Aprendi que existem diversos assuntos que me encantam... Pouco a pouco, vou deixando aqui as minhas "descobertas"... Espero sinceramente que acrescente algo de conteúdo na sua estrada. Muito obrigada por estar aqui, comigo, compartilhando esses momentos... Muita Luz e Paz no seu caminho, Mirhyam
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Conhecendo a Deusa da Magia
Desse início, surgiram
as duas grandes polaridades, que deram origem ao Universo e a todas as formas
de vida: A Deusa e o Deus.
Hoje abordaremos a
Deusa, tão amada pelos que seguem o
caminho mágico.
A Deusa é o Principio
feminino ou a Grande Mãe.
Representa a Energia
Universal Geradora, o Útero de Toda Criação.
A Deusa é a Mãe
universal.
É fonte da fertilidade,
dos cuidados amorosos e da infinita sabedoria.
Ela é ao mesmo tempo a
semente e a fruta colhida.
A juventude, a
maturidade e a velhice.
Como a vida é um
presente seu, ela a empresta com a promessa da morte.
A Morte (vista dessa
forma) passa a ser uma existência imaterial entre duas encarnações (um período
entre - vidas).
Uma vez que a Deusa é a Natureza,
ela é a tentadora donzela, assim como a anciã; o berço e o túmulo.
Apesar d’Ela possuir várias
naturezas, a magia a reverencia como a Doadora da fertilidade, do amor e da
abundância, apesar de que seu lado obscuro também é reconhecido.
Ela é onipresente,
imutável, eterna.
É difícil definir a
Deusa em algumas linhas, mas a mudança é uma de Suas características mais
interessantes.
A Deusa não é
necessariamente vista como um ser, mas uma força multifacetada de energia que
se expressa em uma variedade de formas e pode ter inúmeros nomes diferentes.
Ela já foi chamada de Ishtar,
Astarte, Inanna, Lilith, Ísis, Maat, Brigit, Cerridwen, Gaia, Deméter, Danu,
Arianhod, Ceridwen, Afrodite, Vênus, Ártemis, Athena, Kali, Lakshmi,
Kuan-Yin,
Pele e Maria, entre muitos outros nomes, dependendo das culturas estudadas.
A Ela foram atribuídos
muitos símbolos, como serpentes, pássaros, a Lua e a Terra.
A Deusa é a Criadora de
todas as coisas e, ao mesmo tempo, a Destruidora.
Tudo vem D'Ela e tudo
retornará a Ela.
A Deusa está contida em
tudo e vive na Terra, nos céus, no mar, em cada botão de flor, em cada gota
d’água e em cada grão de areia.
Ela não é um Ser
distante e intocável, mas sim uma Divindade que está aqui conosco, vive e se
manifesta em cada um de nós.
A Deusa é a Grande
Criadora e mantenedora da vida.
É através Dela que todas
as coisas provêm e a Ela tudo um dia retornará
Ela é você, Ela é eu,
Ela é tudo e todos.
A Deusa mostra os
mistérios mais profundos da energia feminina, o poder da concepção e da menstruação,
e é também a contraparte Feminina presente em todos os homens.
Está associada aos
mistérios da Lua, da Intuição, da Noite, da Escuridão e da Receptividade.
A Lua nos mostra sempre
uma face a cada sete dias, mas nunca morre, representando os mistérios da Vida
Eterna.
Na Magia, a Deusa se
mostra com três faces:
a Virgem (Donzela), a Mãe e a Anciã (Velha Sábia).
Esses três aspectos são simbolizados
pelas 3 faces da Lua:
A Virgem, ou Donzela,
representa os impulsos, o começo, e está relacionada à Lua Crescente.
A Mãe é a Doadora da
Vida, a Grande Nutridora, e está associada à Lua Cheia.
A Anciã é a detentora da
sabedoria, a Grande Conhecedora e Transformadora, e está associada à Lua
Minguante.
A Deusa é abrangente
porque pode ser tudo que você quiser que Ela seja.
A lei da Deusa é o Amor,
o Amor Incondicional.
Ela não impõe nada, a
não ser o Amor, em todas as suas manifestações e formas.
A conexão com a Deusa é
um processo vital na Magia.
Nas próximas semanas
estaremos falando mais profundamente de cada um desses 3 aspectos, para
podermos estar nos conectando com Ela e recebendo d’Ela todas as bênçãos!!
Texto publicado em 30-11-2009
5 DE DEZEMBRO - agenda mágica

Antiga celebração de Arinna, a deusa hitita da luz solar e da claridade. Ela era esposa do deus do tempo Im, a quem era superior, indicando a existência de uma religião matrifocal nesta cultura.
Arinna era assemelhada à deusa leonina Hepat, a guardiã da justiça, e a Wurusemu, a deusa do Sol e do dia da Anatólia.
Nas tradições bascas, reverenciava-se Lur ou Lurbira, a criadora da vida, o ser supremo que criou o Sol, a Lua e a Terra.
Primeira festa de Santa Lúcia, na Itália.
A segunda comemoração dessa Santa, modernização da antiga deusa da luz e do nascimento, Lucina, é dia treze.
Véspera de Sinterklaas, o dia de São Nicolau na Holanda, quando as crianças colocam seus sapatos ou botas de feltro nas janelas para receberem presentes do velho Sinter Klaas, transformado posteriormente em Santa Klaus; em troca, devem deixar cenouras e feno para seu cavalo.
As crianças levadas recebem um feixe de galhos de salgueiro, pedaços de carvão ou um diabinho vermelho, enquanto que as boas ganham doces e brinquedos.
Esses costumes e os contos a eles relacionados são reminiscências dos antigos rituais xamânicos.
copiado de Teia de Thea
Arinna
A deusa Arinna se tornou a padroeira suprema do império hitita, protegendo-o dos inimigos.
Na Turquia, Ela era adorada acima de todos os deuses.
Ela é descrita como a grande Deusa, uma divindade, quente, benevolente, que oferece sua proteção às pessoas contra desastres naturais, guerra ou doença.
Ela era a esposa do Deus do tempo e do céu.
retirado e traduzido do blog: reclaimingthedarkgoddess.blogspot.com
retirado e traduzido do blog: reclaimingthedarkgoddess.blogspot.com
Deusa Wurusemu - Arinna
Wurusemu, também conhecida como Arinna ou Arinnitti
Atributos: Julgamento justo, piedade, e Autoridade
Ela era a principal divindade do império hitita.
Ela era conhecida como uma deusa do sol, mas também como uma deusa da Terra.
Ela foi chamada Estan (mais tarde o nome de um deus), ou Wurusemu, (que é um nome não traduzido).
Ela é identificada em um texto como idêntica à deusa Hepat Hurrian.
Seu consorte foi o deus do tempo, Taru.
Ele foi o segundo em importância, indicando que ela provavelmente se originou em tempos matriarcais.
A deusa ancestral Arinnitti parece ter sido uma deusa-mãe de Anatólia, simbólizada pela terra e fertilidade.
Os atributos principais de Arinnitti foram: juízo, misericórdia e a autoridade real.
A poderosa rainha hitita Puduhepa Arinnitti adotou-A como sua protetora; no selo da rainha aparece a rainha nos braços da deusa.
Seus santuários foram esculpidos em afloramentos rochosos; as pedras verticais foram gravadas com sinais do Sol em sua honra.
No Yazililkaya, um santuário mostra um desfile de divindades lideradas por Wurusemu montada em uma leoa e coroada com raios solares. Após ela existem duas figuras menores femininas idênticas seguindo-a, talvez sua filha e neta. Estátuas de metal mostram a deusa em uma postura graciosa, um sol com asas como cocar.
Como uma deusa do destino, ela atribuí-o a cada pessoa conforme seu merecimento.
Os deuses receberam seu poder, em troca eles abriam e fechavam a porta do céu após sua passagem.
Seus servos foram adivinhos que previam a duração do reinado de um rei ou a vida dura de um trabalhador através de seus objetos: espelho mágico e fusos.
