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Elemento Ar

27.07.2009

Ar

A nossa vida física começa com a primeira respiração que leva o Ar para os nossos pulmões... E continuamos respirando até que estejamos prontos para deixar nosso corpo neste plano, quando damos o nosso último suspiro. Sem o Ar, o ser humano não pode sobreviver. Apenas alguns poucos minutos sem ele pode significar a morte, tamanha é sua importância em nossas vidas.
Por essa razão, todos os seres terrestres estão conectados, pois todos respiram o mesmo ar.
Isso faz com que esse elemento se torne coletivo.
Como o prana, o ar permeia tudo, em todos os lugares: ele é a energia essencial da existência.
O ar é a fonte de toda energia vital.
Tem recebido nomes variados em diversas partes do globo como prana, chi, ki, entre outros, mas é sempre essencial à vida.
  
Na Natureza temos várias formas onde esse elemento tão mutável torna-se perceptível.
Através da suave brisa a uma ventania ou um terrível furacão, todos esses fenômenos são resultado de seu trabalho. O ar transforma tudo que envolve.
O ar é o elemento do intelecto, da inspiração, é o domínio do pensamento, nos leva à euforia, ao equilíbrio, ao humor, também à instabilidade, à sutileza e à adaptação.
Por ser um elemento gasoso, o ar é mutável, conferindo um caráter etéreo, sonhador, idealista, "visionário", filósofo, pensador.
Em excesso causa dispersão, nervosismo, indecisão, descontrole, excesso de curiosidade e intrometimento, paralisa a vontade em virtude da exagerada análise mental e hiper-estimula o sistema nervoso, fazendo com que necessitemos de freqüentes mudanças.
Sintomas físicos mais comuns: tensões nas costas, principalmente na região cervical.
Grande tendência a gazes, flatulência e acidez.
Já a falta desse elemento pode distorcer nossa capacidade de percepção a ponto de eliminar o bom senso. É possível que fiquemos tão envolvidos com atividades e emoções que não sobre tempo para refletir sobre a própria vida. A falta de visão que resulta disso pode debilitar gravemente o sistema nervoso e, sob essas condições, a curiosidade e imaginação tornam-se escassas.
Portanto, a melhor forma de entrar em harmonia com ele é através das respirações profundas e conscientes:
Respire profundamente e torne-se consciente do ar enquanto ele fluiu para dentro de seus pulmões...
Em termos de magia, o Ar é comparado à visualização clara, límpida e pura.
As suas forças são utilizadas em rituais de estudos, conhecimentos, liberdade e viagens, descoberta de itens perdidos, revelação de mentiras e coisas do gênero!
Ele está relacionado a todos os tipos de comunicação.
Sacudir objetos no ar ou pendurá-los ao vento, suspender ferramentas em lugares altos, soprar objetos leves enquanto visualiza energias positivas, deixar que o vento carregue folhas, flores, ervas ou papel picado. É uma forma de estar em contato com esse elemento.
O simples fato de acender um incenso aprimora suas qualidades relacionadas ao Ar dentro de você.
Correlações com o elemento Ar:
Cores: Amarelo, branco
Incensos: Olíbano
Hora: Amanhecer
Estação: Primavera
Ponto Cardeal: Leste
Elementais: Silfos
Animal Mítico: Borboleta
Espírito Animal: Pássaros, coruja, águia
Ervas: Artemísia, hortelã, eucalipto,lavanda, tomilho
Cristais: Quartzo Transparente, Ametista e Sodalita
Aromas: Sândalo, Alfazema
Banhos: Bambu
Agradecimento - A terapeuta holística Mirhyam Conde Canto escreve periodicamente no site da Ana Maria Braga. E você também pode entrar em contato com ela, por meio do blog www.mirhyamcanto.blogspot.com, e-mail mirhyamcanto@uol.com.br ou telefones (11) 2296-9255 ou 98489-3858.

