27 de novembro -

Celebração Gujeswari, no Nepal, e de Parvati-Devi, na Índia, comemorando a Deusa Mãe do Universo, dividida em três manifestações ou três mães hindus:
Sarasvati, representada pela cor branca;
Lakshmi, pela cor vermelha, e
Parvati, pela cor preta.

A religião hindu é politeísa, atribuindo muitos nomes e formas ao poder divino, mas é também monoteísta, por reduzir todas as manifestações da divindade a uma só deusa, Devi.
Mesmo que existam deuses com poder maior que as deusas, sem Devi não haveria nada, pois foi ela quem gerou todas as forças e formas, criando a unidade e a separação e organizando o caos.
Todas as deusas são Devi, seja a dourada Gauri, a tenebrosa Kali, a brincalhona Lalita, a valente Durga, a sábia Sarasvati, a poderosa Parvati ou a linda Lakshmi.
Mesmo que a cultura indiana pré-védica tivesse sido absorvida e modificada pelos invasores indo-europeus, o culto a Devi permaneceu e reapareceu nos movimentos shákticos e tântricos.
Nas comemorações, durante todo este dia, recitam-se orações e, ao pôr-do-sol, procissões entoando cânticos sagrados vão para os templos das Deusas, levando suas oferendas.

texto copiado de Teia de Thea

Entre em sintonia com esta milenar e poderosa egregora e faça uma mediação para se conectar a manifestação de Maha Devi, a Grande Mãe, e pedir-lhe para ajudar e iluminar sua vida nesse momento. Acenda um incenso de lótus, uma lamparina ou vela, entoe o mantra OM, toque um sino e espere a energia de Devi se manifestar de forma luminosa, amorosa ou poderosa em sua mente ou em seu coração. 

copiado de Tina Simão



Cor: Dourado
Incenso: Cravo-da-índia
Parvati Devi, festas em honra da deusa tríplice hindu.

Celebre hoje o amor de Parvati por Shiva e atraia amor jogando pétalas de rosas ao vento, e lembre-se: é celebrando o amor que o atraímos. 
 
 

Dia de Parvatti Devi, esposa de Shiva

By Aislin Ganesha | novembro 27, 2009

Parvati Devi, esposa do deus Shiva, é uma deusa tríplice da mitologia hindu que se divide nos seguintes aspectos: Lakshmi, Sarasvati e Kali

Lakshmi ou Laxmi é uma divindade do hinduísmo, esposa do deus Vishnu, o sustentador do universo na religião hindu.
É personificação da beleza, da fartura, da generosidade e principalmente da riqueza e da fortuna.
A deusa é sempre invocada para amor, fartura, riqueza e poder.
É o principal símbolo da potência feminina, sendo reconhecida por sua eterna juventude e formosura.
Pode ser vista sentada sobre uma flor de lótus, ou segurando flores de lótus nas mãos, e um cântaro que jorra moedas de ouro.
Geralmente atribui-se a Lakshmi o símbolo da suástica, que representa vitória e sucesso. Apadma é o nome dado a Lakshmi, quando representada sem o lótus, ao sair do Oceano.

Sarasvati é a deusa hindu da sabedoria, das artes e da música e a shákti, que significa ao mesmo tempo poder e esposa, de Brahma, o criador do mundo.
Ela é representada como uma mulher muito bela, de pele branca como o leite, e tocando sitar (um instrumento musical).
Ela é a protetora dos artesãos, pintores, músicos, atores, escritores e artistas em geral. Ela também protege aqueles que buscam conhecimento, os estudantes, os professores, e tudo relacionado à eloquência.
Seus símbolos são um Cisne e um Lótus Branco.
Sarasvati também é o nome de um rio extinto da Índia, do vale do rio Indo, onde se desenvolveu a civilização Sarasvati-Sindhu, por volta de 3000 a.C..
O rio foi redescoberto por satélite no fim do século XX.

Kali, (que significa, literalmente, A Negra), é uma das divindades mais cultuadas do Hinduísmo.
Apresenta-se com aspecto terrível e a tradição inclui sacrifícios animais e antigamente humanos — segundo observado ainda pelos colonizadores ingleses no século XIX
No entanto, no paganismo ela é a verdadeira representação da natureza e é também considerada por muitas pessoas a essência de tudo o que é realidade e a fonte da existência do ser.
Deusa da morte e da sexualidade, Kali – cujo nome, em sânscrito, significa “negra” – é a esposa do deus Shiva, segundo o tântrismo é a divina Mãe do universo, destruidora de toda a maldade.
É representada como uma mulher exuberante, de pele escura, que traz um colar de crânios em volta do pescoço e uma saia de braços decepados – expressando, assim, a implacabilidade da morte.
A lenda conta que, numa luta entre Durga e o demônio Raktabija, este fez o desespero de Durga com um maléfico poder: cada gota do sangue se transformava em um demônio.

Durga e Shiva, ao tentar matar os vários demônios que surgiam a cada gota de sangue, cortavam a cabeça (e daí nascia mais e mais demônios).
 Já em desespero, surge Kali, que cortava as cabeças e lambia o sangue (daí representado pelo colar de cabeças, pela adaga e a língua de fora).
Assim, dizimou os demônios-clones de Raktabija.
Mas Kali não é uma deusa do mal, pois, na verdade, o papel de ceifadora de vidas é absolutamente indispensável para a manutenção do mundo.
Os devotos são recompensados com poderes paranormais e com uma morte sem sofrimentos.

26 DE NOVEMBRO -Honrando Paracelso!!

Comemoração de Coventina, a deusa celta das fontes, cultuada na Bretanha e na Espanha.
Chamada de “A Deusa do Divisor das Águas”, Coventina era considerada uma deusa da água, do destino, da vida e das cerimônias.
Semelhante a outras deusas celtas dos rios como Boann, do Rio Boyne; Belisama, do Rio Mersey; Sulis, do Rio Bath; Sinann, do Rio Shannon, ou Sequana, do Rio Sena,
Coventina regia o Rio Carrawburgh, sendo representada como uma mulher vertendo água de uma urna, simbolizando o conhecimento e a cura.
Todas essas deusas eram reverenciadas com ritos de fertilidade e oferendas em suas fontes sagradas.
Até hoje, na Ilha de Maiorca, as pessoas perpetuam “a dança da cisterna”, cujos passos ondulantes e em zigue-zague lembram as antigas danças sagradas das deusas dos rios e da chuva.

Festival tibetano das luzes dedicado aos deuses e deusas da luz.
Reverenciavam-se Nang-gsal-ma, a senhora da luz e do fogo, e Tho-og, a Mãe Eterna, o ser primordial.
Representada pelo espaço preexistente a qualquer criação, Tho-og é equivalente à deusa hindu Aditi.

No Senegal, ritos de iniciação dos meninos na puberdade.

textocopiado de Teia de Thea

Dia em que na Suíça se celebra o aniversário de Paracelso: o alquimista das plantas. 

Paracelso: mago e cientista

Perfil do grande médico suíço do século XVI.

Ele saiu de casa aos 14 anos em busca da pedra filosofal. Médico e alquimista, venceu a peste, antecipou em 500 anos a cura da sífilis e revolucionou a Medicina.

