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Simbolos Celtas

Encontrei uma destas imagens abaixo em uma publicação do Facebook, e como não poderia ser diferente, movida pela curiosidade e vontade de saber mais, acabei encontrando outros desenhos e alguns textos (em espanhol) traduzidos via Google e "melhorados" por mim, que explicam um pouco sobre estas espirais.
Infelizmente não consegui detectar quem é o autor destes lindos desenhos.
Espero que gostem.
Trisquel:
este símbolo é respresentado muitas vezes, sob diversas formas e em culturas diferentes, existe desde o período neolítico, tendo sido encontrado por toda a Europa e Ásia Menor.
É um símbolo solar, que composto de três braços que estão unidos por um ponto central,representando a união dos três elementos fundamentais dentro do universo Celta: terra, água e ar.
A forma curvada destes braços, transmite uma sensação de movimento e rotação, provavelmente tentando imitar o movimento que anteriormente se pensava que o sol fazia. Essa relação com o rei sol confere um ar de proteção, talvez seja este o motivo dele aparecer decorando armas de guerra, as lápides e outros tantos objetos.
A última figura à direita é um Trisquel que consiste de três pernas, semelhante ao que está desenhado na bandeira oficial da Ilha de Man, era o símbolo do deus irlandês Manannán Mac Lir.


O número 1:
é a fonte da criação, o núcleo de onde todas as coisas vieram.
Círculo:
é o símbolo mais simples. Representa a trajetória do Sol no céu e simboliza a eternidade.
Espiral simples:
é um dos símbolos mais antigos. Representa o sol. 
Girando para a direita, representa o inverno e para a esquerda,  o verão.
O número 2:
marca equilíbrio entre forças opostas: o bem e o mal, a vida a morte, a luz e a escuridão.
Espiral dupla:
é a representação da dualidade das coisas. Ele também representa o crescimento em relação com o movimento do cosmos.  Símbolo da vida eterna.
O número 3:
número sagrado, é o mais importante na cultura celta. Para eles, as coisas importantes eram formadas em grupos de três, como a trindade que formavam alguns de seus deuses, o ciclo de vida que consiste em nascimento, morte e renascimento, ou os três elementos fundamentais do universo Celta: a terra, a água e o ar.
A Espiral da vida:
é ma espiral tríplice. Representa a crença de que a vida se move em ciclos eternos. 
A espiral tríplice daria vida a uma outra figura familiar, o Trisquel.
O Trisquel:
são três braços unidos por um ponto central. 
Os braços do Trisquel representam a união dos três elementos fundamentais dentro do universo Celta: terra, água e ar.
O Símbolo do Caldeirão:
é uma espiral tríplice envolvida em um círculo. 
Representa a transformação em direção ao conhecimento, a poção que a deusa Ceridwen fez em seu caldeirão para transformar em sábio, seu filho Taliesin.
O número 4:
representa os quatro cantos da terra, as quatro direções do mundo físico.
O Tetrasquel:
é uma espiral de quatro braços, unidos a um ponto central, que pode ser curvado, dobrado ou  em ângulo reto. Neste último caso, é conhecida também como Cruz Gamada por causa da forma dos braços serem semelhantes à letra maiúscula Gama do alfabeto grego.
Asim como os outros, este é também um símbolo solar, utilizado para proteção desde os tempos antigos em muitos lugares da Europa e Ásia Menor. Representa a união das quatro direções da terra, em um ponto central.
Lauburu:
ou Cruz Basca significa "quatro cabeças". 
Roda do ser:
são quatro círculos representando as quatro direções da terra, unidos por um quinto círculo como núcleo comum.
O número 5:
representa os cinco elementos do universo Celta (terra, água, ar, fogo e espírito). 
Também as cinco fases da vida (nascimento, juventude, idade adulta, velhice e morte).
O Pentagrama:
é um símbolo esotérico associado ao movimento de Vênus e seus ciclos estelares. É uma estrela de cinco pontas, marcando os cinco elementos do universo, cercado por um  círculo que simboliza a continuidade e conexão entre eles.



