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09 de maio

"Frau Holda, cavalga nesta noite,
Vendo com bons olhos o nosso trabalho,
Berchta, megera da roda,
Gire-nos esta noite para o lado do bem
O Mãe Poderosa de todos nós
Ore, encha nossa casa de alegria! "


"As sementes do futuro se encontram dentro de você.  
Encontre serenidade para que ela se desenvolva."
 
Berchta (também chamado Perchta) é uma deusa germânica, cujo culto se originou na parte sul da Alemanha no que é hoje o estado alemão da Baviera.
Berchta tem sido chamada por vários nomes em outras partes da Europa: Holde ("misericordiosa"), Holla, Holda, Huldra, Frau Holle, Mãe Holle, Perht, Berta ("brilhante "), Rainha da Estantigua (Espanha), e Frau Freke (um nome ligado ao Frig).
O nome Berchta está conectado com as palavras que significa "brilhante, luminoso ou glorioso."
Berchta, é a "Dama Branca", que gira a roda do destino.
Na  mitologia nórdica Berchta é geralmente considerada a esposa do deus Woden (também conhecido como Wodan, Wotan, Oden, ou Odin).
"Woden" cujo nome significa "Fúria" ou "Frenzy", e Ele é associado com seres sobrenaturais e que voam à noite e com os animais com chifres.
Woden é considerado o Mestre da Caçada Selvagem e Berchta é sua amante.
A caça selvagem, cheia de fantasmas, trolls e outros seres, ocorre durante os dias imediatamente a seguir ao Solstício de Inverno.
Em algumas das sagas germânicas, Berchta é vista nas florestas cobertas com a neve no inverno, caminhando com 24 cães malhados, e Ela leva os 'Wights "(espíritos) através da temporada de inverno até os locais de descanso na primavera.
Berchta é descrita como uma mulher velha com dentes longos e cabelos emaranhados (e às vezes representada com um nariz de ferro de comprimento e um pé grande), e outras vezes ela é descrita como uma mulher linda de cabelos escuros vestida e coroada de branco!
Berchta é mostrada viajando em um vagão ou com um arado e com a presença dos espíritos dos recém-nascidos.
Às vezes ela é mostrada voando pelo ar, acompanhada de um ganso, que sempre voa na sua frente (fazendo de Berchta a Mamãe Ganso original).
Berchta está associada principalmente com a temporada de inverno e a ela também está associada a causa de muitos fenômenos naturais.
A neve é ​​causada pela sacudidas de seu acolchoado de penas, e neblina seria a fumaça de sua lareira.
Berchta é uma Deusa Mãe e uma deusa da fertilidade que recompensa o bem, mas também pune o preguiçoso e cruel.
Muitos  são os contos onde Berchta assusta as crianças, para que elas se comportem quando estão incontroláveis.
Diz -se que Berchta virá à noite e arrastará a criança para fora em um saco.
Se a criança é especialmente desobediente,  Ela pode cortar sua barriga e encha-la com palha cortada e sujeira.


'Noite das Mães é uma festa realizada na noite anterior ao Solstício (Dec. ca. 20) que é sagrado para Berchta e outras Deusas-Mães .
Diz-se que nesta noite não eve fiar, pois esta atividade é sagrada para Berchta.
Na verdade, Berchta muitas vezes vem para inspecionar os eixos e fusos.
Ela premia as tecelãs diligentes, tornando seu trabalho mais fácil;
Ela pune as tecelãs preguiçosas com sujidade ou com o desgaste do fio.
É tradicional comer uma refeição simples de peixe e mingau na noite das Mães, pois  estes alimentos são sagrados para as Deusas-Mães.

Berchta desce nas noites entre 22 de dezembro e 6 de janeiro e percorre o campo em sua carroça, disfarçada, concedendo presentes a todos aqueles que têm sido generosos e punindo aqueles que foram gananciosos ou preguiçosos.
 Variações como vê-la voar em sua vassoura acompanhada pelos espíritos das crianças mortas, duendes e fadas.
Mas em todos os contos Ela entrava e saia pela chaminé para levar presentes às crianças de famílias que a veneravam.
 
A tradição de homenagear Berchta pode ser a mais claro evidência de um culto ligado a uma divindade germânica.
Enquanto a adoração de outros deuses ficou em silêncio durante tantos séculos, as lendas sobre Berchta têm-se adaptado de tempos em tempos.


O cristianismo deixou sua marca na imagem  de Berchta, pois em muitos contos pós-cristãos,  Berchta já não é uma deusa, mas sim uma mulher feia e velha, patrona das bruxas.
Isto está de acordo com o conceito de que como uma deusa pagã Berchta é um demônio e a transformação de deusa em bruxa-mulher- demônio é claro.

Como a "bruxa rainha do tempo depois do Cristianismo, foi dito que Berchta encaminha as almas das crianças não batizadas para os antigos deuses, mais foi dito que Berchta também pune as mulheres que trabalham durante o período de Natal, aos domingos ou em nos  dias "santos" de forma semelhante.
Isso nos dá a imagem bastante irônica de uma deusa pagã protegendo uma tradição cristã, mas mostra claramente como as lendas antigas podem se adaptar às novas idéias se tiverem a chance.
 
