29 de junho - Calendário Mágico

Ano Novo Rúnico

Primeiro dia do Ano Novo Rúnico, que é simbolizado por feoh , runa da fortuna e prosperidade.
Pegue esta runa de seu jogo e enterre-a junto com o seu desejo escrito em um papel.
A runa deve estar de pé e com o símbolo para cima.
Deixe por 3 dias e então desenterre.

29 de junho - Calendário Mágico

Dia de São Pedro

Segundo a bíblia sagrada, antes de ser batizado, Pedro se chamava Simão e trabalhava como pescador.
Um dia Jesus pediu sua barca para falar a uma multidão de pessoas, na Galileia.
Após voltar, disse a Pedro que pescasse em mar mais profundo.
Como Pedro acreditava nas palavras de Jesus, tentou uma nova pesca, sendo abençoado com uma grande quantidade de peixes.
Após o batismo seu nome foi trocado, escolhido por Jesus, como Kepha, de origem aramaica, que significa pedra, rocha.
Traduzindo-o para o grego ou para o latim, temos petrus, o mesmo que Pedro.
Simão tinha o sonho de seguir os ensinamentos de Jesus, tornando-se um de seus apóstolos mais importantes.
Ao fazer a escolha, Jesus disse:
"És Pedro! E sobre esta rocha construirei minha Igreja".
Escolhido como o líder dos apóstolos, criou mais tarde a comunidade cristã de Roma, vindo a se tornar o primeiro papa da Igreja Católica.
Depois de sua morte, São Pedro, segundo a tradição católica, foi nomeado chaveiro do céu.
Assim, para entrar no paraíso, é necessário que o santo abra suas portas.
Também lhe é atribuída a responsabilidade de fazer chover, assim, quando chove muito, dizemos que está lavando o céu.
Quando começa a trovejar, e as crianças choram com medo, é costume acalmá-las, dizendo:
"É a barriga de São Pedro que está roncando" ou "ele está mudando os móveis de lugar".
Na igreja católica, no dia de São Pedro é feita uma comemoração com uma grande festa junina. Nesta acontecem várias queimas de fogos com danças e muitas comidas típicas.
São Pedro é considerado o mais sério dos três santos juninos.
Dizem que santo Antônio é o santo casamenteiro, mas é no dia de São Pedro que se escolhe o melhor pretendente.

É considerado o protetor das viúvas e dos pescadores, por isso no dia 29 de junho, acontecem grandes procissões marítimas em várias cidades do Brasil.
Em terra, os fogos e o pau-de-sebo são as principais atrações de sua festa.

No dia de São Pedro, todos os que receberam seu nome devem acender fogueiras na porta de suas casas.

Além disso, se alguém amarrar uma fita no braço de alguém chamado Pedro, ele tem a obrigação de dar um presente ou pagar uma bebida àquele que o amarrou, em homenagem ao santo.

Simpatias para São Pedro Simpatia da chave debaixo do travesseiro

No dia de São Pedro, coloque uma chave nova debaixo do seu travesseiro.
Embrulhe-a em um papel branco com três pedidos e descreva como você desejaria que fosse sua nova casa.
Deite-se e mentalizando que São Pedro e seus anjos estarão durante a noite procurando a casa dos seus sonhos.

Simpatia da proteção da casa

No dia de São Pedro, coloque dentro de um copo com água a chave da porta de entrada da sua casa e diga:
"São Pedro, proteja minha casa, assim como protege de intrusos o céu;
afaste todo e qualquer mal da minha casa
e com a ajuda do anjo guardião,
não deixe entrar nenhum ladrão".



28 de Junho - Calendário Mágico

Dia de Hemera

Na mitologia grega, Hemera – filha de Nix (a noite) com Erebo (deus da escuridão) – era personificação do dia (a deusa é interligada ao fato mitológico de poder ter sido a primeira deusa a representar o Sol).
Teve um romance com seu irmão Éter e com ele teve uma filha, Tálassa.
Unida a este, também gerou seres não antropomorfizados:
Tristeza, Cólera, Mentira, etc.
A lista de Higino lhe atribue como filhos:
Oceanus, Témis, Briareu, Giges, Estérope, Atlas, Hipérios, Saturno (Pierre Grimal coloca a versão latina ao invés de Cronos), Moneta, Dione e as três Fúrias.
Hemera personificava a luz do dia e o ciclo da manhã.
Nasceu junto de Ether e das Hespérides.
Era personificação do dia como divindade feminina.
Algumas tradições colocam Éter e Hemera como pais de Urano e de Gaia — logo como a semente de quase todos os deuses gregos.
Mais tarde, passou a compor o séquito de Hélios ao lado das Hespérides.
Era também guardiã das fronteiras, entre o mundo onde chegava a luz e o mundo das sombras.
Segundo Hesíodo, Hemera habita junto com sua mãe além do Oceano, no extremo do Ocidente.
Lá, um grande muro separa as portas do Inferno do Mundo visível.
Atrás do muro há o grande palácio onde ambas residem, mas nunca as duas estão juntas.
Quando Hemera sai, sua mãe espera até a hora de lançar a noite sobre o mundo.
Quando Hemera retorna cruza por sobre o muro e cumprimenta sua mãe que saia para correr pelo Mundo.
Como diz Hesíodo: "Nunca o palácio fecha ambas".
Segunda outras tradições, Hemera junto de Éter concebeu Urano e Gaia.
Segundo a mitologia, momentos antes de Hemera conceber Urano e Gaia, ouviam-se grandes estrondos por todo Universo, como se o céu estivesse sendo influenciado pela deusa (é citado que isso se deve ao fato de Hemera ter uma forte ligação com Éter).

Texto copiado de http://pt.wikipedia.org/wiki/Hemera

26 de junho - Calendário Mágico


Dia do Imperador Juliano

Considerado o padroeiro dos neopagãos e seguidores da Deusa, Juliano pode hoje ser lembrado em um ritual:
Acenda uma vela por todos os que sofreram e sofrem por causa da intolerância religiosa e peça a Juliano que a inspire a cumprir com coragem e sabedoria a sua missão de amor.

No dia 26 de Junho de 363 d.c., morreu, em combate contra os Persas, o imperador Juliano, cognominado, pelos cristãos, de «Apóstata» e, pelos pagãos, de «Grande».

Juliano foi um imperador romano, nascido em Alexandria (norte do Egipto) mas de ascendência ilírica (da Ilíria, povo indo-europeu ou ariano que será, eventualmente, antepassado dos modernos Albaneses).
Foi educado na cultura clássica greco-romana, por um lado, e no Cristianismo, por outro.
Cedo mostrou preferência pela primeira, recusando cada vez mais, à medida que crescia, os ensinamentos da religião invasora, isto é, a de Jesus, ao qual ele chamava «Galileu».
Leu os grandes filósofos pagãos, entre os quais Platão, e os neoplatônicos também, tais como Celso, Jâmblico, Porfírio.
Devido ao fato de que o Cristianismo tinha sido imposto e o Paganismo era já então perseguido, Juliano teve de esconder a sua veneração pelos Deuses antigos, até chegar a ser de fato imperador, em 361.
A partir daí, e tendo o apoio do seu exército - além de filósofo, era grande militar e cobriu-se de glória na campanhas bélicas que dirigiu - Juliano iniciou a restauração da religião pagã, renovando templos pagãos em ruínas que tinham sido saqueados por cristãos, realizando cerimônias religiosas por toda a parte, o que muito desagradou aos cristãos.
Diz-se que a morte de Juliano em combate não foi causada por um dardo do inimigo (persa), mas sim por um dardo que, no meio da refrega, lhe teria sido arremessado por um dos seus próprios soldados cristãos.
Um dos principais argumentos de Juliano contra o Cristianismo, baseava-se, em traços gerais, no seguinte: porque é que os Greco-Romanos devem aceitar com exclusividade o Deus dos Judeus e um dos seus profetas - Jesus - que diz ser de todos os homens?
Porquê abandonar os Deuses que foram realmente honrados pelos antepassados da Grécia e de Roma e honrar apenas uma Divindade do deserto semita?
Depois de ferido pelo dardo, falou, enquanto morria, com os seus homens, discursando sobre a morte e sobre o medo, afirmando, como Sócrates, que não havia motivo para temer o óbito.
A respeito desta última cena da sua vida, disseram os cristãos que as suas últimas palavras teriam sido «Venceste, Galileu!», mas nunca foi historicamente provado que o imperador pagão tenha mesmo dito isso.
Sem prejuízo do culto que prestava à generalidade dos Deuses, Juliano tinha especial veneração pelo Sol Invictus (Sol Invencível), por Zeus (Deus do Céu, do Raio e da Justiça, arquetipicamente indo-europeu ou ariano), por Apolo, por Mitra (antigo Deus ariano da luz e dos contratos) e pela Mãe dos Deuses.
Dizia ele «Fazer por zelo tudo o que está ao seu alcance, é, na verdade, uma prova de piedade», sendo a piedade aqui entendida, não no sentido cristão, que é «compaixão», mas sim no sentido original do termo, isto é, pagão-romano: Pietas é o dever religioso para com os Deuses e para com a Pátria.

Texto copiado do site: http://s2.excoboard.com/exco/thread.php?forumid=64668&threadid=462916

«No fim desta cerimônia, Juliano promulgou o seu primeiro Édito da Tolerância, pelo qual todas as religiões estariam no mesmo pé de igualdade. (...) ao mesmo tempo, para marcar a sua largueza de espírito, Juliano convocou ao palácio todos os bispos cristãos – arianos ou católicos – para lhes pedir que pusessem um termo às suas perpétuas dissenções e praticassem entre si esse espírito de tolerância que reclamavam aos outros e que, pela sua parte, desejava ver chegar a todos. (...)
A repercussão desse Édito foi inimaginável(...).
Letrados, teurgos e filósofos pensaram que a Primavera tinha realmente chegado, que se veria renascer na sua integridade “a grande ordem dos séculos” anunciada por Virgílio, e que Juliano era realmente o Mensageiro do Sol. (...)
A sua reputação expandia-se ao longe (...) todos os amigos das Musas e dos outros deuses acorriam para ele pelas estradas da terra e do mar, desejosos de o verem, de lhe falarem e de o ouvirem.
Uma vez junto dele, tinham dificuldade em partir, pois Juliano encantava-os como uma sereia, não só pela sedução dos seus discursos, mas também pelo dom natural que tinha em inspirar afeto.
Sabendo amar muito, ensinava os outros a amar da mesma maneira (...).»

