Honrando a Deusa em cada mulher!!

Abro-me para receber a inteligência por de trás da força de criação que sou.
Pois sou todos os aspectos da natureza.
Sou vida-morte-vida.

Dentro de mim habitam as mais diferentes qualidades,
para que assim, eu me torne e utilize várias possibilidades de mim mesma.
Ontem, hoje e amanhã,
Sou muitas. Sou todas. Sempre diferente. Sempre a mesma.

Sou a grande chama sagrada que habita em mim,
a força da sabedoria interior.
Sou a grande xamã, a heroína do meu destino,
aquela que trilha pela jornada com passos certeiros.

Sou a mulher selvagem, sou sereia, sou estrela matutina.

Sou a grande musa, que inspira as mais belas poesias,
e incendeia as mais loucas paixões.
Porque sou a força imoral. Sou aquela que te dá coragem para transgredir.

Sou a força da grande mãe,
aquele que nutre, cuida, apoia, educa e ajuda-te a encontrar seu caminho e vocação.
Meu coração é infinito. Meu colo, seu porto seguro.

Sou o grande véu, a força intuitiva que ajuda-te a caminhar por entre os mundos.
Sou a grande sacerdotisa, a força da espiritualidade feminina.
A força que te permite o autoconhecimento e autorrealização, pois sou Guardiã dos Mistérios Sagrados.

Sou a Grande Guerreira,
aquela que tece a vida.
Sou a grande mente por de trás de todos os planos e conquistas.

Sou a menina, curiosa e o vento do frescor.
Sou a amante, sou o poder e a realização.
Sou a velha, sábia em cada menina, mulher e a que possui o cetro das minhas ancestrais.
Sou o poder contido na seiva das minhas fortes raízes.

Sou a força dourada, a grande rainha.
O grande pilar e a força que te torna completa.
Sou a tua soberania.

Sou como os ciclos e as estações, 
sempre mudando.
Sou um camaleão, que troca de pele e procura adaptar-se.

Sou as mil faces da deusa e carrego em mim as mais diversas medicinas.
Sou muitas, porque uma só não consegue me conter ou definir,
e por isso, sou grata!

Blessed Be!

por Ana Paula Malagueta (https://www.facebook.com/devisshala/photos/a.489285044466053.1073741826.489207861140438/505963249464899/?type=3&theater)

Venha conhecer e receber DEEKSHA !!



copiado de http://www.onenessbrasil.com.br/o-que-oferecemos/deeksha/ 

BENEFÍCIOS DA DEEKSHA

A evolução na consciência da pessoa manifesta-se nas mudanças em todas as esferas da vida – saúde, riqueza, relacionamentos e crescimento espiritual.

A Deeksha traz um crescimento na consciência, aumentando assim a sua experiência de vida.

A Deeksha muda as emoções e percepções ou ajuda a libertar das percepções.

Essa transformação acarreta uma mudança de abordagem aos desafios e oportunidades já que quando muda as percepções, não mais vemos um problema como um problema.

Quando as percepções mudam a realidade também pode mudar, porque o mundo externo é apenas um mero reflexo do mundo interior.

Percepções mais elevadas e emoções positivas criam uma vida mais bem sucedida e satisfatória.

O esforço tem um papel na Deeksha.

Esforço enquanto na forma de introspecção, contemplação, fazer a pergunta certa, ter uma intenção, ação externa, etc; também é essencial.

O papel do esforço neste contexto é análogo a um avião acelerando em uma pista para decolar, mas a real decolagem também exige uma corrente de vento apropriada.

A Deeksha é como a corrente, que finalmente levanta o avião do chão.

A Deeksha é dada pela imposição das mãos sobre a cabeça do receptor ou, por vezes, através da intenção.

Neste caso, o doador mantém o receptor na sua consciência por alguns minutos e permite que a Deeksha flua.

Desta forma, a Deeksha pode ser dada a uma distância de milhares de milhas ou a um grande grupo de pessoas, todas ao mesmo tempo.

A Deeksha se desenvolve de forma diferente em cada indivíduo, uma vez que depende do que o receptor mais precisa.

O CULTO DOS ANCESTRAIS

por MIRELLA FAUR

“Eu vivo, porém não viverei para sempre.
Somente a Mãe Terra vive eternamente”...

Canção dos índios Kiowa


A morte faz parte do ciclo da vida, assim como o dia alterna-se com a noite, a luz com a sombra. 
A sombra da proximidade da morte nos permite compreender e respeitar o delicado equilíbrio da vida. Assim, seremos capazes de aceitar a continuidade da vida nos nossos descendentes, pois nós também somos a continuação da linhagem ancestral. 