Seus rituais foram realizados por uma alta sacerdotisa, que também governava o país como rainha.
copiado e traduzido do goddessglobalgoddess.org
21 DE NOVEMBRO - Agenda Mágica

Uma das mais antigas e reverenciadas deusas celtas, Cailleach foi conhecida sob inúmeros nomes:
Cailleach Bheur ou Carlin, na Escócia;
Cally Berry ou Cailleach Beara, na Irlanda;
Cailleach my Groamch, na Ilha de Man;
Black Annis, na Bretanha, e
Digue, no País de Gales, todas equivalentes da deusa hindu Kali.
Cailleach regia o céu e a Terra, o Sol e a Lua, o tempo e as estações.
Ela criava as montanhas com as pedras que carregava em seu avental, mas também trazia aos homens as doenças, a velhice e a morte.
Seu nome não aparece nos relatos escritos, apenas nas antigas lendas e crenças ligadas aos lugares que levam seu nome.
Acredita-se, por isso, que ela era uma divindade pré-celta, trazida pelos povos colonizadores das Ilhas Britânicas, vinda do leste europeu, possivelmente da Índia.
Nas lendas medievais, ela é descrita como a Rainha Negra ou a Velha Bruxa, seu nome passando a ser sinônimo de mulher velha.
Cailleach é a guardiã do portal que leva à parte escura do ano, iniciada no Sabbat de Samhain e é invocada nos rituais de morte e transformação, com muita seriedade e profundo respeito.
Dia do deus maia Kukulcan, a Serpente Emplumada, o primitivo deus tolteca que foi, posteriormente, sobrepujado pelo deus Quetzalcoatl.
copiado de Teia de Thea
Abaixo texto de Mirella Faur copiado de DEUSA VIVA
Uma publicação do Círculo de Mulheres da Teia de Thea
Lua Cheia, Novembro de 2010, nº 133
Cailleac, a anciã celta, regente do inverno
“Cailleach é “Aquela com duas faces”, uma jovem, usando a cor do azul real, bonita e desejável, criando e nutrindo uma nação; a outra, de um negro profundo, enrugada e gasta por ser mais velha que o tempo, mas que protege e ensina seu povo.
Como Mãe Antiga e Anciã, Ela é a eterna e poderosa Cailleach, que está conosco desde o início e permanecerá até o fim, punindo as injustiças e as violências cometidas contra a Natureza com seu veloz poder, pois a destruição é necessária para renovar a vida”
Silver Wolfwinds

Evidências históricas e mitológicas revelam que na Europa antiga, no período neolítico, antes da difusão das culturas indoeuropeias, existia um culto continental de uma Deusa Mãe.
Da mesma forma na Irlanda, habitada por milhares de anos antes da chegada dos
celtas – os primeiros imigrantes indo-europeus - a cosmologia e a reverência
religiosa eram centradas na energia feminina , considerada origem do universo e de todas as formas de vida.
Com o passar do tempo, os valores indoeuropeus reorientaram os conceitos ideológicos e místicos do enfoque matrifocal nativo para uma estrutura patriarcal, divina e religiosa.
Na Irlanda a tradição de uma Deusa Mãe, cósmica e telúrica, foi bastante preservada e houve a continuidade da soberania feminina, reconhecida pelos seus atributos de
fertilidade e pela sua manifestação e presença na natureza.
Porém não existia um culto organizado de uma única Deusa Mãe, a sagrada presença feminina era um foco central na consciência humana e na cultura, manifestada tanto como uma extensão do amor filial pela mãe divina, quanto na identificação da terra com
o ventre (fonte de vida e nutrição) e do túmulo (local da morte e da dissolução), combinando assim ambos os aspectos de um mesmo arquétipo: criador e nutridor, transformador e renovador.
Enquanto em outras culturas os aspectos míticos e arquetípicos deram origem às diversas figuras da Grande Mãe (regentes da fertilidade, amor, criação, nutrição, sustentação) e da Ceifadora (padroeiras da privação, hostilidade, guerra, destruição, morte), os mitos originais celtas e irlandeses combinam em um mesmo personagem estes atributos contraditórios.Na cultura celta, apesar da presença de um extenso panteão masculino, a essência divina feminina – cósmica e telúrica - permeia o Todo com a sua energia e poder.
Na tradição irlandesa, o relacionamento dos heróis semidivinos (que representam nas
narrativas os aspectos míticos dos deuses celtas) com a Deusa, é um tema central e constante.
Há um contraste, no entanto, entre o assim chamado “tempo feminino”, cíclico, associado a ritmos cósmicos e biológicos e o “tempo masculino”, que progride em sucessão linear e histórica, descrevendo façanhas e conquistas dos heróis para burlar e escapar da morte.
Os mitos e as histórias masculinas são dominados pelos atos heróicos de seres divinos ou semidivinos, enquanto os mitos femininos estão repletos de referências geográficas de lugares e características naturais ligados à vida, morte e enterros de figuras femininas divinas ou semidivinas.
Os nomes dos arquétipos femininos permanecem na paisagem e nos lugares das assembleias sagradas, onde eram celebrados os ritos de passagem e os festivais agrícolas.
As deusas invocadas nestas datas personificavam as forças da natureza - tanto produtivas, quanto destrutivas - que deviam ser dominadas com violência pelos homenspara que servissem aos seus interesses, mas que depois eram reverenciadas para que fosse aplacada a sua vingança.
Assim, a figura da mulher é deixada fora do tempo, desprovida de passado ou futuro,
não sendo nem verdadeira, nem falsa, enterrada profundamente na terra, como arquétipo e importância (política, histórica e religiosa).
Desta forma, na tradição medieval irlandesa, a Deusa Mãe é reduzida a uma soberana ou rainha territorial, cuja autonomia e autoridade foram diminuídas e usadas pelas dinastias patriarcais, que competiam pela hegemonia política.
Porém, no nível esotérico e mítico, a Deusa Mãe mantém sua majestade e poder nas formas do relevo geográfico, nas histórias dos lugares e costumes e sobrevivendo nas memórias e na imaginação popular.
Levando em consideração esta premissa, entendemos porque em todo o mundo gaélico - de Irlanda a Gales e Escócia - são encontradas até hoje tradições e histórias da Cailleach, a Anciã Sobrenatural associada a montanhas, colinas, lagos, rios, grutas, pedras e câmaras subterrâneas, cujas formas e localizações tinha sido Ela mesma que modelou e fixou.
Sua lembrança também persiste nos encontros sobrenaturais dos humanos com seres e dimensões do “Outro Mundo”.
A mais proeminente destas figuras da Anciã ou da “velha velada” (significado do seu nome) é Cailleach Bheara, regente da grande península do sudoeste da Irlanda. Bheara é considerada o lugar legendário onde aportaram os Milesianos, que destronaram os seres
míticos Tuatha de Danann e os obrigaram a se ocultar nos reinos subterrâneos, onde continuam reinando sobre as forças da natureza.
Cailleach Bheara personifica a soberana territorial, cujo poder é tão vasto quanto indomável, mas ao mesmo tempo fertilizador e nutridor para a existência humana.
Suas representantes no mundo real são as parteiras, as mulheres sábias, as videntes e as carpideiras, que prestam até hoje serviços às comunidades.
Foram o poder e as ações de Cailleach Bheara que modelaram colinas, determinaram o curso dos rios e a forma dos lagos, a localização das ilhas e das grutas.
As tempestades, ventanias e marés revelam seu poder transmutador e as histórias antigas descrevem sua atuação divina e soberana na formação geotectônica da paisagem,
pois Cailleach carregava rochedos enormes no seu avental e os que caiam se transformavam em montanhas e colinas.
As características geográficas atuais e as lendas sobre sua formação lembram à humanidade a comunhão arcaica com o Outro Mundo, perpetuando a sua lembrança na
consciência do povo e na tradição cultural e mística.