Benoist-Méchin

Página da Ésquilo: http://www.esquilo.com

25 de junho - Calendário Mágico

Dia das Almas gêmeas

Todo desejo de amor feito hoje tem poder ser concretizado se o amor for verdadeiro.
Num papel virgem, escreva tudo o que espera do amor de seus sonhos.
Depois o queime nas chamas de uma vela amarela e jogue as cinzas em água corrente.

24 de Junho - Dia de São João

Dia de São João Batista

Oração para conseguir encontrar um companheiro:

Nesta noite mística, meu São João,
em que elevo o meu pensamento ao Alto,
peço-te, meu pastor de ovelhas,
a tua proteção, a tua ajuda, a tua intercepção
para que eu possa demonstrar a minha fé em ti.

Peço-te, Santo,
que esta devota tenha o teu amparo quando pisar as brasas ardentes;
que o fogo não me queime,
assim como a iniquidade que havia ao tempo em que viveste
não queimou as virtudes que possuías;
assim como a ovelha indefesa encontra guarida nos teus braços,
quero também encontrar amparo na tua bondade;
assim como a ovelha tímida e humilde tem a tua protecção,
quero também que sejas o meu pastor.

Meu São João,
permite que nesta noite de mistério e poesia
eu saiba destinguir ou escolher aquele que será meu companheiro.

Assim como arde a fogueira em teu louvor,
que também a chama da paixão e do amor queime no coração do eleito,
de quem eu gostaria e pretendo faze-lo feliz sobre a tua protecção.

Noite fria; fria também é a minha Vida;
porém, quando invoco o teu bendito nome, a minha fé é quente
e percebo que a minha esperança também se aquece,
porque sei que nunca desamparaste uma ovelha tua

meu São João,
quando fito a fogueira em teu louvor,
a minha súplica é que os males que me afligem
se tornem cinzas como a sua lenha;

Que esta prece suba ao céu como a sua fumaça;
que o sofrimento que me fustiga se queime nas suas labaredas;
que ao apagar-se também se extinga o ódio, o ciúme, a inveja, a perseguição,
enfim a maldade dos meus adversários
e que no próximo ano,
eu acenda outra fogueira em agradecimento a ti,
pela graça que alcançarei ainda neste dia.

Para dar uma força na procura de um grande amor....

copiado do blog: : grimoiredomago.blogspot.com

24 de Junho - Calendário Mágico

Dia das Lanternas

No antigo Egito, as sacerdotisas de Ísis desciam ao templo carregando lanternas, simbolizando o momento em que a deusa chamou a lua para restaurar a vida de seu amado Osíris.
Use este ritual para reacender a chama de um velho amor.
Com uma vela na mão, chame a Lua e peça o mesmo brilho renovador pelo qual Ísis um dia esperou.

21 de junho - Tarde de Cirandda no Parque clic aqui e vá para o site da Cirandda da Lua









Domingo, dia 21 participei da Cirandda no Parque.
Foram momentos lindos ....
Obrigada Soraia por esse presente mensal...
Sempre que puder, irei participar, faz muito bem para a Alma
Veja uma ciranda:



video

Preparativos para a Festa de São João



A Festa de São João, relembra São João ou João Batista, o homem que nasceu em 24 de junho e, através de suas atitudes na vida, trouxe a mensagem de que "devemos mudar nossos rumos para encontrar a luz", sugerindo que o caminho para isso é a meditação, a interiorização, a reflexão, pois São João nos ensina que todas as respostas estão e serão encontradas dentro de nós.
Essa mensagem nos leva ao conteúdo da festa que é a Sabedoria, a capacidade de aprender algo a partir de nós mesmos.
Devemos trabalhar em nós a coragem para um julgamento interior consciente; visando nosso amadurecimento como pessoa.
Na época da Festa de São João, no nosso hemisfério, vivemos o inverno e o frio que favorece o recolhimento, a meditação, a necessidade de ficar quieto e em silêncio e se respeitarmos os momentos de recolhimento natural das crianças, tomando o cuidado para que o ambiente da casa esteja aconchegante, então estaremos permitindo que a criança viva intensamente esta festa.
Na Festa de São João existe o costume de acender a fogueira, imagem em que a luz simboliza a sabedoria, a luz interior e o calor do amor, representando o movimento da sabedoria capaz de iluminar o pensamento, aquecendo o coração.

Festa juninas ou santos populares são uma celebração brasileira e portuguesa, de origem européia.
Historicamente, está relacionada com a festa pagã do solstício de verão, que era celebrada no dia 24 de junho, segundo o calendário juliano (pré-gregoriano) e cristianizada na Idade Média como "festa de São João".
Ela festeja no Brasil importantes santos católicos: Santo Antônio (13 de junho) São João (24 de junho) São Pedro (29 de junho) São Paulo (29 de junho) e São Marçal (30 de Junho) .
Recebeu o nome de junina no Brasil (chamada inicialmente de joanina, de São João), porque veio de países europeus cristianizados.
A festa foi trazida para o Brasil pelos portugueses e logo foi incorporada aos costumes das populações indígenas e afro-brasileiras.
Festas de São João são ainda celebradas em alguns países europeus católicos, protestantes e ortodoxos (França, Portugal, Irlanda, os países nórdicos e do Leste europeu).
As fogueiras de São João e a celebração de casamentos reais ou encenados (como o casamento fictício no baile da quadrilha nordestina) são costumes ainda hoje praticados em festas de São João.
A festa de São João brasileira é típica da Região Nordeste.
Por ser uma região árida, o Nordeste agradece anualmente a São João, mas também a São Pedro, pelas chuvas caídas nas lavouras.
Em razão da época propícia para a colheita do milho, as comidas feitas de milho integram a tradição, como a canjica e a pamonha.
O local onde ocorre a maioria dos festejos juninos é chamado de arraial, um largo espaço ao ar livre cercado ou não e onde barracas são erguidas unicamento para o evento, ou um galpão já existente com dependências já construídas e adaptadas para a festa.
Geralmente o arraial é decorado com bandeirinhas de papel colorido, balões e palha de coqueiro. Nos arraiás acontecem as quadrilhas, os forrós, leilões, bingos e os casamentos caipiras. Atualmente, os festejos ocorridos em cidades do Norte e Nordeste dão impulso à economia local. Citem-se, como exemplo, Caruaru em Pernambuco; Campina Grande na Paraíba; Mossoró no Rio Grande do Norte; Maceió em Alagoas; Aracaju em Sergipe; Juazeiro do Norte no Ceará; e Cametá no Pará.
Além disso, também existem nas pequenas cidades, festas mais tradicionais como Cruz das Almas, Ibicuí, Jequié e Euclides da Cunha na Bahia. As duas primeiras cidades disputam o título de Maior São João do Mundo, embora Caruaru esteja consolidada no Guinness Book, categoria festa country (regional) ao ar livre.
copiado do site: sapytaexclusiva.blogs.sapo.pt/

Costumes da Festa de São João

A fogueira

Vários costumes juninos representam atos em homenagem a São João.
A fogueira, por exemplo, lembra o anúncio do nascimento de João Batista, filho de Isabel e primo de Jesus, à Virgem Maria.
Como era noite e Isabel morava em uma colina, esta foi a forma encontrada para o aviso.
Por este motivo, nas noites de junho são montadas fogueiras como forma de celebração.
Para a Igreja Católica, o acontecimento significa algo mais, o de preparar a vinda de Jesus.
No sertão, o batismo de João também é lembrado com banhos à meia-noite no rio mais próximo.

Quadrilha

De origem francesa, a quadrilha era uma dança típica que celebrava os casamentos da aristocracia européia.
Dançada em pares, já era praticada no Brasil desde 1820 e foi se popularizando desde então.
Os tecidos finos da nobreza francesa deram lugar à chita, tecido mais barato e acessível, e o casamento nobre foi adaptado a uma encenação.
O enredo da união caipira é geralmente o mesmo: a noiva, que geralmente está grávida, é obrigada a casar pelos pais e o noivo recusa, sendo preciso a intervenção da polícia para que o caso se resolva.
A quadrilha, como era no começo do século XIX, é realizada como comemoração do casório.
A mudança dos passos é anunciada por um locutor ao som do forró.
Existem, hoje, as chamadas quadrilhas estilizadas com passos marcados e coreografias ensaiadas (que mais parecem aulas de ginástica aeróbica) e criadas exclusivamente para uma determinada música.

Forró
Existem duas atribuições para a origem do nome forró.
Uma delas é que corresponda etimologicamente ao termo forrobodó, que - na linguagem do caipira brasileiro - quer dizer festança ou baile popular onde há grande animação, fartura de comida e bebida e muita descontração.
A outra é ao termo inglês for all (para todos), usado para designar festas feitas nas bases americanas no Nordeste, na época da Segunda Guerra Mundial, e que eram abertas ao público, ou seja, “for all” e a pronúncia local transformou a expressão em forró.
A música é tocada à base da sanfona, da zabumba e do triângulo, conhecida como arrasta-pé ou pé-de-serra, sendo esta última considerada a versão mais autêntica.
O ritmo sofreu algumas variações e atualmente alguns músicos incorporaram o baixo, a guitarra e a bateria às suas melodias.

Baião

Acredita-se que a palavra baião tenha surgido de bailão, fazendo alusão a "baile grande".
Esta dança popular do século XIX permite a improvisação, sendo mais rápido do que o xote que a torna mais viva.
A habilidade nos pés é maior, exigindo movimentos mais velozes do corpo.
Os passos são acompanhados por palmas, estalos de dedos e "umbigadas".
A marcação da dança segue a musicalidade dos cocos e da sanfona.