Ousadia e irreverência certamente não faltavam ao garoto Philippus Aureolus Theophrastus Bombastus von Hohenheim.
Zombar dos professores durante as aulas pode ser classificado, ainda hoje, como um sinal de intolerável rebeldia de um adolescente de 14 anos, na oitava série do primeiro grau.
Imagine-se fazer o mesmo, em 1508, com os catedráticos de Medicina da Universidade de Viena.
Quem esse fedelho pensava que era?
Paracelso, ele responderia, adotando esse nome três anos depois, ao bacharelar-se em Medicina.
Para além de, maior que Celso.
Melhor que Aulus Cornelius Celsus, o grande médico romano do século I, autor de De Medicine, a bíblia de todos os médicos da época.
Pretensioso?
O jovem Theophrastus não estava nem um pouco preocupado com a opinião de seus escandalizados mestres.
Nos trinta anos seguintes, Paracelso percorreria a Europa e o Oriente Médio.
Estudando ciências ocultas e magia negra, curando feridos nas frentes de batalha e vencendo a peste.
Aprendendo com ladrões, curandeiros e ciganos para ensinar nas principais universidades.
Queimando os manuais de Medicina e escrevendo tratados sobre duendes e cirurgia.
Buscando a pedra filosofal, capaz de transformar chumbo em ouro e tornar o homem imortal, e criando a homeopatia e a quimioterapia.
Assim, tornava-se um dos grandes cientistas de todos os tempos, enquanto era acusado de charlatão e pretensioso pelos médicos da época.
Pretensiosos, respondia, são eles.
Afinal, que sabiam sobre química ou mineralogia?
Sem contar o que aprendera de prático em disciplinas não científicas, como a alquimia, ou a cabala, que começara a estudar ainda na infância na cidadezinha de Einsiedeln, próxima de Zurique, onde nasceu em novembro de 1493.
Quando não estava acompanhando as consultas do pai, médico do povoado, o irrequieto Theophrastus fugia para ler na igreja atrás de sua casa.
As calmas tardes de leitura do pequeno Theophrastus na igreja terminariam com a morte de sua mãe e a mudança do pai para Villach, no sul da Áustria.
Nessa cidade, o futuro Paracelso aprenderia teorias e práticas daquilo que, mais tarde, se tornaria a Química.
Aprendia com o próprio pai, doutor von Hohenheim, professor na Bergschule, uma escola criada pelos Fugger, uma rica família de banqueiros de Augsburg, para formar técnicos para suas minas de ouro, ferro e cobre.
Em 1507, o garoto Theophrastus deixa Villach para unir-se aos grupos de jovens andarilhos.
A Europa vivia as mudanças e lutas políticas do fim da Idade Média e o começo da Renascença, com a consolidação do absolutismo.
Surgiam os primeiros processos de unidade nacional, que levariam aos Estados modernos.
À procura de saber, ele vai estudar com Iean Tritemio, abade do mosteiro de São Jorge, em Würzburg, autor dos primeiros livros que lera na infância, mas rompe com o mestre por divergência em algumas experiências de magia negra.
Passa de uma universidade a outra Viena, Wittenberg, Leipzig, Heidelberg e Colônia , mas seu espírito rebelde decepciona-se com todas.
Como as faculdades conseguem produzir tantos idiotas?, zomba, com sarcasmo típico.
As universidades não ensinam tudo.
Um médico deve procurar as parteiras, ciganas, feiticeiros, andarilhos e ladrões para aprender com eles.
Nos anos seguintes, trabalha nas guerras dos Países-Baixos como cirurgião militar, ocupação desprezada por outros médicos.
Vai para a Rússia e chega até a Tartária onde é feito prisioneiro.
De passagem pela Alemanha, é preso em Nördlingen, por ressentimento de colegas médicos, a quem chamava de admiradores de urina.
Escapa para a Suécia e, em 1521, trabalha de novo como cirurgião militar na Itália.
Depois, viaja pelo Egito, Arábia, Terra Santa e Constantinopla.
Em todos os lugares procura aperfeiçoar seus conhecimentos sobre o que chamava de forças latentes da natureza.
Condenava a prática vigente à época, de cobrir os ferimentos com musgo ou esterco.
As feridas devem ser drenadas. P
revenida a infecção, a natureza se encarregará de curá-las.
Repudiava também as pílulas milagrosas, receitadas para qualquer doença, assim como infusões, bálsamos, ungüentos e fumigações usadas indiscriminadamente.
Foi o primeiro a usar venenos em pequenas doses para curar, e criou a quimioterapia, preparando medicamentos com enxofre, ferro, cobre e mercúrio.
Em 1530, irritou o conselho médico de Nuremberg por escrever a melhor descrição da sífilis até então.
Afirmou que a doença podia ser tratada por via interna com compostos de mercúrio diagnóstico que seria comprovado quase quatro séculos depois, em 1909, pelo alemão Paul Ehrlich.
Este criou o Salvarsan, à base de mercúrio, o primeiro remédio eficaz contra a sífilis.
Paracelso foi também o primeiro a ligar o bócio aos minerais da água potável, especialmente o chumbo.
Freqüentando tavernas, em meio a prostitutas, ladrões, soldados e trabalhadores, escreveu o livro As enfermidades dos mineiros, considerado o primeiro tratado de Medicina do trabalho.
Aí identificou pela primeira vez como causa da silicose a aspiração do pó de silício (esse livro levou o então jovem Karl Marx a escrever uma biografia do autor, em 1841, para registrar o tricentenário de sua morte).
Mas os trabalhos práticos não eram o único interesse de Paracelso.
Ele também formulou idéias gerais onde afirmava que todos os corpos eram compostos de três princípios: energia, solidez e fluidez.
Na linguagem dos alquimistas, esse trio correspondia, respectivamente ao fogo, ou enxofre alquímico; à terra, ou sal; e ao líquido, ou mercúrio.
Adepto do esoterismo, estava convencido de que o conhecimento dividia-se em cinco estádios: uma doutrina secreta, ou filosofia hermética; o misticismo; o conhecimento científico; a prática alquímica e da medicina; e a ars magna, ou arte maior, uma síntese dos quatro anteriores.
Como conseqüência desse método, acreditava na existência de um princípio vital benéfico que talvez se possa comparar ao sistema imunológico.
A ação de tal princípio, dizia Paracelso, devia ser preservada durante a doença, mantendo-se o doente no que chamava de expectativa higiênica.
Por isso, opunha-se radicalmente aos vomitórios e sangrias usuais na época, que debilitavam o doente.
Como obtinha curas espetaculares, suas histórias espalhavam-se de cidade em cidade.
E quando correu a notícia de que aceitara lecionar Medicina na universidade de Basiléia, em 1527, para aí foram estudantes de todas as partes da Europa.
Orgulhosas, no início, as autoridades municipais ficaram apreensivas quando ele convidou para suas conferências não apenas os estudantes, mas todo o povo.
Essa apreensão iria virar escândalo quando Paracelso, cercado por uma multidão, queima em praça pública livros dos pais da Medicina: o grego Galeno (129- 199) o árabe Avicena (980- 1037) e o romano Celso.
O resultado foram violentos choques com farmacêuticos, médicos e juízes da cidade. Paracelso já não era bem visto porque sempre se recusara a usar adornos e distintivos próprios dos médicos medievais, que por sua vez o chamavam de Lutero Médico, em alusão a Martinho Lutero (1483-1546), fundador do protestantismo.
Adivinhando a intenção dos inimigos, Paracelso defendeu-se.
Lutero Médico?
Lutero que defenda o que ele diz, eu só me responsabilizo pelo que digo.
Mas o que vocês querem para Lutero é o mesmo que querem para mim: a fogueira.
Na primavera de 1528, a fogueira parecia já estar pronta, pois Paracelso é obrigado a fugir de Basiléia na escuridão da noite, só com a roupa do corpo.
Ele passa os três anos seguintes entre Colmar e Nuremberg e mais três em Saint Gall.
Foi seu mais longo período de vida sedentária e durante esse tempo escreveu O livro da cirurgia.
De Saint Gall é chamado para enfrentar uma epidemia de peste na cidade de Stertzing. Salva centenas de vidas dando aos doentes pãezinhos feitos com um pouco das secreções do próprio paciente, que coletava com a ponta de uma agulha.
O que provoca a doença também pode curá-la, se administrado em pequenas doses, ele enuncia pela primeira vez o que seria mais tarde a base da homeopatia.
O sucesso na luta contra a peste o transforma em uma lenda viva que aumenta o impacto do lançamento de O livro da cirurgia, em 1536.
O livro amplia ainda mais a fabulosa reputação que obtivera durante os meses em que lecionara em Basiléia, e os aristocratas fazem fila na sua porta.
Rico, famoso e respeitado aos 45 anos de idade, retira-se para Mildenheim para redigir sua obra.
Nos dois anos seguintes, escreve sem parar.
Sobre a peste e as epidemias, as feridas abertas e as chagas, as úlceras dos olhos e o glaucoma.
Tratados sobre normas para as análises químicas e livros como A arte de receitar, Os princípios ativos que se obtêm pela trituração dos remédios,
A preparação do heléboro uma planta medicinal e obras sobre alquimia.
Trata, também, de filosofia e ocultismo.
Sobre filosofia, escreve O livro dos prólogos e O livro das entidades, composto de quatro tratados pagãos e um teológico.
Sobre ocultismo, Filosofia oculta e o Tratado das ninfas, silfos, duendes, salamandras e outros seres. 
Finalmente, um livro de profecias sobre o final dos tempos, co-m o título de Prognósticos, composto de 32 textos sobre gravuras alegóricas que recordam as do também médico e contemporâneo Nostradamus (1503-1566).
Muda-se então para Salzburgo, a convite do príncipe-arcebispo duque Ernst da Baviera, que o nomeia médico oficial da cidade.
No início do verão de 1541, porém, interna-se em um hospital e passa a escrever sobre misticismo e comentários de passagens bíblicas.
No último dia do verão, é um abatido Paracelso que aluga um aposento na Pousada do Cavalo Branco e chama o tabelião para redigir seu testamento.
Quando o escrivão se retira, escreve, até nos mínimos detalhes, as instruções para seu enterro.
Três dias depois está morto.
O enterro, conforme seu desejo, foi na igreja de Santo Estêvão, em Salzburgo, onde em 1591 os moradores mandaram colocar uma placa de mármore:
Aqui jaz Philippus Theophrastus Bombastus von Hohenheim, famoso doutor em medicina que curou toda classe de feridas, a lepra, a gota, a hidropisia e outras várias enfermidades do corpo com ciência maravilhosa.
Morreu em 24 de setembro do ano da graça de 1541.


