Yule - Receba o solstício de inverno

17.06.2009

Yule


No passado, quando as pessoas viviam em sintonia com a natureza, o passar das estações e os ciclos lunares tinham um profundo impacto em suas vidas e eram celebrados como forma de conexão com a divindade.
Por ser a Lua vista como um símbolo da Deusa, as cerimônias de adoração e magia aconteciam sob sua luz. Dessa forma todos os meses aconteciam uma celebração à Lua Cheia (esbath), assim também a chegada do Inverno, as primeiras atividades da Primavera, o início do Verão e a entrada do Outono eram marcadas por rituais.
Os magos naturais, herdeiros das religiões pré-cristãs da Europa, celebram a Lua cheia e observam as mudanças das estações.
O calendário religioso do mago natural possui treze celebrações de Lua Cheia e oito Sabbats, ou dias de poder.
Quatro desses dias (ou melhor, noites) são determinados pelos solstícios e equinócios, o início astronômico das estações.
Os outros quatro rituais baseiam-se em antigos festivais folclóricos. Os rituais estruturam e ordenam o ano mágico, além de lembrar do infinito ciclo que perdurará muito depois de partirmos.
No próximo dia 21 de junho comemoramos Yule, o Solstício de Inverno.
Neste dia o Sol encontra-se em Nadir, por isso é a noite mais longa do ano sendo uma época de grande escuridão.
Os povos antigos notavam esses fenômenos e suplicavam às forças da natureza que aumentassem os dias e diminuíssem as noites. Uma vez que o Deus é também o Sol, este Sabbat representa o retorno da Luz, porque assinala o dia no qual a força do Sol também renasce. Pela representação do Nascimento do Deus (o Deus Sol, a criança de Luz, a promessa da vida). A Deusa está feliz, pois a vida se manifestará a cada dia com mais força através da Luz de seu filho, a partir de agora, os dias ficarão consecutivamente mais longos, ao passo que o Deus Sol vai crescendo.
É tempo de vivenciar a renovação, a Sabedoria. Nesse período parece que as coisas ficam adormecidas, contudo as renovações estão acontecendo. No recolhimento da escuridão da alma, ou seja, o hibernar para renovar-se.
É um tempo de quietude e sonhos, época ideal, para despertarmos nossa criança interior, renovando nossas esperanças e iniciando novos caminhos.
Tempo de avaliar o propósito na vida e de se preparar para o renascimento (na Primavera).
É a época em que poderá atingir uma compreensão de sua própria vida, de avaliar o que foi alcançado ou não e o que poderá fazer na primavera para alcançar (voltar a semear).
Onde têm a oportunidade de se libertar de velhos padrões de comportamento e se iniciar pequenas mudanças...
O Inverno descansa, renova e purifica a terra.
Da mesma forma, aquiete-se, limpe traços negativos, renove seus pensamentos, e se purifique para receber inspirações sobre o seu futuro, se preparando para um novo renascer de um novo ciclo.
E tempo também de abrir o coração para deixar que a Luz entre a cada dia.
Assim como as esperanças, pois ele (o Sol) traz calor e fertilidade à Terra.
Esse período que se inicia ensina que a escuridão sempre chega ao fim, e sempre há lugar para o novo sonho, uma nova Luz, uma nova vida.
Celebrar o Solstício de Inverno é reafirmar a continuação dos ciclos da vida, pois Yule é o tempo de celebrar o espírito da Terra, pedindo coragem para enfrentar os obstáculos e dificuldades que atravessamos até a chegada da Primavera.
É momento de contar histórias, cantar e dançar com a família, celebrando a vida e a união.
E de se acender fogo - fogueira, lareira, velas - como elemento mágico capaz de saudar e ajudar o Sol a retornar para a nossa vida, corações e mentes.
Nesta noite, homenageie o Deus e a Deusa, acendendo velas (prateada para a Deusa e Dourada para o Deus), agradecendo a dádiva do eterno renovar da vida...
Para quem está em sintonia com a natureza e as forças divinas que existem dentro de nós, que esta seja uma linda noite de Yule e que o retorno da Luz ilumine nossos corações e as nossas vidas!
Agradecimento - A terapeuta holística Mirhyam Conde Canto escreve periodicamente no site da Ana Maria Braga. E você também pode entrar em contato com ela, por meio do blog www.mirhyamcanto.blogspot.com, e-mail mirhyamcanto@uol.com.br ou telefones (11) 2296-9255 ou 98489-3858.