Fonte: © Hotsite São João Pernambuco.com

Comidas Típicas

Como a festa coincide com a colheita do milho, boa parte das guloseimas é feita a partir do grão, como pamonha, canjica, curau, pipoca e bolo.
Com o tempo, cresceu a participação das culturas negra e indígena, aumentando a variedade do cardápio com pinhão, pé-de-moleque, cocada, batata- doce, vinho quente e quentão.

Fonte:http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDR77767-6006,00.html


Músicas Juninas

Olha Pro Céu Meu Amor
Autores:José Fernandes e Luiz Gonzaga

Olha pro céu meu amor / Vê como ele está lindo /
Olha prá quele balão multicor / Como no céu vai sumindo.
Foi numa noite igual a esta / que tu me deste o teu coração/
O céu estava em festa / porque era noite de São João /
Havia balões no ar / xote, baião no salão /
E no terreiro o teu olhar / que incendiou meu coração.

Sonho de Papel
Autor: Alberto Ribeiro

O balão vai subindo/ Vem caindo a garoa/ O céu é tão lindo/ E a noite é tão boa/ São João, São João/ Acende a fogueira/ No meu coração.
Sonho de papel/ A girar na escuridão/ Soltei em seu louvor/ No sonho multicor/ Oh! Meu São João.
Meu balão azul/ Foi subindo devagar/ O vento que soprou/ Meu sonho carregou/ Nem vai mais voltar.

Capelinha de Melão
domínio público

Capelinha de melão / É de São João /
É de cravo, é de rosa / É de manjericão.
São João está dormindo / Não me ouve não /
Acordai, acordai / Acordai, João.

Pula a fogueira
Autores: Getúlio Marinho e João B. Filho

Pula a fogueira, Iaiá
Pula a fogueira, Ioiô
Cuidado para não se queimar
Olha que a fogueira
Já queimou o meu amor
Nesta noite de festança
Todos caem na dança
Alegrando o coração
Foguetes, cantos e troca
Na cidade e na roça
Em louvor a São João
Nesta noite de folgueto
Todos brincam sem medo
A soltar seu pistolão
Morena flor do sertão
Quero saber se tu és
Dona do meu coração


Isto é Lá Com Santo Antônio
Autor: Lamartine Babo
Eu pedi numa oração
Ao querido São João
Que me desse um matrimônio
São João disse que não!
São João disse que não!
Isto é lá com Santo Antônio!
Eu pedi numa oração
Ao querido São João
Que me desse um matrimônio
Matrimônio! Matrimônio!
Isto é lá com Santo Antônio!
Implorei a São João
Desse ao menos um cartão
Que eu levava a Santo Antônio
São João ficou zangado
São João só dá cartão
Com direito a batizado
Implorei a São João
Desse ao menos um cartão
Que eu levava a Santo Antônio
Matrimônio! Matrimônio!
Isso é lá com Santo Antônio!
São João não me atendendo
A São Pedro fui correndo
Nos portões do paraíso
Disse o velho num sorriso:
Minha gente, eu sou chaveiro!
Nunca fui casamenteiro!
São João não me atendendo
A São Pedro fui correndo
Nos portões do paraíso
Matrimônio! Matrimônio!
Isso é lá com Santo Antônio

Noites de junho
(de João de Barro e Alberto Ribeiro)

Noite fria, tão fria de junho
Os balões para o céu vão subindo
Entre as nuvens aos poucos sumindo
Envoltos num tênue véu
Os balões devem ser com certeza
As estrelas aqui desse mundo
As estrelas do espaço profundo
São os balões lá do céu
Balão do meu sonho dourado
Subiste enfeitado, cheinho de luz
Depois as crianças tascaram
Rasgaram teu bojo de listas azuis
E tu que invejando as estrelas
Sonhavas ao vê-las ser astro no céu
Hoje, balão apagado, acabas rasgado
Em trapos ao léu.

Chegou a hora da fogueira
(Lamartine Babo)

Chegou a hora da fogueira
É noite de São João
O céu fica todo iluminado
Fica o céu todo estrelado
Pintadinho de balão
Pensando no caboclo a noite inteira
Também fica uma fogueira
Dentro do meu coração
Quando eu era pequenino
De pé no chão
Eu cortava papel fino
Pra fazer balão
E o balão ia subindo
Para o azul da imensidão
Hoje em dia o meu destino
Não vive em paz
O balão de papel fino
Já não sobe mais
O balão da ilusão
Levou pedra e foi ao chão
Fonte das imagens e das músicas: google.com

21 de Junho - Calendário Mágico

Yule - O Nascimento da Criança da Promessa

A palavra Yule (pronuncia-se "iúle") provavelmente vem da palavra escandinava "iul", que significa "roda".
Sua data não é fixa, pois depende das correspondências astrológicas e climáticas de cada ano.
No hemisfério sul, ocorre sempre por volta de 21 de junho, e no hemisfério norte por volta de 21 de dezembro.
Entre os povos asiáticos, o solstício era representado por um velho de barbas brancas e roupagem vermelha e branca.
Esse ser representava Deus na Terra e os asiáticos acreditavam que esse Deus encarnado trazia para a humanidade o seu filho sol.
Na astrologia esta data do solstício é reconhecida como o dia em que o sol atinge o seu grau mínimo de luminosidade na Terra.
Por esse motivo, os magistas e filósofos chamam esse dia de dia do renascimento da luz...
Depois do dia 21 de dezembro (HN) ou 21 de junho(HS), o Sol renasce e recomeça o seu ciclo em torno do planeta.
Os Egípcios festejavam o solstício com rituais de magia que envolviam os cultivos de sementes e as fecundações...
Os Indianos festejavam o solstício transcendendo os corpos em rituais dimensionais mágicos...
Os Maias elaboraram um perfeito calendário usando o solstício como o inicio do ciclo do Sol e da Lua na Terra...
Nos períodos de 21 de dezembro e 21 de junho, a radiação do sol na Terra atinge o seu momento máximo e os Maias projetaram esses ciclos num calendário que vai até o dia 21 de dezembro de 2012.
O Sol agora encontra-se em Nadir, por isso é a noite mais longa do ano.
Povos antigos notaram tais fenômenos e suplicaram às forças da natureza que aumentassem os dias e diminuíssem as noites.
É uma época de grande escuridão e este é o menor dia do ano, pois a partir desse momento os dias se tornarão visivelmente mais longos com o passar do tempo, mesmo com frio.

Outros Nomes: Alban Arthan (Luz do urso), Midwinter. Jul (nordico antigo), Saturnalia (Roma), Yuletide (Teutonico), Midwinter, Fionn's Day, Alban Arthuan (Druidico), Gehul (saxão), Häul (gallês), Zagmuk (mesopotanio), Dia das Mães (Anglo-Saxões), Natal (cristão), Xmas, Festival do Sol, Solstício de Inverno, Festival das Luzes, Winter Rite, MidWinter, Carr Gomm, Retorno do Sol, Dia de Fionn.

Correspondência de Yule
Cores: vermelho, verde, dourado e branco.
Deuses: recém nascidos, Mithra, Adonis, Apollo, Deus Cornudo, Hélios, Greenman, Lugh, Ra, Rei Carvalho, Odin, Dyonisio, Attis, Saturno, Cronos, Horus, Jesus, Balder, Santa Claus, Sol Invicta, Janus, Marduk… Todos os deuses do Sol
Deusas: Isis, Athena, Hathor, Hecate, Ixchel, Minerva, Démeter, Gaea, Diana, Brigid, Belisama, Artémis, Arianrhod, Skuld, Aradia, Selena, Sulis, Jeanne d'Arc, Daphne, Gwenhwyfar, Blodeuwedd, Rhiannon-Epona, Befana, Holda, Maria, Tonazin, Lucina, Bona Dea, Eva, Rainha das Neves, Hertha, Freya… Todas as Deusas virginais, das neves, do frio e deusas Mães
Runas: Perthro, Algiz, Sowilo
Plantas: Carvalho (rpresenta a vida), Cedro, Pinho, Visco, Azevinho, Hera, Cardo Santo, Loureiro (para a sorte e proteção), Pinhas, Gardênia, Rosmarinho, Juniperos, Rosas vermelhas e brancas, salgueiro, maçãs (representa imortalidade), Estrelas de Natal… todas as árvores perenes (que não perdem as suas folhas no Inverno) e todas as arvores coníferas.
Ervas: louro, alecrim, urze, cedro, pinho, Canela (para a prosperidade), Noz Moscada, Salsa, cardo santo, Sálvia, Camomila,cedro, camomila, sempre-viva, olíbano, azevinho, junípero, visco, musgo, pinhas, alecrim e sálvia.
Incenso: Cedro, pinho, loureiro, canela, verbena, olibano, mirra, bulota triturada, carvalho, azevinho, maçã, sálvia, canela…
Animais: Veado, Renas, Lobo, Esquilos, Gato, Búfalo Branco, Urso
Seres Míticos: Trolls, Fênix, Duendes, Gnomos, Fadas das neves,
Carta de Tarot: A Temperança - Arcano Maior 14
Elemento: Terra
Planeta: Júpiter
Pedras: Rubi, Esmeralda, Diamante, Olho-de-tigre, Cristal , olho-de-gato, granada.
Símbolo: sempre viva, tronco de árvores
Incensos: louro, cedro, pinho, alecrim, Mirra, Absinto, Pinus, Almíiscar, Selo de Salomão, Hera, Escamônea, Estoraque e Incenso de Igreja. .
Cores das velas: dourada, verde, vermelha, branca.