O mundo no século XVI

Ainda não existiam nações, no sentido atual do termo.
Eram divididas entre centenas de senhores feudais.
Como médico militar ou mero andarilho, Paracelso percorreu a Europa e parte da Ásia, onde curou o filho do Grande Khan


A lenda do superior desconhecido

Junto à sua obra científica, às vezes mesclada com ela, Paracelso nos deixou sua interpretação do Universo.
Nela, matéria e espírito, que chamava de corpo astral, convivem e se interrelacionam.
A partir dessa visão, usa as ciências ocultas para chegar à Medicina científica e propunha atuar sobre o corpo astral como veículo para atingir o físico.
Acredita que a alma está constituída por uma substância natural fluida que não nasce com o homem, mas se forja nele, como o que chamamos hoje de personalidade.
A mens divina, ou espírito, que dá o sopro vital, confere a forma, anima e reina sobre tudo.
Nessa linha, distingue duas vidas no homem: a racional e a instintiva, que corresponde aos estados alterados da consciência, como o sonho e o êxtase.
Com a separação entre o corpo astral e o corpo físico, chega o momento de regressar ao grande oceano comum, algo muito próximo do que o psiquiatra Carl Gustav Jung chamou, no século XX, de inconsciente coletivo.
No conceito paracelsiano, a morte não é um momento, mas um processo com um período de morte aparente.
Alguns espíritos podem voltar à vida quando estão nesse estádio, como fizeram Lázaro e Jesus.
Em um nível acima atuam os superiores desconhecidos, espíritos que inspiram grupos de pessoas para ajudá-los a despertar.
Apesar da fama de mago, foi principalmente um místico, como Miguel Servet (1511-1553) e Nostradamus, dois outros notáveis médicos do século XVI parecidos com ele no temperamento e na heterodoxia.


Irônico, solitário e apaixonado

Tudo o que digam os teólogos e sofistas contra mim não me atinge.
Que me chamem de mago, feiticeiro ou sacrílego, que me tratem como os judeus ou os fariseus trataram a Cristo, afirma Paracelso na obra Filosofia oculta.
Esse homem tem uma paixão natural, na mesma linha que outros grandes heterodoxos do Renascimento, como Giordano Bruno ou o espanhol Miguel Servet.
Certamente é um gênio solitário, que tem consciência da importância de suas contribuições e da influência que exerceu sobre o establishment.
Pouco me importa que me acusem de apaixonado ou ignorante, escreveu em O livro dos prólogos, bem sei que dirão que minha física, minha cosmologia, minha teoria e minha prática são singulares, surpreendentes e até absurdas Não me assustam, posso dizer-lhes, as multidões de seguidores, sejam de Aristóteles, de Ptolomeu ou de Avicena.
Quanto à questão do mau humor, não é fora de propósito pensar que se tratava de uma estratégia defensiva para manter-se a salvo de olhares perigosos sobre as explorações místicas e próprias da tradição hermética que constituíam sua prática intelectual.
Não esquecer que Giordano Bruno (1548-1600) e Miguel Servet acabaram supliciados e mortos publicamente por expor idéias bem menos perigosas.
Finalmente, o cientista Paracelso nos assombra pelos conceitos modernos sobre muitos temas médicos: o mecanismo das infecções, a opção pelo princípio ativo em lugar dos polifármacos, a observação da morte como um processo hoje falamos de morte clínica, com as reversíveis e irreversíveis, por exemplo.
De certa forma, intui o in-consciente coletivo, cujo conceito Carl Gustav Jung desenvolverá no século XX.
Também são atuais suas observações sobre o sonho, no qual distingue fases e causas distintas para seus conteúdos e que hoje são endossadas pela Psicologia, como os sonhos superficiais, com causas endógenas ou exógenas, e sonhos do inconsciente profundo.

texto copiado de Superinteressante

"Ponderei comigo mesmo que, se não existissem professores de Medicina neste mundo, como faria eu para aprender essa arte? Seria o caso de estudar no grande livro aberto da Natureza, escrito pelo dedo de Deus. Sou acusado e condenado por não ter entrado pela porta correta da Arte. Mas qual é a porta correta? Galeno, Avicena, Mesua, Rhazes ou a natureza honesta? Acredito ser esta última. Por esta porta eu entrei, pela luz da Natureza, e nenhuma lâmpada de boticário me iluminou no meu caminho".
  
retirado de Spectrum Gotic

Hoje, eleja um lugarzinho especial de sua casa ou jardim para ser seu portal particular. 
Consagre-o com incenso de alecrim e mentalize os pequenos seres mágicos entrando e sainda dali, pois seu poder dará força a este lugar mágico. 
Sempre que precisar das forças mágicas, poderá recorrer ao seu portal.


25 de novembro - Dia da Deusa-Mãe Gaia

Festa de Gaia ou Gea, a deusa grega da terra.

Cerimônia do milho dos índios norte americanos, honrando as seis donzelas do milho. 

Dia da benção dos moinhos de vento na Holanda. 

Nos países celtas, as mulheres festejavam o dia de alegria das mulheres, com musicas, danças e rituais celebrando os mistérios femininos. 

Comemoração no calendário cristão, de Sta. Catarina, a padroeira das mulheres solteiras.

Honre Gaia a Mãe Terra, oferecendo-lhe cereais ou fubá e assumindo o compromisso de colaborar na manutenção do equilíbrio ecológico e planetário. 
Reúna um grupo de mulheres e compartilhem seus problemas, anseios e realizações. 
Orem para que Gaia lhes de força e alegria. 
Dêem-se as mãos, formando uma corrente e irradiando harmonia e amor pelo planeta. 

copiado do artigo de Tina Simões

Deusa Gaia


Antes do homem ser criado, só havia terra e ar e antes mesmo de existir o ar e a terra, se necessitava de um lugar para estes se manifestarem.
Este lugar era o Caos: era o lugar onde existia só a possibilidade de ser.
No sonho do Caos só existia o Pensamento, que crescia e palpitava, e este Pensamento estabeleceu a Ordem.
Tão poderoso e eficaz foi este Pensamento que chamou a si mesmo de Eros, e ao pronunciar aquele nome, o Caos se transformou no Momento.
Do Caos e Eros surgiram a obscuridade chamada Nyx e o movimento chamado Boreas, o vento.
Em sua primeira dança cósmica, Nyx e Boreas, giraram em movimento arrebatado e frenético até que tudo que era denso e pesado descendeu, e tudo que era leve ascendeu.
A matéria densa era Gaia e de sua chuva e de sua semente proveu sua descendência.
A princípio, de Gaia nasceu Urano (ou o Céu), que unindo-se a ela (Gaia) gerou os gigantes, feios, violentos e poderosos Titãs, os Titânides, incluindo Cronos, o Devorador (Pai do Tempo).
Urano não tolerava os filhos e logo que nasciam, os empurrava de volta para dentro do útero, para o fundo de Gaia (Mãe-Terra), onde estagnavam pela ausência de luz, atividade e liberdade. Finalmente um deles, Cronos, foi secretamente removido do próprio útero da Mãe Gaia e quando o Pai Urano desceu para cobrir Gaia, esse filho titânico, rebelde e irado, castrou-o.
Depois libertou seus irmãos e irmãs e, com isso deu início à era dos Titãs.
Segundo Hesíodo, o movimento de saída da constelação Urano começa quando Gaia fica sobrecarregada com o fardo dos filhos, que lhes foram socados de volta ao ventre.
O incômodo de Gaia, devido ao peso e à pressão dos filhos titânicos em seu útero, prenuncia o início de um plano que trama derrubar seu marido-filho Urano, valendo-se de Cronos, o filho heroico.
O sangue de Urano jorrou sobre a terra gerando outros Deuses, como as Erínias (Fúrias), as Meliae (ninfas do espírito das árvores) e os Gigantes.
Cheio de mágoa e em consequência da mutilação de que fora vítima, Urano morreu.
As representações de Cronos que se seguiram não são muito consistentes; de um lado, dizem que seu reino constituiu a Idade do Ouro da inocência e da pureza, e, por outro lado, ele é qualificado como um monstro, que devorava os próprios filhos.
Em grego, Cronos quer dizer o Tempo.
Este Deus que devora os filhos e, diz Cícero, o Tempo que não se sacia que consome todos aqueles que passam.
Da união de Gaia e Urano nasceram também: Hipérion, Japeto, Réia ou Cibele, Themis, Febe, Tetis, Brontes, Steropes, Argeu, Coto, Briareu, Giges.
Dizia-se que o homem nascera da terra molhada aquecida pelos raios de Sol.
Deste modo, em sua natureza participam todos os elementos e quando morre, sua mãe venerável o recolhe e o guarda em seu seio.
No mito grego, não há nenhuma razão que explique porque, Gaia e Urano, depois de terem criado tantas coisas bonitas, geraram os titãs, filhos violentos, de força horrorosa e terrível.
No entanto, sua chegada significa o fim de uma antiga ordem.
Gaia, às vezes tomada pela Natureza, tinha vários nomes: Titéia, Ops, Vesta e mesmo Cibele.
Algumas vezes a Terra é representada pela figura de uma mulher sentada em um rochedo.
As alegorias modernas descrevem-na sob traços de uma venerável matrona, sentada sobre um globo, coroada de torres, empunhando uma cornucópia cheia de frutos.
Outras vezes aparece coroada de flores, tendo ao seu lado um boi que lavra a terra, o carneiro que se ceva e o mesmo leão que está aos pés de Cibele.
Gaia foi também, a profetiza original do centro de adivinhação da Grécia Antiga: o Oráculo de Delfos.
O Oráculo, considerado o umbigo da Terra, situava-se onde a sabedoria da terra e da humanidade se encontravam.
Gaia é o ser primordial de onde todos os outros Deuses se originaram, mas sua adoração entrou em declínio e foi suplantada mais tarde por outros deuses.
Gaia é a energia da própria vida, Deusa pré-histórica da Mãe-Terra, é símbolo da unidade de toda a vida na natureza.
Seu poder é encontrado na água e na pedra, no túmulo e na caverna, nos animais terrestres e nos pássaros, nas serpentes e nos peixes, nas montanhas e nas árvores.