1º de Agosto - Sabbat de Imbolc

29.07.2009

1º de agosto


Imbolc ou Candlemas, como também é conhecido, ocorre no pico do inverno (1º de agosto). Marca o ponto médio entre a metade escura do ano e o início da temporada de claridade, celebrando o retorno da luz. É também um festival de luz e fertilidade, antigamente marcado na Europa por grandes queimas, tochas e fogos de todas as formas.
O fogo representa nossa própria iluminação e inspiração, assim como a luz e o calor. A palavra Imbolc significa "no leite", pois nesse período as ovelhas, vacas e cabras entravam em seu período de lactação e começavam a produzir leite. Isso era um indício claro da proximidade da chegada da primavera, época em que a vida começa a acordar do sono frio do inverno.
Neste dia sagrado celebramos a fertilidade de todas as coisas. Este é um Sabbat de purificação pelas forças renovadoras do sol, após a época fria do inverno. Por toda a Europa, nessa época, eram feitas procissões com tochas, com a finalidade de purificar os campos e arados para o plantio na primavera que se aproximava. Isso poderia ser interpretado como um rito de invocação ao Deus (sol), para que fertilizasse e fecundasse a terra, e entrasse em todas as casas com sua luz para que estas fossem prósperas e ricas.
As velas representam o pequeno fogo da Criança Sol (o Deus), crescendo em cada um de nós.
Esse simbolismo das velas em Imbolc é extremamente poderoso, pois reafirma que a Divindade reside no interior de cada um de nós, bem como o poder de força de transformar as esperanças em realidade.
Em Imbolc lembramos e homenageamos a Deusa Brigit (Santa Brígida), Senhora do Fogo, da vida, do conhecimento, da poesia, das fontes sagradas, que era honrada por todos os celtas. Neste dia todos agradeciam por Ela ter mantido o fogo das lareiras queimando durante as noites escuras e gélidas de inverno.
Brigit é uma Deusa solar associada com as árvores, as flores e o cantar dos pássaros e nessa época do ano, com a aproximação da primavera, todos esses elementos começam a dar seus primeiros sinais vitais de retorno.
Para iniciar a celebração dessa data devemos nos purificar, pois Imbolc é o Sabbat da Purificação que traz uma mudança pessoal profunda e transformadora. É tempo de limpar, lavar e purificar e se preparar para o crescimento e a renovação. Isso representa o desligamento com o passado para que o futuro seja promissor. Esta é a época do ano quando realmente começamos a converter os planos que nós fizemos em ação. É o momento em que os projetos devem começar a tomar forma.
Imbolc é um tempo de início e de consagração, uma data em que podemos colocar os nossos planos e resoluções em vigor. É um tempo de compromisso.
Uma prática tradicional associada com esse Sabbat é a Varredura, na qual varremos nossa casa com uma "Vassoura Mágica", com suas cerdas ao ar, passando por todos os ambientes, enquanto visualizamos a dispersão de tudo o que é velho e ultrapassado, expulsando assim as energias negativas, como azar, ressentimentos, mentalizando o banimento do mal. Podemos até cantar:
Vou banindo pela Terra e Ar.
Vou banindo pelo Fogo e mar
Vou banindo, vou banindo pra purificar
Vou banindo, vou banindo para exterminar
Espiral, espiral, espiral
Sugue o que há de ruim, leve todo mal.
Após a varredura, acendemos incensos de proteção (arruda, cravo, canela ou alecrim) para limpar energeticamente todos os cômodos e levar embora o que não é bom.
Depois tome um banho revitalizante, agradeça antecipadamente pelas futuras conquistas e sucessos.
Enfeitamos a casa com flores brancas e rosas.
Acenda velas pela sua casa, com a intenção de que o calor do sol abençoe o seu lar.
Festeje essa data lembrando-se que logo mais a primavera com todas as suas flores chegará...
Tome uma sopa cremosa bem quentinha ou faça alguma receita que contenha leite ou sementes e partilhe com os seus a benção do agasalho, do abrigo e da esperança em dias muito melhores, com as bênçãos da Deusa e do Deus.
Agradecimento - A terapeuta holística Mirhyam Conde Canto escreve periodicamente no site da Ana Maria Braga. E você também pode entrar em contato com ela, por meio do blog 


www.mirhyamcanto.blogspot.com, e-mail mirhyamcanto@uol.com.br ou telefones (11) 2296-9255 ou 98489-3858.