As gerações nascem, crescem, florescem, amadurecem e decaem, feito frutos de uma mesma árvore, transformando-se no adubo rico necessário para a próxima colheita.

A veneração dos ancestrais mantém viva a conexão entre as gerações, os vivos reconhecendo e agradecendo àqueles que trilharam antes os caminhos, abrindo portas e deixando o legado das suas experiências e realizações.

De uma forma ou de outra, todas as antigas culturas do hemisfério Norte reverenciavam os mortos, com celebrações e oferendas realizadas no final do outono, quando a própria natureza entrava em declínio. Festejavam-se ao mesmo tempo a última colheita, o abate dos animais para garantir a sobrevivência humana durante os meses de inverno e a lembrança daqueles que tinham passado para o mundo dos espíritos, ao longo do ano.

Os nomes das comemorações dos ancestrais variavam de um país para outro
 – “Pitra Visarjana Amavasya”, na Índia;
 “O Dia das almas errantes”, no Tibet; 
“Festival Obon”, no Japão; e
 “A festa dos fantasmas famintos”, na China. 
Na África, em Daomé (atual Benim), celebrava-se “colocar a mesa”; 
na Sicília, na festa dos “I Morti” as mesas eram postas com “armuzzi” – “as mãos do morto” modeladas em massa de pão, 
enquanto no resto da Itália os doces de clara de ovo com amêndoas e açúcar eram chamados de “ossi di morti”. 
No México, até hoje, os familiares fazem piquenique nos cemitérios, levando para os túmulos enfeitados com guirlandas de calêndulas os pratos e as bebidas preferidas dos falecidos.
 O dia de Los Muertos mexicanos não é uma comemoração macabra ou grotesca, mas uma maneira alegre, divertida e espontânea de reconhecer a inevitabilidade da morte. 
Ela aparece nos brinquedos das crianças (representada como soldado, herói, policial, médico, dentista, jogador de bola, professor, noivo ou noiva), nos enfeites de açúcar e nos doces, modelada como caveira ou esqueleto e nas “calaveras” – cartões e imagens de caveiras coloridas com dizeres engraçados trocados entre os amigos. 
Todos têm um esqueleto, todos vão acabar no cemitério, portanto, é melhor se acostumar desde criança com esta realidade.

As datas dos festivais dos mortos também diferiam de uma cultura para outra. 
No Egito, a baixa do Rio Nilo, em novembro, marcava o início de “Isia”, a celebração de seis dias que lembrava a morte do deus Osíris.

Procissões, drama sagrado, cânticos e danças reencenavam a sua morte e ressurreição, bem como a celebração do retorno das almas para visitar seus familiares. Lamparinas iluminavam suas antigas moradias e os caminhos para orientá-las, os templos e as casas eram enfeitados com flores e oferendas de comidas e bebidas.

Do Egito, este costume se espalhou pela Europa e foi preservado e adaptado pelos povos celtas. 
Por serem povos pastorís, os celtas dividiam o ano em duas estações – o verão, quando o gado era levado para os pastos, e o inverno, quando era trazido de volta.

Samhain”(pronunciado “souen”) era o festival celta dos mortos celebrado no dia 31 de outubro, considerado o primeiro dia de inverno e o início do Novo Ano.
Neste dia, os véus entre os mundos se tornavam mais tênues, as almas transitavam mais facilmente de um lado para outro.
Além dos familiares mortos, outros seres se manifestavam nesta noite – fadas escuras, elfos, almas perdidas, espíritos zombeteiros. 
Para se protegerem deles, os celtas usavam máscaras de animais e acendiam fogueiras nas colinas para guiarem os espíritos dos seus ancestrais de volta para suas antigas casas, enfeitadas com lamparinas de abóbora ou nabo colocadas nas janelas e nas portas.

Durante séculos, o cristianismo tentou, em vão, suprimir os festejos de três dias do Sabbat Samhain. 
Por não conseguir, apelou para o sincretismo religioso, criando o Dia de Todos os Santos e o Dia de Finados, sobrepondo a data cristã ao antigo festival pagão.