24 DE NOVEMBRO

Antiga celebração de Berchta ou Percht, a Deusa Mãe da Alemanha e da Áustria. Chamada de “Mulher Elfo”, ela sobrevoava a terra envolta em seu manto de neblina e fertilizava os campos e os animais.
Como não tolerava a preguiça, inspecionava os teares e, caso encontrasse algum trabalho malfeito ou alguma casa em desordem, ela arranhava ou feria a tecelã descuidada.
Em suas festas, as pessoas comiam panquecas e bebiam leite, deixando uma parte para Berchta.
Ela vinha comer furtivamente e, caso alguém espiasse, recebia como castigo uma cegueira temporária.

Festa das Lamparinas no Egito, honrando e celebrando as deusas da luz e dos nascimentos Ahi, Heket e Meshkent com orações, libações e rituais de queima de lamparinas especiais.


Na Grécia celebrava-se, neste dia, Vesta, a deusa do fogo sagrado e protetora dos lares.

Festival japonês Tori No Ichi para atrair os bons espíritos.
As pessoas carregam pelas ruas quadrados de bambu decorados com símbolos de boa sorte.
 Faça o mesmo, enfeitando as portas e janelas de sua casa com pequenos ramos de bambu.  (dica do blog: Cultura japonesa)


Texto acima copiado de Teia de Thea



Eu concebi
Carreguei
E dei à luz a toda vida
Depois de dar-lhe todo meu amor
Dei-lhe também meu amado Osíris
Senhor da vegetação
Deus dos cereais
Para ser ceifado
E nascer outra vez
Cuidei de você na doença
Fiz suas roupas
Observei seus primeiros passos
Estive com você até mesmo no final
Segurando sua mão
Para guiá-lo para a imortalidade
Você para mim é TUDO
E eu lhe dei TUDO
E para você eu fui TUDO
Eu sou sua Grande-Mãe, ÍSIS.
 

Ísis foi cultuada e adorada em inúmeros lugares, no Egito, no Império Romano, na Grécia e na Alemanha. 
Quando seu amado Osíris foi assassinado e desmembrado pelo seu irmão Set, que espalhou seus pedaços por todo o Egito, Ísis procurou-os e os juntou novamente. 
Ela achou todos eles, menos seu órgão sexual, que substitui por um membro de ouro. Através de magia e das artes de cura, Osíris volta à vida. 
Em seguida, ela concebe seu filho solar Hórus.
Os egípcios ainda mantêm um festival conhecido como a Noite da Lágrima. 
Tal festival tem sido preservado pelos árabes como o festival junino de Lelat-al-Nuktah.
Ísis, deusa da lua, também é Mãe da Natureza. 
Ela nos diz que para este mundo continuar a existir tudo que é criado um dia precisa ser destruído. 
Ísis determina que não deva haver harmonia perpétua, com o bem sempre no ascendente. Ao contrário, deseja que sempre exista o conflito entre os poderes do crescimento e da destruição. 
O processo da vida, caminha sobre estes opostos. 
O que chamamos de "processo da vida", não é idêntico ao bem-estar da forma na qual a vida está neste momento manifesta, mas pertence ao reino espiritual no qual se baseia a manifestação material.
Com certeza, se a morte e a decadência não tivessem dotado de poderes tão grandes quanto às forças da criação, nosso mundo inteiro já teria alcançado o estado de estagnação. 
Se tudo permanecesse para sempre como foi primeiramente feito todas as capacidades de "fazer" teriam sido esgotadas há séculos. 
A vida hoje estaria hoje totalmente paralisada. 
E, assim, inesperadamente, o excesso de bem, acabaria em seu oposto e tornar-se-ia excesso de mal.
Ísis, tanto na forma da natureza, como na forma de Lua, tinha dois aspectos. 
Era criadora, mãe, enfermeira de todos e também destruidora.
O nome Ísis significa "Antiga" e era também chamada de "Maat", a sabedoria antiga.
Isto corresponde à sabedoria das coisas como são e como foram, a capacidade inata inerente, de seguir a natureza das coisas, tanto na forma presente como em seu desenvolvimento inevitável, uma relação à outra.

texto copiado de Cantinho dos Deuses

24 de Novembro - dia de Berchta, a Deusa Mãe da Alemanha e da Áustria.

Antiga comemoração de Berchta ou Percht, a Deusa Mãe da Alemanha e da Áustria.
Chamada de "Mulher elfo", ela sobrevoava a terra envolta em seu manto de neblina e fertilizava os campos e os animais.
Como não tolerava a preguiça, ela inspecionava os teares e, caso encontrasse algum trabalho malfeito ou alguma casa em desordem, ela arranhava ou feria a tecelã descuidada.
Em suas festas, as pessoas comiam panquecas e bebiam leite, deixando uma parte para Berchta.
Ela vinha comer furtivamente e, caso alguem espiasse, recebia como castigo uma cegueira temporária.

Sintonize-se com esta data e acenda uma vela branca ou lamparina, ofereça um pedaço de bolo e um pouco de leite para a Deusa Berchta e peça-lhe incentivo, criatividade e perseverança em seu trabalho.
 
Berchta (Bertha, Frau Berchte, Perchta) – “A Senhora Branca”

Nas lendas da Alemanha, Áustria e Suíça encontra-se descrições dessa antiga Deusa que, junto com sua irmã gêmea Holda, foi ridicularizada como a caricatura da bruxa malvada que voava sobre uma vassoura. 
Enquanto o mito e os atributos de Holda foram preservados em todos os detalhes, Berchta ficou conhecida apenas como a “Mulher Elfo” ou a “Senhora Branca”, que flutuava sobre os campos, coberta com seu manto cinzento de neblina.
Berchta era uma deusa da fertilidade, dos campos, das mulheres, do gado, cujo nome significava “brilhante”. Regia os arados, a tecelagem, a fiação, os fusos e as rodas de fiar. Assim como Holda, Berchta também regia o tempo e trazia a névoa e a neve.
Era representada como uma mulher velha e desleixada, com cabelos bracos desgrenhados, coberta por um manto branco. 
Seu rosto enrugado, seus olhos se um azul vivo, sendo ora gentil, ora raivosa, quando punia as tecelãs preguiçosas, arranhando-as ou espetando-as com seu fuso.
Berchta regia os “doze dias brancos” que se iniciavam na “noite da Mãe”, em 20 de dezembro, e se encerravam em 31 de dezembro, comemorando com panquecas, leite e mel. 
Após a cristianização, esse período de repouso e comemoração foi alterado; seu início mudou para a noite e seu final, para a véspera da Epifania (5 de janeiro). 
Nesse período, ela percorria o mundo em uma carruagem puxada por um bode, sendo proibido o uso de qualquer veículo com rodas ou movimentos giratórios. 
Acreditava-se que, quando penteava os cabelos, o Sol brilhava e, quano sacudia os travesseiros, a neve cobria a terra.
Em seu aspecto de “Senhora Branca”, Berchta protegia as almas das crianças não-nascidas, que, à espera de renascimento, ajudavam-na a cuidar dos brotos das lavouras e dos jardins, regando-os.

Assim como Holda, Berchta pode ser invocada em rituais para aumentar a fertilidade (vegetal, animal ou humana), para melhorar as condições do tempo, no momento do plantio ou da coljeita e para abençoar qualquer atividae artesanal que utilize lã, linho ou fios.
Alguns autores consideram Berchta a precursora do arquétipo de Papai Noel (versão cristã da lenda , de Odin e das experiências xamânicas). 
Ela representava a face escura da Anciã, do inverno e dos medos que as pessoas sentiam. 
Mas, ao mesmo tempo, sua comemoração, no solstício de inverno, mostra que ela também trazia na sacola as promessas do aumento da luz e do renascimento da Natureza, mostrando-se uma Mãe Antiga dadivosa.

Elementos: ar, terra, vento, neve.
Animais totêmicos: ganso, aranha, urso, cabra, bode, gado.
Cores: branco, dourado, amarelo.
Ávores: sabugueiro, pinheiro prateado.
Plantas: alfineiro, linho, snow-drop (”pingo-de-neve”, a primeira planta que brota na primavera), quenopódio.
Pedras: calcita, colomita, celestita, astéria (”pedra-estrela”).
Metais: prata, estanho.
Datas de celebração: 11, 20 e 30/12; 5/01.
Símbolos: roda de fiar, fuso, carruagem, berço, travesseiros de penas, fios, pente, vassoura de galhos, sacola, lã, linho, leite, mel, panquecas.
Runas: Peorth, Eihwaz, Berkna, Erda.