Elementais


03.09.2009

Elementais

A história nos conta sobre os seres elementais desde a mais remota antiguidade.
Os antepassados de toda a humanidade legaram inúmeros relatos a respeito deles.
A existência desses seres teria origem no Bramanismo, antiga filosofia religiosa da Índia, antecessora do Hinduísmo.
Na Grécia, Roma, Egito, China e Índia, acreditava-se na existência de seres que habitavam as águas, o ar, o fogo e a terra. Os gregos antigos referiam-se a estes seres como "daemon" (demônios). Entre os romanos, eram chamados de "Genius Loci" (Gênio Local) e eram alvos de adoração. Mesmo no folclore brasileiro, alguns personagens (como a Caipora e Mãe-d'água) possuem características comuns aos elementais.
O grande precursor do estudo dos elementais foi Paracelso, médico, alquimista, físico e astrólogo suíço, que por volta de 1500 fez várias citações a respeito deles em seus escritos. Segundo ele, os elementais seriam seres compostos por uma substância conhecida por éter, uma matéria trans-substancial, que, em momento algum, se assemelha ao corpo físico dos homens. Do mesmo modo que a natureza visível é habitada por um número infinito de criaturas viventes, assim também, segundo ele, a contraparte invisível da natureza é povoada por uma hoste infinita de seres.
Foi ele quem dividiu os elementais em quatro grupos, relacionados aos quatro elementos da natureza (terra, fogo, água e ar).
Na citação direta de Paracelso:
"Cada espécie somente pode habitar e locomover-se no Elemento ao qual pertence e nenhum pode subsistir fora do Elemento apropriado. O Elemento está para o Elemental, como a atmosfera está para o Homem; como a água para os peixes e nenhum deles sobrevive em elemento pertencente à outra classe. Para o Ser Elemental o Elemento no qual ele vive é transparente, invisível e respirável, como a atmosfera para nós mesmos" (Philosophia Occulta - Tradução de Franz Hartman).
O que são Elementais?
São os dinamizadores das energias da Natureza. São os construtores da forma. Tudo o que existe materialmente, inclusive nosso corpo, é fruto de sua arte. São, também, chamados "espíritos da natureza". Assim como os anjos protegem os seres humanos, eles protegem as plantas e os animais.
O reino dos elementais compreende uma imensa quantidade de formas e tipos, cada um deles com uma função específica, que varia de acordo com o elemento a que pertencem; eles estão em toda parte: Salamandras do fogo; Ondinas da água; Gnomos da terra e Sílfides do ar. Vivem numa dimensão paralela do nosso Mundo. São invisíveis aos olhos humanos pelo fato de serem formas etéreas, habitantes de planos energéticos com múltiplas graduações não perceptíveis aos olhos humanos. Às vezes aparecem como pontos luminosos ou pequenas luzes coloridas no ar.
Esses seres possuem corpo, personalidade, desejos e características que os diferenciam.
Trabalham em todas as áreas e planos, sua freqüência energética se adapta a tudo.
Cada um deles também pode ser associado a sentimentos e ações distintas.
Com o passar do tempo cada elemental ganhou uma mitologia e lendas próprias sobre suas diferentes atividades.
Mas não são seres "bonzinhos" ou engraçados; são seres com sentimentos e que não aceitam brincadeiras ou intromissões em suas atividades por um simples capricho, como colaboradores na manutenção da Natureza, devem ser tratados com respeito e conhecimento.
Foram criados para servir à humanidade, através de seu próprio trabalho específico.
É pelo esforço e pelo uso de sua vida que esses seres nos suprem com a água que bebemos, com o alimento tão abundantemente fornecido, com o ar que respiramos e com todas as coisas de que necessitamos para sustentar-nos na Terra.
Estão sempre trabalhando para que a Natureza funcione mecanicamente.
Cada um dos elementais tem suas características e modo de vida próprio, sendo sempre muito úteis e favoráveis à humanidade.
O Plano Divino providencia para que o homem seja servido com AMOR e, em troca, retorne AMOR, GRATIDÃO e BÊNÇÃOS aos Elementais.
A criação divina representa um todo inseparável, uma corrente cujos elos não podem ser rompidos.
Assim, concluímos que: "Existem mais coisas entre o céu e a terra do que sonha a nossa vã filosofia", Shakespeare
Oração aos Elementais
Pequeninos guardiães
Seres de luz infinita
De dia me tragam a paz
De noite os dons da magia
Invisíveis guardiães
Protejam os quatro cantos da minha alma
Os quatro cantos da minha casa
Os quatro cantos do meu coração.
Nos próximos textos descreverei cada tipo de elemental e qual sua ligação com o mundo mágico.
Muita Luz e Paz no caminho de todos.
Agradecimento - A terapeuta holística Mirhyam Conde Canto escreve periodicamente no site da Ana Maria Braga. E você também pode entrar em contato com ela, por meio dos blogs www.mirhyamcanto.blogspot.comhttp://espacodluzepaz.blogspot.com, e-mail : mirhyamcanto@uol.com.br ou telefones (11) 2296-9255 ou 98489-3858.