Os milhões de emigrantes europeus (principalmente irlandeses que estavam sem meios de sobrevivência após a grande fome de 1846) levaram para sua nova pátria – os EUA – seus costumes e práticas ancestrais. Surgiu, assim, a festa profana de Halloween, pela metamorfose dos significados antigos (máscaras, fantasmas, lanternas, comidas), disfarçados em apresentações caricaturais (bruxas, chapéus pontudos, perucas coloridas, vassouras, lanternas de abóboras, caça aos doces – este costume sendo uma reminiscência do hábito antigo de dar esmolas aos pobres e comida para as almas). 
O comércio e Hollywood contribuíram, em muito, para tornar o antigo festival Samhain em festa folclórica, infantil ou em um simples baile de máscaras.

Mesmo assim, alguns povos ainda preservam de forma autêntica as tradições dos seus ancestrais. Os nativos norte-americanos celebram até hoje, na primeira lua cheia após o solstício de inverno, o retorno dos Kachinas – os espíritos dos seus antepassados, com o Festival Soyal, que inclui danças com máscaras, fogueiras e oferendas.

No Japão, o Festival Obon é celebrado durante 18 dias, requerendo uma esmerada preparação prévia dos templos, jardins, casas para a recepção dos “shugoray” – os espíritos dos ancestrais. 
As famílias se reúnem e invocam os espíritos com danças circulares que induzem a um estado de transe, facilitando percepções paranormais e manifestações de ectoplasmia e telecinésia. 
Antes de Obon, os familiares vão em peregrinação para os cemitérios, limpam a área, plantam flores e deixam oferendas de comidas, bebidas e imagens de cavalos (para ajudar o deslocamento dos espíritos entre os mundos). 
No último dia do Festival, os ancestrais estão sendo encorajados para voltar para a “Terra dos Mortos” e enormes fogueiras são acesas para lhes iluminar o retorno.

Sântandrei na atual Romênia (antiga Dácia) era uma celebração com data fixa (30 de novembro), dedicada a um antigo deus daco, protetor dos lobos, transformada pela igreja ortodoxa no dia do Apóstolo André. Antigamente, esta data coincidia com a Brumália romana e as Dionisíades gregas, festas com muitas comidas, danças e bebidas. 
Era considerada “a Noite dos Strigoi” (vampiros), tanto dos vivos – os espíritos que saiam dos seus corpos durante o sono - como dos mortos, que abandonavam seus túmulos, visando criar sofrimentos aos seres humanos e animais. 
Acreditava-se que durante esta noite, os mortos vivos, strigoi e almas errantes podiam perambular à vontade, tirando o leite dos animais e a virilidade dos homens, espalhando doenças e malefícios ou brigando entre si.

Os strigoi vivos eram espíritos de pessoas que nasciam com um defeito físico ou característica estranha (rabo, placenta colada na cabeça, manchas no corpo, dedos a mais ou menos, corcova).
 Eles saiam dos seus corpos e se esgueiravam pela porta ou chaminé, depois davam três cambalhotas, assumiam o corpo de um animal (gato, cachorro, galo, porco, carneiro, cavalo, sapo), montavam uma vassoura, barril ou roda de fiar e iam se encontrar com os strigoi mortos nas encruzilhadas, florestas distantes ou lugares ermos.
 Lá, eles reassumiam a forma humana e começavam a brigar e lutar entre si, até que um deles vencesse e se tornasse o condutor de todos durante um ano.
 Em seguida, curavam milagrosamente suas feridas e voltavam antes da meia-noite pelo mesmo caminho e maneira como tinham vindo.

Os strigoi mortos eram espíritos que não tinham alcançado o além após seu enterro, ou que não mais quiseram voltar para lá depois dos dias de visitar seus parentes nas datas especiais como Natal e Sântandrei. 
Tendo saído da realidade comum e sem ter alcançado o “outro mundo”, eles se tornavam muito perigosos para os vivos, trazendo doenças e pragas, prejudicando a terra, as colheitas, o gado e as abelhas, manipulando fogo e água. 
Diferente das Iele que flutuam no ar, cantando, tocando instrumentos e descendo ao chão para dançar, os strigoi-mortos viajam sobre terra e água, gritando ou chorando, usando vassouras, barris ou rodas de fiar para se locomover. 
Eles se originam dos strigoi-vivos quando eles morrem, de outros mortos que não receberam ritos adequados de enterro ou oferendas nas datas adequadas, ou que não traziam consigo as moedas necessárias para pagar o “pedágio” exigido na transição de um mundo para outro. 
Por isso, a “moeda do morto” era amarrada num lenço preso no seu pulso ou enfiada na sua boca.