Elemento Ar

27.07.2009

Ar

A nossa vida física começa com a primeira respiração que leva o Ar para os nossos pulmões... E continuamos respirando até que estejamos prontos para deixar nosso corpo neste plano, quando damos o nosso último suspiro. Sem o Ar, o ser humano não pode sobreviver. Apenas alguns poucos minutos sem ele pode significar a morte, tamanha é sua importância em nossas vidas.
Por essa razão, todos os seres terrestres estão conectados, pois todos respiram o mesmo ar.
Isso faz com que esse elemento se torne coletivo.
Como o prana, o ar permeia tudo, em todos os lugares: ele é a energia essencial da existência.
O ar é a fonte de toda energia vital.
Tem recebido nomes variados em diversas partes do globo como prana, chi, ki, entre outros, mas é sempre essencial à vida.
  
Na Natureza temos várias formas onde esse elemento tão mutável torna-se perceptível.
Através da suave brisa a uma ventania ou um terrível furacão, todos esses fenômenos são resultado de seu trabalho. O ar transforma tudo que envolve.
O ar é o elemento do intelecto, da inspiração, é o domínio do pensamento, nos leva à euforia, ao equilíbrio, ao humor, também à instabilidade, à sutileza e à adaptação.
Por ser um elemento gasoso, o ar é mutável, conferindo um caráter etéreo, sonhador, idealista, "visionário", filósofo, pensador.
Em excesso causa dispersão, nervosismo, indecisão, descontrole, excesso de curiosidade e intrometimento, paralisa a vontade em virtude da exagerada análise mental e hiper-estimula o sistema nervoso, fazendo com que necessitemos de freqüentes mudanças.
Sintomas físicos mais comuns: tensões nas costas, principalmente na região cervical.
Grande tendência a gazes, flatulência e acidez.
Já a falta desse elemento pode distorcer nossa capacidade de percepção a ponto de eliminar o bom senso. É possível que fiquemos tão envolvidos com atividades e emoções que não sobre tempo para refletir sobre a própria vida. A falta de visão que resulta disso pode debilitar gravemente o sistema nervoso e, sob essas condições, a curiosidade e imaginação tornam-se escassas.
Portanto, a melhor forma de entrar em harmonia com ele é através das respirações profundas e conscientes:
Respire profundamente e torne-se consciente do ar enquanto ele fluiu para dentro de seus pulmões...
Em termos de magia, o Ar é comparado à visualização clara, límpida e pura.
As suas forças são utilizadas em rituais de estudos, conhecimentos, liberdade e viagens, descoberta de itens perdidos, revelação de mentiras e coisas do gênero!
Ele está relacionado a todos os tipos de comunicação.
Sacudir objetos no ar ou pendurá-los ao vento, suspender ferramentas em lugares altos, soprar objetos leves enquanto visualiza energias positivas, deixar que o vento carregue folhas, flores, ervas ou papel picado. É uma forma de estar em contato com esse elemento.
O simples fato de acender um incenso aprimora suas qualidades relacionadas ao Ar dentro de você.
Correlações com o elemento Ar:
Cores: Amarelo, branco
Incensos: Olíbano
Hora: Amanhecer
Estação: Primavera
Ponto Cardeal: Leste
Elementais: Silfos
Animal Mítico: Borboleta
Espírito Animal: Pássaros, coruja, águia
Ervas: Artemísia, hortelã, eucalipto,lavanda, tomilho
Cristais: Quartzo Transparente, Ametista e Sodalita
Aromas: Sândalo, Alfazema
Banhos: Bambu
Agradecimento - A terapeuta holística Mirhyam Conde Canto escreve periodicamente no site da Ana Maria Braga. E você também pode entrar em contato com ela, por meio do blog www.mirhyamcanto.blogspot.com, e-mail mirhyamcanto@uol.com.br ou telefones (11) 2296-9255 ou 98489-3858.