Rituais: de fertilidade, para abençoar o plantio e agradecer a colheita; para orientar, inspirar e abençoar os trabalhos de tecelagem e as atividades artesanais com lã, linho ou fios; para melhorar o tempo; para purificar (casas, objetos, pessoas, animais).
Palavra-chave: zelo.
 

23 DE NOVEMBRO - Agenda Mágica

No Japão, celebração shinjosai dedicada a Konohana Sakuya Hime, deusa das cerejeiras, neta da deusa solar Amaterasu.
Essa deusa, cujo longo nome significa “senhora que faz as árvores florescerem”, era filha do deus das montanhas e irmã da deusa das pedras, ela mesma regente da Terra, da natureza, do fogo e das cerimônias.

Ela é a guardiã de todas as árvores, sobretudo a cerejeira. 
Escreva um desejo em um papel e amarre-o nos galhos de uma árvore - neste dia, a Deusa das Árvores fará com que seus desejos floresçam e tornem-se realidade.
(copiado de  Cultura Japonesa )



Konohana Sakuya Hime era uma princesa que morava no Monte Fuji e que caiu sobre uma cerejeira, transformando-se na flor.(copiado de Origami)
 

Uma forma alternada é Kaguya-hime-no-mikoto, a Princesa Lunar; seu nome significa “beleza e brilho”, e seu dom para a humanidade foi a árvore e o aroma de canela.

Na Indonésia, comemoração da Donzela das Bananas, uma deusa da terra e da vegetação, cuja lenda é similar à da deusa japonesa.

Antiga celebração de Zytniamatka, a deusa alemã da agricultura, cultuada na Prússia como A Mãe do Milho.
O milho sempre foi um símbolo importante em várias mitologias.
Em várias partes do mundo há celebrações dedicadas às Mães do Milho, simbolizando a fertilidade e a abundância da Terra.

Nihinahe, festival japonês celebrando a colheita do arroz e a preparação do saquê (licor de arroz).

Na Índia, comemoração de Sita, a deusa da terra, da natureza e da agricultura.

texto acima copiado de Teia de Thea 

O significado da flor de cerejeira ou sakura está relacionado a antigas lendas, remotos folclores e à mitologia japonesa, as quais encantam a muitos que as lêem ou que delas tomam conhecimento.

Entre outras crenças, acredita-se que o nome sakura é uma modificação do nome Sakuya, derivada do nome da Princesa “Konohana Sakuya Hime”, que significa “a princesa da árvore de flores abertas” ou “princesa do florescimento das árvores”, e por isso está vinculada à natureza e, em especial, à fertilidade.

A Princesa “Konohana Sakuya Hime” faz parte da mitologia japonesa, sendo símbolo tanto de vida delicada e breve, como também de fertilidade. 
Ela é a deusa do Monte Fuji , a filha do deus da montanha, Oho Yama Tsumi, e a esposa do deus Ninigi no Mikoto, neto do deus do sol. 
Narra a história mitológica, que eles se encontraram no litoral e ficaram perdidamente apaixonados. 
Ninigi, então, foi pedir em casamento a mão da amada ao seu pai. 
Oho Yama propôs a ele a sua outra filha, Iwa Naga, que era a mais velha, ao invés de Konohana Sakuya. 
Mas Ninigi estava tomado de amor por sua eleita. 
Oho Yama aceitou relutantemente e Ninigi e Konohana Sakuya se casaram. 
E porque Ninigi recusou a Princesa Iwa Naga, a princesa das pedras, a vida dos humanos se tornou curta e fugaz, efêmera como as flores de cerejeiras, ao invés de estável e duradoura como as pedras.



Conta-se também que a Princesa Konohana Sakuya primeiro apareceu na literatura japonesa, no livro "Kojiki" (obra sobre a história e mitologia do Japão, que narra a genealogia das divindades japonesas ou teogonia, compilada em 712) e no "Nihon Shoki" (livro sobre a história japonesa compilado em 720). 
No "Nihon Shoki", é narrado que a filha de Konohana Sakuya adentrou pelo nevoeiro e voou pelo céu até pairar por sobre o Monte Fuji, onde espalhou e semeou sementes de flores, que receberam o nome de "sakura". 
Tirado do nome da filha de Konohana, o nome "sakura" se tornou assim "sakura sakuya".




Já no "Kojiki", a Princesa Konohana Sakuya faz sua aparição no capítulo XLI, dando à luz um filho numa cabana consumida pelo fogo. 
A obra narra que Konohana Sakuya ficou grávida em apenas uma noite, causando suspeitas em Ninigi. 
 
Ele se perguntava se aquela criança não poderia ser de outro. 
Konohana se sentiu muito ofendida e magoada com a acusação de Ninigi. 
Construiu, então, uma cabana sem portas e foi morar nela. 
Disse que quando tivesse seu filho atearia fogo na cabana e que se a criança não fosse de Ninigi, então ela e o bebê morreriam nas chamas. 
Depois do parto cumpriu sua promessa e confirmou-se, então, que os bebês (ela teve trigêmeos: Hoderi, Hosuseri e Hoori) eram realmente filhos de Ninigi, pois tanto ela quanto os filhos sobreviveram em meio ao fogo. 
Uma das crianças viria a ser o avô do primeiro Imperador do Japão.



Com o passar do tempo, na era medieval (séculos XIV a XVI), Sakuya Hime passou a ser associada ao Monte Fuji por meio de tradições folclóricas não registradas nos autos. 
O povo a cultuava porque acreditava que ela manteria o Monte Fuji livre de erupções. Sakuya Hime era mulher. Além disso, sobreviveu às chamas. 
Portanto, era a candidata ideal para habitar o vulcânico Fuji. 
Sua associação com a fertilidade provavelmente surgiu depois: os agricultores empregavam flores em seus rituais para pedir aos deuses que abençoassem as colheitas e acreditavam num folclore popular que contava que uma Princesa chamada Konohana Sakuya caiu dos céus sobre uma cerejeira, nas proximidades do Monte Fuji, e teria se transformado nesta bela flor. 
Então, os fazendeiros do sopé do Fuji incluíram Sakuya Hime em suas preces, erigindo santuários em sua honra, e venerando-a no topo deste mesmo monte. 
No período Edo, a Princesa Konohana Sakuya Hime tornou-se uma das principais figuras do culto ao Monte Fuji, o "Fujiko".

Uma das lendas relata também que quando as mulheres enfeitavam os cabelos com um galho de "sakura" ou decoravam o quintal de casa com as flores, mostravam que estavam em busca de um amor.

Já outros dizem que o nome da flor de cerejeira ou "sakura", tem sua origem no cultivo de arroz e sua divindade "sa". 
A segunda parte do nome é o significado de "kura", que quer dizer depósito onde se guardava arroz, alimento básico dos japoneses considerado dádiva divina.

Uma outra lenda ainda conta que há trezentos anos, em um vilarejo chamado Asamimura, no distrito de Onsengori, na província de Iyo, vivia um bom homem de nome Tokubei, e que era o habitante mais rico do distrito e o “muraosa” ou o chefe do vilarejo. 
Era um homem afortunado mas chegara aos quarenta anos sem experimentar a felicidade de ser pai. 
Depois de muitas orações, ele e sua esposa tiveram suas preces ouvidas e nasceu uma menina muito bonita, chamada Tsuyu. 
Por ter pouco leite, a mãe contratou uma ama-de-leite, chamada Osode, para amamentar o bebê. 
Tsuyu cresceu e se tornou uma moça deveras formosa mas, ao completar quinze anos, adoeceu e os médicos concluíram que ela ia morrer. 
A babá Osode, que amava Tsuyu com um amor de mãe verdadeira, rezou com fervor pela saúde de sua amada criança, indo ao templo todos os dias, durante vinte e um dias. 
Ao fim desse prazo, Tsuyu se curou repentina e completamente.



A casa de Tokubei se encheu de júbilo e ele ofereceu um banquete a todos os seus amigos em comemoração ao feliz acontecimento. 
Mas, na noite do banquete, a babá Osode adoeceu subitamente; e, na manhã seguinte, o médico declarou que ela estava morrendo. 
A família, em profundo pesar, reuniu-se em torno do leito para fazer suas despedidas, e então ela disse para eles: 
“Chegou a hora de contar a vocês o que não sabem. 
Minha prece foi atendida. 
Supliquei para morrer em lugar de Tsuyu e esse grande favor me foi concedido. Assim, não lamentem a minha morte. 
Contudo, tenho um pedido a fazer. 
Prometi plantar uma cerejeira no jardim do templo em ação de graças. Rogo que cumpram a promessa por mim. 
Adeus, queridos amigos, e lembrem-se de que fiquei feliz em morrer pelo bem de Tsuyu".

Assim, a mais bela cerejeira que se pôde encontrar foi plantada pelos pais de Tsuyu. 
A árvore cresceu e floresceu e, desde então, todos os anos, no aniversário de morte de Osode, desabrocha de forma esplêndida, espalhando uma chuva de pétalas. 
Suas flores, róseas e brancas, eram lembradas como os mamilos umedecidos de leite dos seios de uma mulher. 
E as pessoas a chamavam Ubazakura, a Cerejeira da Ama-de Leite.