Para identificar a presença de um strigoi no cemitério, usavam-se cavalos, o túmulo que o cavalo não queria saltar era sinal de que o seu morador era um strigoi. 
Ao abrir o respectivo caixão, o morto era encontrado em posições estranhas (de bruços ou de lado, com arranhões no rosto e as unhas crescidas). 
Para evitar qualquer possibilidade de enterrar alguém em estado de coma ou morte aparente (que ia se transformar depois em strigoi), o cadáver era “morto” enfiando um fuso, foice, tridente ou pedaço de aço em brasas no coração, retirando o coração para incinerá-lo ou mesmo dando um tiro nele. 
Depois o caixão era fechado numa caixa com tranca, eram quebradas as quatro vasilhas de barro colocadas nos cantos do caixão ou era feita a cremação do cadáver, salpicando suas cinzas no rio. 
Estas práticas de defesa contra os strigoi foram usadas até a metade do século XX. 
O que se percebe - além da crueldade e bizarrice dos métodos usados - é a crença firme dos romenos na sobrevivência do espírito após a morte. 
As práticas são reminiscências dos ritos funerários neolíticos, usados até a aparição do cristianismo e retomadas na área rural em caso de necessidade.

Na noite de Sântandrei as pessoas comiam alho e esfregavam com ele as portas e janelas das casas, dos estábulos e depósitos de cereais, bem como as tetas das vacas e das ovelhas, para que os strigoi não se alimentassem do leite, nem prejudicassem pessoas ou animais. 
Todavia, era também uma noite favorável aos encantamentos de amor e às magias de proteção contra fantasmas e lobisomens, já que os lobos recebiam dons especiais de seu padroeiro 
Eram feitos vários encantamentos, predições oraculares para fins meteorológicos e orientações agrárias, feitiços de amor e talismã de proteção.

Deste amálgama de informações e costumes, cada pessoa pode criar uma homenagem pessoal para seus antepassados, seja criando um pequeno altar na sua casa (colocando fotos, objetos, lembranças no canto especificado pela sabedoria Feng Shui), seja preparando um pequeno altar externo (como na Tailândia), usando uma miniatura de casa (como uma gaiola de pássaros), pintada com símbolos que propiciem o renascimento para “recepcionar” os visitantes do Além. 
Alternativa diferente é seguir o costume vigente, levando flores para seus túmulos, encomendar um culto ou visualizá-los envoltos pela Luz Maior.

O importante é reconhecer o seu legado, reverenciar a linhagem ancestral, preservar as tradições antigas e honrar sua sabedoria lembrando a frase de Kahlil Gibran:

“Todos os que viveram no passado vivem em nós agora. 
Que possamos honrá-los como hóspedes valiosos”.

Magia - Encante-se com os mistérios e as mágicas presentes em nossas vidas

No passado, o mago era um personagem importante dentro do reino, aconselhava o rei através de seus oráculos e cuidava do povo com suas ervas mágicas. 
Explorava e estudava a Natureza, utilizando sempre de seus recursos.
Entender a magia é compreender e aceitar que não temos o controle de todas as situações e que apesar de não estarmos conscientes, da presença invisível ao nosso redor, o Universo conspira sempre a nosso favor, encaminhando de forma imperceptível os nossos passos.
Quando deixamos um pouco de lado a razão e ouvimos o nosso coração, através da intuição, caminhamos pela estrada de forma suave e alegre, reparando não só nas pedras do caminho, mas também na borboleta que pousa na flor, no raio de Sol que incide sobre a poça d'água.
Percebemos que o Encantamento está na Natureza, e que fazemos parte dela...
Agradecendo a dádiva do ar que respiramos, o calor do nosso corpo, a firmeza de nossos ossos e a fluidez da lágrima que cai.
Procurar estudar magia foi, para mim, uma forma de re-encantar a vida, aceitando como uma criança, a bênção de acreditar em fadas, e viver as pequenas emoções do dia a dia em harmonia com o coração.
Conversando com a Lua Cheia, saudando o Sol em cada manhã, plantando um jardim, sentindo a vida e não simplesmente passando por ela.
Dessa forma sentindo a Liberdade para sonhar, buscar e acreditar em coisas que poderiam ser tidas como bobas, mas que o coração sabe... que são mágicas.
O primeiro insight realmente forte sobre esse caminho mágico aconteceu na leitura de "Brumas de Avalon", tudo aquilo me parecia muito real, eram verdades antigas que voltavam... as Sacerdotisas, os estudos...
Então começou a minha busca tímida por revistas e informações... mais adiante, com a internet, vieram longas e abençoadas pesquisas, até que participei de cursos.
Percebi que sou uma alma "buscadora", sempre querendo aprender mais, livre para voar de um lugar a outro, contribuindo na medida de minhas possibilidades e aprendendo um pouco mais.
Não sou professora, nem pretendo ser. Existem muitos profissionais gabaritados que podem ensinar muito, livros, pesquisas na internet que também esclarecem muito sobre wicca, magia natural, neopaganismo, xamanismo e bruxaria.
Aqui, simplesmente abro meu coração, para que, como eu, você também possa ter a coragem de buscar a sua verdadeira essência. 
Afinal, somos livres para escolher nossos caminhos, estudos e comportamentos, respeitando-se e respeitando o outro.
Seguindo sempre duas leis da Magia:

1ª - "Faça tudo aquilo que quiser desde que não prejudique nada nem a ninguém!!!"; e
2ª - "Tudo que faz retorna três vezes para ti".

Por essa razão, faço tudo com muita dedicação, amor e respeito.

A partir de hoje, você vai poder entrar e se encantar com o mundo da magia por meio dos textos e explicações da terapeuta holística Mirhyam Conde Canto que serão publicados periodicamente no site da Ana Maria Braga. 
E você também pode entrar em contato com ela, por meio do blog www.mirhyamcanto.blogspot.com, e-mail mirhyamcanto@uol.com.br ou telefones (11) 2296-9255 ou (11) 98489-3858.
Texto publicado em http://anamariabraga.globo.com/canais/Zen/magia-2.html
Não percam!

O caminho mágico - O que é e como encontrá-lo para transformar a nossa vida?

15.06.2009

O caminho mágico

Esse caminho é baseado na Vida, no Amor e na Liberdade com responsabilidade.
É uma crença que antecede o Cristianismo e não se opõe em momento algum aos ensinamentos de Jesus. 
Que reverência a Deusa e o Deus (opostos e complementares que geram a Vida) e os deuses antigos de diversos panteões (celta, grego, romano etc). 
Que propõe entrar em harmonia com a Natureza, praticando rituais ou celebrações, em grupos ou solitariamente, seguindo as estações do ano, respeitando e cuidando do planeta.

Começando do início...

Os povos da Antigüidade (na Era Paleolítica) acreditavam que as mulheres não concebiam pelo ato sexual e sim ao deitar-se sob o luar. 
Ela representava a base da fertilidade, dessa forma a Lua e o corpo feminino eram reverenciados como foco de força divina: doadora da vida.

A Deusa Tríplice apresenta as suas três faces (como a Lua): a donzela (Lua crescente), a mãe (Lua Cheia) e a anciã (Lua minguante).
É dela o útero germinador de tudo que tem vida neste mundo.
Ela é a Lua que brilha todas as noites, trazendo o aconchego, o sustento, a dedicação e força aos seres humanos. A Grande Mãe é a verdade, a beleza da natureza, a força na fertilidade, o nosso lado suave e sensitivo.

O Deus é aquele que semeia o útero da Grande Deusa. 
Ele é o Sol que ilumina a cada dia. 
Na representação do masculino simboliza a Força, a Determinação, a sabedoria, e proteção. Ele representa a razão e a direção de nossa caminhada.
Esse Deus recebeu o nome de Cornífero ou Cernunnos, sendo representado pelos chifres, símbolo de sua virilidade e fertilidade.
Juntos, Deusa e Deus nos dão vida. 
São duas forças opostas que se unem gerando apenas uma.
O retorno a esses ensinamentos antigos traz novamente a simplicidade da conexão com a Natureza e com a Divindade.
A magia não é só é acender velas coloridas, fazer algum feitiço ou ritual. 
Mas também é gerar um filho, acordar diariamente saudando a Natureza, amar aquilo que faz, trabalhar, cozinhar, viver. 
Este é o verdadeiro sentido te ter uma vida mágica: 
Todos têm o direito à felicidade plena.

Acreditando que toda religião ou filosofia é certa a cada pessoa, em cada momento, em cada aprendizado. 
Assim não se deve julgar, percebendo que o certo e o errado não existem, mas que o mais importante é o que funciona ou não para cada um.
A cada um segundo as suas obras, suas escolhas, suas diversidades e individualidades.
Cada um deve buscar conhecer-se e conhecer a sabedoria do Universo, para evoluir junto à sua espiritualidade e materialidade. 
Entendendo as Leis Universais e utilizando-as a favor do desenvolvimento, onde cada um, praticando o seu melhor, estará contribuindo para sua evolução e evolução do mundo.