1º de Agosto - Sabbat de Imbolc

29.07.2009

1º de agosto


Imbolc ou Candlemas, como também é conhecido, ocorre no pico do inverno (1º de agosto). Marca o ponto médio entre a metade escura do ano e o início da temporada de claridade, celebrando o retorno da luz. É também um festival de luz e fertilidade, antigamente marcado na Europa por grandes queimas, tochas e fogos de todas as formas.
O fogo representa nossa própria iluminação e inspiração, assim como a luz e o calor. A palavra Imbolc significa "no leite", pois nesse período as ovelhas, vacas e cabras entravam em seu período de lactação e começavam a produzir leite. Isso era um indício claro da proximidade da chegada da primavera, época em que a vida começa a acordar do sono frio do inverno.
Neste dia sagrado celebramos a fertilidade de todas as coisas. Este é um Sabbat de purificação pelas forças renovadoras do sol, após a época fria do inverno. Por toda a Europa, nessa época, eram feitas procissões com tochas, com a finalidade de purificar os campos e arados para o plantio na primavera que se aproximava. Isso poderia ser interpretado como um rito de invocação ao Deus (sol), para que fertilizasse e fecundasse a terra, e entrasse em todas as casas com sua luz para que estas fossem prósperas e ricas.
As velas representam o pequeno fogo da Criança Sol (o Deus), crescendo em cada um de nós.
Esse simbolismo das velas em Imbolc é extremamente poderoso, pois reafirma que a Divindade reside no interior de cada um de nós, bem como o poder de força de transformar as esperanças em realidade.
Em Imbolc lembramos e homenageamos a Deusa Brigit (Santa Brígida), Senhora do Fogo, da vida, do conhecimento, da poesia, das fontes sagradas, que era honrada por todos os celtas. Neste dia todos agradeciam por Ela ter mantido o fogo das lareiras queimando durante as noites escuras e gélidas de inverno.
Brigit é uma Deusa solar associada com as árvores, as flores e o cantar dos pássaros e nessa época do ano, com a aproximação da primavera, todos esses elementos começam a dar seus primeiros sinais vitais de retorno.
Para iniciar a celebração dessa data devemos nos purificar, pois Imbolc é o Sabbat da Purificação que traz uma mudança pessoal profunda e transformadora. É tempo de limpar, lavar e purificar e se preparar para o crescimento e a renovação. Isso representa o desligamento com o passado para que o futuro seja promissor. Esta é a época do ano quando realmente começamos a converter os planos que nós fizemos em ação. É o momento em que os projetos devem começar a tomar forma.
Imbolc é um tempo de início e de consagração, uma data em que podemos colocar os nossos planos e resoluções em vigor. É um tempo de compromisso.
Uma prática tradicional associada com esse Sabbat é a Varredura, na qual varremos nossa casa com uma "Vassoura Mágica", com suas cerdas ao ar, passando por todos os ambientes, enquanto visualizamos a dispersão de tudo o que é velho e ultrapassado, expulsando assim as energias negativas, como azar, ressentimentos, mentalizando o banimento do mal. Podemos até cantar:
Vou banindo pela Terra e Ar.
Vou banindo pelo Fogo e mar
Vou banindo, vou banindo pra purificar
Vou banindo, vou banindo para exterminar
Espiral, espiral, espiral
Sugue o que há de ruim, leve todo mal.
Após a varredura, acendemos incensos de proteção (arruda, cravo, canela ou alecrim) para limpar energeticamente todos os cômodos e levar embora o que não é bom.
Depois tome um banho revitalizante, agradeça antecipadamente pelas futuras conquistas e sucessos.
Enfeitamos a casa com flores brancas e rosas.
Acenda velas pela sua casa, com a intenção de que o calor do sol abençoe o seu lar.
Festeje essa data lembrando-se que logo mais a primavera com todas as suas flores chegará...
Tome uma sopa cremosa bem quentinha ou faça alguma receita que contenha leite ou sementes e partilhe com os seus a benção do agasalho, do abrigo e da esperança em dias muito melhores, com as bênçãos da Deusa e do Deus.
Agradecimento - A terapeuta holística Mirhyam Conde Canto escreve periodicamente no site da Ana Maria Braga. E você também pode entrar em contato com ela, por meio do blog 


www.mirhyamcanto.blogspot.com, e-mail mirhyamcanto@uol.com.br ou telefones (11) 2296-9255 ou 98489-3858.