Magia - Encante-se com os mistérios e as mágicas presentes em nossas vidas

Explorava e estudava a Natureza, utilizando sempre de seus recursos.
Entender a magia é compreender e aceitar que não temos o controle de todas as situações e que apesar de não estarmos conscientes, da presença invisível ao nosso redor, o Universo conspira sempre a nosso favor, encaminhando de forma imperceptível os nossos passos.
Quando deixamos um pouco de lado a razão e ouvimos o nosso coração, através da intuição, caminhamos pela estrada de forma suave e alegre, reparando não só nas pedras do caminho, mas também na borboleta que pousa na flor, no raio de Sol que incide sobre a poça d'água.
Percebemos que o Encantamento está na Natureza, e que fazemos parte dela...
Agradecendo a dádiva do ar que respiramos, o calor do nosso corpo, a firmeza de nossos ossos e a fluidez da lágrima que cai.
Procurar estudar magia foi, para mim, uma forma de re-encantar a vida, aceitando como uma criança, a bênção de acreditar em fadas, e viver as pequenas emoções do dia a dia em harmonia com o coração.
Conversando com a Lua Cheia, saudando o Sol em cada manhã, plantando um jardim, sentindo a vida e não simplesmente passando por ela.
Dessa forma sentindo a Liberdade para sonhar, buscar e acreditar em coisas que poderiam ser tidas como bobas, mas que o coração sabe... que são mágicas.
O primeiro insight realmente forte sobre esse caminho mágico aconteceu na leitura de "Brumas de Avalon", tudo aquilo me parecia muito real, eram verdades antigas que voltavam... as Sacerdotisas, os estudos...
Então começou a minha busca tímida por revistas e informações... mais adiante, com a internet, vieram longas e abençoadas pesquisas, até que participei de cursos.
Percebi que sou uma alma "buscadora", sempre querendo aprender mais, livre para voar de um lugar a outro, contribuindo na medida de minhas possibilidades e aprendendo um pouco mais.
Não sou professora, nem pretendo ser. Existem muitos profissionais gabaritados que podem ensinar muito, livros, pesquisas na internet que também esclarecem muito sobre wicca, magia natural, neopaganismo, xamanismo e bruxaria.
Aqui, simplesmente abro meu coração, para que, como eu, você também possa ter a coragem de buscar a sua verdadeira essência. 
Afinal, somos livres para escolher nossos caminhos, estudos e comportamentos, respeitando-se e respeitando o outro.
Seguindo sempre duas leis da Magia:

1ª - "Faça tudo aquilo que quiser desde que não prejudique nada nem a ninguém!!!"; e
2ª - "Tudo que faz retorna três vezes para ti".

Por essa razão, faço tudo com muita dedicação, amor e respeito.

A partir de hoje, você vai poder entrar e se encantar com o mundo da magia por meio dos textos e explicações da terapeuta holística Mirhyam Conde Canto que serão publicados periodicamente no site da Ana Maria Braga. 
E você também pode entrar em contato com ela, por meio do blog www.mirhyamcanto.blogspot.com, e-mail mirhyamcanto@uol.com.br ou telefones (11) 2296-9255 ou (11) 98489-3858.
Texto publicado em http://anamariabraga.globo.com/canais/Zen/magia-2.html
Não percam!