Agradecimento - A terapeuta holística Mirhyam Conde Canto escreve periodicamente no site da Ana Maria Braga. E você também pode entrar em contato com ela, por meio do blog www.mirhyamcanto.blogspot.com, e-mail mirhyamcanto@uol.com.br ou telefones (11) 2296-9255 ou (11) 98489-3858.
Texto publicado em http://anamariabraga.globo.com/canais/Zen/o-caminho-magico.html

Yule - Receba o solstício de inverno

17.06.2009

Yule

No passado, quando as pessoas viviam em sintonia com a natureza, o passar das estações e os ciclos lunares tinham um profundo impacto em suas vidas e eram celebrados como forma de conexão com a divindade.
Por ser a Lua vista como um símbolo da Deusa, as cerimônias de adoração e magia aconteciam sob sua luz. Dessa forma todos os meses aconteciam uma celebração à Lua Cheia (esbats ou esbás), assim também a chegada do Inverno, as primeiras atividades da Primavera, o início do Verão e a entrada do Outono eram marcadas por rituais.
Os magos naturais, herdeiros das religiões pré-cristãs da Europa, celebram a Lua cheia e observam as mudanças das estações.
O calendário religioso do mago natural possui treze celebrações de Lua Cheia e oito Sabbats, ou dias de poder.
Quatro desses dias (ou melhor, noites) são determinados pelos solstícios e equinócios, o início astronômico das estações.
Os outros quatro rituais baseiam-se em antigos festivais folclóricos. Os rituais estruturam e ordenam o ano mágico, além de lembrar do infinito ciclo que perdurará muito depois de partirmos.
No próximo dia 21 de junho comemoramos Yule, o Solstício de Inverno.
Neste dia o Sol encontra-se em Nadir, por isso é a noite mais longa do ano sendo uma época de grande escuridão.
Os povos antigos notavam esses fenômenos e suplicavam às forças da natureza que aumentassem os dias e diminuíssem as noites. 
Uma vez que o Deus é também o Sol, este Sabbat representa o retorno da Luz, porque assinala o dia no qual a força do Sol também renasce. 
Pela representação do Nascimento do Deus (o Deus Sol, a criança de Luz, a promessa da vida). 
A Deusa está feliz, pois a vida se manifestará a cada dia com mais força através da Luz de seu filho, a partir de agora, os dias ficarão consecutivamente mais longos, ao passo que o Deus Sol vai crescendo.
É tempo de vivenciar a renovação, a Sabedoria. 
Nesse período parece que as coisas ficam adormecidas, contudo as renovações estão acontecendo. No recolhimento da escuridão da alma, ou seja, o hibernar para renovar-se.
É um tempo de quietude e sonhos, época ideal, para despertarmos nossa criança interior, renovando nossas esperanças e iniciando novos caminhos.
Tempo de avaliar o propósito na vida e de se preparar para o renascimento (na Primavera).
É a época em que poderá atingir uma compreensão de sua própria vida, de avaliar o que foi alcançado ou não e o que poderá fazer na primavera para alcançar (voltar a semear).
Onde têm a oportunidade de se libertar de velhos padrões de comportamento e se iniciar pequenas mudanças...
O Inverno descansa, renova e purifica a terra.
Da mesma forma, aquiete-se, limpe traços negativos, renove seus pensamentos, e se purifique para receber inspirações sobre o seu futuro, se preparando para um novo renascer de um novo ciclo.
E tempo também de abrir o coração para deixar que a Luz entre a cada dia.
Assim como as esperanças, pois ele (o Sol) traz calor e fertilidade à Terra.
Esse período que se inicia ensina que a escuridão sempre chega ao fim, e sempre há lugar para o novo sonho, uma nova Luz, uma nova vida.
Celebrar o Solstício de Inverno é reafirmar a continuação dos ciclos da vida, pois Yule é o tempo de celebrar o espírito da Terra, pedindo coragem para enfrentar os obstáculos e dificuldades que atravessamos até a chegada da Primavera.
É momento de contar histórias, cantar e dançar com a família, celebrando a vida e a união.
E de se acender fogo - fogueira, lareira, velas - como elemento mágico capaz de saudar e ajudar o Sol a retornar para a nossa vida, corações e mentes.
Nesta noite, homenageie o Deus e a Deusa, acendendo velas (prateada para a Deusa e Dourada para o Deus), agradecendo a dádiva do eterno renovar da vida...
Para quem está em sintonia com a natureza e as forças divinas que existem dentro de nós, que esta seja uma linda noite de Yule e que o retorno da Luz ilumine nossos corações e as nossas vidas!