Elementais


03.09.2009

Elementais

A história nos conta sobre os seres elementais desde a mais remota antiguidade.
Os antepassados de toda a humanidade legaram inúmeros relatos a respeito deles.
A existência desses seres teria origem no Bramanismo, antiga filosofia religiosa da Índia, antecessora do Hinduísmo.
Na Grécia, Roma, Egito, China e Índia, acreditava-se na existência de seres que habitavam as águas, o ar, o fogo e a terra. Os gregos antigos referiam-se a estes seres como "daemon" (demônios). Entre os romanos, eram chamados de "Genius Loci" (Gênio Local) e eram alvos de adoração. Mesmo no folclore brasileiro, alguns personagens (como a Caipora e Mãe-d'água) possuem características comuns aos elementais.
O grande precursor do estudo dos elementais foi Paracelso, médico, alquimista, físico e astrólogo suíço, que por volta de 1500 fez várias citações a respeito deles em seus escritos. Segundo ele, os elementais seriam seres compostos por uma substância conhecida por éter, uma matéria trans-substancial, que, em momento algum, se assemelha ao corpo físico dos homens. Do mesmo modo que a natureza visível é habitada por um número infinito de criaturas viventes, assim também, segundo ele, a contraparte invisível da natureza é povoada por uma hoste infinita de seres.
Foi ele quem dividiu os elementais em quatro grupos, relacionados aos quatro elementos da natureza (terra, fogo, água e ar).
Na citação direta de Paracelso:
"Cada espécie somente pode habitar e locomover-se no Elemento ao qual pertence e nenhum pode subsistir fora do Elemento apropriado. O Elemento está para o Elemental, como a atmosfera está para o Homem; como a água para os peixes e nenhum deles sobrevive em elemento pertencente à outra classe. Para o Ser Elemental o Elemento no qual ele vive é transparente, invisível e respirável, como a atmosfera para nós mesmos" (Philosophia Occulta - Tradução de Franz Hartman).
O que são Elementais?
São os dinamizadores das energias da Natureza. São os construtores da forma. Tudo o que existe materialmente, inclusive nosso corpo, é fruto de sua arte. São, também, chamados "espíritos da natureza". Assim como os anjos protegem os seres humanos, eles protegem as plantas e os animais.
O reino dos elementais compreende uma imensa quantidade de formas e tipos, cada um deles com uma função específica, que varia de acordo com o elemento a que pertencem; eles estão em toda parte: Salamandras do fogo; Ondinas da água; Gnomos da terra e Sílfides do ar. Vivem numa dimensão paralela do nosso Mundo. São invisíveis aos olhos humanos pelo fato de serem formas etéreas, habitantes de planos energéticos com múltiplas graduações não perceptíveis aos olhos humanos. Às vezes aparecem como pontos luminosos ou pequenas luzes coloridas no ar.
Esses seres possuem corpo, personalidade, desejos e características que os diferenciam.
Trabalham em todas as áreas e planos, sua freqüência energética se adapta a tudo.
Cada um deles também pode ser associado a sentimentos e ações distintas.
Com o passar do tempo cada elemental ganhou uma mitologia e lendas próprias sobre suas diferentes atividades.
Mas não são seres "bonzinhos" ou engraçados; são seres com sentimentos e que não aceitam brincadeiras ou intromissões em suas atividades por um simples capricho, como colaboradores na manutenção da Natureza, devem ser tratados com respeito e conhecimento.
Foram criados para servir à humanidade, através de seu próprio trabalho específico.
É pelo esforço e pelo uso de sua vida que esses seres nos suprem com a água que bebemos, com o alimento tão abundantemente fornecido, com o ar que respiramos e com todas as coisas de que necessitamos para sustentar-nos na Terra.
Estão sempre trabalhando para que a Natureza funcione mecanicamente.
Cada um dos elementais tem suas características e modo de vida próprio, sendo sempre muito úteis e favoráveis à humanidade.
O Plano Divino providencia para que o homem seja servido com AMOR e, em troca, retorne AMOR, GRATIDÃO e BÊNÇÃOS aos Elementais.
A criação divina representa um todo inseparável, uma corrente cujos elos não podem ser rompidos.
Assim, concluímos que: "Existem mais coisas entre o céu e a terra do que sonha a nossa vã filosofia", Shakespeare
Oração aos Elementais
Pequeninos guardiães
Seres de luz infinita
De dia me tragam a paz
De noite os dons da magia
Invisíveis guardiães
Protejam os quatro cantos da minha alma
Os quatro cantos da minha casa
Os quatro cantos do meu coração.
Nos próximos textos descreverei cada tipo de elemental e qual sua ligação com o mundo mágico.
Muita Luz e Paz no caminho de todos.
Agradecimento - A terapeuta holística Mirhyam Conde Canto escreve periodicamente no site da Ana Maria Braga. E você também pode entrar em contato com ela, por meio dos blogs www.mirhyamcanto.blogspot.comhttp://espacodluzepaz.blogspot.com, e-mail : mirhyamcanto@uol.com.br ou telefones (11) 2296-9255 ou 98489-3858.

Honrando a Deusa em cada mulher!!

Abro-me para receber a inteligência por de trás da força de criação que sou.
Pois sou todos os aspectos da natureza.
Sou vida-morte-vida.

Dentro de mim habitam as mais diferentes qualidades,
para que assim, eu me torne e utilize várias possibilidades de mim mesma.
Ontem, hoje e amanhã,
Sou muitas. Sou todas. Sempre diferente. Sempre a mesma.

Sou a grande chama sagrada que habita em mim,
a força da sabedoria interior.
Sou a grande xamã, a heroína do meu destino,
aquela que trilha pela jornada com passos certeiros.

Sou a mulher selvagem, sou sereia, sou estrela matutina.

Sou a grande musa, que inspira as mais belas poesias,
e incendeia as mais loucas paixões.
Porque sou a força imoral. Sou aquela que te dá coragem para transgredir.