O caminho mágico - O que é e como encontrá-lo para transformar a nossa vida?

O caminho mágico

Esse caminho é baseado na Vida, no Amor e na Liberdade com responsabilidade.
É uma crença que antecede o Cristianismo e não se opõe em momento algum aos ensinamentos de Jesus. 
Que reverência a Deusa e o Deus (opostos e complementares que geram a Vida) e os deuses antigos de diversos panteões (celta, grego, romano etc). 
Que propõe entrar em harmonia com a Natureza, praticando rituais ou celebrações, em grupos ou solitariamente, seguindo as estações do ano, respeitando e cuidando do planeta.

Começando do início...

Os povos da Antigüidade (na Era Paleolítica) acreditavam que as mulheres não concebiam pelo ato sexual e sim ao deitar-se sob o luar. 
Ela representava a base da fertilidade, dessa forma a Lua e o corpo feminino eram reverenciados como foco de força divina: doadora da vida.

A Deusa Tríplice apresenta as suas três faces (como a Lua): a donzela (Lua crescente), a mãe (Lua Cheia) e a anciã (Lua minguante).
É dela o útero germinador de tudo que tem vida neste mundo.
Ela é a Lua que brilha todas as noites, trazendo o aconchego, o sustento, a dedicação e força aos seres humanos. A Grande Mãe é a verdade, a beleza da natureza, a força na fertilidade, o nosso lado suave e sensitivo.

O Deus é aquele que semeia o útero da Grande Deusa. 
Ele é o Sol que ilumina a cada dia. 
Na representação do masculino simboliza a Força, a Determinação, a sabedoria, e proteção. Ele representa a razão e a direção de nossa caminhada.
Esse Deus recebeu o nome de Cornífero ou Cernunnos, sendo representado pelos chifres, símbolo de sua virilidade e fertilidade.
Juntos, Deusa e Deus nos dão vida. 
São duas forças opostas que se unem gerando apenas uma.
O retorno a esses ensinamentos antigos traz novamente a simplicidade da conexão com a Natureza e com a Divindade.
A magia não é só é acender velas coloridas, fazer algum feitiço ou ritual. 
Mas também é gerar um filho, acordar diariamente saudando a Natureza, amar aquilo que faz, trabalhar, cozinhar, viver. 
Este é o verdadeiro sentido te ter uma vida mágica: 
Todos têm o direito à felicidade plena.

Acreditando que toda religião ou filosofia é certa a cada pessoa, em cada momento, em cada aprendizado. 
Assim não se deve julgar, percebendo que o certo e o errado não existem, mas que o mais importante é o que funciona ou não para cada um.
A cada um segundo as suas obras, suas escolhas, suas diversidades e individualidades.
Cada um deve buscar conhecer-se e conhecer a sabedoria do Universo, para evoluir junto à sua espiritualidade e materialidade. 
Entendendo as Leis Universais e utilizando-as a favor do desenvolvimento, onde cada um, praticando o seu melhor, estará contribuindo para sua evolução e evolução do mundo.
publicado em 15.06.2009
Agradecimento - A terapeuta holística Mirhyam Conde Canto escreve periodicamente no site da Ana Maria Braga. E você também pode entrar em contato com ela, por meio do blog www.mirhyamcanto.blogspot.com, e-mail mirhyamcanto@uol.com.br ou telefones (11) 2296-9255 ou (11) 98489-3858.
Texto publicado em http://anamariabraga.globo.com/canais/Zen/o-caminho-magico.html