Yule, festival das Luzes, o fria sente-se lá fora, mas no interior da Terra um burbulhar frenético está a despertar…

Primeiro mito de Yule: Nascimento do Deus Sol

É quando a Deusa se transforma na Grande Mãe dando a luz ao Deus que morreu no Samhain do ano anterior.
Desde Samhain o Deus permanece no outro mundo, o dia tornou-se mais curto e frio e a fauna e a flora dormem profundamente.
No entanto a Deusa grávida pressente o momento de seu filho renascer.
É então, que na noite mais longa do ano, em Yule, que fecundado no fogo da terra, do ventre materno, o Deus Sol renasce e as esperanças renascem com ele, e Ele trará calor e fertilidade à Terra, portador de promessas e esperanças…
Aqui, na noite mais escura e fria do ano, a Deusa dá nascimento à Criança do Sol e por isso Yule é o tempo de celebrar o Deus Cornífero.
Muitos pagãos celebram Yule com o festival da Luz, que comemora a Deusa como Mãe que dá nascimento ao Deus-Sol, a Criança da Promessa.
Entre os druidas o solstício era comemorado como o dia da fertilidade.
Muitas virgem escolhiam essa data para perderem sua virgindade e muitas mulheres tentavam engravidar no mesmo dia do nascimento do sol.
São também celebrados o amor, a união da família e as realizações do ano que passou.
Esse Sabbat representa o retorno da luz.
É o festival do renascimento do Sol e o tempo de glorificar o Deus. (O aspecto do Deus invocado nesse Sabbat por certas tradições wiccanas é Frey, o deus escandinavo da fertilidade, deidade associada à paz e à prosperidade.)
Os wiccanos ocasionalmente celebram o Yule pouco antes da aurora, e a seguir observam o nascer do Sol como um final apropriado para seus esforços.
Uma vez que o Deus é também o Sol, isto assinala o ponto do ano no qual o Sol também renasce. Assim, os wiccanos acendem fogueiras ou velas para saudar o retorno da luz do Sol.
A Deusa, inativa durante o período de Sua gestação, repousa após o parto.
Nesse dia, muitas tradições Pagãs se despedem da Deusa e dão boas-vindas ao Deus, que governará a metade clara do ano.

Segundo Mito de yule: “Mito do Rei do Carvalho e do rei do Azevinho”

Este mito divide a roda do ano em duas metades, a metade de Luz presidida pelo Rei Carvalho e a metade escuridão pelo Rei Azevinho.
Os Dois são Irmãos gêmeos e consortes rivais pelo o amor da Deusa, que preside sempre aos combates consciente que a Roda sempre continua a girar.
Nos seis primeiros meses do ano, é o Rei Carvalho (Luz) que preside no trono, com dias de Sol e quentes que vão crescendo até ao solstício de verão, onde já cansado, trava uma batalha ritual com o seu irmão Rei Azevinho (escuridão), que o mata e toma o seu lugar no trono, trazendo os dias mais curtos, onde a sombra instala-se com seu manto de frio.
Em Yule o Rei Carvalho que durante os seis meses sombrios pode repousar, revigorar-se e regenerar-se, regressa do outro mundo e reclama o seu trono.
Trava-se mais um combate ritual entre os dois irmãos e o Rei Carvalho, derrota o Rei Azevinho. E assim reina por mais seis meses dando continuidade ao circulo que se repete continuamente.
O rei Carvalho e o rei Azevinho são na realidade uma representação do próprio Deus Cernunos que enquando deus Carvalho revela-nos o aspecto de renascimento da Luz e enquando Rei Azevinho revela o seu aspecto de morte, de escuridão.
Algumas versões da lenda representam o Rei da Luz pelo Veado e o rei das sombras pelo Lobo.

Símbolos de Yule:
O Tronco de Yule, o pinheiro de Yule, castiçal de Yule, coroas de azevinho, enfeites visco, estrela de natal, flocos de neve, seiva, gelo, leite, poços, embrulhos de presentes, estrelas, sol, lua, sinos, pequeno povo, musgo, grinaldas, doces, pinhas, visco, hera, rodas solares
Há muitas práticas que são utilizadas por Cristãos hoje que possuem origens essencialmente pagãs.
A Árvore de Yule é um costume pagão que perdurou por séculos, tanto que foi incorporado nas celebrações natalinas realizadas no Solstício de Inverno, que no hemisfério Norte ocorre em dezembro, como parte integrante de suas Tradições.
As famílias traziam uma árvore verde (pimheiro) para dentro de casa para que os espíritos da Natureza tivessem um lugar confortável para permanecer durante o Inverno frio.
A árvore era sagrada e simbolizava a continuação da vida por suas folhas perenes e sempre verdes.
Sinos eram colocados nos galhos da árvore.
Os espíritos da Natureza eram presenteados e as pessoas pediam aos elementais que as mantivessem tão vivas e fortes durante o Inverno como a árvore que recebia lindos enfeites.
O pinheiro sempre esteve associado com a Grande Deusa.
As luzes e os ornamentos, como Sol, Lua e estrelas que faziam parte da decoração das árvores, representavam os espíritos que eram lembrados no final de cada ano.
Presentes eram colocados aos pés da árvore para as Divindades oferendas a várias deidades, como Attis e Dionísio e isso resultou na moderna troca de presentes da atual festa natalina.
A Árvore de Yule é uma forma simples de homenagear os elementos e pedir proteção.
Para fazer a árvore você precisará de:
· Um pequeno pinheiro verde ou carvalho;
· Pequenas bolas multicoloridas de preferência pintadas por você;
· frutas pequenas,
· guirlandas de folhas e saches de ervas aromáticas (muito parecidas com as árvores de natal).
· Símbolos como Sol, Lua e estrelas;
· Pequenas velas.

Enfeite o pinheiro com as bolas coloridas, os símbolos de Sol, Lua, estrelas e espalhe as velinhas pelos ramos do pinheiro.
Na noite de Yule, acenda todas as velas da árvore, fazendo um pedido para cada vela acesa. Cante e dance em volta da árvore, festejando e honrando os espíritos da Natureza e o Deus, a Sagrada Criança da Promessa, que nasce novamente nesse dia.
Nessa noite ofereça às fadas, duendes e gnomos biscoitos de gengibre e leite.

Esse Sabbath assinala o início do ciclo da vida e oferece um momento para repensarmos sobre nosso passado e presente, para que possamos seguir em frente em busca de um futuro melhor.

As guirlandas:
Era um tempo ideal para colher o visco, considerado muito mágico para os Antigos Druidas, que o chamavam de o “Ramos Dourado”. Os druidas acreditavam que o visco possuía grandes poderes de cura e possibilitava ao homem mortal acessar o Outro Mundo. Pendurar visco sobre a porta é uma tradições repleta de simbolismo pagão.
Houve um tempo em que se pensava que a planta viva, que é na verdade um arbusto parasita com folhas coriáceas sempre verdes e frutos brancos revestidos de cera, era a genitália do grande deus Zeus, cuja árvore sagrada é o carvalho.
O visco é um dos símbolos fálicos do Deus e possui esse significado baseado na idéia de que as bagas brancas representam o Divino sêmen do Deus, em contraste às bagas vermelhas do azevinho, semelhantes ao sangue menstrual da Deusa. O visco representa a simbólica substância divina e o senso de imortalidade que todos precisam possuir nos tempos de Yule.
A essência doadora de vida que o visco sugere fornece uma substância divina simbólica e um sentido de imortalidade para aqueles que o seguram na época do Natal.
Hoje, contudo, o costume de beijar sob o visco é tudo o que restou desse rito.

Em tempos antigos, pequenas bonecas de milho eram carregadas de casa em casa com canções típicas de Yule.
Os primeiros Pagãos acreditavam que esse ato traria as bênçãos da Deusa às casas que fossem visitadas pelas Corn Dollies.

As cores tradicionais do Natal, verde e vermelho, também são de origem Pagã, já que esse é um Sabbat que celebra o fogo (vermelho) e usa uma Tora de Yule (verde).

Colocar bolos nos galhos das macieiras mais velhas do pomar e derramar sidra como uma libação consistiam num antigo costume pagão da época do Natal praticado na Inglaterra e conhecido como "beber à saúde das árvores do pomar".
Diz-se que a cidra era um substituto do sangue humano ou animal oferecido nos tempos primitivos como parte de um rito de fertilidade do Solstício do Inverno.
Após oferecer um brinde à mais saudável das macieiras e agradecer a ela por produzir frutos, os fazendeiros ordenavam às árvores que continuassem a produzir abundantemente.

Em Yule a casa era decorada com azevinho, representando a metade escura do ano, para celebrar o fim da escuridão da Terra.
Para os antigos celtas, celebrar o Solstício de Inverno era o mesmo que reafirmar a continuação da vida, pois Yule é o tempo de celebrar o espírito da Terra, pedindo coragem para enfrentar os obstáculos e dificuldades que atravessaremos até a chegada da Primavera.
É o momento de contar histórias, canta e dançar com a família, celebrando a vida e a união.
O tema principal desse Sabbat é a Luz em todas as suas manifestações, seja o fogo da lareira, seja de uma fogueira, de velas, etc.
A Luz nesse Sabbat torna-se um elemento mágico capaz de ajudar o Sol a retornar para a Terra, para nossa vida, corações e mentes.

A Tora de Yule era um pedaço de tronco que havia sido preservado durante todo o decorrer do ano e neste dia era queimado, enquanto um outro novo era enfeitado e guardado para proteger toda casa durante o ano que viria.
Os troncos geralmente eram decorados com símbolos que representassem o que as pessoas queiram atrair para sua vida.
A tradição da Tora de Yule perseverou até os dias atuais entre os Wiccanos, que fazem três buracos ao longe de um pequeno tronco e colocam três velas, uma branca, uma vermelha e uma preta uma em cada buraco para simbolizar a Deusa Tríplice.
A Tora de Yule também é decorada com azevinho sempre verde para simbolizar a união da Deusa e do Deus.