Sou a força da grande mãe,
aquele que nutre, cuida, apoia, educa e ajuda-te a encontrar seu caminho e vocação.
Meu coração é infinito. Meu colo, seu porto seguro.

Sou o grande véu, a força intuitiva que ajuda-te a caminhar por entre os mundos.
Sou a grande sacerdotisa, a força da espiritualidade feminina.
A força que te permite o autoconhecimento e autorrealização, pois sou Guardiã dos Mistérios Sagrados.

Sou a Grande Guerreira,
aquela que tece a vida.
Sou a grande mente por de trás de todos os planos e conquistas.

Sou a menina, curiosa e o vento do frescor.
Sou a amante, sou o poder e a realização.
Sou a velha, sábia em cada menina, mulher e a que possui o cetro das minhas ancestrais.
Sou o poder contido na seiva das minhas fortes raízes.

Sou a força dourada, a grande rainha.
O grande pilar e a força que te torna completa.
Sou a tua soberania.

Sou como os ciclos e as estações, 
sempre mudando.
Sou um camaleão, que troca de pele e procura adaptar-se.

Sou as mil faces da deusa e carrego em mim as mais diversas medicinas.
Sou muitas, porque uma só não consegue me conter ou definir,
e por isso, sou grata!

Blessed Be!

por Ana Paula Malagueta (https://www.facebook.com/devisshala/photos/a.489285044466053.1073741826.489207861140438/505963249464899/?type=3&theater)

Venha conhecer e receber DEEKSHA !!



copiado de http://www.onenessbrasil.com.br/o-que-oferecemos/deeksha/ 

BENEFÍCIOS DA DEEKSHA

A evolução na consciência da pessoa manifesta-se nas mudanças em todas as esferas da vida – saúde, riqueza, relacionamentos e crescimento espiritual.

A Deeksha traz um crescimento na consciência, aumentando assim a sua experiência de vida.

A Deeksha muda as emoções e percepções ou ajuda a libertar das percepções.

Essa transformação acarreta uma mudança de abordagem aos desafios e oportunidades já que quando muda as percepções, não mais vemos um problema como um problema.

Quando as percepções mudam a realidade também pode mudar, porque o mundo externo é apenas um mero reflexo do mundo interior.

Percepções mais elevadas e emoções positivas criam uma vida mais bem sucedida e satisfatória.

O esforço tem um papel na Deeksha.

Esforço enquanto na forma de introspecção, contemplação, fazer a pergunta certa, ter uma intenção, ação externa, etc; também é essencial.

O papel do esforço neste contexto é análogo a um avião acelerando em uma pista para decolar, mas a real decolagem também exige uma corrente de vento apropriada.

A Deeksha é como a corrente, que finalmente levanta o avião do chão.

A Deeksha é dada pela imposição das mãos sobre a cabeça do receptor ou, por vezes, através da intenção.

Neste caso, o doador mantém o receptor na sua consciência por alguns minutos e permite que a Deeksha flua.

Desta forma, a Deeksha pode ser dada a uma distância de milhares de milhas ou a um grande grupo de pessoas, todas ao mesmo tempo.

A Deeksha se desenvolve de forma diferente em cada indivíduo, uma vez que depende do que o receptor mais precisa.

O CULTO DOS ANCESTRAIS

por MIRELLA FAUR

“Eu vivo, porém não viverei para sempre.
Somente a Mãe Terra vive eternamente”...

Canção dos índios Kiowa


A morte faz parte do ciclo da vida, assim como o dia alterna-se com a noite, a luz com a sombra. 
A sombra da proximidade da morte nos permite compreender e respeitar o delicado equilíbrio da vida. Assim, seremos capazes de aceitar a continuidade da vida nos nossos descendentes, pois nós também somos a continuação da linhagem ancestral. 


As gerações nascem, crescem, florescem, amadurecem e decaem, feito frutos de uma mesma árvore, transformando-se no adubo rico necessário para a próxima colheita.

A veneração dos ancestrais mantém viva a conexão entre as gerações, os vivos reconhecendo e agradecendo àqueles que trilharam antes os caminhos, abrindo portas e deixando o legado das suas experiências e realizações.

De uma forma ou de outra, todas as antigas culturas do hemisfério Norte reverenciavam os mortos, com celebrações e oferendas realizadas no final do outono, quando a própria natureza entrava em declínio. Festejavam-se ao mesmo tempo a última colheita, o abate dos animais para garantir a sobrevivência humana durante os meses de inverno e a lembrança daqueles que tinham passado para o mundo dos espíritos, ao longo do ano.