Como deusa neolítica Cailleach era conhecida como “anciã azulada”, ”deusa ursa” ”deusa javali”, “a velha com cara de coruja”, tendo sido cultuada durante milênios pelos povos proto-celtas, que mesclaram e fundiram seus vários aspectos em imagens que evocavam tanto o amor, quanto o terror, pois Ela controlava as estações e o tempo, sendo regente da terra e do céu, da Lua e do Sol .
Supõe-se que sua ausência nos mitos da Irlanda e Escócia - sendo lembrada apenas pelos nomes de lugares e nas histórias - se deve à sua origem pré-celta, tendo sido trazida pelos emigrantes das longínquas regiões do centro e Norte da Europa.
Seus inúmeros nomes variavam entre Cally Berry e Caillighe na Irlanda do Norte, Caillech Bherri, “Anciã de Bheara” e Digne na Irlanda do Sul, Cailliach ny Gromach na Ilha de Man, Carline, Dirra, Scotia e Nicnevin na Escócia, Black Annis na Grã Bretanha.
Nas suas diversas apresentações Cailleach é a personificação da idade e da sabedoria, regente do inverno, que ela chamava pulando de uma colina para outra e sacudindo seu bastão mágico feito de um galho de bétula ou salgueiro.
Ela era a “Senhora das Colinas Sagradas” (Sidhe) e dos “Portais para o Mundo das Fadas” (Fey People), pois também regia sonhos e percepções sutis, sendo a Mãe Anciã das pedras e rochas, os ossos sacros e os registros das memórias da terra.
Ela também era guardiã de vários animais, as renas e os cervos sendo especialmente protegidos contra os caçadores, além dos javalis, ursos, lobos, raposas, gatos pretos e
peixes.
Na Escócia Cailleach era considerada filha de Grainne, o Sol de inverno, a ancestral dos clãs dos caledonianos, a “Giganta das geleiras” que protegia seu povo e o acalentava no interior das montanhas sagradas.
O reino de Cailleach começava no Samhain, o Sabbat que comemorava a morte da vegetação e o início do inverno, com a chegada do frio, da escuridão e das nevascas.
No Sabbat oposto na Roda do Ano – Beltane - ela escondia seu bastão de poder sob um
arbusto de azevinho e se metamorfoseava em uma rocha cinzenta, anunciando assim o término do inverno.
Em outros mitos ela se transformava em uma jovem mulher na véspera de Imbolc, sendo
portanto a figura complementar e oposta de Brigid (ou aspectos de uma mesma deusa) e recebia de volta o bastão branco guardado por Brigid durante a primavera e o verão e que no Samhain, pelo seu toque, voltava a ser escuro e coberto de gelo.
Em um mito da Escócia relata-se que, durante os meses de inverno, ela mantinha cativa a deusa Brigid no topo da montanha Ben Nevis.
Cailleach era portanto a guardiã do portal para a escuridão e a imobilização da metade
escura do ano, quando toda a vida diminuía seu ritmo, a seiva descendo para as raízes, os animais entrando em hibernação e os seres humanos silenciando e mergulhando no seu interior.
Assim como a crisálida que permanece imóvel durante o inverno até a chegada da primavera, toda a vida ficava suspensa pelo toque do negro e gelado bastão de Cailleach.
Na Irlanda Cailleach faz parte de uma tríade de deusas juntamente com suas irmãs - Cailleach Bolus e Cailleach Corca -, seu lugar sagrado sendo na peninsula de Bheara, na fronteira entre Cork e Kerry; sua essência é contida em uma formação rochosa, cuja
estrutura geológica é única na região e que reproduz o perfil de uma mulher idosa.
Lá, na parte noroeste da ilha, na beira-mar, Ela é reverenciada até hoje com oferendas de pequenos objetos, cristais, pedras e moedas.
No Oeste da Irlanda os penhascos ingremes dos Cliffs of Moher pertenciam a Cai l leach, reverenciada no Samhain como a Velha Bronach, regente das Banshee (ancestrais),
cujo choro era ouvido no sibilar do vento que assola permanentemente a região.
Os túmulos megalíticos de Loughcrew situados no topo de Slieve na Calliag (“a montanha da anciã”) são famosos pela rocha que reproduz uma cadeira, honrada como o seu trono.
Cailleach era descrita às vezes como uma giganta com um só olho, brilhando no meio de um rosto azulado ou uma velha com dentes vermelhos, cabelos brancos desgrenhados, cobertos com um lenço, usando roupas cinzentas e um avental enfeitado com cristais de
gelo.
Cailleach podia renovar permanentemente a sua juventude e os inúmeros homens que ela amou morriam de velhice, enquanto ela rejuvenescia ao mergulhar nas águas azuladas do lago Loch Ba, buscando depois outro jovem para se nutrir com o seu amor.
Na sua fazenda ela contratava trabalhadores que, somente iriam ser pagos, se a ultrapassassem no rendimento do trabalho.
Iludidos pela sua aparência de mulher idosa, frágil e corcunda, os homens concordavam, mas morriam de estafa ao tentar manter o mesmo ritmo, pois a sua força era sobrenatural.
Na Escócia costumava–se até recentemente transformar as últimas espigas de milho na figura de uma mulher coberta com um simulacro de roupas e fitas coloridas, denominada Cailleach ou “Fome”; o homem que tinha cortado as espigas era chamado “inverno”, coberto com panos, sua face escurecida e molhado com água gelada.
Como aquele que guardasse e zelasse pela representação de Cailleach era predestinado a morrer ou perder seus animais, ninguém queria ser o seu detentor, por isso se apressava enviar a figura para um vizinho que ainda não tivesse acabado sua colheita.
Este gesto era visto como um desafio ou insulto, muitas vezes resultando em derramamento de sangue.
Para passar a Cailleach à outra fazenda, era escolhido um jovem saudável, instruído para galopar ao anoitecer ao redor do campo que ainda não tinha sido colhido, jogando a figura da Anciã no meio das espigas e continuando seu galope para não ser descoberto e preso,
sendo submetido a punições e humilhações.
Algumas montanhas da Escócia guardam o nome da Cailleach no seu aspecto de
“Senhora das M o n t a n h a s ” (Cai l l each na Mointeach), como nas duas colinas
semelhantes aos seios de uma mulher da ilha de Skye (Beinn na Cailleach) e nas montanhas Pairc d a i l h a d e Callanish, que imitam o perfil de uma mulher deitada chamada Sleeping Lady.
No centro deste lugar sagrado, a cada 18 anos a Lua “dança” no horizonte ao atingir o
ponto extremo do seu deslocamento para Sul, unindo assim a jovem Brigid e a velha Cailleach.
A memória dos tempos antigos permanece oculta em muitas lendas e histórias folclóricas, lembrando as épocas quando a Anciã era honrada e reverenciada como a condutora dos heróis para a morte – quando eles se perdiam numa floresta escura - ou das heroínas para o sono transformador, ao serem aprisionadas atrás das muralhas de um castelo à espera do seu despertar.
Estas histórias simbolizam antigos ritos de passagem, em que os desafios e os testes eram os sinais que pontuavam o rumo para a transformação e evolução da alma.
A escuridão era associada com os novos começos, com o potencial da semente oculta no solo e a sabedoria expressa nas figuras de poderosas deusas anciãs, cuja tarefa era catalisar as mudanças no contexto natural, cultural ou individual através do poder transformador da escuridão, na transição da morte para uma nova vida.
Com o passar do tempo a Anciã foi rebaixada para a figura da Madrasta vingativa, da Bruxa malvada e da Velha punidora e o respeito e reverência perante a Mãe Negra e Anciã distorcidos no pavor da velhice, da escuridão e da morte.
As anciãs não mais são honradas pela sua sabedoria, mas denegridas pelo espectro temido do envelhecimento e da decrepitude, a morte temida, ocultada e negada e a escuridão vista como sinônimo de perigo e mal.
Porém, ao resgatar os antigos conceitos matrifocais, as mulheres contemporâneas reencontram a reverência e o respeito perante as Anciãs, Senhoras do Tempo, da Escuridão e da Sabedoria, tornando-se Suas mensageiras no processo de transmutação e
renovação de valores e comportamentos, partilhando com os demais a visão da Natureza como Nossa eterna e amada Mãe.