A Rosa de seis pétalas:
geralmente conhecida como Roseta, Hexapétala ou Hexafolha, é um dos símbolos mais difundidos. Usado desde antes da Idade de Bronze em toda a Europa, geralmente pode ser encontrado em todo o norte da Península Ibérica. Parece não haver dúvida de que esta é uma representação solar, usado para lembrar o sol. Alguns vinculam este simbolo aos ciclos lunares e também é utilizado como um símbolo do renascimento, pois ele aparece em muitos monumentos funerários. Em todo caso, ele tem sido considerado um elemento de proteção e, como tal, tem sobrevivido até hoje. Este simbolo pode ser encontrado gravado nas vergas das portas e janelas de muitas casas, nos implementos agrícolas, móveis e infinitos objetos.
Os celtas da Gália as utilizavam junto com a roda, como um símbolo do Deus Taranis.
Há também outras representações variadas de uma roseta de oito pétalas, chamada Octopétala.



O Pentasquel:
é muito parecido com o símbolo anterior, uma suástica formada por cinco braços, que representam os cinco elementos do universo Celta, unidos por um ponto central.
As Suásticas flamejantes:
são símbolos solares, como os anteriores, que recebem este nome por causa dos múltiplos braços. São conhecidas também como Radiais.
Fontes:
http://pt.scribd.com/doc/39744421/SIMBOLOS-CELTAS-EGIPCIOS-

copiado de : http://setasparaoinfinito.blogspot.com

A Origem da Bruxaria

Texto copiado de Andréia Hermann

Falar em origem da Bruxaria é o mesmo que retornar ao inicio da humanidade, quando os seres humanos começaram a despertar a sua percepção para os mistérios da vida e da natureza". 
Presumimos que a Wicca tenha surgido no período Neolítico, em várias regiões da Europa, onde hoje se localiza a Irlanda, Inglaterra, País de Gales, Escócia, indo até o Sudoeste da Itália e a região da Britânica na França.
Quando os Celtas invadiram a Europa, quase mil anos antes de Cristo, trouxeram suas próprias crenças, que ao se misturarem às crenças da população local, originaram o sistema que deu nascimento à Wicca. 
Na Antigüidade, a Irlanda foi ocupada pelos Celtas, vindos do continente, os quais sobrepujaram os habitantes pré-históricos, estabelecendo assim, ordem na ilha e impondo a religião e a língua. 
Em toda a Irlanda, os monólitos, os dólmans e as pedras esculpidas testemunham a existência da antiga religião druídica, sendo que o idioma gaélico permaneceu como língua nacional. Com a rápida expansão do povo celta, a religião druídica foi levada para regiões onde se encontram Portugal, Espanha e Turquia. Embora a Wicca tenha se firmado entre os Celtas, é importante lembrarmos que a Bruxaria é anterior a eles. 
Mas este povo foi o mantedor da tradição. 