Os nomes das comemorações dos ancestrais variavam de um país para outro
 – “Pitra Visarjana Amavasya”, na Índia;
 “O Dia das almas errantes”, no Tibet; 
“Festival Obon”, no Japão; e
 “A festa dos fantasmas famintos”, na China. 
Na África, em Daomé (atual Benim), celebrava-se “colocar a mesa”; 
na Sicília, na festa dos “I Morti” as mesas eram postas com “armuzzi” – “as mãos do morto” modeladas em massa de pão, 
enquanto no resto da Itália os doces de clara de ovo com amêndoas e açúcar eram chamados de “ossi di morti”. 
No México, até hoje, os familiares fazem piquenique nos cemitérios, levando para os túmulos enfeitados com guirlandas de calêndulas os pratos e as bebidas preferidas dos falecidos.
 O dia de Los Muertos mexicanos não é uma comemoração macabra ou grotesca, mas uma maneira alegre, divertida e espontânea de reconhecer a inevitabilidade da morte. 
Ela aparece nos brinquedos das crianças (representada como soldado, herói, policial, médico, dentista, jogador de bola, professor, noivo ou noiva), nos enfeites de açúcar e nos doces, modelada como caveira ou esqueleto e nas “calaveras” – cartões e imagens de caveiras coloridas com dizeres engraçados trocados entre os amigos. 
Todos têm um esqueleto, todos vão acabar no cemitério, portanto, é melhor se acostumar desde criança com esta realidade.

As datas dos festivais dos mortos também diferiam de uma cultura para outra. 
No Egito, a baixa do Rio Nilo, em novembro, marcava o início de “Isia”, a celebração de seis dias que lembrava a morte do deus Osíris.

Procissões, drama sagrado, cânticos e danças reencenavam a sua morte e ressurreição, bem como a celebração do retorno das almas para visitar seus familiares. Lamparinas iluminavam suas antigas moradias e os caminhos para orientá-las, os templos e as casas eram enfeitados com flores e oferendas de comidas e bebidas.

Do Egito, este costume se espalhou pela Europa e foi preservado e adaptado pelos povos celtas. 
Por serem povos pastorís, os celtas dividiam o ano em duas estações – o verão, quando o gado era levado para os pastos, e o inverno, quando era trazido de volta.

Samhain”(pronunciado “souen”) era o festival celta dos mortos celebrado no dia 31 de outubro, considerado o primeiro dia de inverno e o início do Novo Ano.
Neste dia, os véus entre os mundos se tornavam mais tênues, as almas transitavam mais facilmente de um lado para outro.
Além dos familiares mortos, outros seres se manifestavam nesta noite – fadas escuras, elfos, almas perdidas, espíritos zombeteiros. 
Para se protegerem deles, os celtas usavam máscaras de animais e acendiam fogueiras nas colinas para guiarem os espíritos dos seus ancestrais de volta para suas antigas casas, enfeitadas com lamparinas de abóbora ou nabo colocadas nas janelas e nas portas.

Durante séculos, o cristianismo tentou, em vão, suprimir os festejos de três dias do Sabbat Samhain. 
Por não conseguir, apelou para o sincretismo religioso, criando o Dia de Todos os Santos e o Dia de Finados, sobrepondo a data cristã ao antigo festival pagão.

Os milhões de emigrantes europeus (principalmente irlandeses que estavam sem meios de sobrevivência após a grande fome de 1846) levaram para sua nova pátria – os EUA – seus costumes e práticas ancestrais. Surgiu, assim, a festa profana de Halloween, pela metamorfose dos significados antigos (máscaras, fantasmas, lanternas, comidas), disfarçados em apresentações caricaturais (bruxas, chapéus pontudos, perucas coloridas, vassouras, lanternas de abóboras, caça aos doces – este costume sendo uma reminiscência do hábito antigo de dar esmolas aos pobres e comida para as almas). 
O comércio e Hollywood contribuíram, em muito, para tornar o antigo festival Samhain em festa folclórica, infantil ou em um simples baile de máscaras.

Mesmo assim, alguns povos ainda preservam de forma autêntica as tradições dos seus ancestrais. Os nativos norte-americanos celebram até hoje, na primeira lua cheia após o solstício de inverno, o retorno dos Kachinas – os espíritos dos seus antepassados, com o Festival Soyal, que inclui danças com máscaras, fogueiras e oferendas.