Agradecimento - A terapeuta holística Mirhyam Conde Canto escreve periodicamente no site da Ana Maria Braga. E você também pode entrar em contato com ela, por meio do blog www.mirhyamcanto.blogspot.com, e-mail: mirhyamcanto@uol.com.br ou telefones (11) 2296-9255 ou (11) 98489-3858.
Texto publicado em http://anamariabraga.globo.com/canais/Zen/yule.html

Sabbats: Encante-se com as celebrações da natureza em todas as épocas do ano

24.06.2009

Sabbats

Os povos primitivos baseavam sua cultura na própria Natureza e as mudanças eram percebidas e celebradas. 
Os rituais eram formas de conexão com a espiritualidade, e por danças, cantos e reflexões, o homem se ligavam às divindades, agradecendo pela colheita, fazendo pedidos e vivenciando simbolicamente os ciclos naturais. Isto indica a grande dependência que os homens têm em relação a Terra, ao Sol e à Lua, e os efeitos das estações em nossa vida.
Num eterno ciclo de nascimento, morte e renascimento, representado pelo também eterno romance entre a Natureza (Deusa) e o Sol (Deus). 
Através dessa simbologia tão singela, as estações do ano e as mudanças climáticas eram reconhecidas e respeitadas.
Para os povos que dependiam das colheitas para seu sustento, o ponto principal deste ciclo místico é a produção de alimentos por meio da união entre o Deus e a Deusa. 
Denominada como a Roda do Ano, a celebração de cada Sabbat (ou Festival) é uma experiência espiritual intensa e sublime que permite-nos permanecer em equilíbrio harmonioso com as forças da Mãe Natureza.
A Roda do ciclo anual possui oito datas de celebrações especiais que são denominadas sabbat (ou Festivais) que tem por objetivo sincronizar a nossa energia com as Estações do Ano, ou seja, com os ciclos do Planeta terra e do Universo. 
Ela descreve o caminho do Sol durante o ano, representando as várias fases do Deus: seu nascimento, crescimento, união com a Deusa, e, finalmente, seu declínio e morte. 
Da mesma forma que o Sol nasce e se põe todos os dias, e da mesma forma que a Primavera faz a Terra renascer após o Inverno, o Deus nos ensina que a Morte é apenas um ponto no ciclo infinito de nossa evolução para podermos renascer do Útero da Mãe.
Nesses festivais, celebramos a Natureza, dançando, cantando, consumindo alimentos da época, agradecendo, relembrando e honrando deidades da Antiguidade. 
Os Sabbats, também conhecidos como a "Grande Roda Solar do Ano", têm sido celebrados sob formas diferentes por quase todas as culturas no mundo. 
São conhecidos sob vários nomes e aparecem com freqüência na mitologia.
Tudo o que é dito no mito da Roda do Ano é um reflexo do que acontece na Natureza, tanto em humanos quanto em animais ou plantas. 
É a famosa frase: Tanto em cima quanto embaixo. Ou seja: o que acontece na Natureza acontece conosco...
A partir da época em que estamos, seguem as próximas celebrações:
Yule ou Solstício de Inverno (21 de junho): onde na noite mais longa do ano, percebemos o quão conectados estamos com a Deusa e o seu filho que nasce (o retorno do Sol). 
Na Natureza, a terra está em período de repouso. 
Os animais hibernam, é tempo de quietude... 
Em nós, é tempo de reflexão, introspecção, acalentar novas esperanças, idealizar projetos. 
A escuridão nos remete ao renascimento de todas as coisas, inclusive de nossas próprias atitudes e sentimentos.

Imbolc ou Candlemas (1° de agosto): a Deusa após o período de resguardo do parto, aparece como a Mãe nutridora O Deus (Sol) está lentamente aumentando sua força a cada dia... Na Natureza, os dias vão ficando mais longos e o frio vai diminuindo, dando lugar a um Sol meio tímido . 
A terra sob nossos pés acolhe a semente. Vamos "acordando" do sono do Inverno, querendo sair mais, estar em contato com os outros, respirando o ar menos gelado.