O Panteão Celta, isto é, o conjunto de Deuses e Deusas dessa cultura é hoje o mais utilizado nos rituais Wicca, embora possamos trabalhar com qualquer panteão, desde que conheçamos o simbolismo correto, e não misturemos os panteões num mesmo ritual.
A sociedade Celta era Matrifocal (o nome e os bens da família eram passadas de mãe para filha). 
Homens e mulheres tinham os mesmos direitos, sendo a mulher respeitada como Sacerdotisa, mãe, esposa e guerreira, participando das lutas ao lado dos homens. Os Celtas foram um povo, cuja origem se situa na Europa Central, embora parte da mais numerosa saga de invasão indo-européia. Durante os 600 anos seguintes, os celtas chegaram a Portugal, Espanha, França, Suíça, Grã-Bretanha e Irlanda, e também tão longe como a Grécia e a Galácia. 
Nas sociedades célticas, as monarquias hereditárias eram matrilineares. 
Chefes do sexo masculino eram eleitos temporariamente. 
As mulheres serviam como advogadas, juízas, filósofas, médicas e poetas. 
Rapazes e moças estudavam juntos em academias, os professores eram usualmente mulheres. 
As mulheres detinham o equilíbrio de poder nos conselhos tribais e não era raro comandarem exércitos no campo de batalha! 
De fato, o treinamento apropriado de guerreiros do sexo masculino incluía a instrução por guerreiras famosas da época, cujas reputações heróicas tinham sido adquiridas por seu valor e por sua bravura. 
As mulheres celtas não eram fracas ou baixas.
Descrições indicam que, fisicamente, muitas delas eram da mesma estatura e compleição dos homens. 
As mulheres celtas podiam herdar propriedades e títulos que lhes correspondiam, uma mulher podia celebrar contratos legais independente do marido, podiam comparecer em juízo e instaurar processos contra homens, uma mulher podia escolher o seu marido (a maioria dos povos circunvizinhos permitia unicamente que o homem escolhesse uma esposa), as mulheres não se tornavam legalmente parte da família do marido, maridos e mulheres gozavam de status igual no casamento, os casamentos tinham duração de um ano,quando podiam ser renovados se houvesse mútuo consentimento, o divórcio requeria também a concordância de ambas as partes, as filhas herdavam em igualdade de condições com os filhos varões. Uma mulher divorciada retinha suas propriedades, mas o dote, o qual, no sistema legal Brehon, era requerido tanto do marido como da mulher ( consistia usualmente em bois, cavalos, escudos, lanças e espadas). 
A esposa também podia exigir de um terço à metade da riqueza do marido. 
O sexo não era encarado em rígidos termos moralistas, uma mulher não era "culpada" de adultério se tivesse relações sexuais extraconjugais. 
Mais tarde a igreja cristã combateu essas leis e muitos outros costumes célticos referentes às mulheres, sobretudo o direito ao divórcio, a herdar propriedades, portar armas e a exercer a profissão médica. 
Em resumo pudemos verificar que os celtas eram, na verdade, um conglomerado de indivíduos de origens diversas, reunidos numa civilização única, sobre um território que se estendia da atual Boêmia à Irlanda.
 
Toda a sociedade celta era estruturada a partir de sua religião, não no sentido restrito que o termo possui para nós atualmente, mas no sentido de cosmovisão. 
Era uma sociedade desenvolvida e com uma literatura própria, que embora não fosse escrita, era cantada e declamada, fazendo parte dos ensinamentos dos poetas e poetisas que compunham a classe religiosa. 
A sociedade celta sempre reservou à mulher um lugar de honra, e nos melhores momentos irlandeses - épicos ou mitológicos - lá onde o paganismo se manteve mais forte, ela aparece como poetisa encarregada das profecias e mágicas. 
Era livre, dona de seu destino.
Mas, com a romanização e a cristianização, foi transformada em bruxa, sendo-lhe imputados todos os aspectos inferiores da magia. Pertencia, porém, em um certo tempo, à uma sociedade de transição entre o matriarcado - onde a mulher era vista por sua função criadora, como um ser mágico, uma divindade - e o patriarcado - onde o homem, ciente de sua participação ativa no ato da fecundação, passa de inferior ou igual à superior à mulher.
A romanização que atingiu a Gália e parte da Grã-Bretanha e a cristianização que dominou os territórios celtas, além de promoverem o desaparecimento do Druidismo, também fizeram com que a função que a mulher exercia na classe religiosa se perdesse para a história. 
Os textos que falam sobre os celtas, vale ressaltar, só foram compilados após a cristianização, época em que a mulher já havia perdido quase todo o seu prestígio. 
Se foi o pagão celta que o cristianismo pretendeu salvar, podemos perceber o quanto a mulher perdeu com isso, e como a condição feminina se deteriorou em todos os planos. 
Como se não bastasse a anulação total da mulher no plano jurídico, pelo direito romano, o cristianismo, no plano social, impediu as mulheres de exercerem funções elevadas e, no plano cultural, transformou a antiga fada, a mãe divina e sábia, a sedutora, em figura perigosa.