No Japão, o Festival Obon é celebrado durante 18 dias, requerendo uma esmerada preparação prévia dos templos, jardins, casas para a recepção dos “shugoray” – os espíritos dos ancestrais. 
As famílias se reúnem e invocam os espíritos com danças circulares que induzem a um estado de transe, facilitando percepções paranormais e manifestações de ectoplasmia e telecinésia. 
Antes de Obon, os familiares vão em peregrinação para os cemitérios, limpam a área, plantam flores e deixam oferendas de comidas, bebidas e imagens de cavalos (para ajudar o deslocamento dos espíritos entre os mundos). 
No último dia do Festival, os ancestrais estão sendo encorajados para voltar para a “Terra dos Mortos” e enormes fogueiras são acesas para lhes iluminar o retorno.

Sântandrei na atual Romênia (antiga Dácia) era uma celebração com data fixa (30 de novembro), dedicada a um antigo deus daco, protetor dos lobos, transformada pela igreja ortodoxa no dia do Apóstolo André. Antigamente, esta data coincidia com a Brumália romana e as Dionisíades gregas, festas com muitas comidas, danças e bebidas. 
Era considerada “a Noite dos Strigoi” (vampiros), tanto dos vivos – os espíritos que saiam dos seus corpos durante o sono - como dos mortos, que abandonavam seus túmulos, visando criar sofrimentos aos seres humanos e animais. 
Acreditava-se que durante esta noite, os mortos vivos, strigoi e almas errantes podiam perambular à vontade, tirando o leite dos animais e a virilidade dos homens, espalhando doenças e malefícios ou brigando entre si.

Os strigoi vivos eram espíritos de pessoas que nasciam com um defeito físico ou característica estranha (rabo, placenta colada na cabeça, manchas no corpo, dedos a mais ou menos, corcova).
 Eles saiam dos seus corpos e se esgueiravam pela porta ou chaminé, depois davam três cambalhotas, assumiam o corpo de um animal (gato, cachorro, galo, porco, carneiro, cavalo, sapo), montavam uma vassoura, barril ou roda de fiar e iam se encontrar com os strigoi mortos nas encruzilhadas, florestas distantes ou lugares ermos.
 Lá, eles reassumiam a forma humana e começavam a brigar e lutar entre si, até que um deles vencesse e se tornasse o condutor de todos durante um ano.
 Em seguida, curavam milagrosamente suas feridas e voltavam antes da meia-noite pelo mesmo caminho e maneira como tinham vindo.

Os strigoi mortos eram espíritos que não tinham alcançado o além após seu enterro, ou que não mais quiseram voltar para lá depois dos dias de visitar seus parentes nas datas especiais como Natal e Sântandrei. 
Tendo saído da realidade comum e sem ter alcançado o “outro mundo”, eles se tornavam muito perigosos para os vivos, trazendo doenças e pragas, prejudicando a terra, as colheitas, o gado e as abelhas, manipulando fogo e água. 
Diferente das Iele que flutuam no ar, cantando, tocando instrumentos e descendo ao chão para dançar, os strigoi-mortos viajam sobre terra e água, gritando ou chorando, usando vassouras, barris ou rodas de fiar para se locomover. 
Eles se originam dos strigoi-vivos quando eles morrem, de outros mortos que não receberam ritos adequados de enterro ou oferendas nas datas adequadas, ou que não traziam consigo as moedas necessárias para pagar o “pedágio” exigido na transição de um mundo para outro. 
Por isso, a “moeda do morto” era amarrada num lenço preso no seu pulso ou enfiada na sua boca.

Para identificar a presença de um strigoi no cemitério, usavam-se cavalos, o túmulo que o cavalo não queria saltar era sinal de que o seu morador era um strigoi. 
Ao abrir o respectivo caixão, o morto era encontrado em posições estranhas (de bruços ou de lado, com arranhões no rosto e as unhas crescidas). 
Para evitar qualquer possibilidade de enterrar alguém em estado de coma ou morte aparente (que ia se transformar depois em strigoi), o cadáver era “morto” enfiando um fuso, foice, tridente ou pedaço de aço em brasas no coração, retirando o coração para incinerá-lo ou mesmo dando um tiro nele. 
Depois o caixão era fechado numa caixa com tranca, eram quebradas as quatro vasilhas de barro colocadas nos cantos do caixão ou era feita a cremação do cadáver, salpicando suas cinzas no rio. 
Estas práticas de defesa contra os strigoi foram usadas até a metade do século XX. 
O que se percebe - além da crueldade e bizarrice dos métodos usados - é a crença firme dos romenos na sobrevivência do espírito após a morte. 
As práticas são reminiscências dos ritos funerários neolíticos, usados até a aparição do cristianismo e retomadas na área rural em caso de necessidade.