Lei do 3
"E que assim, tudo que desejares, volte em triplo a você,
se queres o bem, o bem terás,
se queres o mal, terás também,
que tudo que você lance aos outros te volte em forma de três,
faças o que quiseres sem machucar ninguém.
Que a Deusa esteja em sua vida,
que as estações te ensine o poder da observação,
que Deus esteja presente no seu dia a dia, e
que o crescimento, a maturidade e a morte te ensine
o poder do renascimento que pulsa em todos nós,
filhos da Grande Deusa"
copiado de Rafaela Vieira
23 de Setembro

Reverenciam-se os ancestrais com libações de vinho e oferendas.
Os sacerdotes levavam as oferendas para as frestas da terra e despejavam o conteúdo misterioso de dois vasos sagrados, um para o leste, outro para o oeste.
As pessoas gritavam "hye,kye" (flua e conceba) e os sacerdotes invocavam o espírito paternal (para fluir) e a origem maternal (para conceber).
As pessoas comiam, depois, de forma ritualística, romãs e maçãs, consideradas as frutas do renascimento, comemorando a continuidade da vida e encarando a morte como uma simples pausa entre as vidas.
Celebração das deusas gregas do outono, Carpo e Carman, associadas às Horas, as deusas das estações.
12 DE AGOSTO - dia de Lychnapsia, o festival egípcio das luzes
Lychnapsia, o festival egípcio das luzes com a cerimônia de benção dos barcos realizada pelos sacerdotes e sacerdotisas de Ísis, vestidos com túnicas brancas e com os seios nus adornados de jóias.Aqueles que pediam orientação à deusa eram conduzidos a uma câmara secreta nos templos e esperavam a cura durante o sono ou sonhos premonitórios.
Ísis foi reverenciada por três milênios como Mãe nutridora, protetora e curadora de seu povo.
Em homenagem à Ísis, queime pétalas de rosa ou flores de verbena e acenda uma vela azul.
Visualize sua imagem luminosa clareando seu caminho e ajudando-a a encontrar seu verdadeiro rumo e objetivo na vida, seja ele material, emocional, mental ou espiritual. Permaneça de olhos fechados, aspirando a fumaça aromática, enquanto toca um sistro ou sino.
Quando sentir a presença da Deusa, saúde-a como a Grande Mãe, a Deusa dos Mil Nomes, a Senhora da Lua, da iniciação, da cura, da magia, do sucesso, da purificação e do renascimento.
Converse com ela e abra sua percepção sutil para ver, ouvir ou intuir as orientações ou mensagens que a Deusa está lhe transmitindo.
texto copiado de http://www.teiadethea.org/?q=node/96
09 DE AGOSTO

Nesta noite, a deusa do amor e da beleza era reverenciada com cantos, danças, louvações e rituais.
O culto a Vênus é bem mais antigo que as celebrações romanas.
O culto a Vênus é bem mais antigo que as celebrações romanas.
Conhecida na Grécia como Afrodite ou “A que nasceu da espuma do mar”, ela era uma antiga Deusa Mãe da Ásia, juntamente com Inanna e Ishtar, detentora de todas as manifestações de poder absoluto do amor.
Após sucessivas adaptações, sua manifestação ficou restrita aos atributos da beleza, prazer e sensualidade.
Nos países celtas e nórdicos, as equivalentes de Afrodite eram Ailinn, Aine, Blodewedd, Branwen, Deirdre, Emer, Epona, Fand, Freyja, Frigga, Hnossa, Ingeborg, Lofu, Lofua, Minne, Sjofn e Ygerna.
É um dia propício para realizar encantamentos de amor ou para festejar, juntamente com seu amado, as dádivas da Deusa.
Nos países celtas e nórdicos, as equivalentes de Afrodite eram Ailinn, Aine, Blodewedd, Branwen, Deirdre, Emer, Epona, Fand, Freyja, Frigga, Hnossa, Ingeborg, Lofu, Lofua, Minne, Sjofn e Ygerna.
É um dia propício para realizar encantamentos de amor ou para festejar, juntamente com seu amado, as dádivas da Deusa.
Ouça seu coração e deixe seu instinto guiá-la na escolha de um ritual ou celebração.
copiado de http://www.teiadethea.org/?q=node/96
Yule - Receba o solstício de inverno
No passado, quando as pessoas viviam em sintonia com a natureza, o passar das estações e os ciclos lunares tinham um profundo impacto em suas vidas e eram celebrados como forma de conexão com a divindade.
Por ser a Lua vista como um símbolo da Deusa, as cerimônias de adoração e magia aconteciam sob sua luz. Dessa forma todos os meses aconteciam uma celebração à Lua Cheia (esbath), assim também a chegada do Inverno, as primeiras atividades da Primavera, o início do Verão e a entrada do Outono eram marcadas por rituais.
Os magos naturais, herdeiros das religiões pré-cristãs da Europa, celebram a Lua cheia e observam as mudanças das estações.
O calendário religioso do mago natural possui treze celebrações de Lua Cheia e oito Sabbats, ou dias de poder.
Quatro desses dias (ou melhor, noites) são determinados pelos solstícios e equinócios, o início astronômico das estações.
Os outros quatro rituais baseiam-se em antigos festivais folclóricos. Os rituais estruturam e ordenam o ano mágico, além de lembrar do infinito ciclo que perdurará muito depois de partirmos.
No próximo dia 21 de junho comemoramos Yule, o Solstício de Inverno.
Neste dia o Sol encontra-se em Nadir, por isso é a noite mais longa do ano sendo uma época de grande escuridão.
Os povos antigos notavam esses fenômenos e suplicavam às forças da natureza que aumentassem os dias e diminuíssem as noites. Uma vez que o Deus é também o Sol, este Sabbat representa o retorno da Luz, porque assinala o dia no qual a força do Sol também renasce. Pela representação do Nascimento do Deus (o Deus Sol, a criança de Luz, a promessa da vida). A Deusa está feliz, pois a vida se manifestará a cada dia com mais força através da Luz de seu filho, a partir de agora, os dias ficarão consecutivamente mais longos, ao passo que o Deus Sol vai crescendo.
É tempo de vivenciar a renovação, a Sabedoria. Nesse período parece que as coisas ficam adormecidas, contudo as renovações estão acontecendo. No recolhimento da escuridão da alma, ou seja, o hibernar para renovar-se.
É um tempo de quietude e sonhos, época ideal, para despertarmos nossa criança interior, renovando nossas esperanças e iniciando novos caminhos.
Tempo de avaliar o propósito na vida e de se preparar para o renascimento (na Primavera).
É a época em que poderá atingir uma compreensão de sua própria vida, de avaliar o que foi alcançado ou não e o que poderá fazer na primavera para alcançar (voltar a semear).
Onde têm a oportunidade de se libertar de velhos padrões de comportamento e se iniciar pequenas mudanças...
O Inverno descansa, renova e purifica a terra.
Da mesma forma, aquiete-se, limpe traços negativos, renove seus pensamentos, e se purifique para receber inspirações sobre o seu futuro, se preparando para um novo renascer de um novo ciclo.
E tempo também de abrir o coração para deixar que a Luz entre a cada dia.
Assim como as esperanças, pois ele (o Sol) traz calor e fertilidade à Terra.
Esse período que se inicia ensina que a escuridão sempre chega ao fim, e sempre há lugar para o novo sonho, uma nova Luz, uma nova vida.
Celebrar o Solstício de Inverno é reafirmar a continuação dos ciclos da vida, pois Yule é o tempo de celebrar o espírito da Terra, pedindo coragem para enfrentar os obstáculos e dificuldades que atravessamos até a chegada da Primavera.
É momento de contar histórias, cantar e dançar com a família, celebrando a vida e a união.
E de se acender fogo - fogueira, lareira, velas - como elemento mágico capaz de saudar e ajudar o Sol a retornar para a nossa vida, corações e mentes.