Ostara (21 de setembro): o Deus (Sol) cresceu, tornando-se um jovem adulto. 
Ele está passando pela puberdade e suas forças são refletidas na vitalidade e no crescimento das plantas. 
Ele está crescendo novamente. 
A Deusa é agora uma bonita Virgem da Primavera, jovem, donzela dos novos ventos e esperanças que cobre a terra com seu manto de fertilidade; despertada de Seu repouso, enquanto o Deus se desenvolve e amadurece. 
Ele caminha pelos campos a verdejar, e delicia-se com a abundância da natureza. 
Na Natureza acontece uma explosão de cores, de flores, de energia e vitalidade. 
Em nós, este é um período de iniciar, de agir, de plantar para ganhos futuros, e de cuidar dos jardins.

Beltane (31 de outubro): marca a chegada da virilidade dos jovens Deuses. 
Agitados pelas energias em ação na natureza, os dois jovens (o Deus e a Deusa) se apaixonam: O calor (Deus-Sol) fertiliza a terra (a Deusa), fazendo com que as sementes germinem e brotem. 
Deus e Deusa deitam-se entre a relva e os botões de flores, e se unem. 
A Deusa fica grávida do Deus. 
A Natureza transborda vida. 
Em nossos corações é tempo de retorno da vitalidade, da paixão e da consumação das esperanças; momento de nos mostrarmos e anunciarmos a que viemos.

Litha ou Solstício de Verão (21 de dezembro): momento em que o poder do Sol chega ao seu ápice, onde o poder da luz se encontra acima da escuridão, garantindo poder e proteção. Ele é um adulto e tornou-se Pai (dos grãos), devido a sua união com a Deusa em Beltane. Nesse instante o Sol transforma as forças da destruição com a luz do amor e da verdade. 
As flores, as folhagens e os gramados encontram-se em abundância na Natureza. 
É o dia mais longo do ano. 
Em toda a plenitude e poder, o Sol traz o calor do Verão e a promessa total de fertilização do solo, dos grãos, para que haja uma colheita farta e abundante. 
Nesse período celebramos a abundância, a luz, a alegria, o calor e o brilho da vida. 
Animais crescem livres e sabem que os raios protetores do Sol irão prover suas necessidades.

Lammas ou Lughnasadh, o meio do verão (2 de fevereiro): Marca o início da decadência do Deus. 
Ele inicia sua despedida. 
É a época da primeira colheita, quando as plantas da primavera murcham e derrubam seus frutos ou sementes para garantir nosso consumo e para assegurar futuras safras. 
O verão está mais ameno; podemos sentir isso no alaranjado do céu, na sensação de "fim de férias" e a volta aos afazeres tradicionais. 
Nós vamos percebendo a mudança de atitudes, a fase das férias acabou e a tranqüilidade e rotina voltam a nossas vidas. 
Não só o Sol começa a enfraquecer, mas todos nós vamos ficando mais introspectivos à medida que o outono vai se aproximando.

Mabon ou Equinócio de Outono (21 de março): o Deus se prepara para abandonar Seu corpo físico e iniciar a grande aventura rumo ao desconhecido, em direção à renovação e ao renascimento em Yule pela Deusa. 
Na Natureza acontece o término da colheita iniciada em Lammas. 
Mais uma vez o dia e a noite tem a mesma duração, equilibrados. 
Nós também ajustamos o nosso movimento interno, equilibrando atitudes.

Samhain (1 de maio): A Deusa chora diante da morte do Deus, mesmo sentindo o fogo que queima dentro de Seu útero. 
Ela sabe que é um adeus temporário. 
Ele não está envolto em trevas eternas, mas prepara-se para renascer novamente através dela em Yule e re-iniciar o ciclo... 
A natureza retrocede, recolhe sua fartura, preparando-se para o inverno e seu período de repouso. Nós ficamos mais friorentos, pensativos, reflexivos... 
É tempo de aquietar a mente e o coração...


Até que Yule retorne...
Dessa forma alegórica e muito singela, comemoramos cada mudança de estação, percebendo a Natureza e percebendo a nós mesmos, conhecendo um pouco mais sobre esse grande mistério que é a vida. 
E quanta "magia" ela contém...

Agradecimento - A terapeuta holística Mirhyam Conde Canto escreve periodicamente no site da Ana Maria Braga. E você também pode entrar em contato com ela, por meio do blog www.mirhyamcanto.blogspot.com, e-mail: mirhyamcanto@uol.com.br ou telefones (11) 2296-9255 ou (11) 98489-3858.
Texto publicado em http://anamariabraga.globo.com/canais/Zen/sabbats.html