INVASÕES ROMANAS

Quando os Celtas invadiram a Europa, quase mil anos antes de Cristo, trouxeram suas próprias crenças, que ao se misturarem às crenças da população local, originaram o sistema que deu nascimento à Wicca. 
Com a rápida expansão do povo celta, a religião druídica foi levada para regiões onde se encontram Portugal, Espanha e Turquia. 
Embora a Wicca tenha se firmado entre os Celtas, é importante lembrarmos que a Bruxaria é anterior a eles. 
Mas este povo foi o mantenedor da tradição, assim é importante que conheçamos pelo menos, o rudimento de seu pensamento e cultura. 
Na antiguidade, a Irlanda foi ocupada pelos Celtas, vindos do continente, os quais sobrepujaram os habitantes pré-históricos, estabelecendo ordem na ilha, e impondo a religião e a língua.
O culto da Grande-Mãe e do Deus Cornífero predominaram nas regiões da Europa dominadas pelos Celtas (que adotaram vários aspectos da Antiga Religião, incorporando-os aos mistérios druidas); até a chegada dos romanos, que praticamente dizimaram as tribos Celtas. 
Porém podemos ressaltar aqui que a Irlanda não conheceu a conquista romana: somente no século V d.C.São Patrício, vindo de Gales, levou à ilha, com a religião cristã, também a civilização européia: igrejas e mosteiros surgiram, desde então, em toda parte do país, e floresceram por muitos séculos. 
No século VIII, a Irlanda foi ocupada pelos Dinamarqueses e depois, no século XII, Henrique II da Inglaterra invadiu a Ilha e dividiu as terras entre os seus barões.

QUEM ERAM OS DRUIDAS?

Os druidas, até onde o sabemos, eram sacerdotes celtas que possuíam poderes paranormais, eram adeptos das artes mágicas e que lançavam mão de seus feitiços e encantamentos para apaziguar os deuses, controlar os elementais da natureza e promover a fertilidade. 
Eles conheciam bem a astrologia, a medicina e a psicologia. Acreditavam na indestrutibilidade da matéria, na imortalidade da alma e na metempsicose (reencarnação). 
Nenhum aspecto da vida social, política, intelectual e religiosa dos antigos celtas excluía a presença e os ensinamentos druidas. Os druidas eram o centro da sociedade celta. 
Detinham todos os poderes e segredos desta. 
Eram o elo em torno do qual se articulavam os fatos e os gestos destes povos pouco conhecidos até hoje e que foram denominados celtas. 
Nenhum povo europeu possuiu tão arraigado sentimento de imortalidade, justiça e liberdade, como os gauleses. 
Por longo tempo foram considerados bárbaros, injustamente.
Como eram conhecidos apenas por intermédio de escritores romanos e cristãos, era interessante desacreditarem tal povo, desfigurando-lhes a crença. 
César foi um deles. 
Em "Comentários" cometeu erros propositados, e deliberadamente narrou inexatidões ao descrevê-los,com clara intenção de exaltar-se ante a posteridade.
Os cristãos os viam como sanguinários e violentos, e encontravam em seus cultos unicamente práticas grosseiras.
Realmente, não podemos negar que a princípio, usavam sacrifício humano. 
Este, todavia, na maior parte decorria de execuções judiciárias. Os druidas, juízes executores ofereciam aos sentenciados em holocausto aos deuses. 
 
Cinco anos separavam a sentença da execução da mesma. 
Em períodos de calamidade, vítimas voluntárias se ofereciam à expiação. 
No tempo dos Césares, esta prática que tanto denegriu sua imagem, já havia sido extinta, enquanto nos dias de hoje, muitos países civilizados adotam ainda a pena de morte.
Apesar do preconceito dos cristãos, Lucano, em Farsálias, revela terem sido os gauleses depositários dos mistérios da vida e da morte. 
É desconhecido o fundador da religião druídica e o autor dos Livros Sagrados, as Tríades. 
Os principais sacerdotes e sacerdotisas dos celtas eram os druidas. 
A palavra druida é derivada do grego dryad, um "espírito da natureza" ou ainda "ninfa do carvalho". 
O saber druídico era ensinado oralmente e, por conseguinte, não existem relatos escritos de seus ensinamentos, mas investigações.
Embora a religião gálica seja conhecida por druidismo, e nos dicionários conste o termo druida como seu sacerdote, a instituição dos druidas não se constituía em corpo sacerdotal. Esse título equivalia ao de sábio. 
Alguns, sob a denominação de Eubage, presidiam as cerimônias religiosas. 
A maioria, entretanto, dedicavam-se à educação dos jovens, a práticas políticas e judiciais, ao estudo das ciências e das letras. 
Segundo a doutrina contida nas Tríades: 
 
"Há três Unidades Primitivas: 
Deus, 
a Luz 
e a Liberdade. 
 