Yule - Receba o solstício de inverno

17.06.2009

Yule

No passado, quando as pessoas viviam em sintonia com a natureza, o passar das estações e os ciclos lunares tinham um profundo impacto em suas vidas e eram celebrados como forma de conexão com a divindade.
Por ser a Lua vista como um símbolo da Deusa, as cerimônias de adoração e magia aconteciam sob sua luz. Dessa forma todos os meses aconteciam uma celebração à Lua Cheia (esbats ou esbás), assim também a chegada do Inverno, as primeiras atividades da Primavera, o início do Verão e a entrada do Outono eram marcadas por rituais.
Os magos naturais, herdeiros das religiões pré-cristãs da Europa, celebram a Lua cheia e observam as mudanças das estações.
O calendário religioso do mago natural possui treze celebrações de Lua Cheia e oito Sabbats, ou dias de poder.
Quatro desses dias (ou melhor, noites) são determinados pelos solstícios e equinócios, o início astronômico das estações.
Os outros quatro rituais baseiam-se em antigos festivais folclóricos. Os rituais estruturam e ordenam o ano mágico, além de lembrar do infinito ciclo que perdurará muito depois de partirmos.
No próximo dia 21 de junho comemoramos Yule, o Solstício de Inverno.
Neste dia o Sol encontra-se em Nadir, por isso é a noite mais longa do ano sendo uma época de grande escuridão.
Os povos antigos notavam esses fenômenos e suplicavam às forças da natureza que aumentassem os dias e diminuíssem as noites. 
Uma vez que o Deus é também o Sol, este Sabbat representa o retorno da Luz, porque assinala o dia no qual a força do Sol também renasce. 
Pela representação do Nascimento do Deus (o Deus Sol, a criança de Luz, a promessa da vida). 
A Deusa está feliz, pois a vida se manifestará a cada dia com mais força através da Luz de seu filho, a partir de agora, os dias ficarão consecutivamente mais longos, ao passo que o Deus Sol vai crescendo.
É tempo de vivenciar a renovação, a Sabedoria. 
Nesse período parece que as coisas ficam adormecidas, contudo as renovações estão acontecendo. No recolhimento da escuridão da alma, ou seja, o hibernar para renovar-se.
É um tempo de quietude e sonhos, época ideal, para despertarmos nossa criança interior, renovando nossas esperanças e iniciando novos caminhos.
Tempo de avaliar o propósito na vida e de se preparar para o renascimento (na Primavera).
É a época em que poderá atingir uma compreensão de sua própria vida, de avaliar o que foi alcançado ou não e o que poderá fazer na primavera para alcançar (voltar a semear).
Onde têm a oportunidade de se libertar de velhos padrões de comportamento e se iniciar pequenas mudanças...
O Inverno descansa, renova e purifica a terra.
Da mesma forma, aquiete-se, limpe traços negativos, renove seus pensamentos, e se purifique para receber inspirações sobre o seu futuro, se preparando para um novo renascer de um novo ciclo.
E tempo também de abrir o coração para deixar que a Luz entre a cada dia.
Assim como as esperanças, pois ele (o Sol) traz calor e fertilidade à Terra.
Esse período que se inicia ensina que a escuridão sempre chega ao fim, e sempre há lugar para o novo sonho, uma nova Luz, uma nova vida.
Celebrar o Solstício de Inverno é reafirmar a continuação dos ciclos da vida, pois Yule é o tempo de celebrar o espírito da Terra, pedindo coragem para enfrentar os obstáculos e dificuldades que atravessamos até a chegada da Primavera.
É momento de contar histórias, cantar e dançar com a família, celebrando a vida e a união.
E de se acender fogo - fogueira, lareira, velas - como elemento mágico capaz de saudar e ajudar o Sol a retornar para a nossa vida, corações e mentes.
Nesta noite, homenageie o Deus e a Deusa, acendendo velas (prateada para a Deusa e Dourada para o Deus), agradecendo a dádiva do eterno renovar da vida...
Para quem está em sintonia com a natureza e as forças divinas que existem dentro de nós, que esta seja uma linda noite de Yule e que o retorno da Luz ilumine nossos corações e as nossas vidas!