Atividades:
Cantar,
Reuniões Familiares,
Queimar o tronco de Yule (em falta acenda três velas),
Enfeitar a casa,
Enfeitar o pinheiro de Yule,
Trocar e dar presentes (principalmente criados por nos próprios),
Fazer coroas de azevinho,
Representações solares,
Passear na natureza,
Fazer bonecos de neve,
Cozinhar,
Libações,
Oferendas aos deuses e ao pequeno povo,
Tocar sinos (para atrair as fadas),
Tambores (para acompanhar o nascimento do Sol),
Espalhar azevinho pela casa e beijar sempre que se passe por ele,
Fazer guirlandas de pipocas cobertas de mel e oferecer em arvores selvagens para alimentar as pequenas aves,
Deixar presentes na natureza, fazer,
fazer rodas do ano,
Decorar um tronco de yule,
Pendurar guizos nas janelas de casa,
Manter um fogo aceso até ao alvorescer,
Acender uma vela em todas as divisões da casa (para trazer luz em todas as divisões),

Sentido Simbólico em nosso ser:
Yule é o momento de renascer, de transformação, de fazer uma introspecção sobre nos próprios lembrando-se sempre que dias melhores virão.
Refletir sobre a humanidade e natureza, a importância de não olhar e pensar apenas em nos e reconhecer a humanidade e todos os seres vivos como um todo necessário e vivo.
Palavra-chave: Esperança, tal como acontece na natureza, que dorme calmamente pronta a despertar, mesmo sabendo que dias de frio ainda vêem pela frente sabem que persiste a esperança.
No Yule as roupas são sóbrias celebrando o inverno que chega.
Come-se frutas, bolos de castanhas embebidos em cidra, carne de porco, chás de hibisco ou gengibre.
Celebrava-se o nascimento da Criança Solar ou "Rei Sagrado".
É o dia mais curto do ano, onde se busca a criança interior em contato com a Deusa Mãe.

Fazendo uma Tora de Yule (Yule Log)

Uma Tora de Yule tradicionalmente é feita de carvalho, mas qualquer outro tronco de árvore pode substituí-lo.
Antigamente era utilizado para proteger a casa.
A tora do ano anterior era queimada na lareira, enquanto uma nova era decorada e colocada no lugar da antiga.
Para fazer uma Tora de Yule você vai precisar de:
· Uma fita vermelha, uma fita verde e uma fita dourada;
· Ramos verdes;
· Uma tora de madeira

Enfeite a tora com ramos verdes e amarre-os com as fitas vermelha, verde e dourada.
Enquanto enfeita a tora, peça à Deusa que o seu lar seja protegido e abençoado.
Guarde-a em um lugar de destaque em sua casa até o ano seguinte, no qual ela deverá ser queimada e substituída por uma nova.

Tora de Yule Alternativa

Esta Tora de Yule é ideal para enfeitar o Altar na celebração do Sabbat.
Você precisará de:
· Uma vela branca, uma vela preta e uma vela vermelha;
· Fitas verdes, vermelhas e douradas;
· Ramos verdes;
· Um tronco fino de aproximadamente 30 cm e com três furos subseqüentes ao longo da madeira.
Enfeite o tronco com as fitas e com os ramos verdes.
Coloque uma vela em cada furo.
Coloque a Tora de Yule sobre o Altar e acenda as velas como parte de cerimônia do Sabbat.

Ritual de Yule
Honra a Deusa Mãe, celebra o nascimento do Deus
Simbologias: Renascimento, Transformação, Luz, Inspiração, Criatividade, Regeneração, Beleza, Paz, Harmonia, Felicidade, Novos Recomeços, Crescimentos, Prosperidade, Crescimento Profissional, Cura, Proteção, Equilíbrio, Meditação, e rituais relacionados com mulheres grávidas e crianças recém nascidas.
Influencias: Moderação, Esperança, Temperança, Equilíbrio, Harmonia, Alegria, Paz…

Em YULE é tempo de reencontrarmos nossas esperanças, pedindo para que os Deuses rejuvenesçam nossos corações e nos dêem forças para nos libertarmos das coisas antigas e desgastadas.
É hora de descobrirmos a criança dentro de nós e renascermos com sua pureza e alegria.
Coloque flores e frutos da época no altar.
O altar é decorado com plantas como o pinho, alecrim, louro, zimbro, cedro, camomila, sálvia. Folhas secas também podem ser colocadas sobre o altar.
No interior do caldeirão coloque uma vela dourada.

Material necessário:
- Uma vela dourada;
- Uma vela branca;
- Uma vela verde;
- Uma vela vermelha;
- Folhas de louro;
- Um sino;
- Taça com vinho.

Procedimentos: Fixe a vela dourada no interior do seu Caldeirão.
Disponha a vela vermelha do lado direito do seu Altar, a vela verde do lado esquerdo e a branca ao centro.
Trace o Círculo Mágico e então diga:
Hoje, invoco os poderes do Espírito da luz.
Uno minha força mágica à energia da Criança da Promessa para que o Sol renasça.
Acenda a vela vermelha e diga:
Com esta vela eu honro todos os espíritos do Fogo.
Acenda a vela verde e diga:
Com esta vela eu honro todos os espíritos da Natureza.
Acenda a vela branca e diga:
Com esta vela eu celebro o Espírito do Inverno.
De pé, diante do caldeirão, contemple seu interior. Diga estas palavras:

" Não me aflijo, embora o mundo esteja envolto em sono
Não me aflijo, embora os ventos gélidos soprem
Não me aflijo, embora a neve caia dura e profunda
Não me aflijo, logo isto também será passado."

Acenda a vela do caldeirão. Enquanto as chamas crepitam, diga:

"Acendo este fogo em sua honra, Deusa Mãe.
Você criou vida a partir da morte; o calor do frio;
O sol vive novamente; o tempo de luz está crescendo.
Bem-vindo, Deus solar que sempre retorna!
Salve, mãe de Tudo!

Eleve os seus braços aos céus e diga:

Pelo chifre e pela luz
Celebro e dou boas-vindas à Criança da Promessa,
ao Sol renascido que nasce entre os vales, rios e montanhas.
Seja bem-vinda, Criança Divina.

Medite sobre o Sol, sobre as energias ocultas que adormecem durante o inverno, não apenas na Terra, mas em nós mesmos.
Pense no nascimento não como o início da vida, mas sim como sua continuação.
Dê as boas-vindas ao retorno do Deus.
Após algum tempo, pare e, novamente de pé diante do altar, diga:

"Grande Deus do Sol,
Saúdo o Teu retorno.
Que brilhes sobre a Deusa;
Que brilhes sobre a Terra,
Espalhando as sementes e fertilizando o solo.
A Ti todas as bênçãos,
Ó Renascido do Sol!"

Pegue as folhas de louro e macere-as em suas mãos, fazendo um pedido à Deusa e ao Deus Sol. Coloque-as no Caldeirão junto com a vela.
Toque o sino por três vezes e diga:

Abençoados sejam a Deusa e o Deus que giram mais uma vez a Roda da Vida.
Dou as boas-vindas a Yule e celebro o movimento eterno da Natureza.
Que a luz do Deus brilhe e que todos sejam por ela.

Eleve a Taça de vinho, dizendo:

Eu bebo este vinho em homenagem à Deusa e à Criança do Sol.

Beba o vinho e faça uma libação. Cante e dance em homenagem aos Deuses.
Destrace o Círculo.

Ceia de Yule

Deve haver fartura na mesa.
Os Celtas representavam os três mundos, agradecendo assim a caça e a pesca, representavam um prato com peixe (água), um prato com carne, geralmente assada, (terra) e um prato de aves (ar).
Todas as extravagâncias são permitidas, usem e abusem dos doces e das especiarias.

Alimentos: bolos de frutas, nozes e pães variados, Batatas, Cenouras, Alhos-Porros, Nabos, Queijos, Guizados, Frango, Perdizes, Peru, Porco, Leitão, Pombo, Coelho, Lebre, Javali, Salmão, Bacalhau

Frutas: uvas, maçãs, Peras, melões, ameixas, laranjas, frutos secos, nozes, castanhas, frutas como maçãs e peras,

Especiarias: Noz, Amêndoas, Gengibre

Comidas: bolos de castanhas embebidas em cidra, gemada e peru assado, bolos de fruta, bolos redondos de alcaravia, Biscoitos em formas de estrelas, luas, animais, sol…, bolos, Tronco de natal, Rabanadas, Broas, Tortas, Pizzas (saliente-se que as pizzas e tortas tem a forma circular representando a roda do ano ou o próprio sol), Mel, Chocolates, Leite

Bebidas: Bebidas para aquecer, gemada e vinho quente com especiarias, vinho quente e frio, cerveja, cidra quente e fria, chás, egg-nog, leite com mel, leites quentes, ponches quentes, Chás de hibisco ou gengibre …

Receitas para o dia de Yule

Pão Árabe

Ingredientes:
- 650 g de farinha de trigo
- 1/2 colher (sobremesa) de sal
- 1/4 copo de óleo
- 2 ovos inteiros
- 1 colher (sobremesa) de açúcar
- 1 1/2 tablete ou 22.50 g de fermento biológico (para pão)
- 2 1/2 xícaras (chá) de leite

Modo de Fazer:
Junte todos os ingredientes, amasse bem e deixe descansar por 30 minutos.
Em seguida faça bolinhas que caibam na palma da mão, coloque-as em uma mesa polvilhada com farinha, abra-as com o rolo no formato de discos.
Em assadeira pré-aquecida no forno, coloque os discos para assar por cerca de 15 minutos.

Kleinur de Yule (biscoitos de raio de sol)

900 g de farinha de trigo;
240 g de açúcar branco;
60 g de margarina;
1 colher (chá) de essência de baunilha;
1/2 colher (chá) de soda (para alimentos);
5 colheres (chá) de fermento p/ bolos;
1/2 litro de leite;
1 ovo;
Bata a margarina e a farinha misturando aos outros ingredientes.
Faça um monte na massa, cave um buraco no meio e misture o leite de forma que a massa fique homogênea.
Misture bem até que fique uma massa lisa, sem caroços.
Deixe a massa descansar por duas horas e estique-a com o rolo de macarrão.
Corte em diamantes e faça um canal no meio dos biscoitos, bem de leve, só para decorar.
Se quiser pincelar com gema de ovo, só para dar um tom dourado, ficará bem bonito.
Unte a assadeira e leve ao forno até assar por completo.