Nesta noite, homenageie o Deus e a Deusa, acendendo velas (prateada para a Deusa e Dourada para o Deus), agradecendo a dádiva do eterno renovar da vida...
Para quem está em sintonia com a natureza e as forças divinas que existem dentro de nós, que esta seja uma linda noite de Yule e que o retorno da Luz ilumine nossos corações e as nossas vidas!
Por ser a Lua vista como um símbolo da Deusa, as cerimônias de adoração e magia aconteciam sob sua luz. Dessa forma todos os meses aconteciam uma celebração à Lua Cheia (esbath), assim também a chegada do Inverno, as primeiras atividades da Primavera, o início do Verão e a entrada do Outono eram marcadas por rituais.
Os magos naturais, herdeiros das religiões pré-cristãs da Europa, celebram a Lua cheia e observam as mudanças das estações.
O calendário religioso do mago natural possui treze celebrações de Lua Cheia e oito Sabbats, ou dias de poder.
Quatro desses dias (ou melhor, noites) são determinados pelos solstícios e equinócios, o início astronômico das estações.
Os outros quatro rituais baseiam-se em antigos festivais folclóricos. Os rituais estruturam e ordenam o ano mágico, além de lembrar do infinito ciclo que perdurará muito depois de partirmos.
No próximo dia 21 de junho comemoramos Yule, o Solstício de Inverno.
Neste dia o Sol encontra-se em Nadir, por isso é a noite mais longa do ano sendo uma época de grande escuridão.
Os povos antigos notavam esses fenômenos e suplicavam às forças da natureza que aumentassem os dias e diminuíssem as noites. Uma vez que o Deus é também o Sol, este Sabbat representa o retorno da Luz, porque assinala o dia no qual a força do Sol também renasce. Pela representação do Nascimento do Deus (o Deus Sol, a criança de Luz, a promessa da vida). A Deusa está feliz, pois a vida se manifestará a cada dia com mais força através da Luz de seu filho, a partir de agora, os dias ficarão consecutivamente mais longos, ao passo que o Deus Sol vai crescendo.
É tempo de vivenciar a renovação, a Sabedoria. Nesse período parece que as coisas ficam adormecidas, contudo as renovações estão acontecendo. No recolhimento da escuridão da alma, ou seja, o hibernar para renovar-se.
É um tempo de quietude e sonhos, época ideal, para despertarmos nossa criança interior, renovando nossas esperanças e iniciando novos caminhos.
Tempo de avaliar o propósito na vida e de se preparar para o renascimento (na Primavera).
É a época em que poderá atingir uma compreensão de sua própria vida, de avaliar o que foi alcançado ou não e o que poderá fazer na primavera para alcançar (voltar a semear).
Onde têm a oportunidade de se libertar de velhos padrões de comportamento e se iniciar pequenas mudanças...
O Inverno descansa, renova e purifica a terra.
Da mesma forma, aquiete-se, limpe traços negativos, renove seus pensamentos, e se purifique para receber inspirações sobre o seu futuro, se preparando para um novo renascer de um novo ciclo.
E tempo também de abrir o coração para deixar que a Luz entre a cada dia.
Assim como as esperanças, pois ele (o Sol) traz calor e fertilidade à Terra.
Esse período que se inicia ensina que a escuridão sempre chega ao fim, e sempre há lugar para o novo sonho, uma nova Luz, uma nova vida.
Celebrar o Solstício de Inverno é reafirmar a continuação dos ciclos da vida, pois Yule é o tempo de celebrar o espírito da Terra, pedindo coragem para enfrentar os obstáculos e dificuldades que atravessamos até a chegada da Primavera.
É momento de contar histórias, cantar e dançar com a família, celebrando a vida e a união.
E de se acender fogo - fogueira, lareira, velas - como elemento mágico capaz de saudar e ajudar o Sol a retornar para a nossa vida, corações e mentes.
Nesta noite, homenageie o Deus e a Deusa, acendendo velas (prateada para a Deusa e Dourada para o Deus), agradecendo a dádiva do eterno renovar da vida...
Para quem está em sintonia com a natureza e as forças divinas que existem dentro de nós, que esta seja uma linda noite de Yule e que o retorno da Luz ilumine nossos corações e as nossas vidas!
dia 10 de Junho - Deusa Anahita
Ritual da Deusa Anahita
A Deusa Persa Anahita personifica o poder fertilizador da Lua, da água e da chuva - a água que vem das estrelas - e é regente do planeta Vênus.
Por isso, é considerada a padroeira da reprodução, aquela que purifica o sêmen do homem e abençoa o ventre e os seios da mulher.
Ela aparece ora como mãe (nutridora), ora como guerreira (defensora) de seu povo.
Suas estátuas representam-na como uma linda mulher, vestida com um manto dourado e enfeitada com diademas e colares de ouro.
Sua carruagem dourada é puxada por quatro cavalos brancos, que representam o vento, as nuvens, a chuva e o granizo.
As oferendas a Deusa Anahita incluem galhos verdes, leite e rituais sexuais sagrados.
Aproveite esta data e mentalize o cálice sagrado dessa Deusa derramando sobre você uma chuva luminosa, nas cores do arco-íris.
Abra seus canais sutis e atraia aquela cor que lhe é mais necessária neste momento de sua vida.
Recolha a água da chuva e use-a para limpar os objetos de seu altar e seus cristais ou para purificar seus centros energéticos (chacras).
Conecte-se às qualidades de Anahita relacionadas a seu momento atual.
Cuide-se, lute por seus objetivos ou, simplesmente, abra-se para o amor entrar em sua vida.
(Autora: Mirella Faur/Adaptações: Mônica - Sacerdotisa da Deusa
Texto copiado do blog: Deusas e Fadas
Flores e Luz.
Postado por Mônica - Sacerdotisa da Deusa
A Deusa Persa Anahita personifica o poder fertilizador da Lua, da água e da chuva - a água que vem das estrelas - e é regente do planeta Vênus.
Por isso, é considerada a padroeira da reprodução, aquela que purifica o sêmen do homem e abençoa o ventre e os seios da mulher.
Ela aparece ora como mãe (nutridora), ora como guerreira (defensora) de seu povo.
Suas estátuas representam-na como uma linda mulher, vestida com um manto dourado e enfeitada com diademas e colares de ouro.
Sua carruagem dourada é puxada por quatro cavalos brancos, que representam o vento, as nuvens, a chuva e o granizo.
As oferendas a Deusa Anahita incluem galhos verdes, leite e rituais sexuais sagrados.
Aproveite esta data e mentalize o cálice sagrado dessa Deusa derramando sobre você uma chuva luminosa, nas cores do arco-íris.
Abra seus canais sutis e atraia aquela cor que lhe é mais necessária neste momento de sua vida.
Recolha a água da chuva e use-a para limpar os objetos de seu altar e seus cristais ou para purificar seus centros energéticos (chacras).
Conecte-se às qualidades de Anahita relacionadas a seu momento atual.
Cuide-se, lute por seus objetivos ou, simplesmente, abra-se para o amor entrar em sua vida.
(Autora: Mirella Faur/Adaptações: Mônica - Sacerdotisa da Deusa
Texto copiado do blog: Deusas e Fadas
Flores e Luz.
Postado por Mônica - Sacerdotisa da Deusa
Dia 7 de maio - Agenda Mágica
Celebração egípcia de Anuket, antiga deusa das águas e da fertilidade da Terra.
Seu emblema era o búzio, sendo representada com quatro braços.
Como símbolo da união da polaridade masculina e feminina, seu nome era "A Una".
Criada por si mesma, Anuket era virgem; no entanto, gerou o deus solar Ra.
Ela era invocada durante inundações do Nilo, nos templos de Aswan e da ilha de Seheil.
copiado de Teia de Thea
Ela é filha de Satis, a Deusa das inundações do Nilo, e Khnum, deus da nascente do Nilo. Anuket também foi associada com coisas que se moviam rapidamente, como flechas e gazelas, e foi por vezes retratada como uma gazela ou com a cabeça de uma gazela. Outras representações mostram-na como uma mulher usando uma coroa coberta com penas de avestruz.