Agradecimento - A terapeuta holística Mirhyam Conde Canto escreve periodicamente no site da Ana Maria Braga. E você também pode entrar em contato com ela, por meio do blog www.mirhyamcanto.blogspot.com, e-mail: mirhyamcanto@uol.com.br ou telefones (11) 2296-9255 ou (11) 98489-3858.
Texto publicado em http://anamariabraga.globo.com/canais/Zen/yule.html

Sabbats: Encante-se com as celebrações da natureza em todas as épocas do ano

Os povos primitivos baseavam sua cultura na própria Natureza e as mudanças eram percebidas e celebradas. 
Os rituais eram formas de conexão com a espiritualidade, e por danças, cantos e reflexões, o homem se ligavam às divindades, agradecendo pela colheita, fazendo pedidos e vivenciando simbolicamente os ciclos naturais. Isto indica a grande dependência que os homens têm em relação a Terra, ao Sol e à Lua, e os efeitos das estações em nossa vida.
Num eterno ciclo de nascimento, morte e renascimento, representado pelo também eterno romance entre a Natureza (Deusa) e o Sol (Deus). 
Através dessa simbologia tão singela, as estações do ano e as mudanças climáticas eram reconhecidas e respeitadas.
Para os povos que dependiam das colheitas para seu sustento, o ponto principal deste ciclo místico é a produção de alimentos por meio da união entre o Deus e a Deusa. 
Denominada como a Roda do Ano, a celebração de cada Sabbat (ou Festival) é uma experiência espiritual intensa e sublime que permite-nos permanecer em equilíbrio harmonioso com as forças da Mãe Natureza.
A Roda do ciclo anual possui oito datas de celebrações especiais que são denominadas sabbat (ou Festivais) que tem por objetivo sincronizar a nossa energia com as Estações do Ano, ou seja, com os ciclos do Planeta terra e do Universo. 
Ela descreve o caminho do Sol durante o ano, representando as várias fases do Deus: seu nascimento, crescimento, união com a Deusa, e, finalmente, seu declínio e morte. 
Da mesma forma que o Sol nasce e se põe todos os dias, e da mesma forma que a Primavera faz a Terra renascer após o Inverno, o Deus nos ensina que a Morte é apenas um ponto no ciclo infinito de nossa evolução para podermos renascer do Útero da Mãe.
Nesses festivais, celebramos a Natureza, dançando, cantando, consumindo alimentos da época, agradecendo, relembrando e honrando deidades da Antiguidade. 
Os Sabbats, também conhecidos como a "Grande Roda Solar do Ano", têm sido celebrados sob formas diferentes por quase todas as culturas no mundo. 
São conhecidos sob vários nomes e aparecem com freqüência na mitologia.
Tudo o que é dito no mito da Roda do Ano é um reflexo do que acontece na Natureza, tanto em humanos quanto em animais ou plantas. 
É a famosa frase: Tanto em cima quanto embaixo. Ou seja: o que acontece na Natureza acontece conosco...
A partir da época em que estamos, seguem as próximas celebrações:
Yule ou Solstício de Inverno (21 de junho): onde na noite mais longa do ano, percebemos o quão conectados estamos com a Deusa e o seu filho que nasce (o retorno do Sol). 
Na Natureza, a terra está em período de repouso. 
Os animais hibernam, é tempo de quietude... 
Em nós, é tempo de reflexão, introspecção, acalentar novas esperanças, idealizar projetos. 
A escuridão nos remete ao renascimento de todas as coisas, inclusive de nossas próprias atitudes e sentimentos.

Imbolc ou Candlemas (1° de agosto): a Deusa após o período de resguardo do parto, aparece como a Mãe nutridora O Deus (Sol) está lentamente aumentando sua força a cada dia... Na Natureza, os dias vão ficando mais longos e o frio vai diminuindo, dando lugar a um Sol meio tímido . 
A terra sob nossos pés acolhe a semente. Vamos "acordando" do sono do Inverno, querendo sair mais, estar em contato com os outros, respirando o ar menos gelado.

Ostara (21 de setembro): o Deus (Sol) cresceu, tornando-se um jovem adulto. 
Ele está passando pela puberdade e suas forças são refletidas na vitalidade e no crescimento das plantas. 
Ele está crescendo novamente. 
A Deusa é agora uma bonita Virgem da Primavera, jovem, donzela dos novos ventos e esperanças que cobre a terra com seu manto de fertilidade; despertada de Seu repouso, enquanto o Deus se desenvolve e amadurece. 
Ele caminha pelos campos a verdejar, e delicia-se com a abundância da natureza. 
Na Natureza acontece uma explosão de cores, de flores, de energia e vitalidade. 
Em nós, este é um período de iniciar, de agir, de plantar para ganhos futuros, e de cuidar dos jardins.