Três Unidades de Deus:
Ser Infinito em Si Mesmo; 
Ser Finito para com o Finito; 
e estar em relação com cada estado das existências no círculo dos mundos". 
Eis a Trindade Divina. 
 
Explicava ainda, que a alma gera-se no seio do abismo - anoufn - onde reveste as formas rudimentares de vida e só adquire consciência e alcança a liberdade depois de permanecer por muito tempo imersa em instintos primários. 
Pelo ensinamento das Tríades, cantado por Taliesino, parece não haver nessa religião a crença na origem divina da alma. 
Tampouco encontra-se qualquer referência ao descanso vibratório, vez que reportam-se ao nascimento do espírito já no plano material. 
Os druidas acreditam em reencarnação baseados em fontes clássicas,
"....A alma dos homens é imortal, e depois de um definitivo número de anos ele vive uma segunda vida quando a alma passa para outro corpo". 
 
A principal doutrina que eles buscam ensinar é que a alma não morre, mas depois passa para outro corpo.
A ascensão evolutiva de reino a reino e posterior aprimoramento do ser humano até a angelitude, no entanto, mostram-se iguais as demais religiões. 
Os druidas pregavam que em sua longa peregrinação, a alma percorre três círculos, que correspondem a três estados sucessivos:
No anoufn, onde se origina, período mais primitivo, imersa na matéria, sofre o jugo da animalidade. 
Em seguida penetra no abred, círculo das migrações que povoam os mundos das experiências e dos sofrimentos, quando mais depurada, completa seu aprendizado em diversos orbes. 
A Terra é um deles e a alma nela reencarna muitas vezes.
A custa de incessante luta liberta-se das influências materiais, livrando-se da roda das encarnações.
Continua sua jornada em Gwynfyd, círculo dos mundos venturosos ou da felicidade, completamente despojada de anseios e sentimentos terrenos. 
 
Além dessas regiões, encontra-se o Ceugat, círculo do Infinito, morada da Essência Divina, que engloba todos os outros. 
 
A doutrina druídica confere grande importância à recordação de vidas anteriores. 
Condiciona a conquistada plenitude ao pleno desabrochar do Amor e do Saber, como nas demais religiões. 
Ensina ainda, não ser o homem joguete da fatalidade, nem gozar de favoritismo, explicando que cada um prepara e edifica o próprio destino. 
Eis a Lei do Carma com todas as suas conseqüências e implicações.
Pelos ensinamentos das Tríades constata-se que apesar do objetivo do ser humano ser a Perfeição para unir-se a Deus, não representa, como em outras religiões, o retorno à origem, mas tão só uma jornada que conduz ao Ser Supremo. 
É apenas o final de uma partida e não a viagem de regresso. Conforme Lucano em Farsálias: 
" As almas não se sepultam nos sombrios reinos do Erebo (inferno), mas voam a animar outros corpos em novos mundos. 
A morte não é senão o termo de uma vida; daí seu heroísmo no meio de sangrentos combates, e o seu desprezo pela morte." 
Essa doutrina viril conferia-lhes coragem, tanto que os fazia caminhar para o campo de batalhas com completo desprezo pelo fim que os aguardava, com total desapego da vida física.
Fora o "Livro Sagrado", nenhum outro ensinamento foi escrito, para não ser desvirtuado ou materializado por imagens. Transmitiam-no oralmente aos iniciados para que o guardassem de memória, e aos bardos para que os preservassem em seus cânticos. Utilizavam-se de todos os recursos extra-sensoriais como forma de auxílio na vida cotidiana. 
As druidesas proferiam oráculos, os magos utilizavam-se da magia e os médiuns e videntes correspondiam-se com os espíritos, através de suas faculdades paranormais. 
Infelizmente com a conquista romana da Gália e da Bretanha - onde também vicejava essa religião – e posterior difusão do cristianismo, os mistérios druídicos foram degenerando, quase nada restando deles, na Europa, ao irromper da Idade Média. 
O druidismo como pudemos ver engendrou uma sociedade subversiva através de sua força e poderes espirituais.
Foi e ainda é considerada, como uma das mais ricas manifestações espirituais do Ocidente. 
Deixou seus legados nas artes, ciência, filosofia e religião. 
Mas infelizmente formavam uma organização religiosa e social que não pôde sobreviver à conquista estrangeira e à cristianização. 
Os celtas, e conseqüentemente o druidismo, não tinham necessidade de uma unidade política, porque possuíam uma unidade religiosa e lingüística, bem como uma consciência de origem comum. 
Porém, apenas isto não bastou para vencer os conquistadores. 
Também como percebemos o druidismo, desapareceu apenas como instituição, mas sobreviveram seus ensinamentos, a sua mentalidade, o seu pensamento e as suas crenças. 
Ainda vive em nós o gosto druídico pela aventura, pelo desconhecido que, incluindo o risco sob todas as formas, impulsiona o homem a ir sempre diante. 
O druidismo sobreviveu refugiado nas florestas e continuou sendo praticado e, pela tradição oral foi, transmitido de geração em geração.
Pode ser a mais pura fantasia que povoa as nossas mentes... porém, só isto já nos mostra que esta é uma chama que ainda não se apagou. 
A feitiçaria européia parece ter herdado muitas tradições da época dos druidas. 
 
