem gelado.

Esta receita é para pedir filhos e uma primavera constante para seu relacionamento, pois os ovos simbolizam a fertilidade e Ostara é a própria primavera.
(fonte: receitas de Clara Luz) copiado do site: http://www.astrologosastrologia.com.pt

Ovos recheados:
Comer ovos no Equinócio da Primavera é o equivalente a estar ingerindo a energia PURA de OSTARA!
8 ovos cozidos;
2 xícaras de maionese;
1 colher (sobremesa) rasa de açúcar branco;
1/2 xícara de vinagre de maçã;
Tomilho fresco ou manjericão (à vontade);
Agrião (à vontade).

Coloque os ovos para serem cozidos em água fervente por mais ou menos 25 minutos.
Descasque os ovos e corte longitudinalmente.
Escave as gemas dos ovos e triture-as ou misture-as em um liquidificador com a maionese, o açúcar e o vinagre.
Bata até ficar bem cremoso.
Encha as claras cozidas (de onde escavou as gemas) com a massa, usando uma bolsa de confeiteiro ou colocando o recheio cuidadosamente com uma colher de chá.
Enfeite os ovos com o tomilho ou manjericão e decore o prato com as folhas de agrião.

Sugestão de ritual de Ostara para praticantes solitários Copiado do site:

O altar deve estar decorado com narcisos e ovos coloridos.
Os narcisos representam as primeiras flores da primavera e os ovos pintados, a fertilidade. Devem ser realizados feitiços ligados a começos, ou seja, novos amores, nova casa, novo emprego, nova vida, etc.
Prepare o seu altar de acordo com a ocasião.
Pela única vez na Roda do Ano, o caldeirão deve estar cheio de água.
Se quiser, você pode colocar algumas flores dentro também.
Perfume o ambiente com incensos de rosas, cravo, verbena, musgo de carvalho ou de flores diversas.
Coloque três velas amarelas ao redor do caldeirão.
O cálice pode estar com suco, vinho ou mesmo água.
Lance o círculo de maneira habitual e diga:

A primavera chegou, abençoada sejas! A Terra mostra a sua vida através das flores É tempo de alegria e esperança A Terra está abençoada com equilíbrio e renovação Que novas sementes desabrochem!

Acenda as velas que estão ao redor do caldeirão e diga:
Eu acendo estas velas em homenagem à Rainha da Primavera.

Lave suas mãos dentro do caldeirão e mentalize tudo o que deseja conseguir.
Sinta-se renovada e esperançosa.
Se desejar, realize algum tipo de meditação renovadora.
Depois diga:

Que as bênçãos da Deusa caiam sobre todos nós. A Terra é fértil e somos jovens. Viva a vida!

Eleve o seu cálice e diga:
É tempo de Primavera! A Roda do Ano gira mais uma vez e o Sol retorna mais uma vez.
Beba o conteúdo do cálice, fazendo uma libação aos deuses.
Festeje cantando e dançando.
No final, agradeça aos deuses pelo ritual e destrace o círculo.

Magia de Ostara para Alegria e Prosperidade:


Pegue uma pequena caixa de papelão e coloque dentro dela algumas lasquinhas de suas unhas, fio de cabelo, botão de roupa e outros elementos que sejam pessoais.
Embrulhe a caixa com um papel cor-de-rosa.
Guarde-a numa caixa maior cheia de manjericão.
Em Ostara, agradeça mentalmente a grande Deusa tudo aquilo que quer como se já tivesse conquistado.
Termine dizendo: Que assim seja e que o Bem se faça.
Mantenha as caixas durante 1 ano e 1 dia.
Ao se desfazer, agradeça a todos os amigos visíveis e invisíveis pel as dádivas e bênçãos alcançadas.