Fatias Escocesas

Ingredientes:
- fatias de Pão
- azeite de oliva
- leite
- carne
- batatas
- cebolas
- temperos à gosto
Modo de Fazer:
Corte fatias de pão, forre uma assadeira untada com azeite de oliva e molhe as fatias com ½ copo de leite.
Cubra o pão com fatias finíssimas de carne temperada, batata e cebola.
Tempere com sal e cebola a gosto e leve ao forno por meia hora.

Bolo Tronco Licor de Yule

Ingredientes:
- 6 ovos
- ½ xícara de rum
- ½ xícara de whisky
- ½ xícara de licor de cacau ou creme irlandês
- 1 e ½ litro de leite
- 1 xícara de açúcar
Modo de fazer:
Bata as gemas com o açúcar e reserve.
Bata as claras em neve, adicione as gemas mexendo lentamente, adicione os outros ingredientes mexendo com cuidado.
Ao servir, salpique cada copo com nozes picadas.

Peru de Yule

Ingredientes:
- 1 peru (ou chester)
- champingons (cogumelos)
- sálvia
- cebola
- nozes picadas
- manjericão
- ovos cozidos
Modo de Fazer:
Se o peru ou chester não estiver temperado, temperar à gosto com seus temperos usuais e um pouco de vinho branco.
Para fazer o recheio, passe os cogumelos na manteiga e os tempere com sálvia.
Misture o resto dos ingredientes, bem misturados e recheie o peru ou chester.
Leve ao forno, até que fique dourado.
Eventualmente, banhe-o com manteiga.


Peru Vegetariano de Yule

Ingredientes:
- 3 xícaras de glúten moído
- 1 xícara de castanha-do-pará moída - alho
- cheiro verde
- louro moído
- 3 cebolas raladas
- 3 colheres (sopa) de óleo
- 3 ovos
- 1 xícara de chá de farinha de rosca - manteiga
- sal a gosto
Modo de Fazer:
Misturar tudo, reservando uma clara.
Dar a forma de peru, untar esse peru com clara, farinha de rosca e manteiga.
Assar 1 hora e meia coberto com papel alumínio e depois descoberto.
Decorar com ervilhas, azeitonas e farofa com uvas passas.

Troncos de Queijo

Ingredientes:
- 2 pacotes de 180g de cream cheese
- 1 pote de queijo defumado em pasta - 1 pote de 300g de cheddar crremoso
- ½ colher (chá) de cebola picada
- ½ colher (chá) de Molho Worcestershirre (Molho Inglês)
- ¼ de xícara de leite em pó
- ½ xícara de nozes pecã ou nozes bem ppicadas

Modo de Fazer:
Deixe os quatro queijos em temperatura ambiente por cerca de uma hora.
Ponha-os numa tigela com cebola e molho Worcestershire.
Misture com um garfo até ficar cremoso e bem misturado (normalmente usa-se as mãos). Adicione o leite em pó, um pouco por vez, até misturar por completo.
Cubra e resfrie até ficar firme - normalmente quatro horas.
Forme rolos de cerca de 5cm de espessura.
Passe esses rolos de queijo sobre as nozes moídas.
Embrulhe em papel manteiga e resfrie até ficar pronto para servir com bolachas.

Shortbread (Amanteigado) Escocês

Ingredientes:
- 1½ xícara de farinha peneirada
- 1½ xícara de açúcar peneirado
- 1 xícara de manteiga

Modo de Fazer:
Peneire a farinha e o açúcar numa tigela média; misture a manteiga até que a mistura fique quebradiça.
Trabalhe a massa formando uma bola com suas mãos e bata por cerca de dez minutos.
Forme um retângulo de 0,5 cm de espessura por 35 x 30 cm numa fôrma grande sem untar. Corte quadrados ou losangos de 5,5 cm com uma faca afiada.
Decore com confeitos coloridos se desejar.
Asse por 45 minutos ou até ficar firme e levemente dourado.
Corte novamente o shortbread nas marcas e separe cuidadosamente.
Manuseie com extremo cuidado! Remova da fôrma.
Guarde num pote hermético com folhas de papel-manteiga em camadas.
Se armazenado por algumas semanas, esse shortbread assume um delicioso e delicado sabor.

LOMBO DE PORCO COM FRUTOS SECOS (Receitas de Yule)

Ingredientes:
- 6 ameixas secas;
- 8 alperches secos;
- Vinho branco;
- 750 g de lombo de porco ;
- 50 gr. de bacon em fatias;
- 100 gr. de margarina ;
- 0,5 dl de água ;
- sal; pimenta ;cravinho.
Modo de Fazer:
Coloque numa tigelinha as ameixas e os alpenses.
Cubra com vinho branco e deixe ficar assim durante a noite.
Tome o lombo de porco num só bocado e dê-lhe um golpe a todo o comprimento de modo a obter uma bolsa.
Polvilhe o interior com pimenta e a ponta de uma faca de cravinho.
Revista a parte interior da carne com as fatias de bacon.
Escorra os frutos, enxugue-os com papel absorvente e reserve o vinho onde estiveram de molho. Parta os frutos em bocados.
Recheie com eles a carne e cosa a abertura.
Tempere a carne com um pouco de sal (atenção, o bacon já tem sal).
Aqueça bem a margarina e doure a carne em fogo forte de todos os lados.
Reduza o calor e deixe cozer emfogo moderado cerca de 1 hora e 30 minutos.
Misture os 0,5 dl de água com 0,5, dl do liquido de debulhar os frutos regue a carne com esta mistura, a pouco e pouco, durante a cozedura.

Bolo da Bruxa

Ingredientes:
- 1 xícara de mel
- 1 xícara de açúcar
- 1 xícara de manteiga
- 5 ovos
- 2 xícaras de farinha de trigo
- 3 colheres de sopa de yogurte
- casca de limão ralado
- 1 pitada de manjericão
- 1 colher de sobremesa de fermento
- 2 maçãs cortadas em rodelas no sentido horizontal com casca
Procedimento:
Bater bem os três primeiros ingredientes, acrescentar os ovos e continuar a bater.
Colocar a farinha e os outros ingredientes, menos as maçãs.
Untar uma forma com manteiga, polvilhar açúcar com canela, colocar as rodelas de maçãs e jogar a massa por cima.
Assar em forno já aquecido.
Este bolo é ideal para ser utilizado nos sabás, ou quando quiser promover um encontro entre bruxas.
ESSA É UMA RECEITA COM INGREDIENTES PRÓPRIOS PARA O YULE.


COGUMELOS COM HIBISCOS DAS BRUXAS
Poucas pessoas hoje em dia têm tempo de preparar esta antiga receita grega de acordo com a original mas, se você tiver tempo, enrole a mistura em folhas de massa folhada.
Ingredientes:
- 1,3kg de cogumelos frescos
- 1/2 xícara de cebolas picadas
- 1 barra de margarina
- margarina derretida para dourar
- 1/2 xícara de parmesão ralado
- pimenta e sal a gosto
- 3/4 de xícara de farelo de pão
- 450g de massa folhada ou rolos de massa pronta
- hibiscos o quanto baste.
Procedimento:
Limpe os cogumelos e pique-os bem fininhos.
Doure a cebola na margarina até que todo o líquido desapareça.
Coloque um punhado de hisbiscos despetalados.
Remova do fogo e acrescente o queijo, o sal, a pimenta e o farelo de pão.
Separe a massa pronta.
Forme círculos com a massa, de espessura bem fina.
Use cerca de uma colher de chá do recheio em cada círculo.
Dobre a massa formando um semicírculo e feche as bordas com um garfo.
Coloque em uma forma antiaderente. Espalhe a margarina derretida sobre as massas.
Asse no forno a 170ºC durante 15 a 20 minutos, ou até dourar.
Coloque os hibiscos em volta.
Sirva quente.
Se não utilizar massa folhada, abra cuidadosamente uma folha de massa por vez e recheie. Dobre em formato triangular.


LICOR de ROSAS

Ingredientes
1 l de aguardente
0,5 kg de açúcar branco
pétalas de 5 ou 6 rosas
1 pau de baunilha
Preparação
Põe-se num frasco um grande punhado de pétalas de rosas vermelhas ou cor-de-rosa, enche-se de aguardente e deixa-se ficar 2 ou 3 dias.
Depois passa-se por um passador de rede fina e deita-se a aguardente por cima.
Como o açúcar deve ficar bem derretido, se for necessário passa-se várias vezes pelo passador de rede.
Finalmente junta-se um pau de baunilha.


Leite quente com whisky

Ingredientes:
2 Xícaras (chá) de leite
3 Colheres (sopa) de whisky
2 Colheres (sopa) de mel

Preparação:
Coloque o leite numa panela e leve ao lume para ferver.
Fique atento para não deixar vir por fora.
Desligue o lume e junte o whisky e o mel e misture bem.
Coloque em xícaras ou canecas e sirva bem quente.

Vinho Quente

1 litro de Vinho Tinto de boa qualidade
Brandy
2 Laranjas
1 Limão
Paus de Canela
Cravinho da Índia
Gengibre
Açúcar
Aquecer o vinho juntando o sumo de 2 laranjas e 1 limão, açúcar e as especiarias a gosto.
Não deixar o vinho ferver, mantendo sempre o lume brando.
Se quiser dar um gosto mais forte pode também juntar as cascas das laranjas à mistura, enquanto aquece, mas não se esqueça de as retirar antes de servir.
As especiarias são bastantes fortes, por isso não exagere, mas se tiver dúvidas vá provando para se certificar que está a seu gosto.
Antes de acabar junte um cálice ou copo de Brandy.
Ao servir, use um coador para filtrar o vinho das sementes se optar servir individualmente em cada copo, mas se preferir pode usar uma taça de ponche onde cada pessoa se poderá servir.
Espalhe paus de canela pela mesa: podem servir para decorar os copos onde se serve o vinho quente intensificando assim o seu sabor e deixam a sala ainda mais perfumada.
Agora é só relaxar e deixar-se ir ao sabor do vinho exótico que lhe vai aquecer a alma e apurar os sentidos...