A principal delas é, provavelmente, a crença no poder dos círculos mágicos, como receptáculos capazes de captar energias sobrenaturais, a exemplo daquelas usadas nas operações de percepção intra-sensorial. 
Tanto os druidas como os feiticeiros europeus acreditavam na reencarnação, reconheciam a importânciados círculos de pedra como centros de força espiritual e celebravam, durante o ano, quatro grandes Sabás, conhecidos como a "Grande Roda do Ano" ou a "Mandala da Natureza".
 
Investigações contemporâneas sugerem a existência de uma linha virtualmente ininterrupta de práticas mágicas desde os primitivos mistérios driádicos e manifestando-se finalmente nos esconjuros e sortilégios daquelas que mais tarde viriam a ser chamadas "feiticeiras" ou "Bruxas". 
As sacerdotisas druidas da Grã-Bretanha estavam divididas em três classes:
A classe mais alta vivia em regime de celibato em conventos. Essas irmandades alimentavam as fogueiras sagradas da Deusa e foram assimiladas na era-cristã como monjas. 
As outras duas classes podiam casar e viver nos templos ou com os maridos e famílias. 
Eram servas acolhidas nos ritos sagrados da Deusa. 
Com o advento do cristianismo, foram chamadas "Bruxas".

dia 23 de junho - dia de Nuada

©Sarah-Louise Mitchell. All rights reserved!
Nuada - mão de Prata
 
Panteon: Céltico
Elemento: Ar
Esfera de influência: Cura e Pesca
Cores preferidas: Prata, Verde, Amarelo
Associados símbolo: Espada, Gauntlet Prata
Animais associados com: peixes, cachorro,
Melhor dia para trabalhar comsua energia: quinta-feira
Associados Planeta: Júpiter


Ele tinha uma espada invencível, um dos quatro grandes tesouros do Tuatha.  

Deus da cura, água, mar, pesca, do Sol, vela, parto, cães, juventude, beleza, lanças e fundas, ferreiros, carpinteiros, harpistas, poetas, historiadores, feiticeiros, a escrita, a magia, a guerra, encantamentos.  
Outro deus multi-qualificados, útil para consultas sobre quaisquer dos itens acima.

Mitologia Goidelica, Nuada foi um dos Tuatha de Danaan.  
Ele era um deus do mar, das crianças e do parto, do sol, da beleza, da cura, feitiçaria e da poesia e da escrita.  

Um dos quatro grandes tesouros dos Tuatha de Danaan foi sua espada, Fragarach, que cortava seus inimigos ao meio. (Fragarach é a Espada de Mananann Mac Lir, Calad Bolg é a Espada de Dagda)

Na Segunda Batalha de Magh Tuiredh, Nuada perdeu o braço.  