O nome Anuket significa "abraçar", também é visto como ANKET, ANQET e ANUKIS, e seus títulos são: Doadora da Vida, Senhora da Vida, Provedora dos Campos, mãe do Rei.
Anuket antiga deusa egípcia (também conhecida como Anket, Anqet, Anjet ou Anukis) era a personificação do rio Nilo como "Provedor dos Campos".
Ela também era uma deusa da caça e era adorada como uma divindade protetora da parturiente.
Seu nome significa "abraço" e pode ter originalmente se referido ao "abraço das águas da inundação".
Ela também foi retratada amamentando o faraó durante o Novo Reino, e se tornou a deusa da luxúria durante os períodos posteriores.
Nesta forma, ela ganhou associação com búzios, que se assemelham a vagina.
O Festival de Anuket era realizado quando a inundação começava.
As pessoas jogavam moedas, jóias, ouro e presentes preciosos no rio Nilo para agradar a deusa.
uma mulher usando uma coroa de juncos e penas de avestruz, muitas vezes acompanhada de uma gazela.
Descrição: Anuket era mais provável uma deusa importada da Núbia, e era adorado como o "alimentadora dos campos", referindo-se à inundação anual do Nilo, que depositava uma camada de lodo rico em áreas agrícolas.
Ela formou uma tríade com Khenmu e Satis , e em tempos depois foi identificada com Neftis .
Seu nome significa "abraçar" e pode referir-se às margens do Nilo, que anualmente inundam os campos para trazer fertilidade à terra.
Adoração: adorada em toda Núbia, seu centro de culto egípcio estava em Elefantina.
textos retirados dos sites:copiado de Teia de Thea
Ela é filha de Satis, a Deusa das inundações do Nilo, e Khnum, deus da nascente do Nilo. Anuket também foi associada com coisas que se moviam rapidamente, como flechas e gazelas, e foi por vezes retratada como uma gazela ou com a cabeça de uma gazela. Outras representações mostram-na como uma mulher usando uma coroa coberta com penas de avestruz.
O nome Anuket significa "abraçar", também é visto como ANKET, ANQET e ANUKIS, e seus títulos são: Doadora da Vida, Senhora da Vida, Provedora dos Campos, mãe do Rei.
Anuket antiga deusa egípcia (também conhecida como Anket, Anqet, Anjet ou Anukis) era a personificação do rio Nilo como "Provedor dos Campos".
Ela também era uma deusa da caça e era adorada como uma divindade protetora da parturiente.
![]() | Ela foi amplamente cultuada na Núbia, e lhe foi dado o título de "Senhora da Núbia". |
| Anuket e Satet estavam ligadas às uréias (a cobra real da coroa do deus Rá). Durante o Reino Novo , ela foi colocada na tríade Abu com Khnum e Satet. Estas três divindades da água protetoras das cataratas do Nilo e da área onde os egípcios acreditavam ser a fonte do Nilo. Em tempos posteriores, ela foi identificada com Neftis no templo "Per-Mer", devido às ligações Satet com a deusa Isis e a ligação de Khnum com Osíris . No entanto, tanto Satet e Anuket estão intimamente ligados à Isis, que assumiu os atributos das águas férteis do Nilo, bem como sendo uma forma da estrela Sirius. Anuket era geralmente descrita como uma mulher vestindo um cocar feito tanto de juncos ou de penas de avestruz, muitas vezes segurando um cetro e com o simbolo Ankh , e ocasionalmente mostrada acompanhada de uma gazela. | ![]() |
Ela também foi retratada amamentando o faraó durante o Novo Reino, e se tornou a deusa da luxúria durante os períodos posteriores.
Nesta forma, ela ganhou associação com búzios, que se assemelham a vagina.
O Festival de Anuket era realizado quando a inundação começava.
As pessoas jogavam moedas, jóias, ouro e presentes preciosos no rio Nilo para agradar a deusa.
uma mulher usando uma coroa de juncos e penas de avestruz, muitas vezes acompanhada de uma gazela.
Descrição: Anuket era mais provável uma deusa importada da Núbia, e era adorado como o "alimentadora dos campos", referindo-se à inundação anual do Nilo, que depositava uma camada de lodo rico em áreas agrícolas.
Ela formou uma tríade com Khenmu e Satis , e em tempos depois foi identificada com Neftis .
Seu nome significa "abraçar" e pode referir-se às margens do Nilo, que anualmente inundam os campos para trazer fertilidade à terra.
Adoração: adorada em toda Núbia, seu centro de culto egípcio estava em Elefantina.
http://www.teiadethea.org/?q=node/96
http://www.ancientegyptonline.co.uk
http://www.touregypt.net
http://www.goddesses-and-gods.blogspot.com
Dia 06 de Maio - Agenda Mágica
Esta deusa tinha duas irmãs: Lasair, que regia a primavera e Latiaran, que anunciava a chegada do outono.
Seu culto sobreviveu à era cristã disfarçado no de outras santas, honrando Inghean com rituais e oferendas nas fontes sagradas.
Celebração grega das Horas, as deusas menores da natureza:
Thallo, da primavera; Carpo, do outono; Eunomia, da ordem; Diceia, da justiça e Eirene, da paz.
Estas deusas regiam a ordem natural dos ciclos anuais, das estações e do crescimento das plantas.
Depois, tornaram-se também as deusas da natureza humana e regentes da ordem social.
Celebração dos deuses Fauna e Faunus, aspectos da deusa Diana, senhora dos animais. Regentes da fertilidade da Terra e dos animais, Fauna e Faunus eram os protetores das florestas e dos animais selvagens.
Dia também consagrado à deusa eslava Vila ou Samovila, representando a força da natureza.
Como protetora das florestas, dos animais e reguladora das chuvas, Vila aparecia para os caçadores como uma mulher bonita, com longos cabelos louros, asas coloridas e trajes brilhantes.
Feroz protetora dos animais e de seus filhotes, ela não hesitava em matar aqueles que caçavam ou maltratavam os animais em seu habitat.
Vila podia metamorfosear-se em serpente, cisne, falcão, cavalo ou redemoinho, iludindo e desviando os caçadores.
Ela também era detentora dos segredos da cura com plantas e ervas.
Se alguém queria ser por ela guiada, deveria ir bem cedo a uma floresta, fazer um círculo com galhos de bétula, oferecer-lhe uma ferradura e cabelos de crina de uma égua. Imitando o relinchar da égua e batendo o pé direito sobre a ferradura, o suplicante podia chamar Vila e, quando ela aparecesse, saudá-la como “Grande Irmã’ e pedir-lhe a iniciação nos segredos das ervas.
Dia 21 de Abril - Festival da deusa egípcia Hathor
Manifestada sob sete aspectos, as sete Hathor eram associadas aos sete planetas e consideradas as protetoras das mulheres, do casamento, da família, das artes, do amor, da música e da astrologia. Eram elas que davam às pessoas as sete almas (ou corpos) ao nascer. Hathor foi reverenciada ora como mãe ou filha do Sol, com cabeça de vaca ou leoa, ora como mulher, adornada com os chifres lunares, ora como árvore da vida, a senhora do céu e também do mundo subterrâneo, mãe da vida e da morte. Em seu aspecto escuro como Rainha dos Mortos, Hathor aparecia como a Esfinge, a deusa Hathor Sakhmis ou Sekhmet, a deusa com cabeça de leão. Hathor foi venerada em Israel, em seu templo de Hazor, até 1100 a.C, quando seu templo foi destruído e seu culto proibido.
Hathor era a deusa da alegria, da maternidade e do amor.
Ela era considerada a protetora das mulheres grávidas e parteira.
Era a patrona de todas as mulheres, não importando sua posição social.
Como deusa da música e da dança o seu símbolo era o sistro. Como uma deusa da fertilidade e da umidade, Hathor foi associada com a inundação do Nilo. Nesse aspecto, ela foi associada com a estrela Sothis-Dog, cujo ascensão acima do horizonte anunciava a inundação anual do Nilo.