A cor sagrada de Berchta é o preto;
Suas ervas são Estoraque e mirra;
Seus animais são o lobo, o ganso e o urso;
Suas pedras são o ônix, a obsidiana, a  ágata negra, e o chumbo;
Suas árvores são a faia, o olmo, a hera, linden , zimbro, verbasco, abrunheiro, salgueiro e  teixo
Seu dia da semana é sábado, e as suas runas são isa, Hagalaz, e ehwo.

copiado de dutchie.org/goddess-berchta/ 



Antiga celebração de Berchta ou Percht, a Deusa Mãe da Alemanha e da Áustria. Chamada de “Mulher Elfo”, ela sobrevoava a terra envolta em seu manto de neblina e fertilizava os campos e os animais.
Como não tolerava a preguiça, inspecionava os teares e, caso encontrasse algum trabalho malfeito ou alguma casa em desordem, ela arranhava ou feria a tecelã descuidada.
Em suas festas, as pessoas comiam panquecas e bebiam leite, deixando uma parte para Berchta.
Ela vinha comer furtivamente e, caso alguém espiasse, recebia como castigo uma cegueira temporária.

24 de Novembro - dia de Berchta, a Deusa Mãe da Alemanha e da Áustria.

Antiga comemoração de Berchta ou Percht, a Deusa Mãe da Alemanha e da Áustria.
Chamada de "Mulher elfo", ela sobrevoava a terra envolta em seu manto de neblina e fertilizava os campos e os animais.
Como não tolerava a preguiça, ela inspecionava os teares e, caso encontrasse algum trabalho malfeito ou alguma casa em desordem, ela arranhava ou feria a tecelã descuidada.
Em suas festas, as pessoas comiam panquecas e bebiam leite, deixando uma parte para Berchta.
Ela vinha comer furtivamente e, caso alguem espiasse, recebia como castigo uma cegueira temporária.

Sintonize-se com esta data e acenda uma vela branca ou lamparina, ofereça um pedaço de bolo e um pouco de leite para a Deusa Berchta e peça-lhe incentivo, criatividade e perseverança em seu trabalho.
 
Berchta (Bertha, Frau Berchte, Perchta) – “A Senhora Branca”

Nas lendas da Alemanha, Áustria e Suíça encontra-se descrições dessa antiga Deusa que, junto com sua irmã gêmea Holda, foi ridicularizada como a caricatura da bruxa malvada que voava sobre uma vassoura. 
Enquanto o mito e os atributos de Holda foram preservados em todos os detalhes, Berchta ficou conhecida apenas como a “Mulher Elfo” ou a “Senhora Branca”, que flutuava sobre os campos, coberta com seu manto cinzento de neblina.
Berchta era uma deusa da fertilidade, dos campos, das mulheres, do gado, cujo nome significava “brilhante”. Regia os arados, a tecelagem, a fiação, os fusos e as rodas de fiar. Assim como Holda, Berchta também regia o tempo e trazia a névoa e a neve.
Era representada como uma mulher velha e desleixada, com cabelos bracos desgrenhados, coberta por um manto branco. 
Seu rosto enrugado, seus olhos se um azul vivo, sendo ora gentil, ora raivosa, quando punia as tecelãs preguiçosas, arranhando-as ou espetando-as com seu fuso.
Berchta regia os “doze dias brancos” que se iniciavam na “noite da Mãe”, em 20 de dezembro, e se encerravam em 31 de dezembro, comemorando com panquecas, leite e mel. 
Após a cristianização, esse período de repouso e comemoração foi alterado; seu início mudou para a noite e seu final, para a véspera da Epifania (5 de janeiro). 
Nesse período, ela percorria o mundo em uma carruagem puxada por um bode, sendo proibido o uso de qualquer veículo com rodas ou movimentos giratórios. 
Acreditava-se que, quando penteava os cabelos, o Sol brilhava e, quano sacudia os travesseiros, a neve cobria a terra.
Em seu aspecto de “Senhora Branca”, Berchta protegia as almas das crianças não-nascidas, que, à espera de renascimento, ajudavam-na a cuidar dos brotos das lavouras e dos jardins, regando-os.

Assim como Holda, Berchta pode ser invocada em rituais para aumentar a fertilidade (vegetal, animal ou humana), para melhorar as condições do tempo, no momento do plantio ou da coljeita e para abençoar qualquer atividae artesanal que utilize lã, linho ou fios.
Alguns autores consideram Berchta a precursora do arquétipo de Papai Noel (versão cristã da lenda , de Odin e das experiências xamânicas). 
Ela representava a face escura da Anciã, do inverno e dos medos que as pessoas sentiam. 
Mas, ao mesmo tempo, sua comemoração, no solstício de inverno, mostra que ela também trazia na sacola as promessas do aumento da luz e do renascimento da Natureza, mostrando-se uma Mãe Antiga dadivosa.

Elementos: ar, terra, vento, neve.
Animais totêmicos: ganso, aranha, urso, cabra, bode, gado.
Cores: branco, dourado, amarelo.
Ávores: sabugueiro, pinheiro prateado.
Plantas: alfineiro, linho, snow-drop (”pingo-de-neve”, a primeira planta que brota na primavera), quenopódio.
Pedras: calcita, colomita, celestita, astéria (”pedra-estrela”).
Metais: prata, estanho.
Datas de celebração: 11, 20 e 30/12; 5/01.
Símbolos: roda de fiar, fuso, carruagem, berço, travesseiros de penas, fios, pente, vassoura de galhos, sacola, lã, linho, leite, mel, panquecas.
Runas: Peorth, Eihwaz, Berkna, Erda.

Rituais: de fertilidade, para abençoar o plantio e agradecer a colheita; para orientar, inspirar e abençoar os trabalhos de tecelagem e as atividades artesanais com lã, linho ou fios; para melhorar o tempo; para purificar (casas, objetos, pessoas, animais).
Palavra-chave: zelo.