Desde que ele não era mais perfeito, sua realeza foi tirada por Bres.  
Seu irmão, Dian Cecht, fez-lhe uma mão de prata viva para a substituir.  


Mas Bres havia se tornado um tirano e por essa razão foi exilado.  

Nuada ficou conhecido como Nuada Airgedlámh (Nuada da Mão de Prata). 


Mais tarde, Dian Cechts, filho de Miach, substituiu o braço de prata com por seu antigo braço.

texto copiado de : http://www.pagannews.com/cgi-bin/gods3.pl?Nuada
 

22 de junho - Dia de Cuchulainn – Druidismo

Se existe algum herói irlandês comparável ao grego Héracles e que mereça ser lembrado por suas façanhas, este é sem dúvida o caso de Cuchulainn.. 
Suas aventuras, integradas dentro do que se conhece como o ciclo do Ulster, nos situam na Irlanda do primeiro século antes de Cristo e do primeiro século depois do nascimento de Jesus. 
A lenda sobre ele contém algumas das descrições mais interessantes que chegaram a nós referentes aos princípios vitais que animavam os celtas da época, inclusive devido a seus fortes sentidos religioso, social e humorístico.
A parte mais importante de sua história - O Roubo do Gado de Cooley - foi comparada pelos especialistas em literatura épica as obras de Homero e é a mais antiga do estilo entre todas as disponíveis na Europa ocidental. 
A história narra uma das principais atividades das tribos celtas naquela época: despojavam outras tribos de seu gado, que constituía a riqueza autêntica, e desprezavam a cobiça latina pelo ouro e pelas jóias, pois sabiam que não se podia comer tais materiais, utilizando-os apenas como adornos ou em sacrifícios aos deuses. 
Por outro lado, eram capazes de lutar ate a morte pela menor de suas vacas, que lhes proporcionava comida, bebida e casacos.
As histórias de Cuchulainn são as do mesmo passado dos irlandeses, mas também dos escoceses, pois sua odisséia transcorre em ambos os territórios. Fazem parte de seu legado cultural e, por esse motivo, muitos avós que nunca estudaram formalmente o mito são capazes, ainda hoje, de relatar a seus netos com extraordinária vivacidade as aventuras e desventuras deste guerreiro - da mesma forma como a história foi contada um dia a eles por seus avós, geração após geração, numa cadeia que remonta mais de dois mil anos no tempo.
Um dos ciclos míticos celtas mais cheio de interesse, e no qual os seus protagonistas se transformam em heróis imortais, no sentido de que sobreviverão na tradição popular para sempre, tem lugar nos tempos de um legendário soberano que se supõe que desenvolveu as suas atividades pouco antes do início da nossa era. O seu nome era Conchubar, e tinha-se erigido em rei do Ulster depois de ter tirado o trono a Fergus, anterior soberano do citado reino. 
Dado que aquele se tinha servido de diversas estratagemas e enganos para conseguir os seus propósitos, os partidários deste último não demoraram em reagir e, para derrocar Conchubar, destruíram a capital do Ulster. 
No entanto, a descrição desta epopéia leva-nos a considerar a chegada à história das legendárias sagas de um dos heróis mais célebres da mitologia celta: trata-se de Cuchulainn. 
Este travou cruentas batalhas com as suas armas invencíveis e jurou sempre fidelidade ao rei do Ulster.
Cuchulainn tem muito em comum com os heróis clássicos, com o próprio Aquiles - destacado protagonista da Ilíada, por exemplo. 
O herói em questão nasceu da união entre um deus e uma mulher mortal e, assim, o seu pai foi a poderosa deidade Lugh, que podia chegar com os seus enormes braços -o termo Lugh significa "o dos compridos braços"- aos lugares mais afastados e recônditos. 
A mãe de Cuchulainn foi uma irmã do rei Conchubar, pelo qual este era o tio dele. 
O nome que impuseram ao herói ao nascer foi Setanta, mas, quando ainda não tinha feito os sete anos, já deu provas duma força sobre-humana, pois matou um cão sangüinário e de poderosas mandíbulas, que até a essa altura ninguém tinha conseguido vencer.
O amo do terrível animal era um ferreiro que se gabava da ferocidade do seu cão até que, numa ocasião que convidou o rei Conchubar para um banquete, este levou consigo o seu jovem sobrinho, que matou o, até a essa altura invencível, cão. O ferreiro chamava-se Culann e, pelo mesmo motivo, a partir de então, passaram a denominar o rapaz Setanta Cuchulainn, conceito que significa "o cão de Culann". 