Sakura está doce e fortemente enraizada no coração dos japoneses e histórias sobre essa belíssima flor podem ser encontradas também, além de nas obras citadas, históricas e mitológicas, em uma enorme variedade de leituras, bem como numa extensa obra poética e literária.

Fontes:

omoshiroi-nihongo, wikipedia, flordecerejeira, gambare, rosangelaliberti, ronaldopassarinho

Texto copiado de Wishmade

22 DE NOVEMBRO - Agenda Mágica

Dia dedicado à deusa greco-romana Ártemis/Diana, celebrando a entrada do Sol no signo de Sagitário.  
Dia de Santa Cecília, a padroeira dos músicos, uma modernização da deusa Callisto, padroeira da música.    
Callisto era a antiga deusa pré-helênica das montanhas da Arcádia, personificando a força do instinto e sendo representada ora como uma jovem atleta, caçadora, correndo velozmente pelas florestas, ora como a poderosa e amorosa Mãe Ursa.                       
Com a chegada das tribos invasoras gregas, sua imagem e seus atributos foram incorporados aos da deusa equivalente, Ártemis, transformando Callisto em uma simples Ninfa.   
Quando Callisto morreu acidentalmente, Ártemis – que gostava muito dela – assumiu seus atributos e símbolos, mudando seu próprio nome para Ártemis Calliste.
Celebre a Deusa Caçadora meditando a respeito do alvo que você quer alcançar. 
Prepare seu arco – seu equilíbrio – e sua flecha – sua determinação. 
 Aguce seu instinto, chame seu animal de poder, invoque a Deusa e confie em seu sucesso.
 
texto copiado de Teia de Thea 

 Artemis, a deusa grega da caça e da lua, é uma deusa virgem, e também é representada como a deusa mãe de muitos seios que guarda a parturiente. 
Ela é uma caçadora e ainda assim ela é a guardiã de todos os animais.  
Ela é acompanhada por ninfas, sendo assim um símbolo de solidão.  
Artemis é a magia da liberdade, a mulher que não pode ser definida, pois ela está sempre se reinventando, como as mudanças da lua noite após noite.  
Ela é conhecida como curadora, parteira, um campeão dos levado por circunstâncias que parecem insuportáveis​​.  
Artemis é o espírito da floresta selvagem e tranquila clareira, e a sua magia está em ser fiel a si mesma.

DEUSA ÁRTEMIS/DIANA
      Todos nós conhecemos a imagem de Ártemis (Diana, para romanos), que foi esculpida e pintada como uma deusa lunar esquia, virginal, acompanhada de cães ou leões e trazendo um arco dourado nas mãos. Ela era a deusa mais popular da Grécia. Ela habita as florestas, bosques e campinas verdejantes, onde dança e canta com ninfas que a acompanham. Em seu culto, estão presentes danças orgiásticas e o ramo sagrado. Ela era uma deusa de múltiplas facetas associadas ao domínio da Lua, virgem, caçadora e parteira e de fato representa o feminino em todos os seus aspectos.

Quando Ártemis era pequena, Zeus, seu pai, perguntou-lhe o que queria de presente em um dos seus aniversários.
Ártemis respondeu:
- Quero correr livre e selvagem com meus cães pela floresta e nunca, nunca casar. Foi feita a sua vontade.

Ártemis, é a mais antiga de todas as Deusas gregas. Alguns autores traçam suas origens às tribos caçadoras de Anatólia, que teria sido a morada das míticas amazonas. Outros afirmam sua descendência provêm da grande deusa da natureza Cibele, na Ásia Menor, uma Senhora das Feras que costumava estar sempre rodeada de leões, veados, pássaros e outros animais. Mas de acordo com Walter Burkert em "Greek Religion", é provável que Ártemis remonte à era paleolítica, pois em sua homenagem os caçadores gregos penduravam os chifres e peles de suas presas numa árvore ou em uma pilastra em forma de maça.

  
ARQUÉTIPO DA MÃE DOS ANIMAIS

Ártemis /Diana era o ideal e a personificação da vida selvagem da natureza, a vida das plantas, dos animais e do homens, em toda sua exuberante fertilidade e profusão.

Na Itália chamaram-na Diviana, que significa a Deusa, um nome que é mais familiar, pois é bem similar ao seu nome original Diana. Ela era de fato a Caçadora, Deusa da lua e mãe de todos os animais. Ela aparece em suas estátuas coroada com a lua crescente e carregando uma tocha acesa. A palavra equivalente em latim para vela era "vesta" e Diana era também conhecida como Vesta. Assim, o feixe de lenha, no qual ela veio da Grécia era realmente uma tocha não acesa. No seu templo, um fogo perpétuo era conservado aceso.
 Sua festa anual na Itália era comemorada no dia 13 de agosto.

Neste dia os cães de caça eram coroados e os animais selvagens não eram molestados. Bebia-se muito vinho e comia-se carne de cabrito, bolos servidos bem quentes e maçãs ainda pendentes dos ramos. A Igreja Católica santificou esta grande festa da Deusa virgem, transformando-a na festa católica da Assunção da Nossa Senhora, a 15 de agosto.

  
A DEUSA E O XAMANISMO

   Era muito comum o xamã usar uma pele de urso para que o Grande Espírito dos ursos possa falar por seu intermédio. Nestas práticas visualizamos claramente uma continuidade com a Ártemis grega posterior, cujos principais animais totêmicos eram o urso e o veado. Até a raiz de seu nome, "art", está ligada à raiz indo-européia da palavra urso. Muitos mitos envolve Ártemis com os ursos. Nas primeiras histórias gregas ela aparece como uma ursa ao lado de seus filhotes.

 Existiu inclusive, um rito de iniciação à deusa, onde meninas com menos de 9 anos, dançavam com pele de urso a dança do urso em seu templo. Bodes eram sacrificados nestas cerimônias, para que tais jovens pudessem conhecer também o lado sombrio da Deusa-Lua e os seus mistérios sangrentos da morte, sacrifício e renovação.

Aqui se descortina também, o aspecto feroz e sanguinário de Ártemis, a própria Mãe da Morte, que tem que ser aplacada com oferendas vivas. Os gregos mais sofisticados de Atenas, com o tempo, resolveram sentimentalizá-la, pois eles não ousavam encarar de frente este seu aspecto sanguinário.

DEUSA DA CAÇA

Ártemis é também a Deusa da Caça e dos caçadores. O mito nos pede que entendamos como é que a Mãe de seus animais é, ao mesmo tempo, quem lhes dá a morte. O Hino Homérico a Ártemis, escrito em 700 a.C., a retrata como uma caçadora de cervos, com arco de ouro e flechas que gemem, que corta os bosques escuros lançando gritos, fazendo eco aos alaridos de dor dos animais; uma imagem que expressa a selvageria da caça. Homero diz do caçador que:

"a própria Ártemis lhe havia ensinado
a disparar à todas as feras que o bosque cria nos montes".

O caçador afortunado colocava a pele e os chifres de sua presa em uma árvore ou colocava a coluna consagrada à Ártemis como sinal de agradecimento, e no templo de Despoina em Arcádia sua estátua estava coberta por uma pele de cervo.
Porém, como Deusa dos Animais, as vezes, caminha junto de um cervo ou veado, ou conduz um carro conduzido por cervos e, ainda, ela mesma aparece como um cervo ou ursa, até porque, os animais selvagens são a própria Deusa encarnada na forma animal.
Parece, portanto, que a figura de Ártemis foi construída sobre um paradoxo: é ao mesmo tempo, caça e caçadora, a presa e a flecha que a abate.
O que pode significar o que, como caçadora, se dispara a si mesma flechas de ouro?

No período Paleolítico matar a um animal equivalia a desfazer um vínculo sagrado, e a unidade primogênita tinha que restaura-se para que o povo pudesse viver em harmonia com a natureza, o que ao mesmo tempo significava viver em harmonia com o próprio ser. A pureza do caçador é um ritual de caça muito antigo, como é o ritual de restituição da vida arrebatada, já seja sacrificando alguma parte do animal morto ou reconstituindo-o através da arte. O urso na parede da caverna de "Les Trois Frères", coberto de flechas, pode interpretar-se desde este ponto de vista. No entanto, si tanto o animal caçado como a pessoa que o caça sob a proteção da Deusa, a ordem sagrada não pode realmente vulnerar-se. Ela é, definitivamente, quem dá e quem arrebata e nada poderá ser feito sem o seu consentimento.

Porém, essa dependência da graça da Deusa vem acompanhada de medo: medo de que o caçador não seja o bastante puro para tomar parte de seus rituais, ou de o sacrifício de restauração não seja suficiente, de que seu dom possa ser negado ou mesmo, de que os caçadores acabem convertendo-se sem presas.
                                   