Beltane (31 de outubro): marca a chegada da virilidade dos jovens Deuses. 
Agitados pelas energias em ação na natureza, os dois jovens (o Deus e a Deusa) se apaixonam: O calor (Deus-Sol) fertiliza a terra (a Deusa), fazendo com que as sementes germinem e brotem. 
Deus e Deusa deitam-se entre a relva e os botões de flores, e se unem. 
A Deusa fica grávida do Deus. 
A Natureza transborda vida. 
Em nossos corações é tempo de retorno da vitalidade, da paixão e da consumação das esperanças; momento de nos mostrarmos e anunciarmos a que viemos.

Litha ou Solstício de Verão (21 de dezembro): momento em que o poder do Sol chega ao seu ápice, onde o poder da luz se encontra acima da escuridão, garantindo poder e proteção. Ele é um adulto e tornou-se Pai (dos grãos), devido a sua união com a Deusa em Beltane. Nesse instante o Sol transforma as forças da destruição com a luz do amor e da verdade. 
As flores, as folhagens e os gramados encontram-se em abundância na Natureza. 
É o dia mais longo do ano. 
Em toda a plenitude e poder, o Sol traz o calor do Verão e a promessa total de fertilização do solo, dos grãos, para que haja uma colheita farta e abundante. 
Nesse período celebramos a abundância, a luz, a alegria, o calor e o brilho da vida. 
Animais crescem livres e sabem que os raios protetores do Sol irão prover suas necessidades.

Lammas ou Lughnasadh, o meio do verão (2 de fevereiro): Marca o início da decadência do Deus. 
Ele inicia sua despedida. 
É a época da primeira colheita, quando as plantas da primavera murcham e derrubam seus frutos ou sementes para garantir nosso consumo e para assegurar futuras safras. 
O verão está mais ameno; podemos sentir isso no alaranjado do céu, na sensação de "fim de férias" e a volta aos afazeres tradicionais. 
Nós vamos percebendo a mudança de atitudes, a fase das férias acabou e a tranqüilidade e rotina voltam a nossas vidas. 
Não só o Sol começa a enfraquecer, mas todos nós vamos ficando mais introspectivos à medida que o outono vai se aproximando.

Mabon ou Equinócio de Outono (21 de março): o Deus se prepara para abandonar Seu corpo físico e iniciar a grande aventura rumo ao desconhecido, em direção à renovação e ao renascimento em Yule pela Deusa. 
Na Natureza acontece o término da colheita iniciada em Lammas. 
Mais uma vez o dia e a noite tem a mesma duração, equilibrados. 
Nós também ajustamos o nosso movimento interno, equilibrando atitudes.

Samhain (1 de maio): A Deusa chora diante da morte do Deus, mesmo sentindo o fogo que queima dentro de Seu útero. 
Ela sabe que é um adeus temporário. 
Ele não está envolto em trevas eternas, mas prepara-se para renascer novamente através dela em Yule e re-iniciar o ciclo... 
A natureza retrocede, recolhe sua fartura, preparando-se para o inverno e seu período de repouso. Nós ficamos mais friorentos, pensativos, reflexivos... 
É tempo de aquietar a mente e o coração...


Até que Yule retorne...
Dessa forma alegórica e muito singela, comemoramos cada mudança de estação, percebendo a Natureza e percebendo a nós mesmos, conhecendo um pouco mais sobre esse grande mistério que é a vida. 
E quanta "magia" ela contém...

Agradecimento - A terapeuta holística Mirhyam Conde Canto escreve periodicamente no site da Ana Maria Braga. E você também pode entrar em contato com ela, por meio do blog www.mirhyamcanto.blogspot.com, e-mail: mirhyamcanto@uol.com.br ou telefones (11) 2296-9255 ou (11) 98489-3858.
Texto publicado 24.06.2009  em http://anamariabraga.globo.com/canais/Zen/sabbats.html