UM BRINDE A YULE!

Que as Bençãos da Deusa e do Deus estejam com cada um nesse Yule e durante toda a roda do Ano.

20 de junho - Calendário Mágico

Dia de Cerridween

Deusa da Lua Nova para os antigos celtas.
Cerridween é representada pelo caldeirão.
Hoje faça o arroz da felicidade em seu caldeirão, pedindo a deusa que lhe traga muito amor e paz.

Seu símbolo é uma porca branca.
É uma deusa de Gales.
Ela domina a morte, a fertilidade, a inspiração, a magia, a ciência, a regeneração, as ervas, a poesia e os encantamentos.
Existem outras denominações como Caridwen, Deusa da Lua, Grande mãe, Deusa dos Grãos, Deusa da Natureza.
Particularmente é a deidade que consideraria completa.
Até por anteceder o dia 21 de junho, onde acontece aqui no hemisfério sul, o sabbat de Yule (Solstício de Inverno); e ocorre o sabbat de Litha (solstício de verão) no hemisfério norte.
A deusa celta Cerridwen, era a detentora do caldeirão sagrado dos mistérios da vida, da morte e do renascimento.
Ela regia também a vegetação, o mundo subterrâneo e as dádivas da terra.
Seu consorte é o deus da vegetação Cernunnos.
Cerridwen era considerada a mãe de todos os bardos, que se autodenominavam Cerddorion ou filhos de Cerridwen.
Dizia-se que beber de seu caldeirão mágico conferia inspiração e talento para músicos e poetas. Desta forma também é chamada de Mãe dos grãos e da Inspiração

Ceridwen é um grande deusa da terra associada ao eterno ciclo de vida, morte e renascimento.
Está relacionada também com os seguintes animais: lontra, falcão ou galinha preta.
Ela foi mãe do grande bardo celtaTaliesin .
Sua ervas e poções dão início à transformação, assim como minúsculos grãos tornam-se enormes campos de trigo, que, depois, transformam-se no pão do sustento.

Hoje, faça um arroz especial em seu caldeirão, pedindo à deusa que lhe traga muito amor e paz.
Use arroz, leite, canela, cravo e açúcar.

Outra magia que pode fazer é para saber quanto tempo levará até realizar um desejo.
Coloque no caldeirão doze grãos de feijão branco e um preto.
De olhos fechados, pergunte quantas luas levarão até seu desejo ser realizado.
Quantos grãos brancos pegar antes do preto é o número de luas que terá que esperar.

RITUAL À CERIDWEN

Cerridwen está relacionada ao renascimento e a ligação com os outros mundos.
Seus rituais são realizados na Lua Minguante, que é seu símbolo.
Sua cor é o negro e por isso recebe o título de NIGREDO, Senhora da Noite.

Para realizar seu ritual e dar boas vindas à lua minguante você vai precisar de :

1 Vela Branca
1 Vela Vermelha
1 Vela Preta
O Caldeirão com Água
A Taça com Água
O Athame
Folhas de Louro ou Eucalipto

Disponha as 3 velas em forma de triângulo sobre o altar de forma que a preta fique a esquerda, a branca a direita e a vermelha no topo do triângulo.
Coloque o caldeirão no meio do triângulo formado pelas velas, coloque a taça abaixo do triângulo de velas então chame por Ceridwen :

Oh antiga Deusa que reside no Norte
Aquela que conhece o passado de todas as coisas,
Ouça o meu chamado e que minha invocação seja agradável aos seus olhos,
Oh Nigudo, senhora da sabedoria e compreensão.
Ceridwen Mãe Celeste,
 que a Lua Minguante seja bem vinda
e que seus poderes de exterminar com todas as coisas negativas
se espalhe sobre o mundo,
transmutando os Karmas,
solucionando os problemas,
curando as doenças,
afastando as intrigas, a inveja, os obstáculos e
problemas que nos impedem de chegar a plena felicidade.

Oh Deusa da Inspiração e Criação,
venha em nosso auxílio!

Espalhe as folhas de louro ou eucalipto sobre o altar coloque o athame em cima das mesmas dizendo:

Mãe do caldeirão sagrado  
que sua face minguante seja bem vinda a este mundo  
para que tenhamos paz, saúde e bons presságios.  
Que assim seja e que assim se faça para o bem de todos.

copiado do site: http://groups.msn.com/Osseteelementos/_whatsnew.msnw


"Eu lhe dou a vida, eu lhe dou a morte,
é tudo uma coisa só,

 você anda pelo caminho em espiral 
a caminho do eterno,que é a existencia 
sempre se transformando,sempre crescendo, sempre mudando.
Nada morre que não nasça outra vez,
nada existe sem ter morrido.
Quando vir até a mim eu lhe darei as boas-vindas,
então o acolherei no meu útero,
meu caldeirão de transformação,
aonde você será misturado e peineirado,
fundido e triturado,
reconstituído e depois reciclado.
Você sempre volta para mim,
você sempre vai embora renovado,
morte e renascimento não são nada mais
que pontos de transição ao longo do caminho eterno."

*fonte: O oráculo da deusa.

Cerridwen me inspira grande fascinação e acredito que dentro do panteão céltico esta seria a própria representação da sabedoria e ancestralidade.
Esta divindade tão fascinante era protetora do caldeirão da sabedoria e inspiração, muitos a denotam como uma deusa negra, porém acredito que como todas as divindades célticas Cerridwen possui tanto aspectos positivos como negativos, nos colocando de frente ao equilíbrio com o qual via este povo suas divindades.
Os celtas no meu ponto de vista viam suas divindades como as próprias manifestações da natureza sendo que nossa Mãe-terra pode tanto nos dar nossos grãos quanto nos amaldiçoar com a seca e a peste nas colheitas, assim eram vistas as divindades célticas e por este fator eles tinha tanto contato com a natureza e sua religião era totalmente ligada aos seus ciclos.
Mas voltando a Cerridwen, vamos agora viajar em sua lenda e ver o que ela nos ensina e presenteia.

Cerridwen era esposa de Tegid - assim como nos apresentam as tradições de Gales – um gigante de um olho só. Da união de Cerridwen e Tegid surgem duas crianças:
- Creirwy descrita como a bela mulher do mundo e adorada por todos pela sua beleza e fascínio e - Affagdhu possuidor de grande feiúra, tal assim que ninguém gostava de permanecer ao seu lado.
Temendo a tristeza e solidão de seu filho, Cerridwen decide fazer uma poção contendo toda a sabedoria do mundo e presentear seu filho com ela, assim ele poderia ser bem visto perante os outros e não mais seria isolado por sua feiúra – vemos aqui duas coisas interessantes: uma seria seus filhos sendo as duas representações dos pólos para o equilíbrio: um era feio e a outra era linda.
O segundo ponto é Cerridwen tentando reestabelecer o equilíbrio através da magia!
Assim Cerridwen parte em busca das ervas para sua poção deixando dois criados:
Morda (um cego) que cuidaria das chamas do caldeirão atentando para que as mesmas nunca se extinguissem e Gwion, um garoto, que deveria mexer a poção durante um ano e um dia evitando que ela fervesse.
Próximo do grande dia e enquanto Cerridwen se põe a colher as ervas, a poção ferve no caldeirão deixando respingar três gotas no dedo de Gwion que para conter a dor coloca o dedo na boca ingerindo assim toda a sabedoria do mundo.
No mesmo momento, graças a esses novos dons proféticos, Gwion tem a visão de Cerridwen, irada, tentando destruí-lo por vingança.
Assim Gwion foge temendo a ira de Cerridwen indo para sua terra natal.
Quando Cerridwen retorna com as ervas percebe o acontecido e parte ferozmente atrás de Gwion correndo velozmente, o mesmo prevendo sua aproximação logo se transforma em uma lebre fazendo uso de seus dons mágicos adquiridos pela poção.
Cerridwen então se transforma em um cão e corre atrás da lebre e quando está prestes a apanha-lá a lebre salta em um riacho e se transforma em um veloz peixe.
O cão por sua vez também salta nas águas transformando-se agora em uma lontra e sai em disparada atrás do peixe, que abandona as águas do rio se transformando em um pássaro.
Cerridwen faz o mesmo saltando do rio e se transformando em um falcão, que vai se aproximando rapidamente atrás de sua presa.
Gwion fica em desespero e mergulha em uma pilha de grãos se transformando em um deles e Cerridwen se transforma em uma galinha e ciscando os grãos encontra Gwion e o ingere.
Ao ingeri-lo Cerridwen volta a forma humana agora vingada por seu filho.
Nove meses depois Cerridwen dá a luz a um lindo garoto.
Ainda com o coração frio, sabendo que o garoto era Gwion, Cerridwen decide matar a criança.
Porém pela beleza irradiante do bebê, ela desiste, colocando a criança em um saco de couro e a jogando nas águas do mar.
O bebê logo chega a uma costa e é encontrado por um pescador que ao desenrolar o couro e contemplar o rosto da criança diz:
- Mas que rosto radiante tem esta criança!
O garoto sendo Gwion renascido e ainda detentor da sabedoria logo responde:
- Pois rosto radiante há de ser meu nome!
Ou seja Taliesin, em galês, .