 DEUSA VIRGEM DO PARTO

Encontramos o eco desta Deusa Ursa Primordial em todas as questões ligadas ao parto e à proteção de crianças e animais de peito.
Ártemis era a que regia os partos: ensinava a mulher que dava à luz a abandonar sua identidade cultural e a permitir que a guiasse a sabedoria do corpo, mais profunda:

 "Através de meu ventre se desencadeou um dia esta tormenta, porém invoque a celestial Ártemis, protetora dos partos e que cuido do arco, e favoravelmente acuda sempre as minhas súplicas". Assim canta o coro na obra de Eurípides.
A imagem leonina de Ártemis volta a expressar o medo ante ao abandono às forças da natureza, que, especialmente no parto, com seu necessário momento de entrega, pode expressar-se como "dom" ou como "maldição".
Existia a tradição também, que toda a mulher que sobrevivesse ao parto, deveria entregar suas vestes ao templo de Ártemis em Brauron, em Atenas.

Como "Mãe Ursa", tão ternamente retratada em uma imagem neolítica de Mãe Ursa com seu cachorro, a Deusa também cuida do recém-nascido, juntamente porque a lactância das crias de toda espécie pertence à esfera dos instintos da natureza. A ursa que está criando a seus pequenos é o animal mais feroz do mundo e, entre todos os animais, exceto os humanos, o simples ato de amamentar assegura a vida e espanta a morte. As jovens dançavam em honra de Ártemis ataviadas com máscaras e disfarces de urso, explorando assim a liberdade de sua própria natureza de urso, pois eram chamadas de "arktoi", "ursas".
Na Creta contemporânea, Maria, em seu papel de mãe, segue sendo honrada como "Virgem Maria do Urso".

No entanto, Ártemis não era mãe. Era a Virgem intacta cuja túnica curta e exercitada musculatura lhe davam um aspecto masculino; as meninas de nove anos, em sua etapa da pré-adolescência, eram suas companheiras favoridas. Durante as danças de suas festas as meninas, as vezes, levavam falos para celebrar que a Deusa continha em si mesma sua natureza masculina. Rodeava à Ártemis uma pureza, um inflexível autonomia, que conectava os amplos espaços inexplorados da natureza com a solidão que todo o ser humano precisa para descobrir uma identidade única.

Como Deusa das jovens solteiras e das mães parturientes, Ártemis une em si mesma, uma vez mais, dois princípios opostos, sendo mediadora de ambos. É possível que isto expresse uma ambivalência real: a do momento em que se chega a uma idade de troca vitais; atrás da perda da liberdade indomável e irresponsável da menina, há uma substituição pela dedicação constante que se necessita para se cuidar de um filho.

Todas as jovens que pensavam em casar e iam dançar em suas festas, na noite antes da da boda deveriam consagrar suas túnicas à  Ártemis. Nenhum casamento era celebrado sem sua presença.

ÁRTEMIS E O SACRIFÍCIO

Ártemis era, entre todas as Deusas gregas, quem mais recebia sacrifícios. Pausanias relata um sacrifício anual à Ártemis em Patras: como em muitos outros lugares, toda a classe de animais selvagens eram jogados na fogueira e se queimavam, aves, cervos, lobos, javalis, etc. O mesmo ocorria em Mesene, perto do templo de Ilitía, a antiga Deusa cretense do parto, as vezes associada à Ártemis.

Parece, portanto, que a Deusa que personifica o lado selvagem da natureza é q que provoca o medo mais primitivo a depender de forças que estão muito além do controle humano, e cujas leis podem violar, sem dar-se conta disso.

O poema épico principal da cultura grega, a Guerra de Tróia, começa com um erro desse tipo. Agamenon havia matado um cervo em um bosque consagrado à Ártemis que, como retribuição, exige dele o sacrifício de sua filha Ifigênia. Mediante a astúcia de seu irmãos, Orestes, uma gama é sacrificada em seu lugar, porém a imagem de Ártemis, necessita de sangue humano.

Na realidade se sacrificava cabras à Ártemis antes de cada batalha, pois a caça e a guerra se apresentavam como equivalentes.

  
DEUSA TRÍPLICE

Como Deusa do sub-mundo, ela é associada ao Nascimento, Procriação e Morte. Como Deusa da terra, representa as três estações: Primavera, Verão e Inverno. Como Deusa do céu, ela é a Lua nas fases de Lua Nova, Lua Cheia e Lua Escura. Como Deusa Tríplice foi personificada de mulher primitiva, mulher criadora e destruidora.


ÁRTEMIS DE ÉFESO



Em Éfeso, na Ásia Menor, onde antigamente a Deusa Mãe anatólia deu à luz apoiada em seus leopardos, se alçava um esplêndido templo com uma imensa estátua de Ártemis, uma enorme figura enegrecida, com o corpo coberto de cabeças de animais e enormes peitos na forma de ovo. O curioso é a razão pelo qual se deu o nome de Ártemis, pois essa fecunda figura desenvolta fertilidade não parece nada com a angulosa Ártemis da tradição grega. É provável que se tratasse originalmente de uma manifestação local de Cibeles, a que logo os gregos deram o nome de Ártemis.

Sendo que as figuras míticas perderam durante milênios, não deixa de ser significativo que, mais de mil anos mais tarde, também fora Éfeso o lugar em que Maria, mãe de Jesus, foi proclamada "theotokos", "Mãe de Deus".


ÁRTEMIS E APOLO

A versão olímpica da antiga linhagem de Ártemis a faz filha de Zeus e Leto e irmã de Apolo. A história conta que Leto sofreu as dores do parto durante nove dias e nove noites antes de dar à luz aos gêmeos. Ártemis foi a primeira a nascer, e foi um parto sem dor; depois nasceu Apolo. Segundo alguns relados, se converteram na Lua e no Sol.

A relação entre Ártemis e Apolo não foi sempre o simples vínculo entre um irmão e uma irmã que compartilham o arco e as flechas, a lira e a pureza da distância e dos grandes espaços abertos. Em Delos, onde nasceram, o templo mais antigo e de maior tamanho, que mais tarde se converteria em santuário de Apolo, construído em torno de 700 a.C., pertencia a Ártemis. O templo de Apolo foi erguido na periferia. No entanto, em Delfos, que Apolo se apropriou no século VIII a.C., enquanto pertencia antes a Deusa da Terra, Ártemis não está presente. Harrison considera significativa esta exclusão e diz:

"Ártemis, como Mãe, tinha um deus varão ou filho como consorte subordinado, do mesmo modo que Afrodite tinha a Adonis. Quando o patriarcado expulsou o matriarcado, a relação entre o primeiro casal se espiritualiza, logo esse casal se concebe na relação estéril de irmã e irmão. Finalmente, a figura feminina se desvanece por completo e o consorte varão emerge como mero filho de seu pai ou mero porta-voz da vontade de seu pai".



A DEUSA E SEU FILHO AMANTE

O mito da Grande Mãe que se une ao seu consorte para depois sacrificá-lo no rito de matrimônio sagrado pode ver-se claramente no conhecido relato de Actéon, o príncipe tebano, em cuja iconografia o mito antigo se vislumbra. O próprio Actéon era caçador e viu Ártemis enquanto se banhava nua. Para Deusa, um intruso humano em sues ritos sagrados era uma profanação, castigou-o então convertendo-o em um cervo. Os cães de Actéon, incapazes de reconhecer o dono, o fizeram em pedaços. Sua mãe, Autónoe, assumiu o papel de Ísis para com Osíris, reconstituindo seu corpo desmembrado, voltando a unir os ossos do filho.
 Um relato, entretanto, mais antigo, pode ser a da união e posterior desmembramento do matrimônio mítico entre Ártemis como cerva e seu filho-amante como cervo. Na figura acima, uma pele de cervo cobre as costas de Ártemis, de maneira que se transforma verdadeiramente em Actéon em uma versão masculina de si mesma, ou seja, em seu consorte.

O banho de Ártemis faz eco ao banho ritual da Deusa, que, como nos conta Tácito, em seu "Germania", só podia se visto por "homens condenados à morrer". Os cães que desmembraram Actéon são também animais sagrados de Ártemis, e suas sacerdotisas usavam máscaras com rosto de cão caçador, o que sugere que o desmembramento era encenado ou imitado pelas sacerdotisas.

A diferença entre o mito antigo e o novo resulta esclarecer a importância do que se perdeu, pois na troca do matriarcado para o patriarcado, houve muitas implicações e não se resume tão somente a perda de poder das mulheres e das Deusas. Mais significativamente, o que se perdeu foi uma história que é verdadeira, no sentido de que articula uma percepção intuitiva da psique, e portanto devolve à psique sua harmonia inerente.

Cassirer falou:"o homem só pode chegar a descobrir e a adquirir consciência de seu próprio interior, pensando-o em conceitos mitológicos e instruindo-o em imagens mitológicas". Isso quer dizer, que qualquer diminuição das imagens dos deuses provoca uma diminuição ainda maior, da capacidade dos seres humanos de conhecer-se a si mesmos. A história do matrimônio sagrado da Deusa e do deus, clarifica a relação entre a vida infinita e a finita e, portanto, entre as partes divina e humana da psique, de tal maneira que possam compreender-se mais profundamente as forças interiores enfrentadas.