Na noite de Sântandrei as pessoas comiam alho e esfregavam com ele as portas e janelas das casas, dos estábulos e depósitos de cereais, bem como as tetas das vacas e das ovelhas, para que os strigoi não se alimentassem do leite, nem prejudicassem pessoas ou animais. 
Todavia, era também uma noite favorável aos encantamentos de amor e às magias de proteção contra fantasmas e lobisomens, já que os lobos recebiam dons especiais de seu padroeiro 
Eram feitos vários encantamentos, predições oraculares para fins meteorológicos e orientações agrárias, feitiços de amor e talismã de proteção.

Deste amálgama de informações e costumes, cada pessoa pode criar uma homenagem pessoal para seus antepassados, seja criando um pequeno altar na sua casa (colocando fotos, objetos, lembranças no canto especificado pela sabedoria Feng Shui), seja preparando um pequeno altar externo (como na Tailândia), usando uma miniatura de casa (como uma gaiola de pássaros), pintada com símbolos que propiciem o renascimento para “recepcionar” os visitantes do Além. 
Alternativa diferente é seguir o costume vigente, levando flores para seus túmulos, encomendar um culto ou visualizá-los envoltos pela Luz Maior.

O importante é reconhecer o seu legado, reverenciar a linhagem ancestral, preservar as tradições antigas e honrar sua sabedoria lembrando a frase de Kahlil Gibran:

“Todos os que viveram no passado vivem em nós agora. 
Que possamos honrá-los como hóspedes valiosos”.

Magia - Encante-se com os mistérios e as mágicas presentes em nossas vidas

No passado, o mago era um personagem importante dentro do reino, aconselhava o rei através de seus oráculos e cuidava do povo com suas ervas mágicas. 
Explorava e estudava a Natureza, utilizando sempre de seus recursos.
Entender a magia é compreender e aceitar que não temos o controle de todas as situações e que apesar de não estarmos conscientes, da presença invisível ao nosso redor, o Universo conspira sempre a nosso favor, encaminhando de forma imperceptível os nossos passos.
Quando deixamos um pouco de lado a razão e ouvimos o nosso coração, através da intuição, caminhamos pela estrada de forma suave e alegre, reparando não só nas pedras do caminho, mas também na borboleta que pousa na flor, no raio de Sol que incide sobre a poça d'água.
Percebemos que o Encantamento está na Natureza, e que fazemos parte dela...
Agradecendo a dádiva do ar que respiramos, o calor do nosso corpo, a firmeza de nossos ossos e a fluidez da lágrima que cai.
Procurar estudar magia foi, para mim, uma forma de re-encantar a vida, aceitando como uma criança, a bênção de acreditar em fadas, e viver as pequenas emoções do dia a dia em harmonia com o coração.
Conversando com a Lua Cheia, saudando o Sol em cada manhã, plantando um jardim, sentindo a vida e não simplesmente passando por ela.
Dessa forma sentindo a Liberdade para sonhar, buscar e acreditar em coisas que poderiam ser tidas como bobas, mas que o coração sabe... que são mágicas.
O primeiro insight realmente forte sobre esse caminho mágico aconteceu na leitura de "Brumas de Avalon", tudo aquilo me parecia muito real, eram verdades antigas que voltavam... as Sacerdotisas, os estudos...
Então começou a minha busca tímida por revistas e informações... mais adiante, com a internet, vieram longas e abençoadas pesquisas, até que participei de cursos.
Percebi que sou uma alma "buscadora", sempre querendo aprender mais, livre para voar de um lugar a outro, contribuindo na medida de minhas possibilidades e aprendendo um pouco mais.
Não sou professora, nem pretendo ser. Existem muitos profissionais gabaritados que podem ensinar muito, livros, pesquisas na internet que também esclarecem muito sobre wicca, magia natural, neopaganismo, xamanismo e bruxaria.
Aqui, simplesmente abro meu coração, para que, como eu, você também possa ter a coragem de buscar a sua verdadeira essência. 
Afinal, somos livres para escolher nossos caminhos, estudos e comportamentos, respeitando-se e respeitando o outro.
Seguindo sempre duas leis da Magia:

1ª - "Faça tudo aquilo que quiser desde que não prejudique nada nem a ninguém!!!"; e
2ª - "Tudo que faz retorna três vezes para ti".

Por essa razão, faço tudo com muita dedicação, amor e respeito.

A partir de hoje, você vai poder entrar e se encantar com o mundo da magia por meio dos textos e explicações da terapeuta holística Mirhyam Conde Canto que serão publicados periodicamente no site da Ana Maria Braga. 
E você também pode entrar em contato com ela, por meio do blog www.mirhyamcanto.blogspot.com, e-mail mirhyamcanto@uol.com.br ou telefones (11) 2296-9255 ou (11) 98489-3858.
Texto publicado em http://anamariabraga.globo.com/canais/Zen/magia-2.html
Não percam!