No mito vemos por intermédio de Gwion que quem bebesse do liquido sagrado do caldeirão de Cerridwen seria capaz de conhecer o verdadeiro significado de todas as coisas.
Assim percebemos que para nossos ancestrais celtas os caldeirões tinham um significado especial, mesmo porque caldeirões fazem parte de muitas das lendas celtas entre elas as lendas de heróis como Cu Chulain e Arthur.
O próprio Dagda – Thuata de Dannann – das lendas Irlandesas possuía um caldeirão que fazia parte de um conjunto de objetos mágicos conhecidos como Tesouro dos Thuata de Dannann.
O caldeirão de Dagda era conhecido como o Inesgotável, provendo alimento eternamente aos seus seguidores.
Dessa maneira o caldeirão é a própria representação da transformação e ambundância da natureza.
Quando Cerridwen se frustra em dar toda a sabedoria a seu filho, extraímos desta parte da lenda algo muito importante:
 que não podemos controlar e ou desequilibrar nossa Mãe-Terra e seus ciclos!!
Depois de ser engolido por Cerridwen, Gwion entra em sua verdadeira transformação e passa pela regeneração dentro do útero de Cerridwen.
Ele renasce inspirado e com muitos talentos.
Vejo está parte da lenda nos mostrando que o espírito é imortal e que em todas as nossas encarnações adquirimos certos conhecimentos dos quais nunca são esquecidos e ficam  guardados em nosso inconciente, no profundo de nossas almas, essa a meu ver é a raiz da ancestralidade.
As metamorfoses de Gwion e Cerridwen na lenda nos colocam de frente com as fortes tradições Xamânicas contidas entre os celtas.
Além do que, se analizarmos a fundo estas transformações, podemos ver o teor iniciático da situação.
Cerridwen persegue Gwion na lenda por Terra, Céu e pelos Mares nos colocando de frente com os três principais reinos vistos pelos celtas como sagrados além do que a triplicidade é sempre encontrada em artefatos e símbolos célticos. Um destes é o próprio triskle.
A poção de Cerridwen deveria ser mexida durante um ano e um dia, interessante notar que este conceito de um ano e um dia corresponde ao ciclo completo das estações do ano e na verdade um ano e um dia implica em um conhecimento que transcede ao tempo linear, ou seja nossos ancestrais viam a vida como um eterno ciclo sem fim.
De primavera a primavera, e vivenciar um ano e um dia corresponde a conhecer os mecanismos que regem a sucessão de eventos da vida.
Lembrando que muitas tradições neo-pagãs também se atentam ao ciclo de um ano e um dia para suas iniciações.
Gwion se transforma em grão e Cerridwen o ingere e logo após nove meses recebe Gwion novamente.
Nada mais interessante do que notar aqui além da questão de morte e renascimento,
a grande roda e o grande ciclo, com Cerridwen sendo a grande iniciadora.
Gwion renasce sábio com toda a ancestralidade deixada pelo grande caldeirão de Cerridwen, agora sua mãe.
Na lenda vemos as 3 faces da Grande Deusa:
 torna-se Donzela quando é a caçadora perseguindo Gwion,
 transforma-se na Anciã quando devora Gwion, por fim, num ciclo de nove meses dá a luz a Gwion se tornando Mãe.
Realmente a meu ver Cerridwen pode ser vista como detentora das três faces da deusa.
Cerridwen era também associada a porca branca, símbolo de fertilidade e fartura, assim podemos também ver Cerridwen como a grande Deusa em todos os seus aspectos, ao mostrar-se capaz de destruir e dar a luz ela detem os poderes básicos da vida.
Assim finalizando sabendo que Cerridwen é a grande iniciadora, deusa da vida, da morte e renascimento, é nossa própria terra, vida e deusa da lua.
Seu caldeirão é símbolo da sabedoria e inspiração.
É a padroeira dos bardos e contadores de histórias.
Cerridwen nos ensina que a vida é feita de ciclos, ciclos estes que são a própria roda da vida, e que quando aprendermos a aceitá-los e vivenciá-los, estaremos ingerindo o conhecimento e inspiração contidos em nossa sagrada terra.

Postado por Brendan Owl
copiado do site: landheart.blogspot.com


19 de junho - Calendário Mágico

Dia de todas as Heras, celebrando a Deusa interior, representada pela Deusa Hera, a padroeira das mulheres.
Como toda mulher, Hera passava também pelos três estágios da vida. Como Donzela, era Hebe, Parthenia ou Antheia, a virgem que trazia o desabrochar e o florescimento.
Como mulher madura, era Teléia, a Mãe Terra e a fertilidade.
E como Théia, era a anciã que conhecia os segredos da vida e podia ensiná-los às mulheres mais jovens.

Hera

"Filha de Chronos e Rhéa, irmã e esposa de Zeus, Hera (Juno para os romanos) é a grande divindade feminina do céu, do qual Zeus é o grande deus masculino.
Seus atributos correspondem quase exatamente aos de Zeus, embora revestidos, por se tratar de uma deusa, de forma mais branda.
Os poetas representam-na dotada de uma beleza austera e grave, de grandes olhos calmos e modestos, e , principalmente, de braços brancos, roliços e formosos, que constituiam o seu principal atributo físico.
As núpcias de Zeus e Hera foram celebradas na ilha de Creta, próximo ao rio Thereno.
Para torná-las mais solenes, foram convidados todos os deuses e semi-deuses.
Atenderam todos ao convite, com a exceção da ninfa Cheloné, que chegou atrasada devido às sandálias lhe machucarem os pés.
Hera, indignada com este atraso e atribuindo-a a pouco caso com o casamento, transformou a ninfa em tartaruga.

Hera foi exemplarmente casta e fiel a seu esposo, sendo venerada como o símbolo da fidelidade conjugal.
Esta virtude se realça na lenda de Ixion, rei dos Lápitas, o qual, convidado a participar do banquete celeste, ousou cortejar a rainha dos deuses.
Ela, porém, advertiu seu marido e este, para provar a má fé do hóspede, forjou com uma nuvem uma figura idêntica à de Hera e surpreendeu Ixion enlaçando amorosamente a nuvem e dizendo palavras ternas.
Para castigar este gesto insensato, Zeus atirou Ixion aos infernos, onde ele foi amarrado por cordas feitas de serpentes a uma roda que gira incessantemente.
Este atributo moral tornou Hera a protetora das mulheres casadas, motivo pelo qual recebeu o nome de Hera Gamelios; e daí, por extensão, igualmente protetora dos partos e dos recém-nascidos.
Além disso, ela velava pelos deveres dos filhos para com os pais, principalmente para com a mãe.
Uma lenda, contada por Heródoto, nos mostra como ela sabia recompensar a piedade filial.
A sacerdotisa de um templo de Hera, na Argólida, tinha dois filhos, Cleobis e Bitão.
Devia ela, como exigia o ritual, se dirigir de carro para o altar, mas à hora da cerimônia os bois ainda não haviam voltado do pasto.
Vendo sua mãe aflita, Cleobis e Bitão se atrelaram ao carro e puxaram até o templo.
Orgulhosa do gesto de seus filhos, o qual provocara o aplauso geral de toda a população e a particular inveja das mulheres, pediu a sacerdotisa que Hera lhes concedesse como recompensa aquilo que os deuses podiam dar de melhor aos homens.
No dia seguinte Cleobis e Bitão morreram.
Esta lenda melancólica significa ser a vida uma provação e a morte um favor dos deuses.

Zeus e Hera não viviam, no entanto, em boa harmonia; são, ao contrário, célebres as querelas que frequentemente irrompiam entre eles.
Por mais de uma vez foi Juno espancada e maltratada por seu esposo, devido ao seu gênio obstinado e ao seu humor azedo.
Estas querelas são alegorias para representar as perturbações atmosféricas.
Assim, enquanto Zeus seria o ar puro e o firmamento sereno, Hera seria a atmosfera carregada, obscura e ameaçadora.
Eram estas rusgas as mais das vezes, provocadas pelas infidelidades de Zeus, que exercitavam o ciúme e o ódio de Hera.
De uma feita, enfurecida, jurou ela abandoná-lo e, deixando o Olimpo, retirou-se para a ilha de Eubéa.
Após uma longa espera, começou Zeus a sentir saudades dela, mas, não querendo abaixar-se a lhe implorar perdão, urdiu um estratagema para fazê-la voltar.
Assim, fez espalhar que ele iria desposar uma bela ninfa, com a qual ele iria percorrer de carro a ilha.
Preparou, então, um fantoche de madeira, cobriu-o de ricas roupagens e jóias e colocou-o na assento de um magnífico carro.
Hera, que ouvira falar do novo casamento de Zeus, vai, inflamada de indignação, ao encontro de sua rival e, avistando-a, sobre ela se atira, furiosa, lacerando-lhe as roupas.
Aparece então o lenho nú e, em meio a grandes risadas, celebraram os deuses a sua reconciliação.
Hera, que experimentava pelas mulheres inconscientes e culpadas uma profunda aversão, perseguiu ferozmente, não só as concubinas de Zeus, como também os filhos nascidos desses amores.
Se, posteriormente, foi Hera identificada com Zeus, como deusa do céu, primitivamente representava a Terra-Mãe.
Confirmam essa suposição a fato dela ser a deusa propícia aos nascimentos e, principalmente, o seu característico "casamento sagrado" com Zeus.
Hera inspirava uma veneração misturada de temor e seu culto era quase tão solene e difundido quanto o de Zeus, sendo principalmente adorada nas cidades de costumes austeros:
Argos, que parece ter sido o centro primitivo, Micenas, Esparta.
Inimiga dos costumes dissolutos da Ásia, protegeu constantemente os gregos durante a Guerra de Tróia.

No primeiro dia de cada mes, imolava-se uma porca; nunca se sacrificavam vacas, porque tinha sido sob a forma desse animal que ela se escondera no Egito, por temor do monstruoso Typhão.
O tipo de Hera foi fixado por uma admirável estátua de ouro e mármore, que, no templo de Argos, tinha sido esculpida por Policleto de Licyone, contemporâneo de Fídias; infelizmente, não se conhece essa estátua, senão por uma descrição deixada pelo autor grego Pausânias.
Seus traços são de uma mulher robusta, já completamente formada mas ainda jovem, sentada sobre um trono, segurando com uma das mãos uma semente de romã, símbolo da fecundidade, e com a outra o cetro encimado por um cuco, pássaro símbolo da vegetação primaveril."

Trecho extraído da obra de Mario Guedes Naylor, "Pequena Mythologia" F. Briguiet e cia. editores, Rio de Janeiro, 1933. copiado do site:http://www.lunaeamigos.com.br/mitologia/11_hera.htm.