Ártemis, como alma do selvagem, dá expressão ao lugar da psique onde a humanidade se sente livre das preocupações humanas, e ao mesmo tempo, aberta aos imensos poderes indômitos da natureza. A figura que tomou vida na imaginação grega outorgou um caráter absolutamente sacro aos âmbitos selvagens da natureza e aos âmbitos selvagens do coração humano que os refletem.


ÁRTEMIS/DIANA HOJE

O Arquétipo da feminilidade desta Deusa-Virgem, começa a se tornar importante novamente. Por muito tempo permanecemos à sombra da feminilidade absoluta, sob a influência de uma realidade masculinizada.  

Ártemis/Diana é tão linda quanto Afrodite e nos fala que a solidão, a vida natural e primitiva pode ser benéfica em algumas fases de nossa vida. Amazona e arqueira infalível, a Deusa garante a nossa resistência a uma domesticação excessiva.

Além disso, como protetora da fauna e flora, ela é uma figura associada à ecologia contemporânea, onde há necessidade de salvaguardarmos o que ainda nos resta.
Uma parte deste redespertar da espiritualidade artemisiana já vem ocorrendo há vários anos na Europa, mas já chegou também ao Ocidente. Na Grã-Bretanha, redescobriu-se a antiga Deusa Branca dos celtas, graças ao maravilhoso livro "White Goddess", de Robert Graves.
Hoje já há também uma nova compreensão sobre feitiçaria, sob o nome de Wicca. Esta religião-arte, nada mais é do que a "antiga religião" de Diana/Ártemis. Aquelas mulheres que praticavam o culto à Deusa Diana vieram a ser identificadas com as chamadas bruxas e foram perseguidas e exterminadas. Entretanto, junto com a Wicca e outros movimentos semelhantes, está ocorrendo uma importante ressurreição das antigas tradições xamânicas e de cura nos quatro cantos do mundo.

Todos os tipos de neo-pagãos têm buscado as origens reais ou reconstruídas do xamanismo.

  
EM BUSCA DA INDIVIDUALIDADE PERDIDA

                     
Ártemis atira-lhe sua flecha da individualidade, convidando-a(o) a concentrar-se em si mesma(o).
Você tem estado demasiadamente ocupada com outros que esquece de si mesma?
Há bastante tempo não tem um espaço só seu?
Os limites de sua individualidade encontram-se difusos e indistintos?
Sua personalidade é desprezada ou aniquilada pelos outros, pois eles sempre impõe suas necessidades antes das suas?
Pois aqui e agora é hora de ser você mesma, se impor como pessoa com identidade própria e não viver mais a vida dos outros.
É hora de seu resgate individual, de celebrar e fortalecer a pessoa maravilhosa que você é.
Ártemis lhe diz que a totalidade é alimentada quando você se honra, se respeita e dedica um tempo para si mesma. Ela também pergunta como você pode esperar conseguir o que quer se não tiver um "eu" a partir do qual atirar para alcançar seu objetivo?







RESGATE DE SUA MULHER SELVAGEM


Encontre um local em que ninguém possa lhe incomodar, se for ao ar livre, tanto melhor.
Sente-se confortavelmente.
Inspire profundamente e expire emitindo um som, tipo hhuuuumm!
Faça isso por três vezes.
Agora você deve visualizar uma frondosa árvore.
Imagine-se em frente à ela e em seguida ande a sua volta.
Do outro lado da árvore verá uma abertura em seu tronco, como a porta de uma caverna, entre nela sem medo. Dentro da árvore relaxe e sinta-se mergulhar no vazio.
Para baixo.....mais para baixo bem devagarinho............ você terá a sensação de estar flutuando.
Quando alcançar o final da raiz, sinta como se estivesse caído sobre um travesseiro de penas de ganso, macio..macio.
Você chegou às portas do sub-mundo.

É hora de clamar pela Mulher Selvagem.
Você pode gritar, uivar, cantar, dançar, bater tambor, o que achar melhor, mas faça bastante barulho, pois talvez ela esteja por demais adormecida dentro de você.
Quando você a enxergar, agradeça sua presença e peça-lhe algo, qualquer coisa.
Se não tiver idéia sobre o que pedir, peça que ela lhe dê o que mais precisa, que você receberá o presente com o coração aberto.
Se ela lhe pedir algum presente, retribua com carinho.
Após estas trocas simbólicas, seus laços de amizade estarão reforçados.
É hora de retorna, peça-lhe docemente que ela lhe acompanhe.
Ela lhe dirá sim e você em retribuição a sua gentileza deve abraçá-la e, ao fazê-lo, sentirá que você e a Mulher Selvagem se fundirão em uma só.
Uma onda de felicidade e alegria tomará conta de todo o seu ser.

É hora de percorrer o caminho de volta, encontre à raiz da árvore que estará atrás de você.
Deixe-me novamente flutuar e sentirá que uma brisa fraca a impulsionará para cima...para cima...cada vez mais para cima, até alcançar o interior do tronco da árvore.
Ao sair pela abertura, respire bem fundo e à medida que solta o ar, senta seu corpo novamente.
Movimente os dedos da mão e assim que estiver pronta abra os olhos.
Seja Bem-vinda!


RITUAL DO ARCO DE ÁRTEMIS

Esse ritual é excelente para ser realizado quando desejar muito alcançar um objetivo financeiro ou material.
Já foi realizado por minhas irmãs bruxas e sempre conseguimos alcançar tudo que desejávamos.
Portanto, passo para vocês algo de muito bom, criado pelas bruxas do sul (RS), pois aqui temos muita gente boa praticando bruxaria.
A maioria das irmãs de meu coven, são como eu, filhas de imigrantes europeus, herdeiras de conhecimentos que foram transmitidos por nossas avós e mães e, portanto praticantes da verdadeira bruxaria, aquela, "a original", que é passada de geração à geração.

Material:
1 metro de fita: da cor branca, verde e azul (cores da Deusa Ártemis)
3 velas pequenas nas cores: verde, branca e azul.

Esse ritual deve ser realizado na Lua crescente ou cheia em um local onde haja árvores, para que você consiga encontrar na própria natureza o arco de Ártemis.
Pode ser qualquer galho que possua a curvatura de um arco.

Em seguida que achar o galho certo, com ele trace um círculo em torno de você.
Agora deve invocar as quatro direções e as energias dos elementos, anjos e os poderes que neles residem usando o arco, que deve ser segurado com a mão esquerda.
Para invocá-los é necessário se posicionar em frente a cada ponto cardeal e dizer:

NORTE,
Guardiões das Torres de Observação Norte,
Convidamos o Arcanjo Uriel (terra) e o javali, o urso, o lobo, o boi de chifres brancos;
Pelos poderes da terra e da Criação,
Venham a esse círculo e nos abençoem.
 Terra, Seja Bem-Vinda!

OESTE,
Guardiões das Torres de Observação Oeste,
Convidamos o Arcanjo Gabriel (água), a águia e o salmão;
Pelos poderes da água e da emoção,
Venham a esse círculo e nos abençoem.
Água, Seja Bem-Vinda!

SUL,
Guardiões das Torres de Observação do Sul
convidamos o arcanjo Miguel (fogo) e o leão;
Pelos poderes do fogo e da transformação,
Venham a esse círculo e nos abençoem
Fogo, Seja Bem-vindo!

LESTE,
Guardiões das Torres de Observação do Leste,
Convidamos o arcanjo Rafael (ar) os pássaros do ar.
Pelos poderes do ar e da razão,
Venham a esse círculo e nos abençoem
Ar, Bem-vindo!

Depois, peque as três fitas e juntas enrole-as no arco de Ártemis, de modo que cubra boa parte dele.
Amarre as pontas.
Acenda as três velas juntas e fixe-as no chão.

Agora diga:

Poderosa Deusa Ártemis,
Cujas áureas flechas arrancam gemidos
Venho lhe pedir ajuda para alcançar meus objetivos:....
.....descreva o que deseja,
 enquanto gira o arco por cima sua cabeça.

Feche os olhos e visualize a Deusa vindo até você com uma comitiva de ninfas que dançam à sua volta.
Sorria para ela e agradeça a sua presença.
Abra os olhos, agradeça aos elementais, animais e arcanjos também por terem ajudado para que tudo acontecesse da maneira mais correta e para o bem de todos.
Desfaça o círculo caminhando no sentido anti-horário dizendo:
"ENVIO ESSE CÍRCULO AO UNIVERSO COMO OFERENDA. O CÍRCULO É DESFEITO, MAS NÃO É QUEBRADO!"


INVOCAÇÃO

 Oh, minha Deusa Diana
Escuta a voz de meu coração
Ouça a minha canção de adoração
O céu na Lua Cheia
enche-se com sua beleza
Que seu feixe de prata
Abra a porta dos sonhos
Minha amada Deusa Lua
Ensina-me seus mistérios antigos
Presenteia-me com a sabedoria e
ajuda-me a afastar espíritos opressores
para que a cura se opere dentro de mim
Abençoa-me e recebe-me como sua filha(o)
Quando meu corpo cansado repousar esta noite
fale com meu espírito interno
Ensina-me, Rainha da Noite
            Sou toda ouvidos!  

Texto pesquisado e desenvolvido por


ROSANE VOLPATTO