Amado Por Belas Deusas
Era tanto o valor e a coragem de Cuchulainn, perante os seus inimigos, e aumentava tanto a sua fama de invencível de dia em dia que até os próprios deuses solicitaram a sua ajuda em várias ocasiões, para conseguir vencer outros deuses. 
Como saiu vitorioso o bando em que Cuchulainn lutava, este foi convidado a permanecer entre os vencedores; deram-lhe todas as classes de presentes e até se lhe permitiu corresponder ao amor solícito da deusa Fand. 
Mas, dado que Cuchulainn já estava casado com uma mulher mortal, decidiu abandonar a morada da bela deidade e regressar com os seus.
A deusa Fand, não obstante, entregou ao herói armas poderosas que sempre lhe outorgariam a vitória perante os seus adversários, fossem estes deuses ou criaturas mortais. 
A mulher de Cuchulainn era filha de um célebre e poderoso mago que, em princípio, se tinha negado ao casamento desta com aquele. 
Mas a donzela, de nome Emer, era tão bela que o herói decidiu raptá-la; para isso derrubou o castelo mágico onde o seu pai a tinha encerrado, e matou-o a ele e todos os que a guardavam. 
Embora se tratasse de lutar contra um mago e o castelo estivesse protegido com sortilégios e feitiços, nem por isso se arredou o aguerrido herói Cuchulainn dado que, anteriormente, ele tinha sido iniciado no mundo da taumaturgia por uma prestigiosa maga que tinha a sua morada na região de Alba (Escócia). Antes de separar-se da sua habilidade, e uma vez que já o herói Cuchulainn conhecia já perfeitamente a arte do encantamento, derrotou uma acérrima inimiga daquela: a belicosa guerreira amazona Aiffé. 
A lenda explica que ambos os adversários mantiveram relações íntimas e que até, quando o herói abandonou aqueles territórios, deixou a amazona grávida. 
O Touro Da Discórdia
No entanto, Cuchulainn alcançou a verdadeira dimensão de herói na refrega mais célebre de toda esta epopéia, isto é, na "Batalha de Cooley". A intervenção do jovem herói foi definitiva para que o mítico "Touro de Cooly" fosse devolvido ao reino do Ulster; além disso, aqui consolidou definitivamente a sua hegemonia e ganhou para si o título de "campeão dos Ulates".
Tudo sucedeu porque a cobiçosa Maeve - que era uma fada malévola, que reinava sobre as outras fadas, que tinha atemorizadas todas as suas companheiras e que conhecia todos os sortilégios e conjuros- desposou o soberano duma região limítrofe do Ulster. Como prenda de casamento recebeu do seu esposo um belo touro branco. Nenhum outro exemplar o igualava, salvo o touro negro que tinha o rei do Ulster. Maeve, que era muito rica, ofereceu ao soberano deste condado, isto é, a Conchubar, todos os bens pecuniários que lhe pedisse, em troca daquele animal tão belo e único. Mas todas as suas propostas foram rejeitadas e, então, a malvada Maeve decidiu roubar o touro do Ulster. E para lá se dirigiu com o seu exército, não sem antes evocar uma espécie de conjuro que paralisaria todos os guerreiros do seu oponente.

 texto copiado do site: http://www.mitologiacelta.templodeapolo.net/ver_divindade.asp?Cod_seres=156&Video=Cuchulainn&Imagens=Cuchulainn&cat=Her%C3%B3i

dia 13 de setembro - Calendário Mágico

Dia do Homem Verde (Greenman)

O Homem verde era, na tradição celta, o arauto da natureza, o mensageiro que anunciava que a primavera estava chegando.
Receba-o bem hoje e ganhe sua simpatia.
Acenda um incenso de maça e uma vela verde e leve uma nova planta para casa.
Plante uma árvore ou faça algo de bom pelo verde.