Na lenda de Ra e Hathor, ela é chamada de "Olho de Ra". Quando os cultos de Osiris ganharam popularidade, seu papel mudou.
Ela recepcionou a chegada do falecido no submundo, pois fornecia água para as almas dos mortos a partir dos ramos de um sicômoro e oferecia-lhes comida.
Hathor também era representada como uma vaca leiteira que alimentava a alma dos mortos, dando-lhes o sustento durante: a sua mumificação, a sua viagem para o julgamento até a sua pesagem (balança do bem e do mal praticado).
Em épocas remotas as mulheres mortas eram identificadas com Hathor, e os homens com Osiris.
A sua representação como forma de vaca, também pode advir da concepção egípcia que encarava o céu como o ventre imenso de uma Deusa com essa forma e cujos quatro pilares de sustentação, os quatros cantos do Universo, eram as suas patas.
Realizou-se assim, um sincretismo entre a sua concepção como Deusa do Céu e a representação como vaca, tendo, sob esta forma, assimilando as características de outras divindades veneradas em diversos pontos do Egito precisamente como vacas.
A vaca era um animal considerado símbolo da maternidade.
Sob esse aspecto, era também figurada amamentando o faraó, em vida e depois da morte.
Representações: Hathor foi originalmente adorada sob a forma de uma vaca, por vezes, como uma vaca com estrelas sobre ela.
Mais tarde, ela foi representada como uma mulher com acabeça de uma vaca, e finalmente com uma cabeça humana, o rosto largo e sereno, às vezes ela é representada com as orelhas ou chifres de uma vaca.
Ela também é mostrada com um penteado parecido com um par de chifres com o disco lunar entre eles.
Às vezes, ela está representada com a forma de uma vaca em um barco, rodeado por altos juncos de papiro.
Como a "Senhora das Necropolis", ela é mostrada com a cabeça de uma vaca saindo de uma montanha.
Neste caso, ela usa um colar - o menat - que eram largos e pesados colares feitos com pérolas ou contas coloridas de cerâmica, pedra dura ou metal precioso, montadas em semicírculo formando um grande crescente.
A borda externa podia ou não ser guarnecida por pingentes.
Eram dotados de longos contrapesos, os quais equilibravam seu peso considerável quando eram colocados no dorso do portador.
Ao serem agitados nas festividades produziam o ruído característico do choque das miçangas.
Esse som transmitia vida e poder, tornava as jovens mulheres fecundas, mas também favorecia o renascimento espiritual do ser no além-túmulo.
É com esse objetivo que a deusa Hátor oferece um destes colares ao faraó Seti I (c. 1306 a 1290 a.C.).
Esse colar simbolizava prazer e júbilo, tanto do ponto de vista da fertilidade, quanto da perspectiva da satisfação sexual.
As suas fileiras de contas e o contrapeso de aparência fálica parecem combinar os princípios feminino e masculino em ação.
Ele evocava a união de Ísis e Osíris na criação de Hórus e ao ser oferecido aos mortos, o instrumento permitia a revitalização deles no outro mundo.
Relações: filha de Nut e Ra . Esposa de Ra, mãe de Ihy.
Muitas lendas retratam-na como a mãe de Horus, o Velho.
Outras como a esposa de Hórus de Edfu, cujo fruto dessa união foi Hórus.
textos pesquisados em:
http://www.sagrado-feminino.blogspot.com/2009/05/sacerdotisa-de-hator.html
http://www.teiadethea.org/
deusa Danu ou Anu

Mãe Terra, a antiga deusa Danu ou Anu, conhecida também como
Don no País de Gales e Donnu, Dana ou Donann em outros lugares.
Don no País de Gales e Donnu, Dana ou Donann em outros lugares.
Reverenciada como a Mãe ancestral de uma tribo de seres espirituais
chamados Tuatha de Danaan, seu nome significa "sabedoria".
Os Tuatha de Danaan eram a quarta raça de colonizadores que chegaram
na Irlanda séculos antes da era cristã.
na Irlanda séculos antes da era cristã.
Eles eram sábios, eminentes magos, cientistas e artesãos, possuidores de uma altissima vibração espiritual, verdadeiros "seres de luz".
Após permanecerem duzentos anos ensinando suas artes para os habitantes nativos,
foram vencidos pelos ultimos conquistadores da ilha, os Milesianos,
guerreiros e materialistas.
foram vencidos pelos ultimos conquistadores da ilha, os Milesianos,
guerreiros e materialistas.
Os sobreviventes do "povo da deusa Danu" refugiaram-se nas colinas ou em cavernas e passaram a ser conhecidos como " Daoine Sidhe" ou o "Povo das Fadas"
copiado de http://www.luzemhisterio.com.br
Os primeiros relatos escritos sobre as lendas e as crenças dos povos celtas foram feitos pelos romanos, que invadiram a Grã Bretanha em 55 a.C.
Na medida das suas conquistas, eles incorporavam ao seu próprio sistema religioso mitos e conceitos dos povos indígenas, registrando-os, porém, de forma fragmentada e adaptada, em função da localização geográfica e da similitude entre uma divindade local e uma correspondente romana.
Esses registros referem-se aos antigos mitos irlandeses, galeses e escoceses, acrescentando, também, lendas das tribos celtas que tinham chegado posteriormente na Grã Bretanha (cerca de 500 a.C.), provavelmente vindo da França central.
Ocultas nas histórias encontram-se reminiscências das tradições pré-celtas, dos povos neolíticos, construtores dos círculos de menires e das câmaras subterrâneas, encontradas em inúmeros lugares nas ilhas Britânicas e na Bretanha (região do Oeste da França).
Essa herança ancestral, preservada durante milênios pela tradição oral e as práticas religiosas pagãs, parcialmente registradas por historiadores romanos, foi aproveitada, reinterpretada, deturpada e truncada nos relatos dos monges cristãos ao longo dos séculos.
Mantendo somente o que convinha à moral e aos dogmas cristãos, os monges reduziram o vasto panteão e a rica simbologia celta a relatos épicos de guerras, invasões, intrigas, traições e atos imorais, perpretados pelas várias raças e tribos, diferenciados apenas pela localização geográfica.
Mesmo preservando resquícios das verdades originais, as histórias cristãs minimizaram ou ignoraram a beleza e a sabedoria do legado celta, reduzindo ou distorcendo o seu valor mítico e espiritual.
Na visão patriarcal dos monges, as Deusas foram vistas como Rainhas e princesas, os deuses como Reis e Heróis e o significado transcendental foi diluído, modificado ou perdido.
No século XI foi publicado “O Livro das Invenções”, que descreve uma sucessão de 5 povos que teriam vivido na Irlanda antes da chegada dos celtas, os ancestrais dos habitantes atuais.
Nas lendas, estas raças diferentes são descritas de uma forma ambígua, tendo tanto características divinas quanto humanas e sendo apresentadas como deusas, deuses, gigantes, devas e seres elementais ( seres análogos aos de tantos outros mitos de várias culturas e países).
Sem precisar entrar em detalhes da complexa nomenclatura e das vastas descrições das batalhas, o importante é saber que cada uma dessas raças foi vencida e seguida pela seguinte, alternando-se assim seus mitos, suas divindades e sua organização social e religiosa.
A quarta raça - Tuatha de Dannan ou povo da deusa Danu -, apareceu de forma misteriosa: não da terra, de uma direção definida, como outros invasores, mas do céu, simultaneamente das 4 direções.
Aterrissaram no dia do Sabbat Beltane e depois fundaram 4 cidades que se tornaram os centros espirituais da Irlanda.
Tanto a sua natureza, quanto a sua origem, permanecem envoltos em mistério, mas sabe-se que seus atributos eram de bondade e luz.
Por terem vencido a “escura” e agressiva raça anterior foram por isso chamados de “seres brilhantes”.
Trouxeram ensinamentos e objetos de magia, arte, sabedoria e cura e deixaram como marcos os círculos de menires e os monumentos megalíticos.
Após um longo e pacífico reinado eles também foram vencidos pela última raça, os precursores dos celtas; depois da sua derrota se retiraram no interior das colinas sagradas, tornando-se o assim chamado “Povo das Fadas”.
É importantíssimo ressaltar que apesar de se traduzir fairy por “fada”, este termo não descreve uma “diáfana figura feminina sobrevoando as flores”.
O sentido arcaico de Fairy People refere-se a seres sobrenaturais, com aparência etérica, sim, mas pertencendo a ambos os sexos, jovens que gostavam de música, danças, cores, flores, e abominavam o ferro (comprovação de sua origem anterior à Idade do Ferro).
O maior legado dos Tuatha de Dannan foi o culto da deusa Dana (também conhecida como Danu, Anu ou Ana), considerada a Deusa Mãe, progenitora das outras divindades. Representando a força ancestral da Terra, a fertilidade, a vida e a morte, Dana foi posteriormente considerada como a representação da tríplice manifestação divina, da qual sobreviveu até hoje somente o culto à Brighid, cristianizada e fervorosamente venerada como a milagreira Santa Brígida.
Apesar do seu culto ter sido proibido pelo cristianismo e seu nome aos poucos ser esquecido, Danu está presente em toda a parte da Irlanda, seja nos verdes campos, no perfil arredondado das montanhas, no sussurro dos riachos.
O Seu lugar sagrado no Condado de Kerry, chamado Paps of Anu, reproduz, na forma das duas colinas,
Seus fartos seios, cujos mamilos são formados por cairns, os antigos amontoados de pedras que foram formados pelas oferendas de pedras levadas pelos peregrinos ao longo dos tempos, em sinal de reverência e gratidão.
Atualmente, com o ressurgimento do Sagrado Feminino, Danu, assim como as Deusas de outras tradições, está sendo lembrada e reverenciada como Senhora da Terra, da água, da abundância, da plenitude da Natureza e da soberania.
copiado de Teia de Thea
Consorte de Dagda, a mais poderosa das deusas celtas, Danu é a deusa da terra, da vida e da morte. É descrita como tendo três "faces" ou aspectos: Morrígan (Gralha da Guerra), Blodeuwedd (Dama das Flores, simbolizando a vida) e Brighid (A Mãe, simbolo da fertilidade). Danu é uma entidade tão relevante que o "grupo" de deuses tidos como mais poderosos são comumente designados como "Tuatha Dé Danann" -o povo de Danu.
Seu nome aparece em muitos lugares conhecidos. Como o famoso rio Danúbio
Os primeiros relatos escritos sobre as lendas e as crenças dos povos celtas foram feitos pelos romanos, que invadiram a Grã Bretanha em 55 a.C.
Na medida das suas conquistas, eles incorporavam ao seu próprio sistema religioso mitos e conceitos dos povos indígenas, registrando-os, porém, de forma fragmentada e adaptada, em função da localização geográfica e da similitude entre uma divindade local e uma correspondente romana.
Esses registros referem-se aos antigos mitos irlandeses, galeses e escoceses, acrescentando, também, lendas das tribos celtas que tinham chegado posteriormente na Grã Bretanha (cerca de 500 a.C.), provavelmente vindo da França central.
Ocultas nas histórias encontram-se reminiscências das tradições pré-celtas, dos povos neolíticos, construtores dos círculos de menires e das câmaras subterrâneas, encontradas em inúmeros lugares nas ilhas Britânicas e na Bretanha (região do Oeste da França).
Essa herança ancestral, preservada durante milênios pela tradição oral e as práticas religiosas pagãs, parcialmente registradas por historiadores romanos, foi aproveitada, reinterpretada, deturpada e truncada nos relatos dos monges cristãos ao longo dos séculos.
Mantendo somente o que convinha à moral e aos dogmas cristãos, os monges reduziram o vasto panteão e a rica simbologia celta a relatos épicos de guerras, invasões, intrigas, traições e atos imorais, perpretados pelas várias raças e tribos, diferenciados apenas pela localização geográfica.
Mesmo preservando resquícios das verdades originais, as histórias cristãs minimizaram ou ignoraram a beleza e a sabedoria do legado celta, reduzindo ou distorcendo o seu valor mítico e espiritual.
Na visão patriarcal dos monges, as Deusas foram vistas como Rainhas e princesas, os deuses como Reis e Heróis e o significado transcendental foi diluído, modificado ou perdido.
No século XI foi publicado “O Livro das Invenções”, que descreve uma sucessão de 5 povos que teriam vivido na Irlanda antes da chegada dos celtas, os ancestrais dos habitantes atuais.
Nas lendas, estas raças diferentes são descritas de uma forma ambígua, tendo tanto características divinas quanto humanas e sendo apresentadas como deusas, deuses, gigantes, devas e seres elementais ( seres análogos aos de tantos outros mitos de várias culturas e países).
Sem precisar entrar em detalhes da complexa nomenclatura e das vastas descrições das batalhas, o importante é saber que cada uma dessas raças foi vencida e seguida pela seguinte, alternando-se assim seus mitos, suas divindades e sua organização social e religiosa.
A quarta raça - Tuatha de Dannan ou povo da deusa Danu -, apareceu de forma misteriosa: não da terra, de uma direção definida, como outros invasores, mas do céu, simultaneamente das 4 direções.
Aterrissaram no dia do Sabbat Beltane e depois fundaram 4 cidades que se tornaram os centros espirituais da Irlanda.
Tanto a sua natureza, quanto a sua origem, permanecem envoltos em mistério, mas sabe-se que seus atributos eram de bondade e luz.
Por terem vencido a “escura” e agressiva raça anterior foram por isso chamados de “seres brilhantes”.
Trouxeram ensinamentos e objetos de magia, arte, sabedoria e cura e deixaram como marcos os círculos de menires e os monumentos megalíticos.
Após um longo e pacífico reinado eles também foram vencidos pela última raça, os precursores dos celtas; depois da sua derrota se retiraram no interior das colinas sagradas, tornando-se o assim chamado “Povo das Fadas”.
É importantíssimo ressaltar que apesar de se traduzir fairy por “fada”, este termo não descreve uma “diáfana figura feminina sobrevoando as flores”.
O sentido arcaico de Fairy People refere-se a seres sobrenaturais, com aparência etérica, sim, mas pertencendo a ambos os sexos, jovens que gostavam de música, danças, cores, flores, e abominavam o ferro (comprovação de sua origem anterior à Idade do Ferro).
O maior legado dos Tuatha de Dannan foi o culto da deusa Dana (também conhecida como Danu, Anu ou Ana), considerada a Deusa Mãe, progenitora das outras divindades. Representando a força ancestral da Terra, a fertilidade, a vida e a morte, Dana foi posteriormente considerada como a representação da tríplice manifestação divina, da qual sobreviveu até hoje somente o culto à Brighid, cristianizada e fervorosamente venerada como a milagreira Santa Brígida.
Apesar do seu culto ter sido proibido pelo cristianismo e seu nome aos poucos ser esquecido, Danu está presente em toda a parte da Irlanda, seja nos verdes campos, no perfil arredondado das montanhas, no sussurro dos riachos.
O Seu lugar sagrado no Condado de Kerry, chamado Paps of Anu, reproduz, na forma das duas colinas,
Seus fartos seios, cujos mamilos são formados por cairns, os antigos amontoados de pedras que foram formados pelas oferendas de pedras levadas pelos peregrinos ao longo dos tempos, em sinal de reverência e gratidão.
Atualmente, com o ressurgimento do Sagrado Feminino, Danu, assim como as Deusas de outras tradições, está sendo lembrada e reverenciada como Senhora da Terra, da água, da abundância, da plenitude da Natureza e da soberania.
copiado de Teia de Thea
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| Deuses da Blessed |
Seu nome aparece em muitos lugares conhecidos. Como o famoso rio Danúbio
copiado de Wikipédia
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